o menino pedrinho e a professora Merkel
O Pedrinho é um menino, benza-o Deus, useiro e vezeiro em manhas de calaceiro, artimanhas de intrujão, manigâncias de mexeriqueiro, tramóias de bufo, velhacarias de burlão, um virtuoso nas artes de mesureiro, todo ele extravasa de falinhas-mansas, de trejeitos melífluos tomados por refinamentos de educação por quem, à viva força, quer ver nele um modelo de excelsas qualidades. É o que sucede com a professora Ângela, que o trata como um príncipe entre vassalos, um pequeno deus entre súbditos, um corifeu entre o vulgacho, um eleito. Um ungido. Ai o meu rico santinho!, diz de olhos a luzir, sabendo que Pedrinho tudo fará para seguir à risca os seus ensinamentos e prédicas. Benza-o Deus. A lição do Apocalipse está bem estudada.

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