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o novo diário de marilú

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Marilú. Li algures e gostei do novo nome para a senhora dona das Finanças, do Fisco, do fiasco do ajustamento, das contas em dia, do rigor, da transparência, porque o tempo da impunidade acabou, começaram os blowjobs for the boys . Há quem almeje ver Marilú no lugar de Pedro assim que Pedro levar uma corrida em osso por indecente e má figura. Ninguém notará, só eu, que a senhora não tem jeito nenhum para isto? Fala do púlpito como se estivesse no remanso de seu lar em conversas em família. Diz o que ninguém quer ouvir em tempos de campanha eleitoral precoce. Que aumenta isto. Que reduz aquilo. Que se vai às pensões como gata ao bofe. Que esta porra ainda não acabou, o suplício é de tântalo, é de todos, é dos velhos, é dos pobres, é dos remediados, que remédio, porque os ricos, se fossem relógio, nem horas davam. Marilú não tem garras nem unhas para tocar esta guitarra, o mais que sabe é espetar-nos a cimitarra, espicaçar-nos os cães de caça à multa, acenar-nos com amanhãs q...

o insulto

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/ Num conclave do PSD, Passos Coelho apareceu na defesa da ministra Maria Luís, a qual, dias antes, trémula de orgulho, afirmara, à puridade, que o Governo tinha os cofres cheios de dinheiro. E Passos, muito feliz, acrescentou: ao contrário do que sucedia com o Governo anterior. Como o têm dito economistas de todas as cores, a verdade não é esta, e a teoria da bancarrota só faz sentido para quem é mentiroso, e usa o imbróglio como lança para alcançar ou permanecer no mando. Infelizmente, este Governo, com as práticas demonstradas ao longo de quatro anos pavorosos, repletos de escândalos, de confrontos com a própria noção de república, tem sido, é, o maior aborto democrático e o mais grave insulto a todos nós. Os próprios conceitos sociais-democratas têm sido espezinhados por este grupo que trepou ao poder. Um livro indispensável, ‘Tratado sobre os nossos actuais descontentamentos’, de Tony Judt (Edições 70/2010), devia ser leitura...

fornicai, meninos, multiplicai-vos!

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Por José Teófilo Duarte http://www.blogoperatorio.blogspot.pt/ A responsável pelas finanças de Portugal, para além de garantir aos petizes lá do partido que os cofres do Estado estão cheios, resolveu dar conselhos para o combate à escassez de natalidade. Pediu-lhes que se multiplicassem. Provavelmente como coelhos, ao invés das advertências do papa Francisco. Isto será uma ameaça? Um país repleto de jotinhas lá do partido dela não é solução, é assombração. Já bastam os que bastam. Livra!

o maná dos algozes

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Numa qualquer festança da JSD, Maria Luís anunciou que o Estado anda de cofres cheios, pronto para qualquer contrariedade. Salazar também assim agiu, à custa das privações do povo e do ouro nazi roubado aos judeus. Reduziram-se salários e pensões, aumentaram-se impostos, despediram-se funcionários, cortou-se na Saúde, na Educação, nas prestações sociais, obrigaram-se milhares de jovens a emigrar, deixou-se morrer nas urgências, paga-se a tempo e horas aos credores porque temos que honrar os nossos deveres, mas os compromissos para com todo um povo puderam ser sonegados. Esvaziaram-nos o futuro. Para que os cofres fiquem cheios.  Não passamos de dados estatísticos, pagadores de impostos perseguidos com acinte se não os liquidamos a tempo e horas, meros números de deve e haver numa folha de excel. Toda a atenção se concentrou nos cofres que, custe o que custar, é preciso rechear. O país pode morrer. Os cofres estão salvos.

carta aberta em que o nosso autor explica por que é que recusou um convite para uma conversa à lareira, em berlim, com wolfgang schäuble

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AFP/http://www.spiegel.de/ Excelentíssimo Senhor dr. Schäuble, por favor desculpe a minha ausência amanhã na Fundação Bertelsmann que me convidou para uma “conversa à lareira” em Berlim consigo e com a sua ministra das Finanças para Portugal. Acabei, no último momento, por decidir não ir Berlim. Desejo que a “conversa à lareira”, ou “armchair discussion” como diz o convite da Fundação Bertelsmann, seja simpática e tranquila. Isso não aconteceria se eu estivesse presente. Sabe, por causa da sua política, que a sua ministra das Finanças em Lisboa tem seguido à risca, tive de sair do meu país há 18 meses. Todos os dias sinto saudades da família dos amigos. Além de mim, mais 400 000 pessoas tiveram que sair de Portugal nos últimos quatro anos para fugir à pobreza e miséria. A sua ministra das Finanças anunciou esta semana que vai reembolsar antecipadamente 14 mil milhões de euros da dívida pública portuguesa. Esse será um dos grandes temas do serão junto à lareira aman...

