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a austeridade acabou!

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Assim mesmo: a austeridade deu de frosques,  deu à sola, finou-se. Isto a crer nos apóstolos dessa mesma austeridade, os deputados do PSD e do CDS, a maralha da direitalha que agora vem pedir tudo e mais alguma coisa: mais uma ponte, uma estrada, um hospital, mais serviços de saúde, mais ajudas à agricultura, mais apoio às empresas, e escolas, e universidades, e cheta para isto, e fundos para aquilo, e subsídios para aqueloutro, e o diabo a quatro. Os mesmos que acusam o Orçamento do Estado de ser expansionista e o governo de gastador e perdulário - e ai credo que lá vem a bancarrota! -, são os que vêm também dizer que o governo é fuinha, uns unhas-de-fome os senhores ministros, que o dinheiro é pouco, que é preciso gastar, gastar muito, gastar tudo. E também são os mesmos, os apóstolos da austeridade e arautos da desgraça, que vêm agora perguntar aos novos membros do governo porque ainda não se fez, em 3 meses, o que Passos, e a sua trupe de valdevinos com futuro garantido no...

metam o euro no ecu!

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Michael Kountouris Agora é que já perdi o fio à meada, tantos os enredos, as tramas, os dramas que envolvem e revolvem o caso grego. Tsipras sabe que o mais certo é a nova proposta dos credores não ser aceite no parlamento grego e que o seu parceiro de coligação possa mesmo abandonar o governo, apressando a sua queda. Para quê então aceitar a afronta de uma negociação que apenas serve para humilhar ainda mais a Grécia e o seu povo? O que se disse nestes últimos tempos, em especial nos últimos dias, pelos adeptos da austeridade a qualquer preço, a começar em Merkel e a acabar no socialista Schulz, não tem perdão e não será esquecido. Foram, todos esses remoques, acusações, descarados gozos e provocações, uma obscena violação da soberania e da dignidade gregas. Os austeritários quiseram vingar-se dos gregos e dar uma lição ao Syriza, ao Podemos, às esquerdas europeias depois do júbilo pela vitória do NÃO a esta Europa mercantilizada, merkelizada . E, parece, conseguiram-no...

a corda está bamba, a queda está iminente

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David teima em enfrentar Golias. Sem temor mas com pouca esperança de vitória. Golias é, além de mais forte, traiçoeiro e impiedoso, por ele David pode morrer que, rebelde e voluntarioso, só está a dar chatices. É assim que vamos indo nesta Europa que já foi da social-democracia, lembram-se do que isso era?, do humanismo, da solidariedade, do Estado Social. Transformada numa reles imitação dos Estados Unidos, réplica barata da "maior nação do mundo", o último dos impérios. Faço votos para que David vingue, se vingue das humilhações, dos sacrifícios inúteis, dos idiotas úteis, Pasok, Nova Democracia, FMI, Merkel, Hollande e o Durão, durão só para alguns, dócil como um poodle para os outros, os que mandam nele e, através dele e de tantos como ele, em nós, humildes peões de brega que, no caso português, não temos cavaleiro nem cavalheiro disposto a avançar para os cornos do toiro. Não temos David e tão pouco Podemos. Que o pequeno grande herói peça ajuda para derrubar a bes...

e enquanto os portugueses comem e calam ...

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Foi há duas semanas mas, talvez por distracção minha, e não estou a ser irónico, não vi quaisquer imagens pelos canais da nossa querida televisão. Em Londres, protestou-se contra a austeridade. Muita juventude, o que é bom. Muita polícia, o que foi mau.

a tragédia que os alemães ignoram

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alzheimer na alta finança

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Sou um génio das finanças, da economia, da governação. Desde o início da crise, desde Sócrates, que tenho estado irredutivelmente contra a austeridade que só atinge os "pequenos", nunca os "grandes", o mexilhão que se lixa enquanto a lagosta se dá a luxos. É que eu cá, ao lado do FMI, sou um crânio. Os gajos tanto se declaram contra a austeridade como a favor, tanto dizem hoje uma coisa como, amanhã, o seu contrário se preciso for. Desta feita, foi Lagarde a avisar que ainda serão precisas mais reformas em países como Portugal. Reformas, no vocabulário deles, significa uma só coisa: austeridade, cortes nos salários, pensões, escola e saúde públicas. A morte do Estado Social para proveito dos "mercados", essa entidade que poucos sabem o que é, quem os constitue, mas que tanto mal nos faz. Sou um génio, não há dúvida. Ponham-me a governar. Farei melhor do que Passos, prometo. Aqui, e só aqui, estou com Mira Amaral, com a vantagem de o dizer sem uma ...

