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unidos como os dedos da mão

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Um dia, tudo isto terá passado. Um dia, todo o pesadelo que temos vivido será apenas uma recordação dolorosa que tentaremos encaixar numa lógica qualquer. Os historiadores estudarão, perplexos, os tempos em que a democracia foi suspensa e o Estado deixou de ser uma pessoa de bem para se tornar num escroque. Os nossos filhos, os nossos netos ouvirão, incrédulos, as histórias verdadeiras que lhes contaremos, sobre a forma como direitos já conquistados há décadas pelos nossos avós e bisavós e consagrados nas tábuas da lei fundamental tiveram de ser novamente disputados, arrancados a ferros de algozes disfarçados de economistas. De como, em pleno século XXI, fomos obrigados a ocupar escolas e hospitais e fábricas e padarias e supermercados e campos e casas, porque nos haviam tentado — e em muitos casos conseguido — roubar a paz, o pão, a habitação, a saúde, a educação. De como tivemos de deitar muros abaixo e de construir pontes onde já só restavam fossos. De como abolimos fronteiras e de...

a força da razão

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é tudo isto que o governo nos está a roubar

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só há liberdade a sério quando houver liberdade de mudar e decidir

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É incrível como, tantos anos depois, esta canção continua tão actual. Sinal de que nada mudou desde então.

a canção de lisboa

Caetano e Sérgio Godinho. E Lisboa, sempre Lisboa!

lisboa lisboa lisboa

esse olhar ainda brilha e já lá vão tantos anos