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A mostrar mensagens com a etiqueta 14 de novembro

é ilegal mas pode-se fazer

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E agora, senhor presidente Cavaco Silva, ainda dá os parabéns à polícia? E o senhor, doutor Miguel Macedo, mantém o que disse sobre a actuação impecável dos seus agentes da "lei" no dia da greve geral? E o doutor Seguro, que tem a dizer sobre isto, já que também não poupou elogios às forças policiais? A Constituição é aquela coisa antiquada, elaborada sob pressão revolucionária, que urge rasgar ou, no mínimo, ignorar? Perguntas, perguntas, perguntas. Para as quais sei as minhas respostas. Que não coincidem nem com as do doutor Cavaco, nem com as do doutor Macedo, nem com as do doutor Seguro. Muito menos com as do doutor Passos. http://www.dn.pt/inicio/tv/interior.aspx?content_id=2938571&seccao=Televis%E3o&page=-1

é na rua que se ganham guerras

 Um filme sobre a greve geral de 14 de Novembro.

comunicado da comissão de trabalhadores da RTP

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A RTP NÃO É FIGURANTE NAS ENCENAÇÕES DO GOVERNO Toda a gente sabe que, no dia 14 de Novembro, a polícia foi apedrejada durante hora e meia sem reagir. Toda a gente sabe que, depois disso, a carga policial cilindrou por igual manifestantes violentos e manifestantes pacíficos, passantes acidentais em S. Bento e alguns no Cais Sodré. Toda a gente sabe que as dezenas de pessoas detidas foram depois privadas de contacto com os seus advogados e submetidas a vexames em Monsanto. Toda a gente sabe que o ministro Miguel Macedo negou com solenidade a mesma existência de infiltrados que a PSP veio depois confirmar. A actividade dos infiltrados e a passividade da polícia, durante uma hora e meia, só podem ter servido para justificar aos olhos da opinião pública as violências e arbitrariedades policiais. Em última análise o plano só pode ter consistido em intimidar as centenas de milhares de pessoas que nos últimos meses têm participado em protestos contra o Governo e em dissuadi-las d...

a caminho de um estado policial

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Por Sérgio Lavos http://arrastao.org/ Depois da actuação criminosa da direcção da polícia na manifestação de 14 de Novembro, que pôs em causa a integridade física de agentes e de manifestantes pacíficos; depois dos procedimentos de cariz fascista após a carga, das detenções indiscriminadas de inocentes, da recusa de acesso a advogados, das agressões dentro de esquadras, do assédio de natureza sexual a mulheres detidas e da tortura psicológica; depois da mentira de Miguel Macedo, da negação de que existiam agentes inflitrados quando a própria polícia o admitiu e de que houve vontade deliberada de protelar a intervenção policial por razões dúbias. Depois deste acumular de indícios, mais um pisar da linha que separa os regimes democráticos dos totalitários: por ordem da tutela, a PSP entrou nas instalações de uma estação de televisão pedindo imagens não editadas dos cidadãos que exerciam o direito à manifestação . Uma sórdida história que, como não poderia deixar de ser, tamb...

dia 27 voltaremos à rua: as nossas pedras serão a nossa voz

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bordoada

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In http://jumento.blogspot.pt/ Não vi as imagens da carga policial nas escadarias de São Bento, mas quando ouvi as palavras de indignação de Cavaco Silva fiquei logo a matutar que “aqui há gato”, da última vez que lhe ouvi a voz trémula foi aquando do famoso caso das escutas e sabe-se como foi. Comecei a informar-me melhor e consegui construir uma imagem mental do que sucedeu. De um lado estavam 20 polícias mal equipados, vinham de t-shirt porque tinha estado a jogar uma futebolada quando ao passarem por São Bento repararam na manifestação e foram em socorro dos dois soldados da GNR que fazem de guarda de honra. De um lado vinte jovens polícias mal equipados, do outro centenas de energúmenos, bandidos cadastrados do pior que por aí há, marginais das claques, tudo gente que só de passar do outro lado do passeio se sente o mau cheiro. De um lado uns quantos polícias indefesos, do outro um batalhão de marginais armados até aos dentes, imagine-se que a polícia até conseguiu ...

