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palavrão também serve

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Juro pelas quatro alminhas que sou pessoa cordata e mais ou menos polida. Mas, sempre que vejo um Passos, um Ulrich, um Van Zeller, uma Jonet, um Gaspar, um Portas, um Mira Amaral, um Ferraz da Costa, um Montenegro a assomar na pantalha, dá-me para o insulto, o impropério rasca. Tenho, definitivamente, que ir ter lições de boas maneiras. Talvez a Jonet, essa alma caridosa, pessoa de fino trato, esteja na disposição de me ajudar a encarreirar, a fazer como a nossa governação e os grandelinhas de outros tempos: sempre, sempre no bom caminho. Joder , diriam nuestros hermanos que, nestas coisas do vernáculo puro e duro, não se fazem rogados nem mandam recados pelos outros. Abençoados sejam, que o coñazo é grande e a paciência pouca. Pronto. Desabafei.

apagada e vil tristeza

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Não é só a de Portugal. É a do mundo. Os milionários multiplicam-se como coelhos, salvo seja, e a pobreza alastra, a fome mata cada vez mais, as doenças curáveis exterminam milhões. Foi aqui que chegámos. Tanta civilização, tanto humanismo, tanto progresso científico, tantas e tão boas intenções e estamos reduzidos a isto: um mundo cão, sem solidariedade, sem piedade, sem soluções para os males que o minam, que nos minam a alegria de viver e a esperança. 

esta merda da boa educação

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É que, às vezes, me apetecia chamar nomes tão feios, mas tão feios, a toda a corja que nos governa, nos governou e nos há-de governar.

desabafo do dia

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Estamos metidos num molho de bróculos!

meu querido mês de agosto

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Cá para mim, o tempo está como o nosso governo: a pedir chuva!

desabafo do dia

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Soares meteu o socialismo na gaveta. Agora peço a José Sócrates que o tire do nome do partido.

desabafo do dia

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A revolução dos cravos redundou em revolução dos cravas. Vogal fatal.

desabafo do dia

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Quem rouba aos pobres para dar aos ricos, vai arder com os mafarricos.

desabafo do dia

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Não vou à bola com o PS, com este PS. Porque de socialista tem o nome e é um pau, porque se atreve, sempre se atreveu,  mais do que os partidos à sua direita, a tomar medidas anti-sociais. Mas mete-me raiva, nojo, ver o PP e o PPC, mais os seus apoderados, a condenar o PS, com a veemência dos políticos que cagam de alto e de repuxo, pelas medidas que eles próprios sempre sonharam tomar mas nunca tiveram coragem de pôr em prática. Ai coitadinhos dos pobrezinhos, alardeia o PP. Ai que os pensionistas não podem mais, vocifera o PPC. Ai hipócritas duma figa, digo eu e digo bem. Ou seja: o PS, grupelho afinal de lacaios da direita mais à direita do que eles, faz o trabalho sujo, arca com as culpas e facilita, ao PP e ao PPC, o próximo assalto ao poder. Não está mau, o negócio! Nota: mais uma vez, "saquei" a foto ao blogue WE HAVE KAOS IN THE GARDEN. Obrigado ao autor!

desabafo do dia

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No more jobs for the boys!

desabafo do dia

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Se diminuirem o número de deputados, se reduzirem as empresas públicas, vou arranjar emprego onde, não me dizem?

desabafo do dia

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Muita risa, pouca sisa.

desabafo do dia

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Portugal está tão doente que já nem as farmácias escapam.

desabafo do dia

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Chega de entachados!

ou há moralidade ou comem todos!

Será assim tão difícil seguir as boas práticas de outros países? O que é que a Finlândia fez para ter o melhor ensino gratuito do mundo? O que é que faz dos dinamarqueses o povo mais feliz do planeta? Porque é que na Suíça não há reformas de miséria e, por outro lado, ninguém pode receber mais do que uma reforma e dentro de certos limites? Ouviu senhor primeiro ministro? Ouviu senhor presidente? Ponham os olhos nisto! Ou há moralidade ou comem todos! Chega de expoliar quem mais se sacrificou toda a vida para beneficiar a seita que tomou conta do país. Isto não tem nada a ver com esquerda ou direita. Tem a ver com moral. Tem a ver com decência.

todos para a rua!

