25/06/11

esta canção, trago-a comigo

para si, que anda por aí tão contente com a vidinha

o futuro dos indignados


O futuro do movimento 15-M
25.Jun.11


O movimento de ocupação dos centros das principais cidades em Espanha está num ponto de viragem. Dos vários horizontes possíveis, um é o mais desejável: o seu alargamento social, a sua radicalização popular, operária, anticapitalistas.

Não constitui tarefa simples opinar sobre o futuro do movimento 15-M. O mais provável é que, seguindo a vontade maioritária, se dissolvam antes ou depois das “acampadas” – é preferível fechar de forma racional e divertida esta etapa – e se desloque a actividade para os bairros e as povoações. Tudo isto compreendendo que a possibilidade de voltar ao esquema inicial de concentrações com um poderoso eco mediático não fica de modo nenhum encerrada e que, naturalmente, o ritmo dos acontecimentos poderá variar conforme os lugares.

O trânsito do recinto do espectáculo mediático para os palcos mais modestos da acção local, embora de modo algum imponha o cancelamento de possíveis iniciativas de carácter geral – campanhas, manifestações – parece fazer deslizar o movimento para uma tarefa mais difícil e menos vistosa, ao mesmo tempo que, por outro lado, reduz os riscos de burocratização e das tentativas de cooptação vindas do exterior. Não será exagerado acrescentar-se uma observação sobre as características próprias da época do ano em que nos encontramos: a proximidade do verão tanto pode constituir um inconveniente incontornável – as iniciativas e as mobilizações irão forçosamente diminuir na maioria dos locais – como uma excelente oportunidade para recobrar forças e preparar uma ofensiva como deve ser a partir de Setembro. Há também que tomar em consideração o facto, interessante, de que o movimento surgiu num período marcado pelo final de curso nas universidades e institutos, o que terá reduzido as possibilidades de se ampliar a essas zonas. Uma planificação que tome estas questões em consideração – o que convida inevitavelmente a pensar no médio prazo – é, em qualquer caso, uma tarefa vital no momento presente, e ainda mais se forem convocadas eleições gerais para o Outono.

Se me for pedido um prognóstico acerca do que me parece que vai acontecer ao movimento – e não sem previamente advertir que pendem várias incógnitas sobre o percurso, entre as quais os efeitos previsíveis das tentativas para moderar o discurso, por um lado, e a violência que recairá sobre o 15-M, por outro -, limitar-me-ei a enunciar quatro horizontes possíveis. O primeiro não é senão o que se prende com um rápido e imparável declínio; parece-me que uma tal perspectiva é muito improvável se se tiver em conta a vitalidade actual e vontade generalizada de seguir em frente. O segundo fala-nos de uma eventual intenção de colocar o movimento na arena política, através da criação de uma nova formação ou da incorporação em alguma das formações existentes. Creio firmemente que as possibilidades desta opção são muito reduzidas, na medida em que a maioria dos que integram o 15-M não parecem sequer tomá-la em consideração. Não pode, todavia, descartar-se completamente um movimento de divisões e cisões que esteja de alguma forma ligado com este segundo horizonte. Uma terceira perspectiva diz-nos que o movimento poderia dar suporte a uma espécie de extensão geral, provavelmente vaga, dispersa e desorganizada, de formas de desobediência civil face à lógica do sistema que nos atormenta. Não excluo de modo algum essa possibilidade, que constituiria uma espécie de expressão amputada daquilo que eu gostaria realmente que viesse a tomar corpo: falo do quarto e último horizonte, articulado em torno de uma força social que, a partir de perspectivas orgulhosamente congregadoras e anticapitalistas, antipatriarcais, antiprodutivistas e internacionalistas, apostasse na autogestão generalizada e, inevitavelmente, estivesse aberta aos contributos que deverão chegar daqueles sectores da sociedade que ainda não despertaram. Essa força, que deveria naturalmente acolher no seu seio o movimento operário que ainda faz frente ao sistema e se confronta com os sindicatos maioritários, provocaria o afastamento de uma parte daqueles que inicialmente se integraram nas manifestações e “acampadas”.

