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os chicos-espertos

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O nome de Francisco Banha diz-lhe alguma coisa? E o de Francisco Nogueira Leite? Eu digo quem são: a empresa do primeiro Chico é colaboradora da Parvalorem, a entidade que ficou com os despojos do BPN cuja factura nos continua a ser apresentada. O segundo Chico é o presidente da Parvalorem. Dá-se o caso de ambos terem trabalhado para a Tecnoforma por onde Passos Coelho também andou, Banha como responsável pela contabilidade, Leite como gerente.
Mas à baila, no artigo do Público que pode consultar mais abaixo, vêm outros nomes ligados ora ao PSD ora ao BPN ora à Tecnoforma ora à Parvalorem. E, ao que parece, continuam a dar-se todos muito bem, a  amparar-se nesta hora difícil em que os portugueses apertam o cinto com vontade de lhes apertar os gasganetes.
E é vê-lo, ao Banha, entre os grandes da Nação, de Durão a Cavaco, de Catroga a Balsemão. Simples afinidades políticas, dirão alguns. Amigos, simples amigos com negócios à parte, dirão outros. O polvo agigantou-se, cresce imparável, …

a culpa é e será sempre do sócrates!

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Enquanto elementos da seita insinuam que as buscas de ontem têm a ver com Sócrates, as televisões noticiam que são consequência de escutas telefónicas a Miguel Macedo.
Eu, que não confio cegamente no que diz a RTP mas ainda menos no que a seita perjura, juro que tenho medo de viver num país assim, onde o monturo cresce a cada dia que passa.

uma fraude, e desta vez não foi um beneficiário do RSI, pois não?

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Por Francisco Louçã
http://www.leituras.eu*

Uma fraude? Mais uma. Em 2013 foi a descoberta da rede de lavagem de dinheiro em alguns offshores, o que não constituiria propriamente uma surpresa, em finais de 2014 foi oLuxleaks, revelando como o principado negociava com multinacionais o seu esquema da evasão fiscal, agora é a vez da Suíça, o maior de todos os paraísos fiscais no mundo.
A Suíça, mas só uma pequena parte: a informação que está a ser investigada abrange unicamente o ramo de Genebra do HSBC, banco inglês, o segundo maior grupo bancário do mundo, mas deixa de fora quase todo o sistema bancário que está baseado na Suíça.
Entretanto, o Le Monde obteve a lista das ligações francesas do HSBC: lá estão profissionais liberais que fogem ao fisco, o rei Maomé VI de Marrocos, desportistas, modelos, negociantes de diamantes, pessoas suspeitas de serem traficantes de armas ou parte da Al Qaeda. No total das várias listas, o montante chega a 180 mil milhões de euros.
Não há aqui motivo …

para comprar caramelos

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Dizem por aí, as luminárias do costume, que apesar das ligações perigosas que associam Miguel Macedo à maior parte dos implicados no caso dos Vistos Gold, essa venda airosa da cidadania não portuguesa mas europeia, que Portugal é apenas uma porta dos fundos de oportuna serventia, o ex-ministro é tão inocente como um petiz de cueiros.
Como qualquer pessoa não é culpada de nada até prova em contrário, vou acreditar que é verdade, que Macedo não soube escolher nem os amigos nem os conhecidos, que é mau avaliador do carácter de quem escolhe para rodeá-lo na vida e nos negócios, enfim, que é um ingénuo, uma alma crédula, um ser bondoso que não enxerga as intenções malignas de quem quer que seja, desde que esse quem quer que seja não faça parte da vil oposição ao seu partido.
Há no entanto um pormenor, um pequeno pormenor noticiado ontem pela RTP, que me dá que pensar. E por isso pergunto, porque perguntar não ofende e muito menos dá direito a processo penal: por que raio é que Miguel Mace…

os tecnofórmicos

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Por Rui Cardoso Martins http://www.publico.pt/
Abuso, aldrabice, ardil, chico-espertice, crime, descaramento, desonestidade, esquema, engodo, esquecimento, falsidade, fraude, garganeirice, intrujice, mentira, moscambilha, ocultação, pantominice, trapaça. Tanta palavra que já não faz falta, segundo o Novo Dicionário da Língua Portuguesa do Professor Marcelo. Basta “desleixo”. Exemplo: um assaltante mascarado de primeiro-ministro desleixou ontem os cofres de uma agência bancária de Massamá.
As Relvices Pagam-se Caro, Coelhinho? é uma obra de referência para a infância e a juventude social-democrata, de autor anónimo, que só está à espera de editora e do prefácio do chefe parlamentar do PSD, Luís Montenegro, o homem mais probo do pior ramo da maçonaria portuguesa. Sobre o livro, o insigne especialista-geral Marcelo Rebelo de Sousa já preparou a apresentação pública, com um toque do Padre António Vieira e do famoso “ou o sal não salga, ou a terra não se deixa salgar”. Diz Marcelo sobre a a…

terá sede em massamá?

