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pensões só com baratas

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Ainda há dias, diziam os senhores da troika, aquela que finge estar morta mas que ainda anda por aí aos pinotes, que a Grécia tinha das pensões de reforma mais elevadas da Comunidade Europeia. Veja-se o mapa, da própria Eurostat, organismo de que os senhores da troika, aquela que ainda escoceia, pelos vistos desconhecem. Nem Grécia nem Portugal têm a honra de pagar pensões ao nível de Itália, Alemanha, Irlanda, Bélgica, Finlândia e outros membros desta Europa esfarrapada.

trapos são os velhos

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No ano passado, os tribunais penhoraram as reformas, já de si magras, de mais de 180 mil idosos. Os mais velhos tratados como malfeitores, trapos de limpar a badalhoquice feita por banqueiros, políticos e políticos-banqueiros. O fisco, os tribunais, a Segurança Social transformaram-se, nestes anos de breu, em fábricas de terror, máquinas de produzir miséria, geradores de inquietude e desespero, cadeiras eléctricas onde se sentam, para execução e sem hipótese de recurso, tantos portugueses todos os dias, supliciados por dívidas que tantas vezes não contraíram, coimas elevadas ao absurdo, numa onda de imoralidade, desfaçatez e ganância nunca antes vista ou sentida num país que já teve Abril. Vergonha e tragédia sob o céu e o Sol de Portugal enquanto os açougeiros e os algozes continuam na mó de cima e ao cimo nas sondagens.  Pobre povo, nação indigente, mortal. 

para pouca saúde mais vale nenhuma, não é doutor macedo?

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Não viva em Chaves. Nem em Bragança. Nem em Macedo de Cavaleiros ou Freixo-de-Espada-à-Cinta. Mas também não more no Porto, nem em Coimbra, ou Faro, ou Évora. Venha para Lisboa. Por enquanto, é cá que está mais seguro. Por enquanto. Se sofrer um traumatismo, se tiver uma síncope, se estiver quase, quase a bater a bota, o mais natural é batê-la de vez porque nem em Chaves, nem em Bragança, nem no Porto ou Coimbra e muito menos em Freixo-de-Espada-à-Cinta terá cabidela num hospital. Terá que vir para Lisboa, onde chegará se calhar já cadáver ou, pelo menos, a um passo do traque-mestre, de estirar o pernil. Oiço muitos comentadores gabar Macedo, o ministro dos cortes na Saúde, mas cuidadosos, dizem eles, cirúrgicos, como bisturi habilmente manejado pelas mãos do homem que já foi do fisco, que sabe de dinheiros como ninguém e o dinheiro, como toda a gente sabe, e se não sabe devia sabê-lo, dá saúde, dá vida a um morto, ele, não o morto mas Macedo, é o homem certo no lugar certo, pro...

bardamerda ainda se escreve bardamerda?

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http://www.record.xl.pt/ Quem fez o inventário foi o Aventar ( http://aventar.eu/ ): o guião para a reforma do Estado do irreversível, incontornável, irreparável, irrepreensível Paulo Portas não respeita o povo português, mas  também não respeita a ortografia, nem a "antiga" nem a "moderna". É assim uma espécie de sopa de letras azedada, uma caldeirada de pontapés no "bem falar, bem escrever". A Edite Estrela, apoiante do acordo ao que sei, não deve ter gostado nada de ler a sebenta sebenta do Estado melhor, mais pequeno, mais barato, mais pindérico para uns, mãos-largas para outros. Ora vejamos, e passo à singela tarefa de copy e paste a partir do Aventar. Enquanto lê e dá pelos dislates, vá apreciando a ideologia neoliberal de que Portas, irreprimível, insubstituível, se tornou indefectível porta-voz e indesmentível paladino: Efectivamente, fazendo um pequeno apanhado de co-ocorrências presentes neste Guião  acção (p. 32) e ação (p. ...

