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o maná dos algozes

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Numa qualquer festança da JSD, Maria Luís anunciou que o Estado anda de cofres cheios, pronto para qualquer contrariedade. Salazar também assim agiu, à custa das privações do povo e do ouro nazi roubado aos judeus.
Reduziram-se salários e pensões, aumentaram-se impostos, despediram-se funcionários, cortou-se na Saúde, na Educação, nas prestações sociais, obrigaram-se milhares de jovens a emigrar, deixou-se morrer nas urgências, paga-se a tempo e horas aos credores porque temos que honrar os nossos deveres, mas os compromissos para com todo um povo puderam ser sonegados. Esvaziaram-nos o futuro. Para que os cofres fiquem cheios. 
Não passamos de dados estatísticos, pagadores de impostos perseguidos com acinte se não os liquidamos a tempo e horas, meros números de deve e haver numa folha de excel. Toda a atenção se concentrou nos cofres que, custe o que custar, é preciso rechear.
O país pode morrer. Os cofres estão salvos.

alzheimer na alta finança

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Sou um génio das finanças, da economia, da governação. Desde o início da crise, desde Sócrates, que tenho estado irredutivelmente contra a austeridade que só atinge os "pequenos", nunca os "grandes", o mexilhão que se lixa enquanto a lagosta se dá a luxos. É que eu cá, ao lado do FMI, sou um crânio. Os gajos tanto se declaram contra a austeridade como a favor, tanto dizem hoje uma coisa como, amanhã, o seu contrário se preciso for. Desta feita, foi Lagarde a avisar que ainda serão precisas mais reformas em países como Portugal. Reformas, no vocabulário deles, significa uma só coisa: austeridade, cortes nos salários, pensões, escola e saúde públicas. A morte do Estado Social para proveito dos "mercados", essa entidade que poucos sabem o que é, quem os constitue, mas que tanto mal nos faz.
Sou um génio, não há dúvida. Ponham-me a governar. Farei melhor do que Passos, prometo. Aqui, e só aqui, estou com Mira Amaral, com a vantagem de o dizer sem uma chuvada…

a grande mistificação de medina carreira

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No dia 9 de Setembro, no seu programa "Olhos nos olhos", Medina Carreira voltou a bater no seu saco de pancadas preferido: o chamado "estado social". A perversidade desta estrela da TV portuguesa é que embrulha o seu ataque ao "estado social" (pensões, educação, saúde, etc) em meias verdades. Assim, quando aponta o crescimento da despesa pública esquece de dizer que o peso dos juros já é superior à educação e idêntico ao da saúde. Na verdade, os principais problemas do Estado português são a quebra de receita fiscal devido à recessão económica, bem como despesas que podem e devem ser reduzidas – como as PPPs e os custos energéticos (rendas excessivas). 
Cabe perguntar: quando os juros da dívida pública começaram a aumentar de forma tão alarmante? A resposta, a partir da entrada de Portugal na zona Euro, ou seja, da perda da sua soberania monetária. Desde então, para financiar-se, o Estado português teve e tem forçosamente de recorrer à banca privada. Ass…

questionário da mulher de césar

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Por Artur Portela http://www.ionline.pt/
1) Foi? 2) Não foi? 3) Era? 4) Não era? 5) Nunca foi? 6) Nunca teria sido? 7) Não é? 8) Não será? 9) Nunca será? 10) Esteve? 11) Não esteve? 12) Nunca estaria? 13) Aconselhou? 14) Não aconselhou? 15) Nunca aconselharia? 16) Apresentou? 17) Não apresentou? 18) Nunca apresentaria? 19) Vendeu? 20) Não vendeu? 21) Nunca venderia? 22) Ajudou a vender? 23) Não ajudou a vender? 24) Nunca ajudaria a vender? 25) Se tivesse estado, lembrar-se-ia? 26) Se, mesmo não tendo funcionalmente estado, tivesse estado infuncionalmente, de que é que se lembraria? 27) E de quem é que se lembraria? 28) E de quem é que não se lembraria de certeza? 29) Não se lembra se se lembra? 30) Lembra-se perfeitamente de que se lembra que não se lembra? 31) Lembra-se perfeitamente, não apenas de que se lembra de que não se lembra, mas também de que não tem de q…