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Ontem, li um comentário num jornal diário em que se confundia, propositadamente, o Centro Português para a Cooperação com o Conselho Português para a Paz e Cooperação, como quem dá a entender que Coelho "colaborava" com uma ONG de longo passado que nada tem a ver com moscambilhas entre governantes e os chicos-espertos da praça.
Hoje, o próprio Público trás na capa a sigla CPPC em vez de CPC.
A confusão instala-se a vários níveis, discute-se Passos passo a passo e não se vai ao cerne da questão, as contas e os actos da Tecnoforma e do seu gémeo siamês, o tal Centro Português para a Cooperação: que acções desenvolveram ao longo dos anos, com que financiamentos e com que resultados práticos, ou seja, que efeitos positivos tiveram na vida nacional e no progresso do País. Desbravando-se esse terreno, chegar-se-á aos figurantes e figurões, sejam  eles administradores, conselheiros, consultores ou ... facilitadores de negócios.
E mais não digo, que não quero que me aconteça a mim …

quem mente? quem mente?

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O primeiro-ministro não sabe, não se lembra. Os serviços da Assembleia da República negam. O Público de hoje afirma que sim senhor, que Pedro Passos Coelho recebia o subsídio de exclusividade na sua qualidade de deputado, há documentos a comprová-lo, e, ao mesmo tempo, recebia honorários por parte da Tecnoforma, essa empresa de negócios mal esclarecidos e dinheiros mal parados.
Quem protege, na Assembleia da República, PPC? Ou é o Público que está a mentir e tais documentos "incriminadores" não existem de facto?

Não perca as cenas dos próximos capítulos, com a certeza de um final feliz: se culpado, PPC escapará incólume. Deste delito ainda assim pequeno, quando comparado com os suicídios, a fome, o desemprego, a penúria que espalhou pelo País ao longo destes mais de três longos, duríssimos, penosos anos.


ração tão pouca para tanta boca

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Há fotografias que, volta não volta, devem voltar à superfície, ser recordadas, esfregadas nas nossas fronhas para nos fazer lembrar tudo o que toleramos, amodorrados, acomodados nas nossas pequenas vidinhas. Por enquanto comemos. Por enquanto temos tecto. É quanto nos basta.
Há fotografias, dizia, que vale a pena trazer à tona.
Noutro país, as ligações aqui retratadas (de amizade, dirão vocês, de terna e fraternal comunhão de sentimentos social e democraticamente irrepreensíveis, repetirão os mais tolos ou os mais cínicos), estas ligações teriam que ser muito bem explicadas. Por cá ou, melhor dizendo, de Cabo Verde a Belém, no pasa nada, nem um beliscão na reputação, no erário, na função de cada um, por mais elevada e alegadamente nobre que seja. Reputados patifes, alegadamente (atente-se bem na repetição da palavra, não vá o diabo tecê-las) criminosos, continuam à solta, quanto muito distinguidos com uma mui afável prisão domiciliária, milionariamente vivendo a vida com a consciênc…

gato por lebre, cão por leão

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Um zoo de uma remota cidade chinesa costumava anunciar, com estardalhaço, a exibição de ferozes leões africanos. Veio-se a saber agora que os leões eram logro, o que os passeantes viam era uns pachorrentos, uns pacholas cães tibetanos como o da fotografia. Cá pela terrinha passa-se o contrário. Há quem se apresente aos portugueses como cordeiro mas, depois de ungido pelo povoléu distraído, vira lobo faminto. Vendeu gato por lebre para ganhar eleições. Depois, foi o que se viu: de mandíbulas insaciáveis, come-nos por parvos e rói-nos a carne, os ossos e o mais que está por vir. Há quem aplauda a besta-fera. Se deixe ludibriar por gosto ou parvoíce. Não distinga um cão de um leão, um estadista de um fora-da-lei. Sendo eu precavido fico-me por este epíteto que outros me vão na moleirinha.

