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A mostrar mensagens com a etiqueta fascismo

é dos tontos que reza a história

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Lembro-me de algumas almas caridosas, daquelas que peroram amiúde pelas televisões com o elevado intuito de educar as plebes, terem dito que não, que Nigel Farage não se podia considerar de extrema-direita. Que dizer então do seu namoro com Trump? Ainda este não tinha tomado posse, para remissão de todos os pecados do mundo, já Nigel o visitava no seu castelo espalhafatosamente dourado da Quinta Avenida. Trump, por sua vez, recomendou o fiel companheiro para comentador da Fox News, que amor com amor se paga e os amigos são para as ocasiões. Farage saiu da mesma fornada de Trump e de Le Pen. E, minhas senhoras e meus senhores, a realidade é só uma e é aterradora, a extrema-direita está a assenhorear-se do mundo. Num balanço (nem pouco mais ou menos exaustivo), os Estados Unidos, a Rússia, a Polónia, a Hungria, a Turquia, as Filipinas já se passaram para o lado de lá, para o negrume fascista, sem contar com outras pequenas e grandes ditaduras de diferentes matizes e outras (ainda) demo…

chamem os bois pelos nomes!

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Encarquilham-se-me as unhas dos pés de cada vez que ouço a palavra populismo, tão na moda entre os arautos da comunicação associal, para caracterizar os bois a que não ousam dar nome: os fascistas. Porque Le Pen não é (só) populista, é antes de mais fascista. Tal como Trump. A mentira exacerbada, a demagogia desenfreada, a violência verbal, a intolerância, a xenofobia, o apelo ao ódio, são apenas meios - populistas - para atingir os seus fins: o poder. Trump não quer, nunca quis as responsabilidades inerentes à presidência dos Estados Unidos. Quer poder pelo poder. É o seu brinquedo derradeiro porque a mansão dourada, os negócios espúrios, os logros milionários, a exploração atroz de colaboradores e parceiros, as gajas boas já não lhe chegavam para satisfazer a sua imensa vaidade, a fútil ligeireza do seu ser mesquinho e trapaceiro, nulo de valores, ideias, ideais humanos. Trump quis mais. E conseguiu, com o beneplácito de multidões que, tal como aconteceu com Hitler, viram nele o sa…

do trumpolineiro e dos defecadores de prosa

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Os indefectíveis defecadores de prosa em louvor do neoliberalismo, reverentíssimos apóstolos de Cristas e do senhor dos Passos, lá bem no fundo, no segredo dos seus deuses menores, com o pudor que lhes inspira a hipocrisia, exultaram com a eleição do Trumpolineiro. Nem às paredes o confessam, não vá os ventos mudaram e os salaristas não voltarem em dia de nevoeiro. Publicamente, publicam virtudes, admoestações, preocupações, condenações. Vituperam - para consumo do leitor, ouvinte, telespectador papalvo -, o caceteiro, o regateiro, o arruaceiro, o trapaceiro com estaminé de ouro e mármore montado na Quinta Avenida. E acusam a esquerda pela sua vitória. O declínio da esquerda dá força à extrema-direita, clamam e proclamam, como se a direita - de que Hillary faz parte - não tivesse sido derrotada em prol da sua ala mais radical.
Há enfraquecimento das forças de esquerda? Também. Se considerarmos esquerda aquela social-democracia bem comportadinha, muito responsavelzinha, assaz tolerant…

açaçinar a língua, os refujiados, os cumunas

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as viúvas negras do generalíssimo

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Algumas delas ostentando casacos de peles sob um sol de 30º, as tristes viuvinhas manifestaram-se no Domingo, em Madrid, para assinalar os aniversários das mortes de Franco e Primo de Rivera. Mas nem só de mulheres se alimenta a nostalgia pela ditadura franquista; também por lá andaram, fazendo a saudação nazi, homens quase todos de idade mas também muitos jovens. Rezam as crónicas que se venderam recuerdos, de bustos do generalíssimo a copos com símbolos falangistas. Entre os organizadores, esteve o Movimento Católico Espanhol.

