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sai carne humana para a quarta repartição!

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Nem tudo é sofrimento e dor cá pelo rincão. Ainda há coisas que nos fazem rir, os discursos de Cavaco, os desmentidos de Passos, as marialvices de Portas, os arremedos de Teixeira da Cruz, o regresso de Relvas, os processos de Miguel Macedo e de Marco António Costa. E o fisco. Os fiscais do fisco fazem penhoras, de casas, de carros, de qualquer bem ou, como se vai ler já, já a seguir, de qualquer coisa que mexa. É notícia agora que acabaram de exigir para penhora, a uma empresa de Lisboa, a devolução de uma refeição servida há quatro meses e constituída por gambas panadas com molho de laranja à parte, salada verde, bacalhau com espinafres gratinado, cheesecake com coulis de frutos vermelhos, pãezinhos e, ria-se com a incontinência que o momento impõe, o empregado do serviço de catering que procedeu à entrega. Isso mesmo: o fisco reclama que tudo o que ia na carrinha de serviço, empregado incluído, é-lhe agora pertença, confiscado, penhorado, numa inquietante transumância de carne hum…

psssst, não quer ir ao pote também?

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Os funcionários do fisco vão receber bónus. Assim se percebe a sanha com que se atiram a devedores de escassos euros. E o mesmo deve acontecer com os da Segurança Social e com os polícias de trânsito: alvíssaras por um trabalho bem feito, o de esmifrar o contribuinte, utente, condutor e cidadão deste país, não mais do que um número em quadro de excel válido só enquanto rende.
E o que acontece ao tal princípio da igualdade? Os funcionários públicos não deveriam ser todos tratados da mesma maneira? Por esta lógica, e em nome da justiça retributiva, um professor não deveria passar a ganhar prémios de acordo com o aproveitamento escolar dos seus alunos? E um médico em concomitância com as vidas que cura ou salva? 
Drª Maria Luís, abra os cordões à bolsa. Repare bem na mina que tem diante de si. Quando maiores forem os incentivos que conceder aos prestadores de serviço público maiores serão as probabilidades de nos serem sacados cada vez mais emolumentos, juros de mora, autuações, taxas e…

afinal, parece que os VIP eram só quatro

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Diz o DN: a lista VIP teria sido constituída por apenas quatro nomes, os de Passos, Portas, Cavaco e Núncio. Por que razão?
No caso de Passos, eu sei. Não gosta de fazer strip-tease, nem bancário nem fiscal. E os outros? Se nada devem, o que temem? Que têm a esconder, para além das vipíssimas carnaduras?
Aguardemos o completo esclarecimento do caso. Se é que alguma vez saberemos tudo. Como ainda nada sabemos sobre a Tecnoforma ou os submarinos ou o Swissleaks. Tal como não há condenados do BPN, como não houve no processo Portucale, como não haverá no escândalo dos Espírito Santos Emporium. Tudo se vai esfumando dos jornais e da memória.
Só a questão Sócrates continua viva e bem viva. Está preso e a "verdade" vem todos os dias parir notícias no Correio da Manhã, na Sábado, no "i" e por aí. Deste sabe-se tudo, pelo menos diz-se de tudo. Se é preciso sacrificar uma raposa para que os lobos se salvem, pois que assim seja. Os cordeiros estarão seguros.

de tão tolerantes, parecemos parvos

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Vem hoje na Visão, escarrapachada logo na capa, a prova de que a lista VIP existiu mesmo. Não há que enganar, alguém anda a mentir e até consigo adivinhar quem. E tudo isto logo a seguir ao caso Tecnoforma, porque foi preciso cortar as vazas a quem tivesse a veleidade de andar a espiar a grande vida e a obra maior do primeiro-ministro em exercício.
Mas os portugueses são tolerantes. Aceitam tudo. Que lhes desçam os salários e subam os impostos. Que os tratem como párias, se desempregados, ou como um peso morto para as empresas, se ainda tiverem a sorte de estar a trabalhar. Que se paguem salários de 600 euros a licenciados. Que se menospreze o funcionalismo público. Que se reduzam pensões. Que se aumente a pobreza e as desigualdades. Que se recusem abonos de família e o RSI a quem merecia de facto recebê-los. Que se privatizem sectores primordiais a preços da uva mijona. Que morra gente nas urgências devido aos cortes na Saúde. Que se tenha um Crato na Educação e uma Teixeira da Cruz…

