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é preciso matá-lo, antes que nos mate a nós

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Desenganem-se aqueles que acreditam que as nossas agruras de agora se devem à dívida acumulada pelos sucessivos governos, socialistas, sociais-democratas, democratas-cristãos. É mentira. Os nossos males agravaram-se com a queda do muro de Berlim (que deixou à rédea solta os mais vorazes agentes do capitalismo selvagem) a que a crise americana de 2008, provocada por essa mesma gente, serviu de pretexto para consumar a estocada final. Não só havia que recuperar o dinheiro perdido (e esses senhores não gostam de perder nem a feijões) como também era mais do que tempo de concretizar os seus sonhos, há tanto acalentados: exterminar de vez o Estado Social, embaratecer o trabalho, fragilizar o trabalho, precarizar o trabalho, subjugar os povos, escravizá-los de uma forma mais subtil, mas não menos terrível, do que noutras eras. Tenho confiança no ser humano. Ainda. A História é pródiga em exemplos de que, mais tarde ou mais cedo, as populações se revoltarão e rechaçarão os senhores d...

chamem-me básico que até gosto

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Amanhã, vou para a rua. Tenho as minhas razões. Quase 10 milhões delas. Há uns que ficam de fora, que apoiam Merkel, que gostam de Merkel, que idolatram Merkel, que servem Merkel, que se servem de Merkel. Há quem ache repugnante (ouvi essa a um comentador de televisão) que se compare Merkel a Hitler. Há quem não goste (ouvi esta a Francisco Assis, entre muitos outros) que se diabolize Merkel. Pois eu cá continuo na minha, chamem-me populista ou primário, radical de esquerda (como está agora na moda dizer-se como se fosse um insulto) ou extremista: para mim, Merkel é a mais digna representante do neoliberalfascismo que nos empobrece, atormenta e nos há-de conduzir ao desastre europeu. Um novo desastre. Outro que a Alemanha inspira e instiga. Chamem-me básico que até gosto. Imagem de Gui Castro Felga https://www.facebook.com/gui.castrofelga