tudo para o galheiro

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt
Andaram anos a dizer-nos que Portugal é uma família de moinantes que gastou muito mais do que podia. Acreditamos na fábula? Vamos então actualizá-la.
A família Coelho teve de cortar nos gastos. O pai reduziu por decreto contas de supermercado, mesadas, livros e inutilidades similares; até o tempo dos banhos. Mas os megafones da fábula tinham- -se esquecido de algo: muito do rendimento da família vinha do que vendiam uns aos outros. Sem clientes, o ginásio da filha fechou, a mercearia do filho emagreceu e o estaminé de venda de gás do genro esvaziou-se. O dinheiro lá de casa seguiu o caminho do dodó. Do alto da sua clarividência, opater familias nada disto imaginara. Sai nova invenção: “Vamos gamar o cheque da pensão do avô. De caminho, obrigamos o inútil do primo desempregado a dar-me um bom bocado do subsídio, antes que o gaste em parvoíces. E como os funcionários públicos são uma cambada de madraços, saquemos uns euros valentes à tia Ana.”
Os ab…

finito

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Por Constança Cunha e Sá
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Num tom de jubilosa serenidade, o dr. Vítor Gaspar decidiu informar os portugueses que o esplêndido programa congeminado, com desvelo, com a troika ruiu com estrondo, arruinando, pelo caminho, milhares e milhares de portugueses. Ao fim de dois anos, o aluno disciplinado, determinado a ir além do que lhe era exigido, falhou todas as previsões e não conseguiu atingir um único dos seus objectivos. O défice não foi cumprido, o desemprego disparou, as receitas fiscais diminuíram, o consumo interno encolheu drasticamente e as previsões sobre recessão, essa cereja em cima do bolo, sobem sempre que o ministro das Finanças abre a boca sobre tão escaldante matéria. No Orçamento do Estado surgiu o auspicioso número de um por cento. Dois meses depois, o Orçamento foi à vida e o ministro, sem qualquer sobressalto, duplicou o valor da recessão. Agora, já vamos em 2,3 por cento e o dr. Vítor Gaspar, respaldado no seu imenso prestígio externo, diz-nos ap…

à sombra de salazar

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Os dados foram divulgados hoje, mas a gente já os adivinhava há muito: Portugal está a sofrer a maior recessão de décadas. Vítor Gaspar, o homem que não consegue acertar um número, é tido como um crânio das finanças, um gajo que, quando deixar de nos apertar o pescoço e assaltar os bolsos, terá um cargo garantido em qualquer instituição da alta finança internacional. O homem que, em sentido figurado e, acho eu, apenas isso, baixa as calças para os senhores da troika, será votado, daqui a uns 80 ou 90 anos, como o grande português do século. Terá a mesma sorte de Salazar. Fala arrastada. Versados em finanças. Tendência para o autoritarismo. Salazar quis-nos pobres. Gaspar também. É muita coincidência junta.
Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

contra o confisco dos senhores do fisco

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o mito encalhado

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Por Baptista-Bastos
http://www.dn.pt

Tudo indica que o Grande Manitu das finanças portuguesas não passa de uma fraude. O homem, tido e havido como um génio sem par, não lhe acerta uma. De cada vez que se põe a prever, a projectar números e concepções, sai tudo errado; pior: acontece o contrário, com a consequência nefasta de afectar milhões de nós. Só agora, as indignações e os vitupérios começaram a surgir. E posta em causa a competência de Vítor Gaspar. Não se lhe exige que seja uma pitonisa de Delfos, dispondo de poderes premonitórios quase divinos. Mas pede-se-lhe, unicamente, que faça bem o seu trabalho: analise, compare, estatua as previsibilidades do mercado. A experiência ideológica aplicada a Portugal, de que ele é um obediente serventuário, conduz a um esvaziamento do próprio animus colectivo, resultado de um empreendimento de sujeição baseado no medo, na violência e na unilateralidade de pensamento.
No domingo, durante o programa Prós e Contras, de Fátima Campos Ferreira, …

gaspar mete água e o poço tem fundo

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O inenarrável Gaspar, todo-poderoso ministro do Estado e das Finanças, tem aura de génio. Com desprezo pela gentalha que por aqui vegeta, aceitou ainda assim o sacrifício de ser ministro para, tal como Salazar em tempos que já lá vão - vão mas voltam -, pôr as contas em ordem. Mas, genialmente, engana-se. Afinal de contas, contas feitas em excel, que ao menos nisso não é azelha, veio hoje declarar que terá que rever os números da recessão, adiantando que a riqueza a produzir pelo país em 2013 irá reduzir o dobro do que esperava. E ameaça desde já com mais um pacote de austeridade para acertar as contas, solução fácil e eficaz se o poço não tivesse fundo.
Sabendo que o ano ainda agora começou, e que a procissão dos devotos neoliberais ainda está a sair do adro, seguramente com a benção embevecida de D. Policarpo, está-se mesmo a ver onde é que isto vai parar.
Se quer o meu conselho, esconda a carteira, se ainda tiver dinheiro na carteira. Ou esconda-o no colchão, se ainda tiver colchã…