sou a favor da lista VIP

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Ao contrário do que se diz por aí, que esta lista VIP é um atentado ao princípio da igualdade, eu acho que ela devia existir. Neste caso, e é a única excepção que admito na vida, não há, não pode haver tratamento de igualdade entre mandadores e mandados.
Calma, eu explico, não precipite os impropérios: sou a favor da actual lista de nomes VIP mas para procedimento contrário ao pensado pelos caturras do Fisco, ou do governo, ou dos seres fantásticos da Fantasmalândia, uma vez que ninguém parece ter visto, até agora, semelhante rol.
É ou não verdade que os políticos em exercício de cargos públicos têm que entregar uma declaração do seu património às entidades competentes e que esse documento pode ser consultado por quem quer que seja? Se sim, para quê esconder um aspecto quanto a mim até menos intrusivo, o cadastro fiscal das mesmíssimas pessoas? Quem não deve não teme, não é assim?
Os políticos devem estar acima de todas as suspeitas, o seu comportamento deve ser exemplar. Como tal, s…

é na visão de amanhã

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Os escândalos sucedem-se a velocidade vertiginosa. Mas as coisas são o que são num país onde poltrões e biltres coabitam pacificamente. Nada acontece, a não ser uma demissão lá mais em baixo para que os lá de cima escapem incólumes.

afinal, parece que sempre há bolsa e das VIP

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Ai Pedro, Pedro, não ganhas emenda! Nunca ouviste dizer que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxinho do Tide ou uma cochinha de frango? Precisas de lavar essa boca, rapaz!

ando a ver tudo negro, menos as moscas na merda fresca

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Ah, senhores! Consta para aí que existe uma lista VIP que protege esses mesmos, os VIP da Nação, de coimas, chatices e ameaças provindas do Fisco, a catedral do confisco. Acho bem. Os poderosos, mesmo que de pés de barro e mais efémeros que moscas em merda fresca, protegem-se uns aos outros, é deles essa primazia, esse direito que o Direito não lhes deu mas a que a Direita obriga, como a noblesse. O que me chateia é que os restantes, os que não estão na lista VIP, estão todos, de A a Z, na lista negra. Não escapa nem um. Porque se ainda não deves podes vir a dever, se não deves tu deve o teu pai, tenhamos por princípio que são todos malfeitores, devedores, incumpridores, e não nos vamos dar mal com isso. E é vê-los, senhores, aos da lista negra, a serem mortificados com notificações de calotes vários, umas atrás das outras, com ultimatos, com penhoras, com processos em cima porque, nestes casos, a Justiça funciona, olá se funciona, bem oleada, afinada, atinada e direita, porque é à d…

que ferro, rodrigues!

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As oposições são meigas com Passos Coelho, Catarina Martins é talvez a única excepção: com veemência, e a estridência que a faz perder alguns pontos, invectiva o primeiro com garra e razão. Então Ferro, o líder da bancada socialista, pareceu ontem estar em amena cavaqueira com Coelho, tive quase a ilusão de vê-los, caturras e compinchas, de uísque velho na mão, a lareira acesa, os sorrisos abertos, o calor humano a pairar no salão dos nobres, a charla a correr ligeira sobre o estado da Nação cada qual brandindo, com brandura, as suas crenças, teimosias, paixões, convicções. É por estas e por outras que cada vez menos acredito que o PS seja a solução, mas antes o prolongar da agonia em que, soterrados, sufocamos.
Mas adiante. Passos ganhou, acaba sempre por ganhar, deve ter nascido com o rabo virado para o satélite dos românticos, porventura para soltar um flato com o estrépito dos bem aventurados de intestinos pois não me consta, nem a mim nem a ninguém, que a criatura seja dada a de…

uma fraude, e desta vez não foi um beneficiário do RSI, pois não?

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Por Francisco Louçã
http://www.leituras.eu*

Uma fraude? Mais uma. Em 2013 foi a descoberta da rede de lavagem de dinheiro em alguns offshores, o que não constituiria propriamente uma surpresa, em finais de 2014 foi oLuxleaks, revelando como o principado negociava com multinacionais o seu esquema da evasão fiscal, agora é a vez da Suíça, o maior de todos os paraísos fiscais no mundo.
A Suíça, mas só uma pequena parte: a informação que está a ser investigada abrange unicamente o ramo de Genebra do HSBC, banco inglês, o segundo maior grupo bancário do mundo, mas deixa de fora quase todo o sistema bancário que está baseado na Suíça.
Entretanto, o Le Monde obteve a lista das ligações francesas do HSBC: lá estão profissionais liberais que fogem ao fisco, o rei Maomé VI de Marrocos, desportistas, modelos, negociantes de diamantes, pessoas suspeitas de serem traficantes de armas ou parte da Al Qaeda. No total das várias listas, o montante chega a 180 mil milhões de euros.
Não há aqui motivo …

