a propósito ou a despropósito da genitália da anália
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Detesto tatuagens. Chamam-me cafona, bota-de-elástico, demodé. O que vos aprouver. Mas faz-me espécie ter que ficar com um "Amor de Mãe" escarrapachado no braço a vida toda mesmo que a dita venha a assassinar o meu outro progenitor. Ou um "Adoro-te Anália" ainda que a Anália venha a dar a outrém a genitália e, se estiver para aí virada, a anália também. Contudo, tenho que dar a mão à palmatória e dar o dito por não dito quanto às tatuagens que se seguem. Com uma assim, até eu me sentiria orgulhoso, ufano e vaidoso, tudo isto por atacado. Da pinha.
Clique primeiro, ria depois.
Meu amor, venham p'ra cá esses ossos!
Há gente que faz tudo para dar nas vistas!
É a isto que eu chamo uma tatuagem de merda.
Vá lá, vá lá, há muito que não via tanta qualidade num produto com essa origem!
O garfo deste está um primor.
Por ser neste sítio, fez-ma barata.
Experimenta. Eu já tentei e fiquei sem um braço.
Mensagem subliminar.
Em terra de cegos, quem tem olho é parvo.
Parece feroz. Será feroz? Deixa tocar p'ra ver ...
É esta a "democracia" em que vivemos: mal os senhores do poder se sentem desafiados, mandam a polícia para a rua "repor a ordem pública" e prender participantes numa manifestação pacífica. Imagens, mais uma vez, de Espanha:
AFP/Getty Images/Observador Nas parangonas dos tablóides, nos leads dos noticiários televisivos, raramente se menciona o nome de Carlos Santos Silva. Ele é o amigo de Sócrates. Ou, mais respeitosa, mas não veneradoramente, o empresário amigo de Sócrates. Porque Sócrates é que é notícia, Sócrates é que vende jornais e rende audiências, Silva é nada, Silva é um Zé-Ninguém, não fora Sócrates e à maralha de pouco interessaria a prisão do Silva, a libertação do Silva, as culpas do Silva, a pulseira electrónica do Silva, as posses do Silva, as maroscas do Silva, o destino do Silva. A imprensa já condenou Sócrates, resta à populaça acreditar piamente no que a pia escreve ou diz. Já são demasiadas suspeitas, demasiados indícios, para que alguém possa ainda presumir a inocência de Sócrates, só a meia dúzia de tolos que vai a Évora entoar cantigas à porta da prisão, só os socialistas empedernidos, só papalvos como eu que, nunca tendo sido socialistas, acham que a história está mal co...
José Rodrigues dos Santos acaba de ser nomeado o melhor escritor do País. Pelos mesmíssimos portugueses que elegeriam Pedro Passos Coelho como o melhor político, Tony Carreira o melhor cantor, Joana Vasconcelos a melhor artista plástica, Miguel Relvas o melhor gestor e facilitador de negócios, Teresa Guilherme a melhor apresentadora de televisão, A Quinta como o melhor programa ou o BPN como o melhor banco nacional e Lili Caneças como a personalidade do ano. Os mesmos que elegeram Salazar como o melhor português de sempre e nos mantêm nesta apagada e vil tristeza onde só se lixa quem não está por cima.