quadros d'uma exposição
Há muito, muito tempo, era eu uma criança, ou quase, trabalhei com o Rui Cristino da Silva. E fui seu companheiro de jornada, de copos (alguns) e de algumas viagens (poucas, merecíamos ter feito mais) por esse Portugal profundo. Lembro-me, como se fosse hoje, de uma que fizemos, com as famílias de ambos, a terras de Monsaraz, ainda o Alqueva era uma miragem e o horizonte de secura. Anos mais tarde, as vicissitudes, os afazeres e a crónica falta de tempo dos tempos que correm, e se eles correm ligeiros, levaram-nos cada qual para seu lado. Em boa hora, o Rui decidiu dedicar-se à pintura a tempo inteiro, coisa que tem vindo a fazer com sucesso e virtuosismo. A última fase da sua obra vai estar em exposição a partir do dia 13, uma data que lhe vai ser de bons augúrios, de certezinha absoluta. Sem querer meter foice em seara alheia, e sem querer abusar da hospitalidade do Rui, está convidado também. É na Casa Roque Gameiro, na Amadora. Aqui ficam as indicações, li...