violenta é a austeridade

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O dia 14 de Novembro foi um dia histórico. Por toda a união europeia e em vários países do mundo realizaram-se greves gerais e protestos nunca antes vistos. Em Portugal, milhares de trabalhadores e trabalhadoras fizeram uma greve geral contra as políticas deste governo e da troika, numa das maiores paralisações registadas. Nesse dia decorreram também várias manifestações com elevada participação. Repudiamos a carga policial injustificável e indiscriminada que ocorreu nesse dia, sob ordens do Governo. Soubemos de resto que comerciantes da zona tinham sido ainda antes da manifestação avisados pelas autoridades para fechar os seus estabelecimentos, o que nos leva a concluir que independentemente dos acontecimentos, estava prevista uma carga policial. As forças de segurança feriram mais de 100 pessoas, o pânico que se seguiu podia ter redundado numa tragédia. A própria Amnistia Internacional Portugal já condenou publicamente o uso excessivo de força policial. Na hora que se se...

o caminho das pedras

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Por Nuno Ramos de Almeida A maioria dos portugueses assistiu a um espectáculo insólito na televisão. Os principais canais transmitiram em directo um apedrejamento durante mais de uma hora do corpo de intervenção que impedia o acesso aos manifestantes à escada do parlamento. Os polícias resistiam estoicamente aos projécteis arremessados por dezenas de encapuzados. A certa altura apareceu um oficial de megafone a ordenar à multidão que dispersasse. Minutos depois a polícia varreu a praça à bastonada. Na rua ninguém conseguiu escutar o aviso feito para a televisão. Minutos antes da carga, várias dezenas de agentes policiais infiltrados, que tinham estado o tempo todo ao lado dos mascarados que atiravam pedras, retiraram-se. Deus escolhe os seus, a carga policial, essa, abateu-se sobre a parte pacífica da manifestação poupando a maioria daqueles que tinham estado nos confrontos. A polícia agrediu gente nas vizinhanças de São Bento: moradores, velhos, deficientes, crianças, n...

o sangue já escorre, portugal já arde

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abaixo de cão

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Hoje, li de tudo no facebook, mas há um denominador comum a muitos comentários: o ódio. Ódio por quem se manifesta (tanto como a quem atira pedras), ódio por quem condena a actuação desconforme da polícia, ódio contra gente tão pacífica que chega a interpor-se entre os desordeiros e a polícia para fazer parar os actos de vandalismo (fotografias 2, 3 e 4). O ódio, tanto quanto a austeridade, está a corroer a sociedade portuguesa. Sei a quem culpar quando a violência, violência a sério e não mero divertimento de selvagens, ficar descontrolada. Fotografias de Vítor Cid http://www.vitorcid.com/

de olhos bem abertos

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Intervenções, hoje, num forum público da SIC. As pessoas não estão parvas, os olhos já lhes estão abertos há muito. De um post do Daniel Oliveira no http://arrastao.org/

amnistia internacional condena a actuação da polícia

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A Amnistia Internacional condena uso excessivo e desproporcional de força contra manifestantes que protestavam pacificamente em Lisboa e pede inquérito ao Governo A Amnistia Internacional Portugal condena o uso excessivo da força por parte da Polícia de Segurança Pública (PSP) contra manifestantes que pacificamente exerciam o seu legítimo direito de protesto, em frente à Assembleia da República, em Lisboa, no decurso da greve geral de ontem contra as políticas de austeridade.  Com base em testemunhos recolhidos pela Amnistia Internacional Portugal e informação obtida junto de meios de comunicação social e através das redes sociais, a Amnistia Internacional considera que elementos do corpo de intervenção da PSP atuaram de forma desproporcional, recorrendo indiscriminadamente ao bastão não só para dispersar mas também para perseguir manifestantes que protestavam pacificamente, tendo atingido várias pessoas com violência, sobretudo na cabeça, no pescoço e nas costa...

grande profissionalismo o da polícia

Reportagem fotográfica do Expresso. Foi tudo a eito, até mulheres, decerto façanhudas, decerto autênticas padeiras made in Aljubarrota. Entre os perigosos subversivos, crianças.

