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A mostrar mensagens com a etiqueta música
do monturo, este em que vivemos, ainda brotam flores
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no more roger rabbit, no more playboy bunny rabbit, no more peter rabbit
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uma canção para coelho, que anda lá por fora a lutar pela vida
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http://sol.sapo.pt Esfalfa-se em viagens, conselhos de ministros, encontros com os jornalistas, seminários, debates no parlamento, contactos e beija-mãos com Merkel, José Eduardo dos Santos, Christine Lagarde, Barroso. Luta como um leão, nunca como um coelho, pelas nossas vidas. Sabe que, empobrecendo-nos, nos torna mais fortes. Merece uma canção. Merece um caixão. Pelo menos o da História. Pelo menos o da memória. Lá por fora. Fora!
em cada terra, uma canção
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Eis uma pequeníssima amostra da profusão de hinos que grassam pelo país, um por candidato. É um festival de música, de luz, de cor, de pimbalhada à farta e desafinanços à compita. É o Portugal profundo. É o país que temos. Que merecemos? Nós, que nunca conseguimos ganhar um pindérico Festival da Eurovisão, metemo-nos em cavalarias altas. O resultado não podia ser melhor. Ou pior.
vernáculo do melhor, daquele que alivia a tripa
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não sei se isto é rap, se é hip hop, mas é bom e recomendo
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haja alegria que, para lamento, já basta o nosso
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comédia satânica
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Estive a ouvir um excerto da função de hoje na Casa da Comédia. Pedro "Coração-de-Pedra", o nefando barítono, foi a atracção principal, estrela fanada de um espectáculo decadente. A presidenta, na assunção do seu elevadíssimo e distintíssimo cargo, fez de contra-regra, pôs na ordem os actores, ajustou-lhes os tempos, marcou-lhes os passos e, com a autoridade que todos lhe reconhecemos, expulsou o público metediço (sim, cantou-se por lá a Grândola, mais uma vez, agora e sempre, que a voz não nos doa e o medo não nos tolha). Os figurantes sentados à direita baixa, de farpelas a preceito, debitaram falas bem ensaiadas, bem decoradas, escritas para papalvo crer e aplaudir. O encenador, esse, não foi. Ficou-se pelo Real Teatro de Belém congeminando fantochadas e pantomimas. No final, escorraçado o público, não houve pateada nem apupos. Os cómicos, eufóricos, recolheram aos camarins para retirar a pintura, arrancar a máscara. Caiu o pano. Encharcado. Nas trombas.