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o mundo que césar chora e o outro que deplora

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Ainda o deboche do César. A Fernanda Câncio, em mais um excelente artigo no DN, jornal onde o abominável Neves também debita a sua conservadoríssima diarreia escrita, veio lembrar-me alguns aspectos que deixei escapar há dias quando me referi, pela primeira vez, à debochada última prosa do arauto da santa madre Igreja, não a do Papa Francisco mas, ah que saudades!, a do Torquemada e dos autos-de-fé a São Domingos e para os lados do Paço Real, à beirinha do Tejo.

César, a iluminada luminária, vem condenar a Sodoma e Gomorra em que o mundo se transformou, em que tantos de nós sacrificamos a pureza dos corpos, a virgindade da genitália, no "altar do deboche". A inspirada expressão é dele, não minha, a César o que é de César.

Fernanda Câncio veio lembrar-me os tempos em que a pedofilia não só era tolerada como considerada normal; os tempos em que o marido sustentava duas casas, a legítima e a da amante, facto natural e até um ponto de honra porque ostentava a virilidade do mach…

esperar pela pancada

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Por Fernanda Câncio http://www.dn.pt/
Disse Passos, no congresso da risota, que no meio da pancadaria - a de Molière e a outra - com que nos mimoseia há dois anos e meio as últimas arrochadas, mesmo se mais fracas, podem doer mais que as primeiras. Será? Parece é que já nada dói, ou nada já se sente, tal o estado de catalepsia em que o País mergulhou. O coma é tal, aliás, que Relvas, o Relvas que há 11 meses saiu, choroso, por "falta de condições anímicas", se animou a regressar de corpo à alma que é deste PSD. Aliás levou só um bocadinho mais de tempo que Gaspar, o ministro das Finanças que em julho reconheceu por escrito o falhanço da sua política e veio agora, impante, congratular-se no (seu) "milagre". E bastante mais que Portas, tão rápido a sair e reentrar que nisso (como em tanta outra coisa) ninguém o bate.
E, depois, de que últimas pancadas fala Passos, quando se anunciam quatro mil milhões de cortes (o mesmíssimo valor que se anunciava no início de 2013 …

sado-maluquismo

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Por Fernanda Câncio
http://www.dn.pt

"Como avisei na altura devida, chegámos a uma situação insustentável", Cavaco, 10/6/2010 (com dívida 94%)
"São insustentáveis tanto a trajetória da dívida pública como as trajetórias da dívida externa." Cavaco, 9/3/2011 (com dívida 108,2%)
"As dificuldades que Portugal atravessa derivam do nível insustentável da dívida do Estado e da dívida do País para com o estrangeiro." Cavaco, 1/1/2013 (com dívida 124,1%)
"Surpreende-me que em Portugal existam analistas e até políticos que digam que a dívida pública não é sustentável. Só há uma palavra para definir esta atitude: ma-so-quismo." Cavaco, 30/10/2013 (com dívida prevista pelo Governo de 127,8%)
"Os juros da dívida soberana vão cair gradualmente, à medida que Portugal atinge as metas impostas pelo programa de assistência financeira." Gaspar, 20/4/2012
"O cumprimento do Programa é inequívoco e os progressos alcançados são significativos." Gas…