miguel macedo e a CGTP, uma simpatia que não entendo

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Sou dos que pugnam por uma união de esquerda. Que se adiem diferendos e diferenças, que se lute em uníssono pelo derrube do governo e pela salvação do País. Custa-me, por isso, trazer à colação esta questão, mas ficaria mal com a minha consciência se o não fizesse: - Porque carga-d'água é que Miguel Macedo foi tão lesto e tão firme a ilibar a CGTP de qualquer envolvimento nos actos de selvajaria ontem em São Bento? Esta gente não dá ponto sem nó, Macedo não terá qualquer vantagem política em defender a CGTP com tanto afinco e não o terá feito por seriedade, mas por outra razão que não lobrigo. - Porque é que Arménio Carlos se recusou a comentar os acontecimentos, dizendo apenas que os lamentava profundamente. Lamenta o quê? A actuação dos arruaceiros ou a da polícia que, bem vistas as coisas, não se comportou da melhor maneira, agindo às cegas e de forma ilegal, como o comprovam as prisões efectuadas a quilómetros, no Cais do Sodré, de gente que nem sequer esteve nas manif...

façamos, de toda a europa, uma gigantesca praça syntagma

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Atenas, 14 de Novembro de 2012  Fotografia: http://rt.com

o jeito que a violência deu ao governo!

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Não quero tecer aqui considerações sobre o que não sei. Mas sei que a violência de ontem deu muito jeito ao governo. A partir de agora, pessoas pacíficas e cordatas hesitarão em participar em manifestações. Por mim, lá estarei. Em todas. Convocadas seja por quem for desde que seja contra o governo, a austeridade, a violência da fome e da miséria que nenhumas eleições autorizam, nem ninguém assina de cruz a sua própria desgraça. Ontem foi assim, antes da selvajaria de alguns e da brutalidade de outros:

o que a violência não pode esconder

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Por Daniel Oliveira http://arrastao.org/ Já várias vezes escrevi sobre este assunto: na política, como no resto, a violência tem o poder de se impor, de forma despótica, sobre todos os argumentos e sobre todas as outras formas de luta. Ela impõe-se pela sua irracionalidade e pelo seu poder mediático. Ela impõe-se porque replica, na contestação, os códigos do poder do mais forte. Depois de ter participado numa manifestação pacifica, passei o fim de tarde de ontem, em São Bento, a gritar com os poucos (e eram mesmo poucos) que arremessavam objetos contra a polícia. Tentando explicar-lhes, sem sucesso, que esse era o favor que faziam a quem julgavam que estavam a combater. Fi-lo, desesperado com o que via, porque sabia duas coisas: que aqueles gestos dariam ao governo a desculpa que faltava para reprimir a contestação e que ofuscariam uma excelente greve geral, que deixou claro o isolamento em que o governo se encontra. Mas, acima de tudo, por uma razão: tenho, em relação à vio...

perigosa radical?

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Uma vítima da sanha policial ontem junto da Assembleia da República. Fotografias de André Ricardo https://www.facebook.com/aricardophoto

portugal ferido de morte

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Não defendo quem atire pedras e petardos contra a polícia, num gesto de provocação gratuita. Mas não posso aceitar a violência às cegas, contra inocentes (muitos) e culpados (poucos). Há que saber interpretar o que dizem os repórteres televisivos, a polícia e, claro, Miguel Macedo. O que quero dizer com isto é que as aparências, tantas vezes, iludem. Já li relatos e comentários para todos os gostos e apetites de sangue e repressão. Não caio nessa. Por coincidência, Miguel Macedo anunciou ontem aos quatro ventos os aumentos e outras benesses para as polícias. Precisa de um explicador, ou já entendeu a tragédia grega em que estamos metidos?

a coragem segundo coelho

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Passos Coelho elogiou hoje a coragem de quem foi trabalhar em dia de greve geral. Coragem para quê? Para não irritar o patrão? Coragem tiveram os que, correndo riscos e perdendo um dia de salário, fizeram greve. Mas Coelho é mestre na distorção de factos. Já sabíamos. Para quê indignar-nos com coisa de somenos, se há outras bem mais graves que ele faz e diz?