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o benfica revelou-nos grandes profissionais

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José Sena Goulão/Lusa/JN Por Pedro Tadeu http://www.dn.pt/ O dia da conquista do bicampeonato pelo glorioso Benfica mostrou a todo o Portugal a elevada qualidade de alguns dos profissionais deste país - e não, não estou a falar dos jogadores e dos técnicos da equipa... Tivemos, em primeiro lugar, a elevada qualidade dos profissionais da pancadaria, liderados pelas claques do amor à traficância de bilhetes, de viagens, de álcool, de petardos e de drogas. São acompanhados por trogloditas ocasionais, especializados na destruição de casas de banho públicas, artistas no jogo do lançamento da garrafa e da pedra com que lapidam a frustração de uma pobre existência. Domingo, em três tempos, estes talentosos meliantes arranjaram maneira de demonstrarem a sua arte em Guimarães, Alvalade e, sobretudo, no Marquês de Pombal. Em segundo lugar tivemos profissionais de coboiadas ao fim de semana: pelotões com capacete, bastão e escudo, rotinados em varrer à pancada corredore...

terramoto em lisboa

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Será verdade que, durante as comemorações da vitória do Benfica no Marquês de Pombal, os responsáveis pela festa passaram imagens, no écrã gigante, dos acontecimentos de Guimarães, ou seja, das imagens de violência policial sobre adeptos do clube? Se assim foi, a responsabilidade por todos os desacatos que se seguiram cabe por inteiro ao Benfica. Noutro país, esta insensatez - um autêntico apelo à violência -, seria severamente punida. Que tal retirar a taça ao clube e entregá-la ao segundo classificado? Ai o que estou para aqui a dizer. Agora é que me vão cair o Carmo, a Trindade, Xabregas, Benfica e a Ponte sobre o Tejo em cima. Ruínas da Ópera do Tejo, ilustração de Jacques Philippe Le Bas

orgulho e preconceito

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José Sena Goulão/Lusa/Observador Continuo na minha: os aguerridos gladiadores de garrafa em punho são oriundos, tantas vezes, de bairros degradados. Desempregados ou com empregos precários, a ganhar nada ou mal e porcamente a não ser que se dediquem a actividades ilegalmente mais rentáveis, não são só culpados, são também vítimas de uma sociedade onde a exclusão, o empobrecimento, estão na ordem do dia, sob as ordens de um governo que, quando faz um pobre, fá-lo por gosto. Não condeno os guerrilheiros de pacotilha por preconceitos de classe. As minhas origens são as mesmas (diz-se classes "baixas", não é?), com orgulho o afirmo. É contra as desigualdades que luto, não contra eles. O que não significa que devam ficar impunes. Que fique claro. 

o tão proclamado espírito desportivo esteve esta noite no auge

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RTP RTP RTP RTP RTP José Sena Goulão/Lusa/Sol

antes e agora

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Praça da Independência, Kiev.

obrigado dr. soares

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Por Nuno Saraiva http://www.dn.pt/ A 9 de março de 2011, em pleno estertor do socratismo, Cavaco Silva apelava no seu discurso de tomada de posse como Presidente da República a um "sobressalto cívico" e à emergência de uma sociedade civil forte que afirmasse os seus direitos e fizesse chegar a sua voz aos decisores políticos. Estávamos em vésperas daquela que viria a ser uma das maiores manifestações contra o anterior Governo, fora das baias seguras de partidos ou sindicatos. Nessa altura, naturalmente, ninguém rasgou as vestes, fez insinuações sobre a idade ou o estado de saúde ou sequer acusou Cavaco Silva de estar a apelar, incentivar ou a caucionar a violência. Passados dois anos, e num contexto económico e social muito mais grave, em que nos permitimos ouvir impávidos um eurocrata responsável insistir na tese de que os salários ainda têm de baixar mais em nome da competitividade e do investimento, eis que cai o Carmo e a Trindade quando Mário Soares, na ...