a criada e o patrão

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Onde é que já se viu, a criada sentada ao lado do patrão? Já não há respeito pelas diferentes classes sociais, a bandalheira é total. Eu sei. Eu sei que a criada é diligente, cumpre os desejos do patrão à risca, antecipa-os, calça-lhe as pantufas, põe-lhe pó de talco no cu com o desvelo de uma santa. Eu sei tudo isso mas - caramba! - a gratidão pode ser demonstrada de outra maneira, uma gorjeta, uma carta de recomendação, um chocho. Ainda bem que não ajoelhou. Teria que rezar.

a culpa é do mordomo

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Palavra de honra que Passos Coelho me faz lembrar cada vez mais um daqueles mordomos lambeculófilos - o termo não existe mas devia - que, de tanto engraxarem a patroa, são contemplados na herança da velha senhora com generosa tença. Não me admira nada que, para dar um empurrãozinho ao mordomo nas próximas eleições e evitar maus exemplos como o da Grécia, a velha senhora conceda a Portugal "facilidades" que recusa a outros, afinal de contas o mordomo não é só bom serviçal, é bom aluno também. Já a sopeira, que se viu sentada ao lado do guarda-livros da megera, uma honra destas não é para qualquer um, também será merecedora de prebenda tantos os pitéus que tem sabido urdir para engordar a lambareira, uns quilos de cortes, umas arrobas de impostos, umas onças de roubos, uns arráteis de coimas, toneladas de dieta forçada para os súbditos da colónia, tudo muito bem cozinhado em tachos refulgentes. Estamos fritos. Cozinhados em lume brando. Alimento de bestas mui...

o grande carnaval da eurolândia

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a exibicionista

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os heróis de rilhafoles

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Tiago Petinga/Lusa/ http://www.ionline.pt Loucas, loucas, loucas andam as galinhas. E os galos também. E os galarotes. E os galifões. E os garnizés. Ainda se fazem lobotomias? Ainda se aplicam choques eléctricos? Pelo menos, internem-se. No Limoeiro ou em Rilhafoles, tanto se me dá como se me deu. O que é preciso é arredá-los dos centros de decisão. O que é preciso é que não façam mais mossa. A loucura tomou conta do mundo e a epidemia alastrou-se a Portugal com toda a força. Deve ser das carnes gordas, do açúcar, das manteigas finas, dos enchidos, dos fumados, dos charutos, do excesso de Sol na moleirinha, das manias de grandeza. A riqueza acumulada deu-lhes a volta à cabeça. Deu-lhes cabo das meninges ou apanharam meningite. Querem mais, querem sempre mais. Mais dinheiro, mais poder, mais submissão aos seus interesses, mais pobres como sustentáculo das suas fortunas. Querem a ignomínia, a mentira, a avidez, a crueldade, a indiferença e, ah!, a caridade, como poderiam esquece...

de mão na anca descompõe a freguesa, por trás da banca chama-lhe gosma e burguesa

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de visita aos amigos

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http://henricartoon.blogs.sapo.pt/ Contribuição extraordinária para o gás, electricidade e petróleo é válida  até Outubro de 2014. Toma! Senhores do governo, se não se importam, o meu ano fiscal também é para terminar em Outubro. J. Manuel Cordeiro http://aventar.eu A senhora ministra das Finanças promete... pronto, vá lá... insinua, quase promete... uma descida de impostos para 2015 . Huuuum... 2015... 2015... 2015... este número está a fazer soar uma espécie de campainha... acho que há uma coisa qualquer programada para 2015... ah! Já sei! É ano de eleições legislativas!!! Samuel http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt http://cidadaniaverticalidades.wordpress.com Esta já foi lema de campanha eleitoral em Oeiras e agora poderia servir como slogan para o mini-motim no Estabelecimento Prisional da Carregueira onde se encontra a cumprir pena o autarca preferido da população academicamente mais graduada do país! Depois do célebre episódio dos jornais queim...

de visita aos amigos

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Só quem andar profundamente distraído poderá aceitar que um texto como o deste Relatório  (Orçamento do Estado) – com “medidas de carácter fiscal” e “medidas transversais de caráter fiscal“, “medidas sectoriais” e “medidas setoriais” ou “expectativa de manutenção das taxas de juro” e “expetativa do valor futuro” – foi redigido “ao abrigo” de um instrumento que regula uma ortografia. Apesar de tudo aquilo que tenho visto por aí , confesso a minha perplexidade perante fenómenos como o do “fato de ser intenção da tutela” (sim, na página 163 do Relatório). Só quem sofrer de distracção crónica poderá acreditar que um texto com, apesar de tudo, excelentes exemplos de palavras em ortografia portuguesa europeia, como direcção, acção, protecção, reflectem,activo, subfacturação, Janeiro, electrónica, colecta, respectiva,Junho, colectivos, afectas, Julho, directos, indirectosou efectiva, se encontra “escrito ao abrigo do…”. Esperem, perdi-me. Ao abrigo de quê? Francisco Manuel ...