E não se pode excomungá-los? Ou obrigá-los a acartar pedra, Vale dos Caídos acima e abaixo, até que a morte os separe de Franco para todo o sempre?





o salazarismo não acabou, está instalado entre nós

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Por Jorge Rocha http://ventossemeados.blogspot.pt/
Um dia, quando a distância histórica nos permitir olhar para estes últimos anos da política portuguesa com a objetividade de quem já conseguiu arrumar devidamente as emoções, será forçoso reconhecer que o mandato de passos coelho terá sido o do momentâneo retorno ao que o salazarismo teve de mais mesquinho nos valores e nas práticas.
Olha-se para aquela gente sinistra, que rodeia passos coelho e paulo portas nas fotografias e toda ela remete para o bolor fétido, que lhes habita as cabeças.
Por exemplo o secretário de estado dos assuntos fiscais, que é o paradigma já constatado em paula teixeira da cruz e em nuno crato em como os chefes nunca são culpados, porque encontram sempre subordinados em cujos ombros descarregar as culpas. Como escreve Elizabete Miranda num dos jornais económicos, «Paulo Núncio é mais um membro deste Governo a evidenciar uma extraordinária dificuldade em assumir as suas responsabilidades políticas. Quando se t…

a cores engana melhor

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o mamarracho do cónego em terra de arcebispos

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Lembram-se do cónego Melo? Pertenceu ao MDLP e, segundo se diz à boca cheia, foi o instigador de atentados à bomba e da destruição de sedes de partidos de esquerda durante o Verão de 1975. O peidorreiro pifou, bateu as botas, lerpou, foi desta para melhor, para junto do diabo seu amigo, mas lá por Braga, terra de arcebispos, beatas e santinhos de pau carunchoso, deixou saudades. Tanto assim é que já está colocada, junto à urbanização Pachancho, a estátua que evoca o doce Melo. Falta-lhe, faço notar, um facho na mão direita ou não tivesse sido ele paladino da liberdade.
Acrescente-se, como matéria de reflexão para as gentes que se dizem de esquerda mas votam PS, que os vereadores deste escangalhado partido foram os únicos a votar favoravelmente a instalação do escarro de pechisbeque numa rotunda de Braga. O PSD e o CDS abstiveram-se.

tenham medo, tenham cada vez mais medo

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Tenham medo, muito medo. Eles podem negar, jurar a pés juntos que está ainda por nascer quem seja mais democrata do que eles, mas mesmo assim tenham medo, muito medo. São gente de extrema-direita levada a extremos com a desculpa da crise e dos desmandos de Sócrates. Tenham medo, tenham muito medo. Perseguem o trabalhador com impostos, descidas de salários, roubos vários e em várias frentes, do fisco ao confisco. Protegem o banqueiro, o senhor do dinheiro, o parceiro. Tenham medo, tenham muito medo. Até agora, só andaram a testar-nos, a ver quão longe podem ir. Se os deixarmos à rédea solta, o pior está para vir. O desempregado é um madraço que, noutros tempos, seria atirado para a mitra a pão e água. Os velhos são uns inúteis, um peso para a sociedade, a sociedade deles, as sociedades deles, a bolsa deles, as acções deles. Os estudantes, a não ser os filhos deles, são uma futilidade, um desvario de pobretanas armados ao pingarelho. Há que acabar com tudo isto. Devolver o país a quem …

quem manda? salazar! salazar! salazar!

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Portugal, em plena II Grande Guerra. Os portugueses faziam fila para receberem senhas de racionamento. Fizesse frio ou chovesse a potes, pernoitavam junto das lojas na esperança de conseguirem comprar um naco de pão, um quilo de feijão, umas batatas. Uma sardinha era repartida por quatro ou cinco. Mas a zona de Belém, em frente dos Jerónimos, foi terraplanada, um bairro destruído (primeiras duas fotografias) para que Salazar pudesse inaugurar a "grande exposição do mundo português", em 1940. Nenhum custo, por mais astronómico que tivesse sido, foi demais para louvar o mago que regularizou as finanças públicas, a sua gloriosa obra e o seu imenso império colonial. Império que perduraria, apenas, por mais 35 anos.







não passarão!

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O fascismo, mascarado ou não, está de regresso. Um pouco por todo o mundo, começa a luta contra a Aurora Dourada e em solidariedade para com o povo grego. É tempo de ressuscitar velhas palavras de ordem que julgávamos nunca mais vir a precisar. Como esta: não passarão! Paris  Atenas  Chicago



Colónia Copenhaga Dublin Londres  Leipzig Montreal Todas as fotografias recolhidas em:
https://www.facebook.com/internationalriot

a itália em polvorosa

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A imprensa portuguesa remete-se ao silêncio mas, nos últimos dias, Itália tem sido palco de motins e manifestações. Grupos fascistas contra antifascistas, polícia contra civis, gente de todas as idades e credos sai às ruas para protestar. Assim vai a Europa. E ainda o andor não saiu do templo.