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andam por aí antonietas à solta

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O Moedas foi jantar fora, a um restaurante da moda onde um simples jantar custa um salário mínimo, uma mensalidade do subsídio de desemprego, uma ninharia. Levou, ele que já não está no governo, guarda-costas em barda. Que inspeccionaram o restaurante antes da entrada de tão augusta majestade e arredaram os comensais das mesas mais próximas para que Moedas, qual reizinho neste país de cegos, surdos e mudos, não corresse o risco de ser apupado ou, deus nos livre de semelhante desaforo, de ser agredido. Num país pobre e endividado, temos governantes e ex-governantes a julgarem-se xás ou xeiques, sobas ou senhores do mundo. Num país pobre e endividado, com impostos cada vez mais altos, eles, os xás e os xeiques, os Moedas de troika e os Coelhos de toca, passeiam-se em carros de luxo, decoram os seus gabinetes sem olhar a gastos, exibem o seu imenso poder, vivem como se fossem magnatas de qualquer coisa, príncipes das arábias, czares de bananal, imperadores do mal. E decapitara...

moedas de troika

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Viva!  Carlos Moedas é o novo Comissário Europeu. Cá se fazem, cá se pagam: eu faço-vos o favor de cumprir à risca o vosso programa, para desespero e empobrecimento da generalidade dos portugueses, e vocês, em troca, dão-me assento régio numa qualquer instituição porque, vocês sabem e disso tenho dado bastas provas, não agirei - nunca! - a favor dos interesses de Portugal, mas dos vossos. Foi assim com Barroso, o mordomo de Bush, Blair e Aznar, lembram-se? Foi assim com Gaspar, o génio das Finanças que deixou Portugal na penúria, estão lembrados? É assim com Moedas, o agente da troika em Portugal. Viva!

no enforcamento conjugal de relvas, dois coelhos e a falta que a cajadada fez

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Relvas deu o nó. Não na garganta, credo!, que o homem não é desses, a vidinha corre-lhe de feição. Deu o nó com uma moçoila que, reza a maledicência lusa, também não é, como ele, flor que se cheire. Deram o nó e a fina-flor do entulho nacional acorreu à cerimónia, em peso. Foi de peso a gente que lá esteve, a que nos pesa na carteira e nos dias, amargos e sem festança. Desde Zainal Brava a Mira Amaral, da PT ao BIC pois então, que a gratidão é sentimento nobre, mais os políticos em voga, tantos que seria fastidioso nomeá-los todos, foram mais de 200 convidados numa festa que se quis discreta, os tempos são de austeridade e a luxúria deve quedar-se em bom recato, com os basbaques de longe a salivar menus, a admirar trajares. E estiveram lá, também, Passos Coelho e Jorge Coelho. Pena ter faltado a cajadada. Era o princípio do fim do centrão que tanto nos tem azucrinado a existência.  Porque hoje me sinto fútil, sinónimo de inútil, deixo-lhe aqui algumas fotografias do opíparo ca...

moedas de troika

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Sara Matos/ Global Imagens/ http://www.dn.pt Moedas foi o último alvo da "arruaça", benditos arruaceiros. Moedas não deu troco. Só pensa na troika, só tem olhos para a troika, só vive para a troika. Dez réis de gente, o moedinhas esganiça-se em prol da troika. Abancou entre a banca e o cofre-forte do PSD, esse grande fornecedor de deputados e deputedo, de ministros e directores-gerais, de assessores e mandadores. Moedas tilinta. Moedas tem pinta. Moedas é troika-tinta laranja. Moedas cabe num porta-moedas. É a única moeda que resta aos portugueses. É pouco. É mau. É péssimo.