de visita aos amigos

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O activismo político e ideológico da Comissão Europeia [CE], que deveria ser a voz imparcial dos Estados e  não a voz dos credores, leva-a a deixar escapar, cirurgicamente, um documento com ameaças e chantagens sobre um órgão de soberania de um Estado soberano e de Direito – Tribunal Constitucional, apodado de activista político. Infelizmente o mote para esta escalada, golpista de Estado, foi dado por um ministro do Governo que não temos – Paulo Portas e o seu "protectorado", o mesmo princípio subjacente ao relatório da CE, ser activista político com o argumento do activismo político/ estar-se borrifando para a Pátria com o argumento do patriotismo. Infelizmente não temos Presidente da República que no mesmo minuto exigisse a demissão do representante de Portugal na CE e um pedido de desculpas do respectico presidente . Infelizmente isto vem dar razão a quem não via nem um avo de vantagem em ter Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia, depois de ter...

ultimato orçamental

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt A democracia nasceu da luta dos contribuintes para serem cidadãos. As grandes discussões dos parlamentos resumem-se a dois assuntos: em que sociedade queremos viver (lei constitucional)? Como é que vamos gerar receitas e aplicá-las (lei orçamental)? A primeira marca um horizonte de longo prazo. A segunda, o autogoverno quotidiano dos povos. O OE de 2014 é mais importante pelo método do que pelo conteúdo, apesar da sua dolorosa austeridade. É o primeiro orçamento em que se consagra a deriva antidemocrática em que a Zona Euro mergulhou. O OE não pode ser modificado, nem melhorado, porque o centro do poder não se encontra no Parlamento nacional. A "discussão" que vai ter lugar será um jogo de sombras, uma simulação. O Governo vai fingir que o OE é criatura sua e a oposição vai fingir que acredita nisso. De facto, o OE já está determinado. Não só pela troika, que o desenhou ao detalhe, mas também pelas imposições do novo...

e para quando a última ceia?

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Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

quero ver passos careca

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Depois desta guerra acabar, quero ver Passos, e Portas, e Montenegro, e Amorim, e Albuquerque, e Mota, e Gaspar (não esqueçamos o Gaspar!), e os Macedos, e a Cruz e a Cristas, todos eles e muitos outros, em trajes menores e de calva à vela. Tal como, depois da II Guerra Mundial, se puniram os que colaboraram com os nazis alemães, as putas de serviço, os pulhas ao serviço dos sanguinários. Porque Passos, e Portas, e Montenegro, e todos os outros, mais não são do que colaboracionistas dos alemães nesta guerra intestina onde já há mortos e feridos e doentes recusados nos hospitais. Já aqui o tenho dito, e repito sabendo que não conto um conto nem acrescento um ponto: somos os judeus do século XXI, a raça menor culpada de todos os males. Estamos sob ocupação estrangeira. E temos mais do que um general Pétain, temos um Cavaco que escavaca o prestígio da presidência a cada dia que passa, temos um Mamede que infesta as nossas vidas de terror, de carências, de medo de viver, temos um Portas...

os desafinados

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Não, no peito dos desafinados não bate um coração. Pelo menos não destes, penetras no regabofe dos milionários. Desafinam que se fartam. Desafinam sempre que agridem os reformados, os funcionários públicos, os desempregados, os precários, os doentes e os estudantes, todos os que não são solistas na sua orquestra, não sejam cabeças de cartaz nesta grande ópera-bufa a que, muitos impávidos, outros tantos serenos, assistem em Portugal. Afino com os desafinados. Dão-nos música, mas não alegram. É precise gritar-lhes que não vamos em cantigas, é preciso atacá-los com os metais, as cordas, o que tivermos à mão. Até ficarem sem conserto. São um desconcerto, uma tocata e fuga, um dó maior, uma cacofonia, cacaria e caca. Cantemos-lhes um requiem. I m agens:  h ttp://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

a decadência moral do governo

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Por Daniel Oliveira http://arrastao.org/ Nuno Crato nomeou a mulher para o Conselho Científico das Ciências Sociais e Humanidades da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). Não sendo um cargo remunerado, é um cargo com poder de influência. Muito maior do que se pode julgar. Não é apenas um órgão consultivo. Escolhe e nomeia júris e painéis de avaliação, tem poder na orientação científica das diferentes disciplinas e seleciona os projetos dos investigadores contratados que passam a avaliação internacional. Na sua área científica, este conselho tem um poder razoável. Para além disso, para alguém com um currículo relativamente modesto para o cargo, trata-se de uma importante promoção. Mas ainda que não fosse nada disto. Um ministro não aceita a nomeação da sua mulher para um cargo público que dependa da opinião do seu Ministério, seja ele remunerado ou não, seja ele importante ou não. E dizer que foi a sua secretária de Estado a tomar a decisão é conversa idiota. Pa...

a família aldrúbio

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Tão embusteiros que são. Mentem para salvar a pele. Mentem para ganhar eleições. Mentem pelo poder. Mentem pelo dinheiro. Mentem porque sim. Aqui fica um retrato. Não couberam todos, mil imagens mais seriam necessárias para ilustrar toda a família. A sagrada família que nos comanda os destinos e nos arrasa os intestinos. Eu, pelo menos eu, estou que nem posso da tripa-cagueira. Imagem:  http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/