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pobres dos ricos

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Por Ivo Rafael Silva http://blog.5dias.net/ Esta semana a EDP apresentou lucros na ordem dos 800 milhões de euros. Curiosamente, esta semana também, a EDP decidiu desencadear uma mega-operação de corte de electricidade a um sector de privilegiados que vive à grande e à francesa nos “luxuosos” bairros sociais de Lisboa e Porto. E se aqui se usa de uma certa ironia, veja-se como, na idiossincrasia de João Miranda , se desenha uma vida faustosa das gentes de um desses bairros, no caso o do Lagarteiro, caracterizada por ele como gente que recebe – e coloca tudo ao molho para engrandecer ainda mais a coisa… – “uma data de pensões”. Aquilo é um fartote! É uma data de euros e de euros valentes! Aquilo é que é “mamar”! João Miranda fala de “complemento solidário para idosos, subsídio social de desemprego, abono de família e pensão social de invalidez” como se estivesse a falar de mais-valias bolsistas, salários milionários de gestores, motoristas particulares, jactos privados, benes...

dos podres da nação e outras prosas bárbaras

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Imagens:  https://www.facebook.com/QuemNaoOffshoraNaoMama

um imposto que não é imposto e nos é imposto

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"Não vai haver mais austeridade." Palavras de Paulo Portas na célebre conferência de imprensa onde anunciou os resultados das duas avaliações dos nossos penhoristas, os cobradores dos fracos, os senhores da troika. Também disse, o Paulo, que as empresas energéticas iam pagar uma taxa especial, mas que esse aumento NÃO se iria reflectir na factura do consumidor. Quinze dias passados, se tanto, eis que a ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) vem hoje comunicar que a electricidade vai aumentar 2,8% em 2014. Os chineses da Three Gorges ameaçaram. De rabinho entre as pernas, Passos passou a bola para nós. E assim nos cobram mais um imposto sem que se possa chamar imposto: nós pagamos um extra à EDP e a EDP transfere esse dinheiro para o Estado. Sem dúvida nenhuma, uma ideia luminosa. A Three Gorges, o Mexias, o Catroga, estão encantados da vida. Que excelente governo lhes coube em sorte! Pena estarem a esticar tanto a corda. Acho que qualquer d...

qual o melhor preventivo? formitrol! formitrol! formitrol!

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Portas diz que ainda não recebeu mas, ao que parece, recebeu. Uma carta do presidente da Três Gargantas, a empresa chinesa que entrou no mercado europeu pelas portas das traseiras, por Portugal. Ao que parece, embora Portas diga não ter recebido o que deve ter recebido, o importante senhor, Gao Guangjing de seu nome, ou coisa que o valha, mandou um raspanete ao Portas e ao governo que Portas dirige por portas-travessas. Então não é que os malandros dos governantes portugueses, num autêntico insulto à pátria do socialismo-capitalista, vão criar uma contribuição extraordinária a pagar pela riquíssima EDP? Claro que Catroga, para quem os portugueses são pentelhos sem valor, já veio dizer que essa taxa se vai reflectir na factura a pagar pelo consumidor (incluindo ele que, coitado, só ganha para aí uns 45.000 euros por mês, pentelhos). E claro que o governo vai voltar com a palavra atrás. Com os chineses não se brinca. Já com os portugueses, o caso muda de figura. São joguetes d...

electricidade sem choques

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Está farto/a de pagar contas exorbitantes de electricidade? Esta iniciativa está aberta a todos, mesmo que não sejam associados da DECO, e pretende negociar - para todos os que se inscreverem no site abaixo indicado - uma tarifa de electricidade mais barata. A palavra à DECO: A DECO convida os consumidores a juntarem-se, para diminuir a conta da eletricidade. Através de uma modalidade de compra de eletricidade completamente nova, usaremos o poder coletivo de milhares de consumidores para conseguir uma mudança. Iremos negociar com os fornecedores para tentarmos obter as melhores condições do mercado. Quanto mais pessoas se inscreverem, maior será o nosso poder negocial . Um leilão de eletricidade agrega um conjunto de consumidores que negoceiam diretamente com os fornecedores de eletricidade, para obter um preço mais baixo para todo o grupo. Sozinhos, os consumidores têm muito pouca força perante os fornecedores de energia. Por isso, quanto maior for o grupo, maio...

homenagem à china no dia em que também decidiu "ajudar" portugal

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boicote à EDP

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A EDP mantém um nível de lucros totalmente incompatível com o estado do país e com os sacrifícios exigidos a todos nós. A EDP tem mais poder que o Governo de Portugal e conseguiu (vá-se lá saber por que vias...) impedir uma medida que visava minorar os brutais aumentos da energia que se estão a verificar - e que vão, certamente, aumentar ainda mais os ditos lucros. A EDP mantém um monopólio (não de jure, mas de facto) uma vez que a concorrência não oferece aos consumidores domésticos (por exemplo) taxas bi-horárias. PROPOSTA: - No dia 20 de Novembro de 2011, às 15:00, a nível nacional, vamos, todos nós consumidores domésticos, desligar TUDO durante uma hora (os nossos congeladores aguentam mais do que isso quando há uma "anomalia" na rede que nos deixa sem energia e as baterias dos nossos portáteis também); - Vamos repetir a acção até a EDP ter de nos PEDIR para parar com a coisa. Na qualidade de bons cidadãos, que todos somos, pararemos mas só se os preços forem ajusta...

o sexo à luz das velas é romântico e sai barato!

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Eureka!  O governo encontrou a solução para a quebra de natalidade em Portugal. Agora, com o escandaloso aumento das despesas com electricidade, acabou-se a televisão e, para poupar, os casalinhos passam a recolher mais cedo ao leito conjugal. Daqui a nove meses poderão desmentir-me. Mas, ou me engano muito, ou vai ser um corropio que só visto para as maternidades lá para Junho e Julho de 2012. Isto se Paulo Macedo não as tiver entretanto passado para as mãos de privados, que pagarão a preços de uva-mijona o que nos passará a custar os olhos da cara. A não ser que se chame a parteira e que o parto se faça no aconchego do lar, à luz do petróleo, entre ladainhas e pachos de água quente.  Parece um romance de Dickens mas a realidade, às vezes, bate aos pontos a melhor ficção. E, em matéria de perda de direitos básicos, de escravização dos trabalhadores, de degradação das condições de vida, há quem queira regressar aos tempos da rainha Victoria. Já não falta tudo. Com os seus ...