o apelo à violência do papa francisco

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http://www.lefigaro.fr Por Daniel Oliveira http://expresso.sapo.pt/ "Hoje, em muitas partes, reclama-se maior segurança. Mas, enquanto não se eliminar a exclusão e a desigualdade dentro da sociedade e entre os vários povos será impossível erradicar a violência. Acusam-se da violência os pobres e as populações mais pobres, mas, sem igualdade de oportunidades, as várias formas de agressão e de guerra encontrarão um terreno fértil que, mais cedo ou mais tarde, há-de provocar a explosão. Quando a sociedade - local, nacional ou mundial - abandona na periferia uma parte de si mesma, não há programas políticos, nem forças da ordem ou serviços secretos que possam garantir indefinidamente a tranquilidade. Isto não acontece apenas porque a desigualdade social provoca a reação violenta de quantos são excluídos do sistema, mas porque o sistema social e económico é injusto na sua raiz. Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a ex...

ao que isto chegou, o papa francisco também incita à violência!

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É o que está a dar, a violência dos fanfarrões. Mário Soares apelou para ela mas, como todos sabemos de ginjeira, além de estar velho (gagá, xexé, é o que dizem dele, não é?) é também, sempre o foi, um revolucionário fanático, em conluios vários com militantes de extrema-esquerda. Frank Carlucci é um dos que me vêm à memória, outros há. Por isso Soares não faz mossa. Por isso os membros do governo, e a sua milícia de choque parlamentar, não falam de Soares, nem uma palavra, ignoram-no, desprezam-no como ele merece, toma, embrulha! Mas que dizer do Papa, senhores? O Papa que, por palavras, e de certeza por pensamentos e quiçá obras, foi mais longe do que Soares? O Papa, este Papa que, para disfarçar os seus ímpetos de facínora, encena beijos a criancinhas para melhor nos levar à certa, nos amolecer o coração gentil? Não acredita que Francisco é um perigoso simpatizante de teorias canhotas, sendo aliás estranho que os príncipes do Vaticano, ess...

da violência de soares

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Repare-se que ao contrário de outras vezes, eu não iniciei a abertura da sessão de improviso e sem papel, como é habitual. Desta vez, li um texto escrito. Que está ao dispor de quem o quiser ler. Porquê? Porque sabia que ao falar de violência os comentadores ao serviço do poder iam necessariamente especular. Como fez o sempre infeliz vice-primeiro-ministro Paulo Portas, que muda de ideias como de camisas e que todos sabemos o que tem feito e refeito. Um artista... Cito as palavras que li: "É preciso ter a consciência de que a violência está à porta. Ora é isso que é necessário evitar." Quem disser o contrário mente, conscientemente. Foi por ter adivinhado o que os comentadores de serviço iriam especular, quando falei em violência, que escrevi e li o texto. E mais não digo. Não é preciso para convencer as pessoas de bom senso. Quanto às outras, ao serviço do poder, para ganhar dinheiro, não vale sequer perder tempo. Mário Soares http://www.dn.pt Esperemos esta...

e a violência contra os trabalhadores, os desempregados, os idosos?

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Pensei que já se tinham calado, os trombeteiros do regime. Mas não. Continuam a dar trombadas pelos órgãos do costume, os de comunicação social bem entendido, que, atentos, veneradores e obrigados, acorrem pressurosos a gravar os dislates e disparates de qualquer um com nome na praça. E esses com nome na praça, sejam Marcelos ou Melos, vêm dizer - e o que dizem é letra de lei - que Soares anda a apelar à violência. Lembro, aos desmemoriados Marcelos e Melos, os idos de 75. Nessa altura, com razão ou sem ela, Soares achou que Portugal estava a cair numa ditadura. Para gáudio de Melos e Marcelos, recorreu a linguagem bem mais intempestiva do que a de agora. Sem que os Melos, Marcelos e demais marmelos tenham acusado Soares de apelar à violência. Soares foi então, para os Melos, Marcelos e outros caramelos, o herói da Pátria.  Pois que o seja também agora. Porque violento é o desgoverno de Passos. Violentos são os seus decretos e projectos de empobrecer Portugal, ...