verbo e verba

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Por Fernanda Mestrinho http://www.ionline.pt/ Primeiro o Verbo e depois a Verba - foi assim, no parlamento, que Natália Correia (fazia 90 anos esta semana) levou o ministro das Finanças Cadilhe a recuar num corte à cultura. Que diria ela, de cabeça levantada e boquilha, desta gente? Foram servis e são, agora, tratados como maridos enganados. Afinal, um estudo do FMI (o Verbo) diz que a "velocidade" da austeridade (a Verba) pode ser prejudicial. Um tal cônsul do PSD, Marco António, imagine-se, veio indignar-se com esta traição. Indignados estamos nós. Como dizia Bagão Félix, até os mortos não escapam. Quando vão tirar dinheiro a pessoas com mais de 90 anos, pensões de sobrevivência de 1050 euros, já é uma forma abutre de governar. Como foram ao subsídio de desemprego ou de doença. Incapazes no Verbo com quem tem dinheiro, são vorazes com a Verba (carteira) dos cidadãos. Precisam apenas de uma caneta? e de uma maioria. A receita do IVA, em relação a 2011, d...

reacções à instalação de câmaras de gás em Portugal da marca FMI

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Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt O relatório exploratório do FMI foi recebido por um inevitável coro de protestos. Ele sugere uma espécie de rasgar de ventre nacional, em nome da "eficiência" do Estado. Contudo, ele apenas confirma o rumo que tem levado 18 dos 27 países da UE a um agravamento do desemprego e de todos os outros indicadores sociais. Nem o FMI (e o resto da troika) nem o Governo português parecem perceber que há limites para a capacidade de um povo absorver mudanças radicais. Em 1790, o grande político e pensador irlandês Edmund Burke conde-nava a revolução francesa por ver nela a expressão de uma arrogância da razão. Ela implicaria a crença ingénua de que a sociedade é uma plasticina que se presta a todas as modelagens. Desde a criação de novas religiões, por decreto, até à reforma agrária feita na ponta das baionetas, como ocorreu na Ucrânia soviética, em 1930. Os jacobinos inauguraram "o assalto aos céus", que se estendeu, dep...

a farra dos sacripantas

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Viva! Viva! Viva! Três grandes vivas para o ministro Gaspar, a quem gosto de tratar por sinistro Raspar e que, ontem, anunciou com toda a pompa e circunstância que Portugal está no bom caminho, as Finanças, a Economia, o tecido empresarial, as famílias vivem tempos dourados (a aurora dourada brilha sobre todos os portugueses) e que, se há pobres, se há desemprego, se há gente desesperada, se há suicídios, isso são os danos colaterais de qualquer guerra e, não tenhamos dúvidas, é em guerra que estamos, dos anafados da vida engalfinhados, numa luta de vida ou morte, contra os pelintras da Terra. Este orçamento vai ser aprovado com o beneplácito da maioria parlamentar. O Estado Social vai desabar. A miséria vai alastrar. O bacanal dos nababos é para continuar. A talhe de foice, deixo aqui uma sugestão ao ministro da Caridade: sabendo-se que, fruto da crise que instigam e ampliam com o orgulho do dever cumprido, aumentou consideravelmente o número de mães a abandonar os filhos rec...

quem dá uma moedinha ao moedas?

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O secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, confirmou hoje que a recessão da economia portuguesa em 2012 vai ser mais profunda do que esperado e poderá mesmo chegar aos 2,5 por cento. «As pessoas em Portugal não vêem o que se passa no dia-a-dia lá fora, com números negativos a sair todos os dias nos Estados Unidos da América, e ao termos esta incerteza, obviamente que os cenários têm de ser modificados, mas não por não estarmos a fazer o que temos de fazer, mas sim pela situação internacional»

esta gente pensa que ninguém tem memória?

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“A nossa crise não é culpa da crise internacional. O Governo falhou todas as previsões económicas.” Carlos Moedas , conselheiro económico de Passos Coelho, em 13 de Maio de 2011. “As pessoas em Portugal não vêem o que se passa no dia a dia lá fora, com números negativos a sair todos os dias nos Estados Unidos da América, e ao termos esta incerteza, obviamente que os cenários (macroeconómicos) têm de ser modificados, mas não por não estarmos a fazer o que temos de fazer, mas sim pela situação internacional.” Carlos Moedas , secretário de Estado Adjunto de Passos Coelho, hoje, anunciando uma degradação das previsões de recessão para 2012, que pode chegar aos 2,5 por cento (bem pior do que o valor indicado há menos de um mês no Documento de Estratégia Orçamental 2011-2015 ) Fonte: http://corporacoes.blogspot.com/