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o amigo, o motorista, a mãe, a ex-mulher e o "amante" dela
AFP/Getty Images/Observador Nas parangonas dos tablóides, nos leads dos noticiários televisivos, raramente se menciona o nome de Carlos Santos Silva. Ele é o amigo de Sócrates. Ou, mais respeitosa, mas não veneradoramente, o empresário amigo de Sócrates. Porque Sócrates é que é notícia, Sócrates é que vende jornais e rende audiências, Silva é nada, Silva é um Zé-Ninguém, não fora Sócrates e à maralha de pouco interessaria a prisão do Silva, a libertação do Silva, as culpas do Silva, a pulseira electrónica do Silva, as posses do Silva, as maroscas do Silva, o destino do Silva. A imprensa já condenou Sócrates, resta à populaça acreditar piamente no que a pia escreve ou diz. Já são demasiadas suspeitas, demasiados indícios, para que alguém possa ainda presumir a inocência de Sócrates, só a meia dúzia de tolos que vai a Évora entoar cantigas à porta da prisão, só os socialistas empedernidos, só papalvos como eu que, nunca tendo sido socialistas, acham que a história está mal co...
em terra de cegos, quem pisca o olho é rei
José Rodrigues dos Santos acaba de ser nomeado o melhor escritor do País. Pelos mesmíssimos portugueses que elegeriam Pedro Passos Coelho como o melhor político, Tony Carreira o melhor cantor, Joana Vasconcelos a melhor artista plástica, Miguel Relvas o melhor gestor e facilitador de negócios, Teresa Guilherme a melhor apresentadora de televisão, A Quinta como o melhor programa ou o BPN como o melhor banco nacional e Lili Caneças como a personalidade do ano. Os mesmos que elegeram Salazar como o melhor português de sempre e nos mantêm nesta apagada e vil tristeza onde só se lixa quem não está por cima.
Comentários
«....No habrá una revolución en España, al menos de momento. Pero una sorpresa, un milagro, una tormenta, una conciencia en las tinieblas, un gesto de dignidad en la apatía, un acto de coraje en la anuencia, una afirmación antipublicitaria de juventud, un grito colectivo de democracia en Europa, ¿no es ya un poco una revolución? Todo ha empezado muchas veces en los últimos 2.000 años. Y cuando ya sólo esperábamos finales, he aquí que en muchos sitios, los más inesperados, hay gente nueva empeñada en comenzar de nuevo.....» (vale a pena o texto completo em http://www.rebelion.org/noticia.php?id=128812) e ainda texto de Miguel Urbano Rodrigues (em http://www.odiario.info/?p=2082).
Acho bem este abanão, já chega de alienados a gostar de serem ignorantes! SS