fascismo electrónico

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Por Fernando Dacosta http://www.ionline.pt
A perseguição aos idosos pobres continua florescente entre nós. Explorá-los, humilhá-los, tornou-se afã insaciável dos que julgam hoje governar o país.
Última malfeitoria: obrigar os que recebem pensões acima de 293 euros mensais a fazer declarações de IRS – de que estavam dispensados.
Sendo, como se sabe, o preenchimento do seu formulário um mimo de simplicidade e a sua entrega (por internet) um doce, a medida vai tornar-se passatempo de delícias para os velhotes que, como se sabe, são barras em informática.
Desde que os preços dos computadores e das mensalidades da net passaram a ser ninharias em rendimentos como os referidos, os pensionistas portugueses não mais largaram o primeiro lugar do rating europeu de utilizadores de PC, MAC e quejandos.
A decisão é ainda excelente por permitir aos funcionários públicos da área combaterem a pasmaceira em que caíram quando o simplex entrou, pela sua eficácia, de dispensar o dinamismo da máquina do E…

portugal regressa aos mercados com carniça boa e barata

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Ufanai-vos, senhores! Portugal está, para honra e glória de uns Passos e Gaspares quaisquer, de volta aos mercados com, qual supermercado de subúrbio, carne da mais alta qualidade aos mais baixos preços. Passámos a exportar médicos, enfermeiros, investigadores, engenheiros, arquitectos. E, no plano interno, a coisa também não está mal, as rezes humanas estão a perder valor a olhos vistos, para gáudio de empresários estrangeiros que, agora sim, em vez de implantarem as suas fábricas na China, o podem fazer por cá, fica mais perto e, diga-se de passagem, somos menos imprevisíveis do que os chineses. Tudo está bem quando acaba bem. Portugueses há que vêem partir os seus filhos ou não lhes podem dar futuro algum, que os tiram da escola ou não lhes podem dar de comer. Portugueses há que perdem o emprego e a casa, a esperança e até a vida. Danos colaterais apenas de uma guerra onde os mercados ficaram a ganhar e para onde regressámos com toda a pompa e propaganda. Passos é bom aluno. Gaspa…

mostre as facturas, que isto é um assalto!

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Então é assim: continuando a agradecer-nos pelos seus caríssimos estudos, o ministro Gaspar decidiu (e quando decide, já se sabe, está decidido) mudar o sistema informático do comércio de forma a que menos e menos gente possa escapar ao fisco, esse monstro sagrado da economia nacional. Mas a coisa foi feita em cima do joelho, à pressa, que o ministro também tem as suas falhas, poucas, mas tem. Vai daí, muitos comerciantes não tiveram tempo para se preparar, tanto mais que o respectivo software está a ser difícil de obter. Que faz o ministro Gaspar, em agradecimento pelos seus caríssimos estudos? Adia a implementação do sistema? Não, que o ministro Gaspar não é desses, é melhor do que o outro, nunca se engana e muito menos tem dúvidas. O que o ministro Gaspar faz, recompensando-nos mais uma vez pelos seus caríssimos estudos, é atiçar os cães contra os comerciantes, tantos deles já com a corda na garganta (os comerciantes, não os cães).
Eu explico. Começa hoje, dia 15 de Janeiro do ano…

um orçamento de guerra civil

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Por José Vítor Malheiros http://versaletes.blogspot.pt
Raramente o Parlamento português deu de si mesmo uma imagem mais indigna do que esta semana, com a aprovação do Orçamento de 2013 pelos deputados da maioria. Bastaria para nos encher de vergonha o conteúdo do orçamento em si, um exercício impossível de cumprir segundo praticamente todos os observadores independentes, que promove o empobrecimento dos portugueses e amplia a desigualdade social, que reduz a progressividade dos impostos, que taxa como ricos os que mal emergem da linha de pobreza, que poupa o património e os rendimentos de capital dos verdadeiros ricos, que abandona qualquer ideia de desenvolvimento económico, qualquer preocupação com o bem-estar dos cidadãos, que transfere sem a menor vergonha para os bolsos dos agiotas credores o dinheiro que rouba do bolso dos desempregados e que, para mais, se baseia em estimativas que todos sabem absolutamente falaciosas.
O Orçamento de 2013 é mentira. Mas, pior do que ser mentir…

calvário português

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o gaspar é que sabe!

