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estreia hoje o filme que ninguém quer ver

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Tirando um ou outro amigo do produtor e do realizador, os críticos são quase todos unânimes: já viram este filme há quatro anos e a sequela, ao que parece, ainda consegue ser pior do que a versão original. Um senhor muito bem posto e de boas falas, fadado para altos voos, com casa modesta em Massamá e mansão lá no bairro, é o principal protagonista desta pretensa comédia de enganos, mas os supporting actors não lhe ficam atrás em talento para a aldrabice, a mistificação, a pequena e grande vigarice. Ao que parece, pelo menos a crer na ante-estreia ontem realizada, o público não se riu, houve até uma ou outra lágrima furtiva perante este filme de autêntico horror que era suposto ser de humor. Há a menina da caixa que roubou a massa dos associados, há o professor primário que quer deitar fogo à escola, há o médico que se entretém a matar enfermos, há um dono de pensões mais forreta do que o Patinhas, há a fogosa advogada que se atira aos juízes como a gata se atira ao bofe, há o ...

galardões, galhardetes, galhardos aumentos

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O governo vai autorizar 6.000 promoções nas Forças Armadas. Decididas em 2011 por este mesmo governo só agora, por mero acaso, uma coincidência, estas promoções são concedidas a poucos meses das eleições. A farra já começou. Preparem os sais de frutos. 

o grande alterne no lupanar português

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Daqui, salva-se Maria de Lurdes Pintasilgo que, em 100 dias, fez mais reformas que Coelho em quatro anos. Digam lá a esse senhor que cortar pensões, baixar salários, subir impostos, destruir a Saúde e a Educação não são reformas, são pulhice e da grossa.

indignidade é ...

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Indignidade é prometer uma coisa em campanha eleitoral e fazer exactamente o seu contrário. Indignidade é aceitar que três mangas-de-alpaca venham ditar ordens em Portugal, sobrepondo-se aos ministros do País. Indignidade é orgulhar-se de ir mais longe do que a troika nas medidas de austeridade e gabar-se disso aos quatro ventos. Indignidade é apregoar a necessidade de empobrecer os portugueses e cumpri-lo. Indignidade é culpar os portugueses, todos, sob a falsa acusação de que vivemos acima das nossas possibilidades. Indignidade é responsabilizar o Partido Socialista, ano após ano, discurso após discurso, entrevista após entrevista, por uma crise provocada pelo colapso financeiro que eclodiu na América em 2008. Indignidade é mandar os portugueses emigrar ou chamar-lhes piegas. Indignidade é provocar a precariedade no emprego. Indignidade é fazer com que os salários desçam a níveis obscenos. Indignidade é aumentar impostos de forma insuportável e fazer do Fisco o verdugo dos contrib...

aqui está um festejo a preceito

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o macaco

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Por Mário Dias Ramos http://www.ionline.pt/ A maior parte da verborreia regurgitada pelos parlamentares na Assembleia da República cheira a lixo e é, de facto, lixo. O debate parlamentar das quintas-feiras é, a meu ver, a mais clara manifestação de que todo o ser humano devia estar no seu devido lugar e isso não acontece. Na sociedade, conforme está organizada no Portugal de hoje, um número enorme de homens e mulheres desempenham funções para as quais não estão preparados – os espectáculos lamentáveis que os debates parlamentares nos oferecem via televisão são, aqui e ali, bons exemplos do que afirmo. Que todo o ser humano esteja no seu lugar é o ideal do estado aristocrático em total oposição ao do estado democrático – aqui tudo está fora do seu sítio! Realmente na sociedade portuguesa dos últimos 40 anos um número enorme de homens e mulheres estão a desempenhar funções para as quais não foram naturalmente preparados. Tal circunstância reflecte-se no dia-a-dia d...

cartazes, cartases

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isto agora é que vai lá

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É preciso repensar a Escola Pública para melhor a destruir? Crie-se um grupo de trabalho. Estudar a melhor maneira de nos ir ao bolso através de agravados impostos? Institua-se um grupo de trabalho. Aprofundar a problemática da escassez de gambozinos em Portugal? Nomeie-se um grupo de trabalho. Em dois anos e meio, o governo já criou 200 grupos de trabalho, à razão de quase 7 por mês. Isto vai lá. Um pouco mais de paciência e chegaremos ao fim do túnel. A luz já brilha lá ao fundo, muito ao fundo.