o meu país dava um filme

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Chamem cá o Scorcese, o Coppola, os irmãos Cohen ou mesmo o Cameron. Cada um ao seu jeito, poderia realizar um épico ou uma tragicomédia à custa deste território de pequenos e grandes gangsters. Temos de tudo, aqui na botica. O mafioso e o padrinho, gente que ocupa altas posições no Estado e que tem ou amigos pouco recomendáveis ou ganhos em bolsa por explicar ou as duas coisas que no juntar é que vai o ganho. Temos políticos e ex-políticos a ocupar, numa gigantesca teia, altos cargos na administração pública e nas grandes empresas privadas. Temos deputados que, em nome de deus, favorecem o diabo, cavam na vinha e no bacelo, têm duas caras, uma que finge servir o povo, a outra que serve os seus amos e senhores do vasto mundo dos negócios. Temos corruptos e gatunos que continuam a monte por vales de lixo e vilas de luxo. Temos governantes a quem uma ordem de Nova Iorque ou de Berlim vale mais do que mil greves ou mil mortos de fome. Temos um Estado inquinado, um erário malbaratado, in…

nem à lei da bala

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Após a demissão irrevogável de Paulo Portas, Passos Coelho veio às televisões anunciar, com voz grossa, que não se demitia. Hoje, na sequência do escândalo do financiamento ilegal do PP, é Mariano, nuestro hermano, que vem dizer que não se demite e que não convoca eleições. Daqui não saiem, daqui ninguém os tira nem à lei da bala.
É d'homens!
Fotografia: http://www.tvi24.iol.pt

o fundo do poço

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt
Mês sim, mês não, lá vem à tona mais um grande icebergue de porcaria, com o nome de Paulo Portas a reboque. A meses de tudo ficar irrevogável, o bom do Álvaro denunciou mais um acervo de contrapartidas-fantasma, mais uma medalha no peito do maquinador que abomina os "actos de dissimulação". Este, no rescaldo do chilique com que paralisou o país, viu-se promovido, passando agora a vigiar... a aplicação dos "seus" contratos militares.
O amigo de sempre, Pires de Lima, tomou conta das torneiras que em breve pingarão dinheiro; a banca e os do costume bateram logo palmas à estatura do novo ministro, mesmo antes da sua primeira carimbadela. Nada que se compare com um estrangeirado com a mania que é outsider e original, claro.
Entrar para a pandilha que nos governa implica a conversão imediata aos piores dos hábitos: temos uma recém-ministra que dá entorses à verdade, jogando com palavras para camuflar a manobra em falso. Até aquele s…

outra vez o tal banco, outra vez o mesmo arco, outra vez os mesmos negócios

Por Filipe Tourais http://opaisdoburro.blogspot.pt/
Há apenas dois dias eram 100 milhões, hoje já se fala em 816 milhões. As responsabilidades do Estado decorrentes da execução do contrato celebrado com o BIC para a venda do tal banco que, apesar de nos ter custado 9 mil milhões, os seus activos foram mantidos nas mãos dos antigos donos, o tal banco que foi avaliado em segredo por 101 milhões e acabou vendido com um desconto superior a 60% por 40 milhões ao tal consórcio detido, entre outros, pela mulher que se tornou a mais rica de África a roubar o seu povo e pelo homem que se tornou o mais rico de Portugal graças a uma venda de parte da GALP a preços de amigo pelo Governo Sócrates, o tal banco que esteve para ser vendido a crédito sem juros mas a Comissão Europeia não deixou, o tal banco que acabou por ser comprado com o capital do próprio banco, esse mesmo, o contrato de venda foi tão bem feito que o que o Estado ainda ficou a dever ao tal consórcio apesar deste ter ficado com o BP…

um antro nauseabundo

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Dado como sou ao masoquismo, pus-me a ouvir os discursos dos deputados durante a apresentação do relatório da Comissão de Inquérito ao BPN. Os deputados do PSD convenceram-me, já não me resta a menor dúvida: a culpa daquilo tudo foi do Sócrates. Acho mesmo que Oliveira e Costa e Dias Loureiro, só para mencionar dois dos muitos que por lá administraram a roubalheira, são agentes socialistas secretamente infiltrados no seio do PSD por José Sócrates, um sob o falso nome de Senhor Silicone e o outro de Senhor Botox.
Não resta um pingo de vergonha a essa gente. Todo o seu discurso foi sobre a nacionalização, nem um pio sobre o que aconteceu antes, nos tempos dourados da fraude. 
Esse antro a que chamam Assembleia da República ou, os mais ousados, casa da democracia, devia fechar para uma limpeza geral. Aquilo anda muito emporcalhado. Contem, desde já, com o meu contributo: uns bons baldes de creolina, outros tantos de lixívia e um bidão de ácido muriático. Dos grandes.
Imagem: http://wehav…

cabeças de cartaz

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Mas nunca a prémio.

ora agora roubas tu, ora agora roubo eu, ora agora roubas tu, roubas tu mais eu

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Já repararam como, no tempo do Sócrates, os casos de fraude eram quase todos relacionados com gente ligada ao PS? Agora, todos os crimes têm a marca de barões e baronetes do PSD.
Estranho, no mínimo. Será que as forças partidárias de uns e de outros trabalham assim tão bem nos subterrâneos ou isto não passa de pura coincidência ou fruto de uma mente em fase terminal de insanidade?