Durante a campanha eleitoral (está bem, está bem, já sabemos que ele mentiu), Passos Coelho prometeu moralizar o Estado, acabar com os cargos políticos, os chamados "jobs for the boys". Vê-se. E lê-se, no insuspeito Público de hoje. Na página 8: "Administradores hospitalares ligados ao PS substituídos por gestores do PSD e CDS". E duas páginas à frente: "Governo substitui direcção do IEFP e nomeia militante do PSD da distrital de Miguel Relvas". Por aqui se vê a honestidade e isenção de um governo que quer ir mais longe do que a troika no que toca aos sacrifícios exigidos à maioria dos portugueses, mas que rasga o acordo quando convém aos apoderados do partido, nomeadamente onde se escreveu que os presidentes e administradores hospitalares "deverão ser, por lei, pessoas de reconhecido mérito na saúde". Enquanto os portugueses calarem e consentirem, esta camarilha que se apoderou do poder, gente desqualificada quer técnica quer moralmente, não ...