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sobre a televisão em dia de funeral

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Ontem, todos os canais portugueses, os generalistas e os de informação, estiveram praticamente o dia inteiro a acompanhar as cerimónias fúnebres de Eusébio. Abutres à volta da carniça que dá audiências. Horas e horas de momentos de televisão em que nada acontece e, como os repórteres nada têm para relatar, palram. Palram demais. Do rei. Do king. Do maior jogador de todos os tempos. Eusébio é Portugal e Portugal é Eusébio. O jogador global etc. e tal. Frases bacocas, frases tolas, frases redundantes, frases pomposas, num português titubeante e tantas vezes medíocre.
Eusébio merecia melhor. E nós também. Os telejornais imitam os piores tablóides. O resto da programação limita-se às telenovelas, enlatados, música pimba e reality shows a rondar a abjecção. Os apresentadores e enternainers são fabricados em proveta e escrevem livros, muitos livros escrevem eles, best sellers da moda que se vendem no supermercado a preços sensacionais, como se fossem vinho ou iogurtes ou tremoços ou pedaço…

funeral português

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Este foi a fingir. O verdadeiro está quase a acontecer. O moribundo estrebucha já. Os gatos-pingados e os coveiros, de Passos a Portas e Gaspar, tudo fazem para que o enterro seja em grande.

da funerária lopez e do instituto de privatizações coelho & relvas, os mesmos votos de eterna felicidade

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Vídeo encontrado em http://arrastao.org/

portugueses vão enterrar o governo

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Por Tiago Mesquita http://expresso.sapo.pt
O primeiro-ministro deste país é hoje uma espécie de cangalheiro encartado. Na parte traseira da Transit funerária que conduz carrega um executivo defunto, completamente estraçalhado. O que foi um governo é agora pouco mais do que um amontoado de ministros 'cremados' e corpos ministeriais em elevado estado de decomposição política. Carcaças. Uma desgraça.
O pendura, Paulo Portas, atirou-se, como sempre faz, borda fora com o frasco do pó de arroz na mão mal se apercebeu que o cemitério democrático estava ali, a pouco mais de uma rotunda de distância. Já o ministro Relvas - o TOM -TOM disto tudo - não passa agora de um GPS atarantado com destino único traçado: cova funda. Continua, curiosamente, a sorrir. Parece não ter percebido que tem uma coroa de flores a dizer "eterna saudade de ser ministro" colocada à volta do pescoço.
O incrível disto tudo é que o condutor, apesar de isolado e fragilizado, continua a dirigir tudo isto …

histerias

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