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Manuela Ferreira Leite avisa que o orçamento de Estado é irrealizável? É parva, o Gaspar é que sabe. Bagão Félix alerta que o orçamento vai provocar uma septicemia na economia? É idiota, o Gaspar é que sabe. Cavaco Silva, em singelo recado no Facebook, apela à procura de alternativas que não sejam a de empobrecer ainda mais os portugueses? É um tolo, o Gaspar é que sabe. Ministros, economistas, o povo, todos estão contra ele? São uns otários, o Gaspar é que sabe. Gaspar sabe muito bem que está a fazer uma revolução que transformará Portugal na China da Europa. E Gaspar sabe que, quando for corrido do governo por ter destruído o País e a economia, voltará a percorrer os corredores da alta finança internacional em lugares opiparamente pagos. Nessa altura, nem se vai lembrar de que Portugal existe. Foi só um acidente no seu percurso de brilhante economista. Gaspar anda a brincar com as vidas de 10 milhões de portugueses. Quando o brinquedo estiver gasto, partido, exangue, terá ele novos…

uma orgia fiscal sem precedentes

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt
Uma desgraça. Este governo é catastrófico. Se existisse uma escala, à semelhança da escala de Richter, mas para medir os efeitos negativos, o desnorte e a incompetência política, este governo seria uma espécie de Lisboa 1755 com cobertura de Áquila 2009, salpicos de Haiti 2010 e um banho final de Banda Aceh 2004. Tudo treme à passagem de Passos e companhia. Nada permanece intocado. A cada medida produzida é mais um abanão nas estruturas da sociedade e meia dúzia de fendas na democracia. E quando julgamos estar tudo mais tranquilo surgem as réplicas prolongadas pela voz do entediante Vítor Gaspar. No final, quando já praticamente nada resta, vemos ao longe um levantamento de água fora do normal. Uma espécie de onda que se vai avolumando, agigantando ao encurtar da distancia, e que ao embater com estrondo varre tudo o que parecia ter sido poupado. 
Nunca vi tamanha desorientação e descontrole. Pior, para além da incompetência das medidas, do d…

aleluia, aleluia, há benefícios fiscais!

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É a parangona de todos, ou quase todos os jornais de hoje. O governo vai conceder benefícios fiscais a quem apresentar despesas de restaurante, cabeleireiro e não sei quê mais. Não sei quê mais porque a notícia não me interessou, quero que o ministério das finanças, na pessoa do titular, meta os benefícios num sítio que eu cá sei mas não digo, que sou pessoa bem educada e não foi em colégios suíços. Ou seja, para beneficiar de um desconto de 250 euros no IRS, seria preciso apresentar facturas na ordem dos 27.000 euros por ano, qualquer coisa como 2.300 euros por mês em gastos de comes, bebes, colorações, brushings, madeixas e outros serviços mais ou menos vitais para a sobrevivência dos portugueses.

Como se sabe que andam por aí a pagar à volta de 500 euros a profissionais especializados, e qualquer dia metade disso a outros profissionais menos qualificados, está-se mesmo a ver que os portugueses, na sua grande maioria, sempre à cata da promoçãozita, do descontozito, da atençãozinha,…

ponham-se a pau, ele vai atacar outra vez!

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Governar assim é fácil. Falta dinheiro nos cofres do Estado? Assalte-se o contribuinte que, de tão esmifrado, só lhe resta dar o cotão que tem nos bolsos. Que raio de ministro e de governo são estes que não têm outra maneira de conseguir rendimentos do que à conta das mulas de carga de sempre, as pequenas empresas e os trabalhadores a quem, sufocados por impostos e encargos, só lhes resta declarar falência, pessoal ou colectiva, gerando assim menos receita ainda para o fisco? Que génio é este, que génio? Que mente perversa, de fala mortiça e morte nos sentidos e sentimentos?

E então as grandes fortunas? E então a economia paralela? E então os paraísos fiscais? E então os cortes nas autênticas gorduras do Estado, para além dos cortes, mais fáceis, mais desumanos e mais estúpidos, nos proventos dos trabalhadores, na saúde e na educação? E, porque não quero que me acusem de populista, já nem me vou alongar acerca de cada uma das "pequenas" poupanças que se podiam e deviam fazer…

sinais exteriores de pobreza

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Vai uma aposta em como vamos começar a ver carripanas como esta pelas estradas nacionais? É que o português é esperto, desenrascado como poucos. Desde que se soube que as Finanças iam andar em conluio com a GNR para apanhar, em operações de auto-stop, quem deve e quem foge ao fisco, a corrida à compra destes belíssimos disfarces não pára de aumentar. Os Mercedes, os BMW, os Ferraris, esses, repousam nas garagens. À espera de melhores dias. Como todos nós.