A Alemanha está a provocar, perante a passividade dos seus parceiros, como aconteceu no passado, a terceira grande tragédia europeia em menos de 100 anos. A Europa desmorona-se, o euro esfrangalha-se, a miséria e a fome não são já uma mera ameaça, martirizam diariamente os povos do Sul, os novos judeus do IV Reich. Os tempos são excepcionais, excepcionalmente dramáticos. Enquanto isso, os nossos políticos não aprenderam nada com os erros do passado e com os perigos do presente. Mais ainda, não perceberam os sinais que o povo, nas ruas, lhes está a dar: que querem outra democracia, outros políticos, outra forma de fazer política, um ansejo comum a gente de esquerda ou de direita. Os políticos no governo, esses, persistem em resolver a crise com austeridade em cima de austeridade, surdos aos avisos de que, assim, não só empobrecem os portugueses (como eles querem) mas destroem, também, todo o tecido económico do País. Nem mesmo o "arrependimento" do FMI, que já pronunciou o ...