trapos são os velhos

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No ano passado, os tribunais penhoraram as reformas, já de si magras, de mais de 180 mil idosos. Os mais velhos tratados como malfeitores, trapos de limpar a badalhoquice feita por banqueiros, políticos e políticos-banqueiros. O fisco, os tribunais, a Segurança Social transformaram-se, nestes anos de breu, em fábricas de terror, máquinas de produzir miséria, geradores de inquietude e desespero, cadeiras eléctricas onde se sentam, para execução e sem hipótese de recurso, tantos portugueses todos os dias, supliciados por dívidas que tantas vezes não contraíram, coimas elevadas ao absurdo, numa onda de imoralidade, desfaçatez e ganância nunca antes vista ou sentida num país que já teve Abril. Vergonha e tragédia sob o céu e o Sol de Portugal enquanto os açougeiros e os algozes continuam na mó de cima e ao cimo nas sondagens. 
Pobre povo, nação indigente, mortal.

os crimes da gomorra lusa

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Miséria moral.
Sócrates não precisava de ter falado disso. Não é novidade para ninguém.



portugueses em liquidação

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Os contratos de PPP - cavalo de batalha que deve ter perecido nalguma liça por Alcácer-Quibir porque pouco ou nada se ouve falar deles -, nunca foram mexidos pelo actual governo. Os contratos com os trabalhadores, os compromissos do Estado para com os cidadãos, esses sim, têm sido rasgados em nome da sustentabilidade, do défice, da dívida, das gorduras que é preciso derreter "custe o que custar", no dizer de quem já nos chamou piegas, já nos mandou emigrar, nos trata com o desprezo com que os senhores de outrora lidavam com a plebe imunda. Mas as PPP, essas, continuam de vento em popa, intocáveis, blindadas, para gáudio de grupos económicos dirigidos por antigos dirigentes do arco da corrupção a que chamam governação.
Mais grave ainda, o Fisco - organismo do Estado - é agora um cobrador de fraque diligente e voraz, ao serviço das PPP rodoviárias. Por outras palavras: o Fisco, entidade pública sustentada por todos nós, está a usar os seus meios, gananciosos meios, e brutais …

o coelho está frito?

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Acaba de saber-se que, entre 2002 e 2007, Pedro Passos Coelho foi alvo de, pelo menos, cinco processos de contra-ordenação e de execução fiscal.
Pronto, está bem, não estamos perante um "cidadão perfeito", ele próprio o admitiu, mas, que raio!, tanto berbicacho em redor de um primeiro-ministro não é motivo mais do que suficiente para erradicar o Coelho do menu?
Dizem algumas alminhas, sempre prontas a tragar repasto de tal forma nefasto, que estamos perante uma campanha contra o excelentíssimo pitéu por ser ano de banquete, ou antes, de eleições para o melhor maitre de hotel, a melhor bonne à tout faire, o melhor chef, o melhor concièrge, o melhor chauffeur e a melhor femme de ménage da senhora Merkel, já para não falar do mais canguinhas dos comissaire aux comptes. Por isso lhes cai mal tanto condimento salgado, tanta nata azeda, tanto molho avinagrado vertido sobre a iguaria com que alguns se alambazam com tamanha ferocidade que, pobres diabos, não conseguem reprimir os f…

os portugueses, esses grandes caloteiros!

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Estou farto. Farto de um Estado que trata os seus cidadãos como párias, chulos, canalhas da pior espécie. Farto de avisos de pagamento, últimas notificações, penhoras, ameaças, coimas, juros de mora e o raio que os parta. Farto de um país onde os muito ricos roubam sem que nada lhes aconteça e os pouco ou nada abonados são assaltados por organismos, instituições, empresas de serviço público que nos apresentam dívidas sabe-se lá se contraídas, sabe-se lá se já não pagas, nem sempre as provas são fáceis de encontrar e assim vão entrando mais alguns milhões nos depauperados cofres da Nação.
Enquanto isso, veio a lume que Passos Coelho teve até agora uma dívida à Segurança Social. Nunca foi notificado. Nunca foi incomodado. A dívida terá prescrito mas como o Público anda a investigar o caso decidiu, generosamente, pagá-la para calar as más línguas.
Acho que fez mal. Devia ter jurado a pés juntos que nunca tinha trabalhado na vida. Caso raro e nunca visto, não estaria a faltar à verdade. …

os mortos que paguem a crise!

