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daqui fala o morto

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Por Tomás Vasques http://www.ionline.pt O primeiro resultado visível foi obrigar um não-governo, em trânsito para a tumba, a apresentar-se na Assembleia da República, a encenar uma comédia. Vivemos tempos políticos tão burlescos que o seu retrato, quer no caricato de cada pormenor, quer no ridículo de cada um dos personagens e de cada uma das situações, exige mais uma narrativa extensa, minuciosa, a sair do talento literário de um grande escritor do que de comentários políticos, em cima da hora, que pela pressa e singeleza se desfazem na espuma dos dias. Perante uma crise política grave, aberta com a demissão do ministro das Finanças, que de facto governou o país durante os últimos dois anos, o senhor Presidente da República, em prol do que considera ser a "estabilidade política" necessária à nossa condição de país "intervencionado", apresentou aos portugueses, num discurso televisivo solene, e em tom grave, para resolver os problemas da governação, um...

já só falta arrancar olhos

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Nas últimas duas semanas, fartei-me de ver fitas, daquelas onde só falta arrancar olhos. As fitas de Gaspar, de Portas, de Passos e, finalmente, a melhor de todas, uma obra-prima, daquelas tão geniais, mas tão geniais, que a gente sai do cinema deprimida, convencida de que é tão estúpida, mas tão estúpida, que não conseguiu entender a mensagem do laureado realizador, sufragado por duas vezes para o troféu máximo da Nação. Refiro-me à fita de Cavaco Silva, tão impenetrável como o seu esfíngico semblante. Mas o cinema à borla vai continuar, vai ser um fartote, desta vez já com a participação de António José Seguro. A diarreia (criativa) tem sido de tal grandeza que vai ser desta que ganhamos um Óscar, ou um César, ou um Urso, ou um Leão ou, quanto mais não seja, um Globo de Ouro daqueles que a SIC e a Caras entregam aos melhores cá do rincão. Eis um dos trailers, quando Paulo ataca Pedro e Pedro ataca Paulo numa luta sem igual na história do cinema português: Imagem:...

a irrevogável vaidade do doutor paulo portas

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Quem o diz é o Jornal de Negócios, e quem sou eu para o desmentir? Paulo Portas estava tão convencido de que tinha ascendido ao lustroso cargo de vice primeiro-ministro que, antes da confusa comunicação ao País do excelso Presidente, já andava, pela calada da noite, em "aventuras semiclandestinas" (quem o diz, uma vez mais, é o Jornal de Negócios e não eu), pelo património do Estado espalhado por Lisboa, em busca de uma sede digna do seu novo estatuto. Quiçá acompanhado por um arquitecto sonante e uma decoradora de interiores de nome próprio Xaxão, Pilita, Babá, Bébé ou algo assim parecido. Sei lá. Enfim, vaidades. Portas preocupa-se com ele, depois com os seus aposentos reais. O País vem em último lugar, por mais que ele alegue patriotismo e responsabilidade, intenções, como se sabe, revogáveis em troca de um gabinete de luxo, um carruncho melhor, um título mais sonante. Sei lá. A notícia aqui: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/portas_ja_pr...

se não foçem os profeçores eu e todus vossês escreveriamus açim desta maneira!

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Por Anabela Ferreira http://shaktigeia.blogspot.pt todus sem esxesão estamus a ser prejudicadus por estes governos fantoxes, este ultimu em especiale pur ainda ser pior, porque continua a viver assima das pozibilidades dos portuguezes e é arrugante. querem-nus ignorantes para não termos vós, para sermus manipolados a bel praser dos que se julguam donus do quintal luzo. "a educassão é a arma para modar o mundo. Ela transforma as pezoas e a pezoas é que transformam o mundo" . Ese trabalhu é feito pelos profeçores. Resta-nus indignar, resistir, dezobedeçêr e correr para a rua até que a rua os corra. Todus com os profeçores. Somos todus um povo a levantar-se du xão, por todus. Se não foçem os meus profeçores eu e todus vossês escreveriamus açim desta maneira! Imagem: Paulete Matos,  http://www.esquerda.net

o palhaço que aterrorizou o mundo

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1925. Adolfo estava na prisão e chamou um fotógrafo, Heinrich Hoffmann, para registar o seu ensaio de um discurso, que esta coisa do marketing político não é de agora. Adolfo sabia-a toda. O resultado do trabalho de Heinrich foi de tal forma caricato que o próprio Adolfo, o querido Adolfo de todos nós, exigiu que o fotógrafo destruísse os negativos. Mas Heinrich, ainda bem, não obedeceu ao futuro Chanceler e Fuhrer da grande nação alemã a quem a Europa tanto deve. Aqui está o Adolfo enquanto jovem político promissor. O mundo haveria de conhecê-lo poucos anos depois. Louco e sanguinário. Imagens:  http://www.sabado.pt

cabeças de cartaz

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Quem é a Catarina? E a outra Catarina, de apelido Alves? E quem diz as Catarinas, diz a Sandra ou o António. Quem são? Que partidos representam?  A resposta é simples: são candidatos às próximas eleições autárquicas mas, quanto ao partido ou partidos que representam, chiu!, nem um logo, nem uma sigla, nem uma palavra de ordem que denuncie os patrocinadores anónimos - e decerto beneméritos - de tão importantes cabeças de cartaz. Terão vergonha de Passos? De Portas?  A este propósito, ver também: http://ouropel.blogspot.pt/2013/06/vileza-envergonhada.html?utm_source=BP_recent

somos os maiores!

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