imagens da nossa vergonha

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pílula de cianeto

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Não há mais aumentos de impostos, juraram-nos, prometeram-nos, acenaram-nos. Mas há. Para já, do IVA. A seguir, dos produtos nocivos para a saúde (o governo não gosta de concorrência, matar é exclusivo dele). A TSU sobe para os trabalhadores, mantém-se para as empresas. Numa palavra: o governo, que em desavergonhada jogada eleitoralista veio dizer que os salários e pensões iam ser repostos, vai fazê-lo a prestações - a primeira seguramente só antes das eleições de 2015 - e, em troca, vai levar-nos o dinheiro de outras formas. Dá com uma mão, pouco, tira com a outra, e muito. O governo tentou dourar a pílula. Não conseguiu. O cianeto ficou à vista. A 15 de Setembro de 2012, os portugueses saíram em massa à rua em protesto contra a TSU. E amanhã? Vão ficar em casa?

deus, pátria, austeridade

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que povo é este, que povo?

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Uma investigação do sociólogo Lourenço Xavier de Carvalho demonstra que, quanto mais escolarizado e abonado é o português, maior o seu desprezo por valores como a justiça, a honra ou a solidariedade. Quanto aos demais, acrescento eu de minha lavra, na sua larga maioria sofrem calados, sem qualquer participação cívica, sem qualquer acto de protesto a não ser o inócuo desabafo ou insulto à mesa do café contra os governantes actuais ou contra Sócrates, o culpado de todos os nossos males, como lhes fizeram acreditar. Pior ainda, temos a memória curta. Daqui a uns tempos, depois de umas migalhas atiradas, com estratégia e velhacaria, à cara dos portugueses, todos se esquecerão que esses "benfeitores" são os mesmos que os empobreceram metódica e friamente durante anos a fio. E mesmo que, num assomo de lucidez difícil de acreditar, os portugueses elegessem finalmente um governo que zelasse pelos seus interesses, a chantagem dos "mercados", a imediata subida de...

doença terminal

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http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

escondam as carteiras, andam ladrões à solta!

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Saúde: Hospitais PPP têm reforço de 8,5 milhões no orçamento de 2014 http://www.ionline.pt/ Governo trava comparticipações nos medicamentos http://www.cmjornal.xl.pt Governo bate recorde em gastos com escritórios de advogados http://www.ionline.pt/ Crato diz que portugueses precisavam "trabalhar um ano sem comer" para pagar a dívida http://www.jornaldenegocios.pt/

uma tragédia anunciada

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Em situação desesperada, há espanhóis que estão a colocar anúncios na internet para venda dos seus próprios órgãos. Só a revolta generalizada dos povos do Sul pode deter este descalabro numa Europa que se dizia civilizada e humanista. Perante a indiferença dos donos do dinheiro e a bajulação dos seus lacaios, os governantes, vendem-se empresas, ilhas, património histórico, vendem-se rins, vendem-se notícias de optimismo e esperança, vende-se a soberania e a liberdade. Estes anos ficarão para a História como uma mancha da Europa, uma vergonha, um lento genocídio. Mais aqui:  http://www.huffingtonpost.es/2013/10/18/vendo-rinon-necesidad-economica_n_4121050.html#slide=3022432

bendito cortugal

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Imagem:  http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

sob o manto diáfano da hipocrisia

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Imagem:  http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

a europa em derrocada

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  Zona de Desastre Por Viriato Soromenho-Marques http://www.dn.pt Dois relatórios recentes, de duas instituições conhecidas pela sua independência e dedicação às causas mais nobres e humanitárias, a saber, a OXFAM e a Cruz Vermelha, traçam uma imagem do horror social a que nos tem conduzido a liderança política da crise europeia. Em Berlim, em Bruxelas, em Frankurt, mas também nos palácios dos regedores nomeados para Lisboa ou Atenas, estes relatórios serão deitados para o lixo, sem serem lidos, com um esgar de indiferença. Os ideólogos são assim. Não deixam que a realidade os surpreenda. A ideologia é confortável, pois crê que a nossa representação do mundo substitui o seu conhecimento. A ideologia conduziu ao Holocausto e à Guerra Total do nazismo, ao Gulag estalinista e maoísta. Agora, parece estar a conduzir à implosão da Europa às mãos dos fanáticos que acreditam na bondade de mercados financeiros autorregulados. Quando, depois de 2008, foi preci...

