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o mordomo de madame la bosche

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Não, não é Passos, esse é apenas um lacaio subalterno, dos que entram pela porta dos fundos, comem na copa, não passam da cozinha a não ser para limpar as retretes, engraxar os sapatos, despejar o penico com os despojos da augusta imperatriz da Europa. Hollande é que é. Mordomo de cerviz recurva. Aquele que, em campanha eleitoral e com voz grossa, prometeu combater a austeridade, ajudar os países periféricos a sair da crise, criar alternativas aos sacrossantos mandamentos da gloriosa Deutsche Uber Alles. Vê-se. Se Merkel diz mata, o mordomo diz esfola. Se ela diz assim, ele pergunta "porque não assado?". Sabujo, molenga, pusilânime, enganou milhões de franceses e é a alegria de outros tantos. Marine está encantada. Ângela está derretida. Sarkozy começa a sair da botinha onde se acoitou faz anos, o pequenino ser esganiça-se, estica-se, está quase no poleiro outra vez. François é um connard, um conas com cê dos grandes, mas é presidente de França, a pátria da igualdade, frate…

tristes fados

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Era assim que se vivia sob a bota de Salazar. Má era a vida de quem por cá ficava, má era a vida de quem partia. 
Sob o sapato de berloque de Coelho, estamos a voltar para trás. Outros emigrantes, diferentes daqueles que fugiam a salto nos anos 60, vão tentar ter a vida que o seu país lhes negou, vão casar e ter filhos, poucos regressarão. Os que ficam, vêem as suas condições de vida degradarem-se todos os dias, má educação, má saúde, desrespeito pelos mais velhos e pelos doentes, os desempregados tratados como párias, os empregados tratados como pagadores de impostos cada vez mais altos, todos tidos por gente estúpida, gente que se pode tratar como lixo e enganar por altura de eleições.
Se morre gente nas urgências, se se cometem suicídios, se empobrecemos, se nos roubam, se nos lidam como gado, a culpa é nossa. De uns porque votaram nessa gente. De outros porque, mansamente, se calam e se escondem em casa com medo do futuro. Da vida.
As fotografias são de Gerard Bloncourt, cujo blog…

ainda a marcha da hipocrisia

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Já o disse mas vou-me repetir, tenham lá paciência e da mais santa: o primeiro-ministro israelita lado a lado com Sarkozy ou Merkel na marcha contra o terrorismo, em Paris no passado domingo, é, por si só, um tratado de hipocrisia. E uma fraude.
Vou-me repetir mais uma vez: também eles são terroristas, à sua maneira, pouco se importando com o sofrimento dos povos que se propuseram governar.
Apesar das fotografias que correram mundo, já se sabia que os marchantes estavam isolados do resto da populaça, resguardados pela polícia. Mas é sempre bom encontrar provas da encenação. 
Em baixo, na imagem superior, a cabeça do distinto pelotão tal como divulgado pela comunicação social. A fotografia inferior, publicada pelo Le Monde, honra lhe seja feita, é uma das poucas que ilustram toda a "grandiosidade" do evento onde os crescidos posaram, compungidos, para o retrato.  
Os miúdos, a arraia, andavam por outras vias e, esses sim, davam ao mundo uma lição de compaixão e solidariedade…

na íntegra, o número histórico do charlie hebdo

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Clique aqui (ou copie o link) para descarregar o jornal em PDF: https://pt.scribd.com/doc/252621854/Charlie-Hebdo-1178-Du-14-Janvier-2015-1#download

irmãos de sangue

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as cinquenta sombras de nicky

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Sarkozy, que na manifestação de Paris de domingo passado se saracoteava na segunda fila, conseguiu a certa altura "furar" até à primeira, quase-quase ao lado de Hollande. Diz que foi empurrado, a florzinha de estufa. Trata-se de um episódio meramente anedótico, ai pois trata, temos outras preocupações pela frente, ai pois temos, mas é terrível verificar a pouca estatura desta gente, e não me estou a referir à altura da criatura. Passos e Silva, Merkel, Sarkozy, Hollande, Berlusconi, Barroso e Junckers, estadistas de cordel numa Europa de naufrágio há muito anunciado. Dos 50 manifestantes de alto coturno que se pavonearam pelo boulevard e se exibiram para as televisões, circunspectos e enlutados, raros são os que vão merecer mais do que uma pequena nota de rodapé nos canhenhos de História. Raros são aqueles que estão acima de Sarkozy e da sua infinita mediocridade. A culpa é nossa. Votamos neles. Somos tão pequenos quanto eles. 