o rato pariu um montículo

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Quero dizer... o rato pariu uma montanha de propaganda, de mentiras, de baboseiras, aldrabices, banha da cobra, desculpas esfarrapadas para os crimes continuados que o seu bando de ratazanas governamentais cometeram e pensam ainda cometer contra os portugueses. Guião ... só se fosse de um filme “classe B”, misto de má ficção científica e estória de gangsters. Samuel http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt Portas propõe a privatização de partes importantes de funções fundamentais do Estado - saúde, educação e segurança social -; defende uma lógica de contratação a privados de serviços públicos, garantindo o aumento do financiamento público a negócios privados; e quer constitucionalizar os cortes brutais no Estado. E pede, em torno disto e da profundíssima revisão constitucional que este processo revolucionário exigiria, um consenso político alargado. No fim, ainda quer que levem a sério este seu documento. Daniel Oliveira http://arrastao.org A embrulhar a desresp...

e se a reforma do estado começasse com um governo novo?

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Não liguem. A porquinha, nazi ainda por cima, não tem nada a ver com a reforma do Estado de que vos quero aqui falar. Apeteceu-me. Gostei da imagem. Só isso. Paulo Portas falou. Palavra de honra que eu, não sendo político nem doutorado, era capaz de dizer o que ele disse, engendrar uns tantos lugares-comuns para debitar aos papalvos. Então agora os professores podem comprar escolas? Tendencialmente, os mais ricos deixarão de contribuir para a Segurança Social destruindo-a assim de vez? Os privados abocanharão ainda mais funções do Estado com lucros colossais? É preciso racionalizar, desburocratizar, eliminar duplicação de funções, despedir, arruinar famílias, baixar impostos não se sabe é quando? Portas é um gigante de pés de barro. A sua lendária inteligência caiu por terra, pela estrumeira. E Passos, de inteligência por sua vez menosprezada, vingou-se com a pintarola de um Maquíavel. A porquinha da política. Ainda por cima nazi.

mais passos para o abismo

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O processo que envolve o PGR angolano vai ser arquivado, apaziguando-se assim as relações entre os governos de Pedrito e Zé Dú. Para que a paz e a ordem se instalem definitivamente por todo o País, só falta o Tribunal Constitucional aceitar todas as patifarias governamentais. Até porque, assim, os juros da "nossa" dívida vão descer a olhos vistos. A pedido dos deputados do PSD/CDS - a canonização de todos eles está próxima - os cortes nas pensões de sobrevivência não vão ser feitos a partir dos 419 euros, mas sim dos 600 euros. Num golpe de propaganda digno de um Goebbels, já se diz por aí que a medida vai beneficiar - repito: beneficiar - 10 mil pensionistas. Haja decência, um nadinha que seja, se não for pedir muito. Quando o único bicho que devia ir para a rua era o Coelho, eis que a cristã Cristas quer que os donos dos animais abandonem os que tiverem a mais. Os veterinários das câmaras não vão ter parança a ministrar eutanásias. Durão Barroso, Marcelo Rebe...

pergunta do dia

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Se adiam a reforma dos portugueses, porque é que não hão-de adiar a do Estado?

sete cães a um osso

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Paulo Portas, o Barão das Laranjeiras, vai, com muitos meses de atraso, anunciar finalmente em que consistirá a tão badalada reforma do Estado. Eu disse do Estado, não do estadão. Como se sabe, os venerandos governantes da Nação não se privam, nem dos carros de truz, nem dos motoristas, nem dos assessores, nem de outros doutores recém-licenciados a necessitar de primeiro emprego e dos velhos amigalhaços a necessitar de engordar os proventos. Gastam milhões a mais, ao mesmo tempo que nos vão à carteira com desusada sanha, são sete cães a um osso cada vez mais carcomido. Aposto que a reforma do Estado do Barão das Laranjeiras vai gerar mais sacrifícios para todos nós, mais destruição dos serviços públicos, em particular do Estado Social. Os senhoritos, barões e tubarões, não se coíbem de roubar e vilipendiar, de exterminar tudo o que lhes pareça ter laivos de socialismo, mesmo que ténues. Está-lhes na massa do sangue. Faz-lhes parte do ADN. Nos seus palácios, seja São Bento, seja Lara...

dos podres da nação e outras prosas bárbaras

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Imagens:  https://www.facebook.com/QuemNaoOffshoraNaoMama

venham de lá esses ossos!

