Não viva em Chaves. Nem em Bragança. Nem em Macedo de Cavaleiros ou Freixo-de-Espada-à-Cinta. Mas também não more no Porto, nem em Coimbra, ou Faro, ou Évora. Venha para Lisboa. Por enquanto, é cá que está mais seguro. Por enquanto. Se sofrer um traumatismo, se tiver uma síncope, se estiver quase, quase a bater a bota, o mais natural é batê-la de vez porque nem em Chaves, nem em Bragança, nem no Porto ou Coimbra e muito menos em Freixo-de-Espada-à-Cinta terá cabidela num hospital. Terá que vir para Lisboa, onde chegará se calhar já cadáver ou, pelo menos, a um passo do traque-mestre, de estirar o pernil. Oiço muitos comentadores gabar Macedo, o ministro dos cortes na Saúde, mas cuidadosos, dizem eles, cirúrgicos, como bisturi habilmente manejado pelas mãos do homem que já foi do fisco, que sabe de dinheiros como ninguém e o dinheiro, como toda a gente sabe, e se não sabe devia sabê-lo, dá saúde, dá vida a um morto, ele, não o morto mas Macedo, é o homem certo no lugar certo, pro...