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não clara, claro que não

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Não há dúvida, se as eleições conduzissem ao poder quem na verdade o merece, há muito que os povos de todo o mundo viveriam em ditadura. Os eleitores votam, salvo na Grécia, salvo num ou noutro país do "terceiro mundo", à direita, quanto muito num centro de socialismo engavetado, de hollandismo e de blairismo , de sócratismo e, talvez se Passos e Portas não conseguirem mais trunfos do que as mentiras e promessas que têm para dar, de costismo . Veja-se o que se passa na Grécia e digam-me lá se exagero: o povo votou à esquerda (esquerda radical, dizem os defensores do mal) e eis que toda a Europa, socialistas engavetados incluídos, tudo tem feito para derrubar o Syriza e impedir que a Grécia se liberte do jugo da austeridade. O Costinha da Câmara, que iniciou a sua caminhada para o poleiro com um discurso mais ou menos à esquerda - quem não se lembra dele no Congresso? - virou à direita enquanto o diabo, Portas e Passos esfregaram um olho. O pré-programa do PS pr...

a justiça a que temos direito

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Por Clara Ferreira Alves http://expresso.sapo.pt/ A Justiça é antes de mais um código e um processo na sua fase de aplicação. Ou seja, obediência cega, essa sim cega, a um conjunto de regras que protegem os cidadãos da arbitrariedade. Do abuso de poder. Do uso excessivo da força. Essas regras têm, no seu nó central, uma ética. Toda e qualquer violação dessa ética é uma violação da Justiça. E uma negação dos princípios do Direito e da ordem jurídica que nos defendem.  Num caso de tanta gravidade como este, o da suspeita de crimes graves e detenção de um ex-primeiro-ministro do Partido Socialista, verifico imediatamente que o processo foi grosseiramente violado. Praticou-se, já, o linchamento público. Como?  1) Detendo o suspeito numa operação de coboiada cinemática, parecida com as de Carlos Cruz e Duarte Lima, a uma hora noturna e tardia, num aeroporto, quando não havia suspeita de fuga, pelo contrário. O suspeito chegava a Portugal. Porque não convocá-lo du...

tudo às claras!

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a história universal da infâmia

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Por Clara Ferreira Alves http://expresso.sapo.pt/ Este governo, o de Pedro Passos Coelho, nasceu de uma infâmia. No livro "Resga­tados", de David Dinis e Hugo Coelho, insuspeitos de simpatias por José Sócrates, conta-se o que aconteceu. O então primeiro-ministro chamou Pedro Passos Coelho a São Bento para o pôr a par do PEC4, o programa que evitava a intervenção da troika em Portugal e que tinha sido aprovado na Comissão Europeia e no Conselho Europeu, com o apoio da Alemanha e do BCE, que queriam evitar um novo resgate, depois dos resgates da Grécia e da Irlanda.  Como conta Sócrates na entrevista que hoje se publica, Barro­so sabia o quanto este programa tinha custado a negociar e concordava com a sua aplicação, preferível à sujeição aos ditames da troika, uma clara perda de soberania que a Espanha de Zapatero e depois de Rajoy evitou. Pedro Passos Coelho foi a São Bento e concordou. O resto, como se diz, é histó­ria E não é contada por José Sócrates, que u...

o psicopata

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Por Clara Ferreira Alves http://www.leituras.eu Não sei em que país vive o dito Gaspar. Talvez um país habitado por gnomos, fadas, ministros alemães e jogadores do Benfica. Ou por sujeitos de fato e grava­ta que emergem dos carros e mergu­lham nas garagens e nos gabinetes e daí para os hotéis e condomínios fechados, ou os aviões, e nunca encontram gente. Dessa que paga impostos, taxas e contri­buições de solidariedade para ajudar as pessoas que precisam, ou seja, eles mesmos entre outros. Não me chateia que o Benfica perca jogos, nem por solidariedade com o dito Gaspar, chateia-me que quando vou arrumar o carro venha não o arrumador do costume, um chunga a fazer pela vida, e sim um reformado. Um velhote, uns são mais tesos do que outros, que fica agradecido pelo euro e dá um grande bom-dia em troca. Conviria mandar para cima destes trocos uma taxa de arrumação gratuita, ou colocar os jovens da EMEL, a ganhar à multa, viva o empreendedorismo, a multar os arrumado­re...