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Tudo está bem quando acaba bem: o IRC desce, mas também descem os salários e as pensões. De que nos queixamos? Estamos a ficar piegas! Os catraios até que (se) governam bem. Bem entendido que se um diz mata o outro diz esfola, claro que emporcalham os bibes em bulhas de ganapos, está bom de ver que não se podem nem ver. Mas os putos fazem-se, sabem desancar-nos pela medida grande, ninguém lhes leva a palma nas artes do gamanço. São danados para a brincadeira. Solidariedade e Humanismo são frioleiras da canalha miúda de outros tempos. Amofinar vivos e defuntos, novos e velhos, empregados e desempregados, uns podres, outros podricalhos, todos bandalhos sem valia, é o que está a dar. Atirem-se-lhes bolos se não têm pão, atirem-se-lhes balas se não têm onde cair mortos. Com balas e bolos se exterminam os tolos. A chorar de tanto rir, babando-se, lambuzando-se, peidando-se com a volúpia dos bem-aventurados, soltam-nos o seu grito de guerra: - venham de lá esses ossos!  ...

há ladrões bons e ladrões maus?

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Por Fernando Santos http://www.jn.pt Um Estado de direito rege-se por princípios. Uma república das bananas sobrevive sem rei nem roque, apunhalando os seus cidadãos comuns sempre e quando for essa a conveniência dos interesses instalados. Custa admiti-lo, mas o Portugal de hoje descarta princípios basilares. O estatuto de país falido tende a ser justificação para falta de palavra e honradez, como se as decisões arbitrárias, sustentadas por um discurso demagógico e fomentador de lutas entre gerações ou classes socioeconómicas, fossem via para resolver os problemas. Consta de qualquer manual político: os impostos são a forma transversal e justa de proceder a equilíbrios na sociedade, transferindo valor económico e condições sociais dos mais para os menos abastados. Em Portugal, infelizmente, está a enveredar-se por surripiar aos mais fracos - até no poder reivindicativo. O que se está a passar no âmbito da Segurança Social é paradigmático de um país governado por ge...

sob o manto diáfano da hipocrisia

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Imagem:  http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

elegia fúnebre a um governo de mortos-vivos

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O governo quer poupar 100 milhões de euros entre 25.000 pessoas que recebem pensão de sobrevivência. Se as contas não me falham, isto dá uma média de 4.000 euros por cabeça. Por outras palavras, haverá 25.000 idosos que, de repente, irão ficar com menos 4.000 euros, mais coisa, menos coisa, no seu rendimento mensal.  Claro que sou a favor de que sejam os mais ricos a pagar a crise. Mas duvido muito que seja realmente este o alvo certo e a medida mais justa, tanto mais que se trata de devolver o dinheiro, e apenas uma parte dele, que já tinha sido entregue ao Estado. Entretanto, as fundações persistem, a frota automóvel do governo é digna de um reino das arábias, as PPP's continuam incólumes, os grandes escritórios de advogados continuam a esmifrar o erário público, a corrupção alastra, as off-shores somam e seguem, os clubes de futebol não pagam ao fisco nem à Segurança Social, o governo beneficia os compradores e os caloteiros do BPN, as reformas de banqueiros e outr...

coitadita da zita

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"Zita Seabra, ex-deputada do PCP e do PSD, tem também atribuída uma pensão vitalícia de cerca de 3.000 euros. Em declarações ao SOL, considera que os cortes destas pensões “deviam ser iguais” aos cortes que serão adoptados para as pensões de sobrevivência. “Eu não estou amarrada a nenhuma pensão vitalícia”, afirma, lamentando, contudo, que esta discussão esteja a ser feita “com populismo e demagogia”. A seu ver, “parece que se substituiu a luta da classe trabalhadora pela luta contra a classe política”. E defende, por isso, uma discussão alargada sobre a “degradação da qualidade da actual classe política” bem como a existência de “alguns privilégios” como a reforma dos juízes do Tribunal Constitucional." in SOL ( http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=87780 ) A Zita, essa figura que me dispenso de classificar para evitar processos judiciais, pede que as subvenções vitalícias dos políticos tenham o mesmo tratamento que as pensões de sobrev...