putos à solta

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Eis que, a pensar nas eleições europeias mas, sobretudo, nas legislativas de 2015, as sanfonas começaram já a soar gaiteiras ali para os lados das Laranjeiras, de São Bento, de São Caetano, de todos os santinhos que desceram à Terra para nos salvar. Paulo Portas, tonitruante e altivo como convém à sua altaneira estatura de altíssimo estadista, o Altíssimo feito homem, veio anunciar a provável redução da taxa de IRS lá para 2015. A propaganda vai agitar-se e a agitação propagar-se. Vêm aí milagres ao virar da esquina, enriquecimentos súbitos, súbitas descidas de impostos, emprego para todos, amanhãs que cantam, tardes de sorna, noites de deboche. Regabofe, rebaldaria, estúrdia, bacanal permanente. Os feriados roubados serão repostos, os roubos devolvidos, os ofendidos ressarcidos, os suicidados renascidos. Portugal jardim à beira-mar plantado. Fascismo implantado, pouca-vergonha instituída, mentira institucionalizada, fraude legalizada, extorsão perpetrada por hábil manápula de lar...

plano B: governo vai fazer de advogadas!

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Por Ferreira Fernandes http://www.dn.pt Neste Governo, minirremodelação é pleonasmo. Ninguém espera que saia grande coisa de um buraquito. Mas anunciada uma mini junto ao chumbo do Tribunal Constitucional parece termos um grande problema. Calma: há um plano B! Embora este seja outro pleonasmo: com este Governo, o plano é sempre B, deve saltar-se o A. Nos Conselhos de Ministros, quando um ministro diz "chefe, tenho uma ideia!", Passos Coelho devia dizer: "Deixa cair essa, diz-me lá a seguinte." É, o nosso sonho era ter um Governo q.b., de medida certa, mas calhou-nos um Governo Pb, símbolo de plumbum, chumbo. O chumbo é um metal tóxico, pesado e maleável. Confere. E mau condutor de eletricidade (olha, vender a EDP deve ter sido a sua única medida certa...) Enfim, este é um Governo chumbado a zagalote do TC, mas, felizmente, há um plano B: fazer um vídeo. O enredo já meio Portugal conhece, há só que mudar as personagens. Aparece uma ministra que tenhamos lour...

os coronéis em sua casa

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O governo está a preparar um exército para ataques na net. Pois é. Quando a sua página numa rede social, o seu blogue, o seu email, o seu site ficarem marados, já sabe o que terá sido. À imprensa, aplica-se a censura interna, a escolha de jornalistas do mesmo lado da barricada, a chantagem dos anunciantes. Aos outros, à vulgata que escreve na web, a esses manda-se-lhes o exército cibernáutico. Modernaços, estes rapazes. E democratas que eles são, disfarçam é bem. Ainda hoje Miguel Sousa Tavares se abespinhava contra quem escreve na web. Sousa Tavares não tem razão. Nenhuma. É verdade que se transmitem boatos e mentiras por esta via. Mas não é menos verdade que se trata de uma poderosa arma de comunicação, de divulgação de iniciativas de cidadãos, de denúncia de escândalos e cambalachos. Daí o seu perigo. Agora já não é preciso subir a escada esconsa até ao andar dos coronéis. Eles vêm a sua casa. Mais aqui: http://exameinformatica.sapo.pt/noticias/2013-...

os imberbes fanáticos de passos coelho

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Miguel Baltazar/ http://www.jornaldenegocios.pt Por Daniel Oliveira http://expresso.sapo.pt/ À volta de Pedro Passos Coelho há algumas figuras menos conhecidos mas com muita influência num impressionável e pouco ilustrado primeiro-ministro. Os seus dois assessores políticos mais próximos foram, até à última remodelação, Miguel Morgado e Bruno Maçães. Dois jovens bloggers que passaram pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica (onde dividiram, em 2001, nos seus mestrados, o orientador João Carlos Espada, olheiro da jovem fauna liberal) e foram promovidos pela fundação do Pingo Doce, que se dedica ao mecenato ideológico desta direita. Sem qualquer experiência política relevante, Morgado e Maçães são conhecidos pelo seu particular fanatismo ideológico. E terão sido muitas vezes determinantes para a linha discursiva de Passos Coelho. Bruno Maçães, muito menos sofisticado do que Miguel Morgado, escreveu no Expresso Online , no Diário Económico e num blogue ...

ascensão e queda do colossal embuste

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Já não há pachorra para os comentadores de serviço ao serviço do governo, que de vez em quando lá inventam uma nova acusação, uma nova mentira, uma nova justificação para os actos da canalha-mor deste Portugal em cacos. Agora, vieram com mais esta: quem protesta nas galerias do parlamento, é anti-democrata. Quem sobe as escadarias do parlamento, é anti-democrata. Quem invade os ministérios, é anti-democrata. O povo elege os "democratas" e, depois, deve recolher-se ao casebre e calar-se por quatro anos. Nem o parlamento nem os ministérios  são nossos, ali só entra quem for aplaudir ou curvar-se perante os grandes da Nação. Eu, por mim, aplaudirei quem os tirar do acento onde subiram. A bem ou a mal. Chamem-me anti-democrata a ver se eu me ralo.