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Os ricos, os muito ricos, não pagam crise nem porra alguma!
Até agora, ao contrário do que diz o "nosso" primeiro, são os pobres e os remediados a fazê-lo. Diz o "nosso" primeiro que não tem mexido nos salários e nas pensões de menor valor. Mas esquece-se, o "nosso" primeiro, dos impostos indirectos como o IVA, dos cortes no subsídio de desemprego ou no RSI e outras contribuições de carácter solidário implementados pelo Estado para que o estadinho viesse agora eliminar. Sim, os pobres, os muito pobres também pagaram a crise e de que maneira, ao contrário dos barões assinalados, os Salgados e os Zeinais e os Granadeiros mais os multimilionários que, esses sim, vêem crescer a sua fortuna a olhos vistos, indiferentes à desgraça alheia.
Leio hoje que os agricultores da nova Aldeia da Luz, no Alentejo, continuam a pagar IMI das suas antigas terras submersas pelo Alqueva. Ou seja, terras que o Estado lhes expropriou e que o estadinho faz de conta que ainda exi…

ainda dizem que são as putas os seres de vida fácil

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O HSBC é um banco inglês que, vem-se a saber agora, detém cerca de 100 mil milhões de euros nos seus cofres fortes suíços, muito desse dinheiro aí resguardado para fugir ao fisco porque, sempre se soube e mais uma vez se confirma, os ricos não pagam crises, nem que Cristo desça à Terra ou os porcos ganhem asas ou o mundo juízo.
Portugal, pobrezinho e desonrado, ocupa o 45º lugar em dinheiro depositado na instituição. Apenas 611 portugueses, uma ninharia!, têm lá conta, num total de apenas 855 milhões de euros, uma miséria! A Suíça, o Reino Unido, os Estados Unidos e a França estão no topo da tabela. Ah!, e a Venezuela, porque essa coisa do Chavismo assusta os mais empreendedores e é preciso pôr a cheta em bom recato antes que Maduro, não o Poiares mas o outro, se vá a ela como o gato se atira ao bofe.
E esta é apenas a ponta do icebergue. Muitos outros milhões se escondem noutros bancos, noutros países, noutros off-shores. Of course!
Grande sorte, a desta gente, ter nascido puta. A v…

bufaria moderna, com sorteio e tudo

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Eles dizem que oferecem carros a quem se torne bufo. E dizem, prometem o que não é o mesmo que jurar a pés juntos, que pedir facturas também dá benefícios fiscais. Esquecem-se os incautos, ansiosos por uma carreta nova, e de alta cilindrada igualzinha às dos senhores governantes, que as suas contas e deduções ficarão assim rigorosamente vigiadas. Ganha 100 e declara 500 em gastos? Vai ter o Fisco à perna. E quanto ao bólide ... viste-lo! Com um engodo automobilizado a sortear por milhões de portugueses, todos aqueles que caírem na esparrela, a hipótese de lhe caber um em sorte é quase tão difícil como lhe sair um na Farinha Amparo.

oh, amigos meus!

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Confesso. Acabo de conciliar-me com Pedro Passos Coelho e a sua inacreditável, insuperável, inquebrantável trupe de malabaristas, saltimbancos, ilusionistas, contorcionistas, trapezistas, domadores e uns quantos palhaços para animar a folia nacional.
O primeiro sinal foi dado com os carros, de luxo, alta cilindrada, topo de gama, marca alemã. A maltosa passou a pedir facturas com número de contribuinte, as receitas fiscais aumentaram à custa de todos nós, na fé de nos ver sair um desses bólides na roda da sorte, a roda dos enjeitados. Papalvos. Nós.
Há uns dias vieram-nos prometer, em nome do próximo governo, uma putativa devolução de IRS lá para 2016. Uns quantos euros se, claro, todos contribuirmos para combater a fuga ao fisco, actuando como fiscais das finanças. Papalvos. Nós.
De seguidinha, e porque as eleições vêm aí, acenaram-nos com mais benefícios fiscais e estes já para o ano que vem: um desconto de uns quantos euros, poucos, se pedirmos facturas de tudo, do café que tomamo…

dizei uma só palavra e a minha bolsa será salva

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Faz parangonas nos jornais d'hoje: Passos Coelho afirma, com firmeza, que não haverá aumentos de impostos este ano. A gente sabe quanto vale a palavra de Coelho, não sabe?