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já ouviram falar em patriotismo?

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Foi por patriotismo que os gregos disseram NÃO. É por patriotismo que os partidos gregos, da direita à esquerda, acordaram apoiar o governo de Tsipras nas negociações com os chamados credores (na verdade, devedores, caloteiros, bandidos à solta sob o beneplácito dos povos). Ficaram de fora o partido comunista grego, inflexível nos seus dogmas, dali não saem, dali ninguém os tira, e a extrema direita que dá pelo nome de Aurora, ainda por cima Dourada. Por cá, nem a esquerda se consegue unir para combater a doença malina do neoliberalismo vigente. Definitivamente, não somos a Grécia. Não somos gregos. Damos o ouro ao bandido sem refrega. E ainda lhe agradecemos o desfalque, a fraude, o roubo. Só nos falta ir em procissão a Alcochete, onde a seita se reúne agora, pelo menos ontem era lá que estava, para lhe agradecer os cuidados, intensivos, que nos têm sido prestados. À espera que nos dê o badagaio, estorvo que somos se doentes ou velhos, descerebrados depositantes de votos, devotos de ...

em dia SIM!

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Uma ronda pelos jornais europeus e norte-americanos. Há-os falaciosos, há-os tendenciosos, há-os merdosos, mas nenhum pôde ignorar o NÃO da Grécia, o monumental manguito à Europa de Merkel, dos mercados e dos povos transformados em mercas ou, qualquer dia, em mera carne para canhão. Capas históricas do dia SIM. 

orgulho europeu!

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A Grécia festeja o NÃO. NÃO à Alemanha de Merkel, à União Europeia dos pequenos ditadores, dos pusilânimes e dos sabujos. NÃO ao neoliberalismo, ao fascismo encapotado. Mas a luta mal começou ainda. A Alemanha já lhe fez uma declaração de guerra : acabaram-se as negociações, morram na miséria, comam NÃOS ao almoço e Tsipras ao jantar. A Alemanha mostra a sua verdadeira face. Ditatorial. Arrogante. Alarve. A Alemanha de duas guerras, quer provocar a terceira. Mas a ascenção precede, invariavelmente, a queda. SIM! http://expresso.sapo.pt/ http://expresso.sapo.pt/ http://expresso.sapo.pt/ http://expresso.sapo.pt/ http://expresso.sapo.pt/

chegou a hora de mudar!

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De nada valeu a chantagem, a campanha de medo, o ataque terrorista sobre o povo grego perpetrado ao longo da última semana. O NÃO ganhou. A Merkel deve estar OXIdada, o seu ministro das Finanças nazificado, Coelho enfiado na toca, Costa arrependido da cobardia. Hoje é um dia feliz. Obrigado, povo grego. Sinto-me parcialmente vingado de todas as humilhações e desprezo a que têm sido votados os povos do Sul desta Europa irreconhecível. Chegou a hora de mudar.

CONGRATULATIONS, GREECE!

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em dia NÃO

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O que se está a passar na Europa excede os sonhos mais delirantes de um qualquer candidato a Hitler e, desta vez, não comparo Merkel a Hitler para não irritar os democratas de pacotilha que pululam na web e a poluem com a sua verdade única, a sua posição irredutível, a sua insofismável pureza, arautos que são da sinceridade (nota-se isso em Passos Coelho, o seu adorado líder), da boa governança (vê-se isso em Passos Coelho, o grande obreiro da Pátria), do capitalismo selvagem como ideal de uma sociedade livre e feliz (é isso que tem feito Passos Coelho, o salvador que nos livrou da bancarrota). O que se está a passar na Europa ultrapassa os mais negros pesadelos de um pessimista como eu. A direita e a moderadíssima, morigerada esquerda - por cá representada pelo PS dos que querem aportar a costa segura sem ondas nem vagas que lhes afecte o casco -, não querem, para bem da democracia, que um qualquer Syriza ganhe num qualquer outro país da Desunião Europeia. Por isso mentem, fazem ...

há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz NÃO!

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With all my heart and soul, I'm with the Greek People for the NO, anti-Merkel, anti-austerity, anti-arrogance and greed! Good luck for tomorrow!

quantos patriotas há à direita?

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Um português que ame a sua pátria gostará de ver Merkel derrotada no Domingo, através da vitória do NÃO no referendo grego. Derrota passageira, porque ela saberá vingar-se com o conluio dos seus homens de mão, os que lhe comem na mão as migalhas do poder.  Pacheco Pereira já disse que votaria NÃO. Miguel Esteves Cardoso já deu a entender o mesmo. Quantos mais patriotas haverá à direita e, já agora, na ala direita do PS? Lusa/RTP

a gangrena europeia

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Claro que é fácil falar. É fácil, para mim, dizer que votaria NÃO no referendo grego. Pela democracia, pela liberdade, pela soberania. Mas ... e se fosse de facto grego? Optaria pelo NÃO, por cortar a perna e estancar o mal de imediato ... ou pelo SIM, deixando a perna intacta na esperança, ténue mas ainda assim alguma, de que a gangrena não seja irreversível? Esta é a pergunta difícil que os gregos terão que responder no Domingo. Torço pelo NÃO. Entenderei o SIM. É quando a dor é maior que um lenitivo, apesar dos seus graves efeitos secundários, é por nós mais desejado.

beijo na pata ou pontapé na puta?

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Carlos Latuff