rentrée com coelho em seu leito de ignomínias


Pergunto-me a mim mesmo vezes e vezes sem conta: como é que todo um povo que, ao que eu saiba, tem cérebro e sentimentos, continua a suportar tal personagem? Como vendilhão de qualquer coisa, banha-da-cobra ou pentes para carecas, como corretor na Bolsa, como empresário de meia-tigela, como empregadote da treta, ainda vá que não vá. Mas primeiro-ministro, senhores? E a botar faladura? E a marcar-nos o destino? E a arruinar-nos o intestino sempre que surge na pantalha? E a mandar em nós? E a tratar-nos como párias, parasitas, máquinas de trabalho e de sustento do fisco? E a levar-nos tudo, dinheiro, saúde, alegria de viver? Até quando, senhores, vamos comer e calar? Comer pouco, calar muito.

Imagem: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

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