o crato gostará, é educação da boa, à moda antiga

Publicação de Frases Sanas . Sem vergonha vos digo: dá vontade de chorar.

pelos meus, pelos teus, há que mudar a história

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a grécia mais uma vez a ferro e fogo

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A Grécia tem sido palco de violentos protestos contra o assassínio de Pavlos Fyssas por membros da Aurora Dourada. Grupos de neonazis têm-se juntado à polícia para rechaçar os amotinados. Por cá, as televisões, os jornais, pouco ou nada dizem. 

na mouche!

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prosopopeia

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt/ O ser humano sente-se seguro quando julga entender o mundo. Sobretudo ao enfrentar os seus terrores: os relâmpagos passam a obra de um deus irado, a inépcia para a vida transfigura-se em maquinações da “sorte madrasta”. O que comunga a nossa dimensão de gente pode sempre ser apaziguado, castigado, subornado. O povo assusta quem gostaria de o domar. Por isso se esforçam para lhe amenizar a escala, dando-lhe rosto de quantidade entendível. Não há noite de eleições sem homilias sobre o que “o povo português decidiu”. Engano: não existe isso do “povo”, português ou alhurês. Existem sim indivíduos, com decisões e inclinações individuais que depois se agregam em eventos colectivos. Quando o tal “povo” parece inclinado a fazer coisas que nos assustam, damos-lhe anatomia de hidra, com uma cabeça dedicada ao bem e outra empenhada em maldades várias. Em manifestações que incluem violência, pilhagens ou apenas resistência a quem manda, há semp...

o brasil na hora da verdade

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resistir!

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10 fotos da Turquia. Getty Images Bulent Kilic AFP Umit Bektas Umit Bektas Getty Images Getty Images Uriel Sinai Bulent Kilic Murad Sezer Fonte das imagens:  http://www.bitaites.org

rondo alla turca

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Imagens enternecedoras que nos chegam da Turquia. A ternura da polícia em defesa dos seus cidadãos e da democracia.

um safanão a tempo

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Devem ter insultado lá o Relvas deles. Ou cantado a Grândola numa cerimónia pública. Ou gritado contra a austeridade. Coisa pequena não devem ter feito para serem assim tratadas pela polícia que, claro, se limita a fazer cumprir as mais elementares regras democráticas. E, para salvaguardar a democracia, há que, de ora em diante, proibir ajuntamentos de mais de duas pessoas, vigiar as redes sociais, identificar os "profissionais da contestação" (ou da desordem, diria Macedo), prender quem reclama contra os governos eleitos por sufrágio universal e directo.  Mesmo que seja a cantar, a soltar palavras de ordem, são um perigo, um insulto, um atentado. Puro terrorismo, guerrilha urbana é o que é.  A edificante cena de cima passou-se em Milão. A de baixo em Madrid. Este fim-de-semana. Piores dias virão.

porca de vida

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Estou farto da polvorosa que se gerou a propósito do elemento da GNR que agrediu um porco. Ena o que para aí vai, até já se fala em caça ao homem. Mas entre a fotografia de cima, do nosso agente a pontapear o porco, e a fotografia de baixo, de um polícia americano a pontapear uma mulher, a que me choca mais é a de baixo. Desculpem. É o que eu penso. É o que eu sinto. Aposto que muitos dos que se indignam agora ficam impávidos e serenos perante imagens da agressão de polícias contra manifestantes, coisa que acontece diariamente um pouco por todo o mundo. Porcos, dirão até nessas alturas os que, agora, choram a má sorte do porco.