um parecer

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Por Ricardo Araújo Pereira http://visao.sapo.pt/ Caro sr. primeiro-ministro, O conjunto de medidas que me enviou para apreciação parece-me extraordinário. Confiscar as pensões dos idosos é muito inteligente. Em 2015, ano das próximas eleições legislativas, muitos velhotes já não estarão cá para votar. Tem-se observado que uma coisa que os idosos fazem muito é falecer. É uma espécie de passatempo, competindo em popularidade com o dominó. E, se lhes cortarmos na pensão, essa tendência agrava-se bastante. Ora, gente defunta não penaliza o governo nas urnas. Essa tem sido uma vantagem da democracia bastante descurada por vários governos, mas não pelo seu. Por outro lado, mesmo que cheguem vivos às eleições, há uma probabilidade forte de os velhotes não se lembrarem de quem lhes cortou o dinheiro da reforma. O grande problema das sociedades modernas são os velhos. Trabalham pouco e gastam demais. Entregam-se a um consumo desenfreado, sobretudo no que toca a drogas. São comp...

a violação da viuvez

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Imagem:  http://elfrascoon.blogs.sapo.pt/

a vaca que é rica e a viúva do banqueiro

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Por Ferreira Fernandes http://www.dn.pt Este Governo tem uma fixação pelo retrovisor. Se um governante diz "é irrevogável!", logo engrena a marcha atrás. Se dos governantes esperamos o "princípio da não retroatividade", logo nos atropelam às arrecuas... Este Governo pode ter muitos problemas de mecânica, mas com ele a marcha atrás não custa a entrar. Ela funciona bem, como repararam, mas ao arrepio das palavras. Por isso é preciso ler o Governo com números. Defina-se pobrezinho: 419. Está lá , no Indexante dos Apoios Sociais: o limiar da pobreza é 419 euros por mês. Ganhas isso, não te tocam, não se bate num 419 no chão. Os 419 trabalham - sem o saber (e sem ganhar um chavo, só ficam isentos de pancadas suplementares) - para o Governo. Servem para fazer a conta mágica. Multiplicados por 1,5, um 419 dá (quase) 629. Um pobrezinho e meio igual a uma vaca. Defina-se uma vaca: um pobrezinho e meio, já bom para ordenhar e ser retalhado, dar leite e carne, e ainda...

o bode astuto?

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Portas tem dado um forte contributo para alimentar o anedotário nacional. Desde a saída irrevogável. Pensando melhor, desde antes, desde muito antes, quando disse que não se metia na política para, afinal, se vir a meter e da pior maneira. Hoje, deu passos de gigante para firmar a sua reputação de bufão da corte. Então não é que os cortes nas pensões de sobrevivência não são mais do que, soletre para acreditar, "condições de recurso". Desde a requalificação dos funcionários públicos, vulgo despedimentos, que não via tanto engenho no uso da língua portuguesa. Parece que quem disse, incluindo eu, que Portas era o mais arguto dos políticos portugueses, tem que meter a viola no saco. O homem é apanhado em mentiras mais depressa do que se apanha um cágado a desovar na praia. E, estou em crer, foi de uma inocência a toda a prova. O Coelho comeu-lhe as papas na cabeça. As culpas cabem agora por inteiro a Portas e às suas negociações com os estarolas da estranja. Mal s...

e agora, a TSU das viúvas

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Por Daniel Oliveira http://arrastao.org Na quinta-feira Paulo Portas explicou que, tirando uns cortes aqui e ali, mais nada de fundamental vinha para massacrar os portugueses. E que a TSU dos reformados, a sua famosa linha vermelha, tinha ficado definitivamente de lado. Não vinha aí qualquer pacote de austeridade. Como escrevi na altura, era evidente que Portas não estava a contar tudo. 48 horas bastaram para que Portas fosse desmentido e para que as suas linhas vermelhas fossem rebentadas. O governo vai cortar nas pensões de sobrevivência. Em vez da TSU dos reformados temos a TSU das viúvas e dos viúvos. Grande parte delas com idades muitíssimo avançadas. Podia haver mais abjeto do que isto? Manda saber o ministro de Portas, Mota Soares, que este corte só acontecerá quando a pensão de sobrevivência, acumulada com a pensão da pessoa que está viva, seja superior a um determinado valor. Ou seja, em vez de se tratar de uma compensação pela perda de rendimento com a morte do c...