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Basta! Já chega de darmos crédito, a fundo perdido, aos políticos que temos. De fechar os olhos a compadrios e à corrupção. De assistirmos, sem nada fazermos, ao assalto ao aparelho do Estado. Ao saque das empresas públicas através de ordenados-escândalo e bónus-obscenos, que todos pagamos com juros cada vez mais altos. Basta! Soares arrecadou o socialismo na gaveta. Sócrates está apostado em deitá-lo

filhos bastardos de uma nação madrasta

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Todos somos portugueses. Todos, salvo as desonrosas excepções do costume, estamos a perder poder de compra, qualidade de vida, uma vida que nem sequer foi alguma vez faustosa, ao contrário do que vêm agora apregoar certas luminárias do alto da sua sapiência e do seu conforto económico e do seu egoísmo e certos figurões a quem a crise, qualquer crise, passa ao largo com efeitos secundários de somenos, mesmo, como se sabe, aqueles que levam dolosamente à falência as empresas que dirigem e os que praticam todo o tipo de malfeitorias com o beneplácito, a conivência de uma só lei, a da total impunidade. Todos somos portugueses. Todos, salvo as desonrosas excepções do costume, sofremos os agravamentos insanos de impostos, os aumentos de preços (tantas vezes encapotados), a redução directa e indirecta de salários, a precariedade laboral, as prepotências dos patrões que se aproveitam da crise para melhor sugar, subjugar, escravizar (não tenhamos medo das palavras, estamos perante um novo...

vinagre será certamente

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São como água e azeite. Azeiteiro digo eu, sem qualquer intenção de apoucar, de acordo com o que o dicionário me ilustra, os mercadores de azeite, os ostentadores de nódoas e os esfoladores de meretrizes, se não acredita em mim vá conferir ao canhenho que repousa aí por casa há um ror de luas, a madraçar e a ganhar pó. Só um deles, porém, só um deles, o azeite ou a água, é que procede com tino e denodo. Aquele que, presidindo aos destinos do seu país com o mais notável dos desempenhos, a mais fervorosa das determinações, assume a pose do estadista emérito, a catadura do líder nato, a aura da imortal figura, o aprumo dos heróis de mar e guerra, o semblante do ser iluminado. Porque, sabe-o ele e sabem os concidadãos que nele votaram e nele voltarão a votar de bom grado e mente leve, não se tem poupado a esforços, titânicos por assim dizer, proverbiais já se vê, providenciais por obra e graça do espírito santo, para salvar o país do naufrágio instante, da hecatombe iminente, da derrota ...

toda a gente sabe, e se não sabe devia saber, que manter um jardim exótico sai caro como o caraças!

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Ainda não tinha aqui falado do Jardim à beira Madeira enraizado há anos e anos, sem que ninguém lhe trate da poda. Mais vale tarde do que nunca, e se me lembrei da criatura foi porque o Miguel Sousa Tavares, com graça e verve tais que nem aos calcanhares lhe chego, foi-se (e não foice, antes fosse) ao horto da Madeira na sua habitual coluna do Expresso cuja leitura, se ainda não o fez, lhe recomendo vivamente. Já é tempo de um hortelão com tomates se ir ao viridário e o arrancar do seu canteiro eterno, e quando digo arrancar digo desflorestar, desenraizar, desarreigar, extirpar, extrair, desenramar, desmatar e por aí fora, até que não sobre nem courela nem erva. Daninha. À laia de remate decorativo, por aqui vos deixo ficar algumas fotografias do farfalhudo vergel. É sempre um prazer desfrutar de tão idílica visão do paraíso, não acham? Não, não precisam de me agradecer.

ai teixeira, ai teixeirinha que desgraça, os quadros vão dar de frosques e nós aqui tão tristes!

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Quem é que nos acaba o resto? Este país não pára de surpreender, qual república das bananas qual carapuça!, se já nem de palco de ópera-bufa o podemos apodar, nem de circo de palhaços, nem de arena de fantoches, nem de cói de chicos-espertos. Vem este pequeno aranzel, à laia de introdução, a propósito de quê? Do que se diz hoje nos jornais: que os administradores da Caixa Geral de Depósitos, a quem as preocupações lhes estão a tirar o sono e a dar seborreia nas partes recônditas, resolveram enviar uma carta reivindicativa ao Ministro das Finanças, o Teixeira de que fala o título e de quem a memória começa a ser triste ainda o andor do santinho anda pelo adro a fazer das suas, para que os quadros da instituição (de caridade, está bom de ver) não sejam abrangidos pelas medidas de austeridade previstas no Orçamento do Estado para 2011. É preciso ter descaramento e dos grandes, não têm vergonha nas fuças nem pruridos na consciência. Ou, como diria a minha avó Quité...