bullying contra o constitucional

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O governo ameaça subir o IVA caso o Tribunal Constitucional vete alguma das suas medidas. Putos.

andam a fumar umas passas e não há-de ser de tabaco

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Fuma? Quantos cigarros por dia? Fuma em casa? No carro? Tem filhos? Uma resposta afirmativa a mais do que uma destas perguntas vai implicar a elaboração do seu cadastro, segundo intenção dos partidos da maioria. Para que servirá esse cadastro é que ainda não percebi, mas há-de servir para alguma coisa. Tenha cuidado.

um estado de estadão

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Miguel Manso/ http://www.publico.pt Vejam-se os carros, dos ministros e correlegionários. Aqui nada se poupa. Não é como na Holanda ou na Suécia, esses sim, países pobres onde o espavento do Estado é reduzido ao mínimo e reservado a ocasiões especiais. Por cá, basta um beberete, uma conferência de imprensa, um conselho de ministros, para os automóveis de alto gabarito se acumularem pelas redondezas do lugar do evento. Soube-se hoje, também, que  governo isenta, de cortes salariais, motoristas, auxiliares e secretariado dos gabinetes . Faz todo o sentido. Quem tanto se dedica à causa pública e à coisa que nos governa merece tratamento de excepção.  As malfeitorias são tantas que esta decisão, ao lado de todas as outras, é apenas um pequeno arroto entre a caganeira vigente. Nada que nos indigne.  Siga a marcha!

hábito letal: eleger os piores de portugal

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um dó li tá

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Por António Lobo Antunes http://visao.sapo.pt Perguntam-me muitas vezes por que motivo nunca falo do governo nestas crónicas e a pergunta surpreende-me sempre. Qual governo? É que não existe governo nenhum. Existe um bando de meninos, a quem os pais vestiram casaco como para um baptizado ou um casamento. Claro que as crianças lhes acrescentaram um pin na lapela, porque é giro - Eh pá embora usar um pin? que representa a bandeira nacional como podia representar o Rato Mickey - Embora pôr o Rato Mickey? mas um deles lembrou-se do Senhor Scolari que convenceu os portugueses a encherem tudo de bandeiras, sugeriu - Mete-se antes a bandeira como o Obama e, por estarem a brincar às pessoas crescidas e as play-stations virem da América, resolveram-se pela bandeirinha e aí andam, todos contentes, que engraçado, a mandarem na gente - Agora mandamos em vocês durante quatro anos, está bem? depois de prometerem que, no fim dos quatro anos, comem a sopa toda ...

ai, ai, anda por aí uma conspiração contra o governo

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Francisco Seco, AP/ http://www.jn.pt Vale a pena ler as crónicas de Miguel Sousa Tavares e de Clara Ferreira Alves, no Expresso de ontem. São teorias da conspiração, senhores, um autêntico escândalo, aqui deve andar a mãozinha de comunistas e afins pois, como se sabe, Clara e Miguel são, desses, agentes encapotados, infiltrados num jornal de respeito. Então não é que o malandro do Sócrates se terá oposto ao pedido de "ajuda externa" até ao limite das suas forças? Então não é que gastou o que gastou porque a Europa, via Merkel, o mandou gastar, para mitigar os efeitos da crise económica nascida nos Estados Unidos em 2008? Então não é que a direita, a que o acusa de despesismo até ao limite do absurdo, o pressionava para gastar ainda mais? Então não é que Passos, cantando e rindo, e mentindo, mentindo sempre, fez com que o PEC IV não fosse aprovado para, assim, subir ao poder e cumprir o seu programa de sempre, o programa da troika, o programa de empobrecimento dos portugu...

o estado ladrão e os métodos dissimulados

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt A encenação montada à volta dos cortes sobre as pensões de sobrevivência constitui mais um dos muitos exemplos que definem o carácter deste governo. Começou pela ocultação do assunto, pelo vice-primeiro-ministro e pela ministra das Finanças, na conferência de imprensa sobre as avaliações da troika. Esta destinava-se apenas, na lógica de uma total falta de frontalidade e transparência, a revelar o contentamento dos nossos credores pelo "cumprimento do programa de ajustamento", sem denunciar que essa "apreciação positiva" correspondia a lançar mais sofrimento e mais miséria sobre a maioria dos portugueses e mais incerteza sobre o futuro do país. Dias depois, deliberadamente, o governo colocou na praça pública, através da comunicação social, essa pretensão envolta em contornos indefinidos, dando a ideia que ainda não tinha preparado bem o alcance da medida proposta. Ainda estavam a estudar a "condição de recurso...