O mundo está a mudar. Para pior. As condições de vida do cidadão comum vão-se deteriorando. Os salários vão baixando até limites insultuosos. O desemprego vai aumentando até números nunca antes atingidos. As poucas (sim, poucas!) regalias sociais que usufruíamos vão-nos sendo sonegadas. Dizem-nos, martelam-nos constantemente com a teoria de que, até agora, vivemos na abundância, gastamos demais, não mais somos do que um povoléu perdulário, esbanjador (e esta "acusação" ainda mais ridícula se torna quando dirigida a nós, um dos povos menos abastados da Europa). O mundo está a mudar. Agora, é a economia quem mais ordena, não os políticos e muito menos os povos. São os mercados, essa sacrossanta instituição que não se percebeu ainda muito bem quem é ou o que são, que nos vai dizer qualquer dia, já faltou mais, o que vamos ler, ver, acreditar. Os mercados e, no nosso caso, a Comunidade Europeia, sua obediente serva, sua agência para o Velho Continente, sob a batuta e a batota do...