je suis maria joão

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Je suis Maria João e também eu sou vitima de terrorismo.
Sou só mais uma. Uma, de entre milhares e milhares de Portugueses, que todos os dias vêm posta em causa a sua sobrevivência, a sua Vida, e que a tantos já levou à Morte. E isso só tem um nome… TERRORISMO.
Se condeno o miserável acto de barbárie dos atentados em França? Claro que Sim, que condeno, e lamento, deixando já aqui expresso o meu respeito pelas vitimas e apresentando a minha solidariedade aos seus familiares. No entanto não posso pactuar com a falsidade e oportunismo dos Estados Europeus, do Mundo, e dos seus representantes, que nos últimos dias tanto têm sido Charlie’s.
Passos Coelho por exemplo, foi apresentar condolências aos familiares das quatro pessoas que recentemente morreram por falta de assistência médica nos serviços de urgência dos hospitais portugueses? Pois… bem me pareceu que Não. Um acto de TERRORISMO também é estar 9 horas numa urgência do hospital sem ter qualquer assistência médica, e morrer sem ning…

deixem passar a marcha!

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François, até há pouco pelo menos, estava à porta do Eliseu, qual mordomo de casa fina, a receber os ilustres convidados para a grande marcha da hipocrisia. Milhares de polícias nas ruas, milhões gastos em segurança, para que uma dúzia de damas e cavalheiros possa caminhar ao lado da arraia-miúda, uma vez sem exemplo, "solturando" lágrimas e suspiros, mostrando como eles também são Charlie, esse jornal agora tão apreciado, tão elogiado, veneradíssimo como um altar, pagão é certo, mas ainda assim altar.
Veja-se esta capa (em baixo) de um Charlie de há 40 anos e imagine-se como Coelho, o marchante, gostará dela e com ela rirá a bandeiras despregadas.
Deixem passar a marcha! O neoliberalismo fatal e o terrorismo estatal irão à frente, a mostrar ao mundo como são bons, tolerantes, humanistas e coisa e tal. 
E tal.

a salsicha e o inconseguimento

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Pedro e Assunção, a salsicha inconseguida e o inconseguimento ensalsichado, lá vão estar amanhã em Paris a marchar pelos boulevards de coração despedaçado, ou não fossem ele e ela almas portuguesas concerteza, piegas como poucos, de lágrima fácil e nobilíssimos sentimentos. Vão estar ao lado de Hollande, Merkel, Rajoy, Cameron, Junckers - e tantos outros responsáveis pelas mortes prematuras de doentes e idosos e pelos suicídios de gente desesperada - para prestar homenagem às vítimas do terrorismo. Também eles terroristas à sua maneira, civilizada e disciplinadora, Hollande, Merkel, Rajoy, Cameron, Junckers, Assunção, Pedro e outros altos dignitários da Europa comunitária, solidária e ordinária, ensalsichados avenida abaixo entre milhares de polícias vigilantes, fingirão apreço pelos cartoonistas de quem nunca gostaram, a sua irreverência e crítica acerada eram um incómodo de que agora se vêem livres.


charlie du monde

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a língua viperina de marine le pen

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Marine Le Pen tem boas razões para sorrir: os atentados de ontem em Paris deram-lhe ainda mais probabilidades de abocanhar a presidência.
Aproveitando o acontecimento a seu favor, Marine não perdeu tempo e vem hoje prometer que, se for eleita, reporá a pena de morte em França.
O mundo é um barril de pólvora pronto a explodir. Que não sejam os nativos da pátria da "liberdade, igualdade, fraternidade" a atear o rastilho.