elegia fúnebre a um governo de mortos-vivos

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O governo quer poupar 100 milhões de euros entre 25.000 pessoas que recebem pensão de sobrevivência. Se as contas não me falham, isto dá uma média de 4.000 euros por cabeça. Por outras palavras, haverá 25.000 idosos que, de repente, irão ficar com menos 4.000 euros, mais coisa, menos coisa, no seu rendimento mensal.  Claro que sou a favor de que sejam os mais ricos a pagar a crise. Mas duvido muito que seja realmente este o alvo certo e a medida mais justa, tanto mais que se trata de devolver o dinheiro, e apenas uma parte dele, que já tinha sido entregue ao Estado. Entretanto, as fundações persistem, a frota automóvel do governo é digna de um reino das arábias, as PPP's continuam incólumes, os grandes escritórios de advogados continuam a esmifrar o erário público, a corrupção alastra, as off-shores somam e seguem, os clubes de futebol não pagam ao fisco nem à Segurança Social, o governo beneficia os compradores e os caloteiros do BPN, as reformas de banqueiros e outr...

portugal acamado

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A troika e o Passos queriam sarar Portugal. Puseram os portugueses a dieta, foram-lhes aos bolsos (mas nunca à Bolsa), criaram desempregados aos magotes, foram aos fagotes dos funcionários públicos e dos idosos. Toda a emenda foi pior do que o soneto. Portugal está agora nos cuidados intensivos. A doutora Merkel, o enfermeiro Durão e Coelho, o delegado de propaganda médica, não largam o moribundo. Fazem-lhe experiências que alegam científicas, transfusões de sangue, respiração boca a boca, massagens cardíacas. Injectam-lhe drogas. Esquartejam-no. Mas já nada há a fazer, nada lhe alivia o declínio físico, económico, moral.  Ministre-se-lhe a extrema unção. Retire-se-lhe a arrastadeira. E vendam-se, um por um, os órgãos sãos a quem der menos.

a cópula da cúpula que não nos sai de cima

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Portas pode ser o político mais manhoso que habita esta terra de amargores. Pois pode. Mas já só engana quem quer ser ludibriado. Portas encheu a boca, durante anos e sobretudo em campanha eleitoral, com juras de amor eterno aos reformados. Há uns tempos, veio às televisões anunciar a sua oposição à TSU dos reformados, uma linha vermelha que jamais, jamais!, ultrapassaria. Na semana passada disse e repetiu que nada do que foi acordado com a troika ofenderia a dignidade humana, muito menos os seus queridos velhinhos. Ontem soube-se que o governo, com o beneplácito de Portas, com a assinatura de Portas, com o conluio de Portas, se vai atirar, com a sanha do costume, a voracidade das bestas famintas, a quem recebe pensões de sobrevivência. Portas anda cheio de TSU. TSU que há-de acabar com ele, com o que lhe resta de credibilidade, se é que lhe sobra alguma a não ser entre os apoderados, embevecidos por Portas e pela sua insaciável TSU. Mas isto não se fica por aqui. Outras...

pelos cornos da desgraça

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Cavaco chama masoquistas aos que dizem não ser sustentável a dívida portuguesa, ela é sustentável desde que o vulgo a pague até à miséria final. Passos, esse, coitadito, não dorme de tão angustiado que anda com a dívida e com a execução orçamental. O PSD quer expulsar os militantes que apoiaram outras listas que não as do partido e Capucho é um dos visados, qualquer dia até lhe chamam o Capucho vermelho. Em Sintra, Basílio Horta alia-se ao PSD para formar maioria absoluta, a antevisão da fantochada que nos espera quando Seguro chegar ao poleiro que tanto quer, foi para isso que foi jotinha toda a vida. Os papéis dos swaps afinal não foram perdidos nem surripiados, parece que estavam era mal arquivados. O governo, premiando os incumpridores em vez das mulas de carga que pagam ao fisco o que o fisco lhes confisca, concede amnistia fiscal a quem tem dívidas às Finanças. A PT passa para mãos estrangeiras e os economistas-comentadores não escondem a baba do deleite nem o ranho da comoç...