Ocorrem-me apenas dois argumentos em apoio da materialização do último horizonte mencionado: se, por um lado, em muitas das assembleias realizadas nas “acampadas” se revelou tanto uma surpreendente maturidade como uma mais do que razoável radicalidade nas abordagens - aconteceu frequentemente que se passou da contestação de fenómenos epidérmicos como a corrupção e a precariedade para a contestação do cerne do capitalismo e da exploração - , por outro lado devemos ter por adquirido que os que nos governam vão continuar na sua, isto é, não vão alterar um milímetro o guião das suas políticas. O facto de que tenham decidido servir o capital até á morte dá, por outras palavras, um movimento audaz ao nosso caminho.

Fonte: http://www.odiario.info/













porque hoje é sábado

o poder secreto

é preciso acreditar!

o mundo tem melhores caminhos

o mundo enche uma praça

Porque esta praça de Atenas é o retrato da indignação do mundo.

o que é nacional é bom, consuma produtos portugueses

num cinema perto de si

coelho escondido com rabo de fora

Cartoon Rabbit Graphic

Afinal de contas, tanto chinfrim entre os que viram em Passos Coelho a reencarnação do impoluto, O que desceu à Terra para nos salvar, e eis que os factos, porque mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo, nos dizem que tínhamos razão para desconfiar. 

A notícia é da Sábado, via Negócios online, mas poderá encontrá-la em qualquer outro pasquinete (de certezinha absoluta órgãos de informação ao serviço do comunismo internacional):

Membros do Governo não pagam viagens da TAP

25-06-2011

Passos não terá pago o bilhete da sua viagem de ida e volta a Bruxelas na TAP


O Negócios soube, junto de fonte ligada ao anterior Executivo, que é prática corrente os ministros e os secretários de Estado serem dispensados do pagamento de bilhete nas deslocações oficiais em que utilizam os serviços da companhia aérea portuguesa. 

A TAP, contactada, recusou-se a prestar esclarecimentos sobre esta prática, mas segundo o Negócios apurou todos os membros de anteriores governos foram abrangidos por este benefício, assim como os actuais. 

O gabinete do primeiro-ministro, contactado, também não quis prestar esclarecimentos. “Não fazemos comentários sobre isso. A fuga de informação não partiu de nós e não quisemos tirar vantagens dela”, sublinhou ao Negócios um assessor de Passos Coelho.

Ao voar em económica para Bruxelas Pedro Passos Coelho apenas possibilitou que a TAP ficasse com um lugar em executiva livre, onde o preço cobrado é bastante ao superior ao praticado na classe económica. Em deslocações desta natureza o Estado é apenas responsável pelo pagamentos dos bilhetes dos técnicos que viajam com o primeiro-ministro, um ministro ou um secretário de Estado, os quais utilizam sempre a classe económica.

Pedro Passos Coelho, questionado na quinta-feira pela Lusa sobre a decisão de voar em económica para estar presente na reunião do Conselho Europeu que hoje termina em Bruxelas declarou: "Aconteceu assim, como acontecerá sempre nas minhas viagens dentro da Europa. 

24/06/11

ai que bom!


Fantástico!!!!!!

Um gajo senta-se, acomoda-se bem na cadeirinha do Coliseu do Porto, fecha os olhos e imagina que está dentro dum elevador..... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo.... para cima.... para baixo.... para cima..... para baixo....

morreu o detective columbo


Peter Falk morreu hoje. Tinha 83 anos. Fica-nos a recordação dos serões em família.

deixou um espólio tão vasto que, por mais que a gente não queira, tem sempre que voltar a ele

quem é que disse que a justiça dos estados unidos funciona melhor do que a nossa?


O senhor da notícia de cima, Paul Allen, teve uma sentença de 40 meses de prisão por uma fraude de 3 biliões de dólares. O de baixo, Roy Brown, levou com 15 anos de cadeia por ter roubado, sem violência, 100 dólares num banco.

Raios. Afinal a injustiça da justiça é global, como a crise. Vou para Marte no próximo space-shuttle.

ora cá está o que é!

Só não concordo com o Daniel Oliveira quando diz que tanto faz que PPC viaje em business ou económica.  Os pequenos actos contam também para a moralização do Estado e credibilidade dos políticos que, como se sabe, nunca andaram tão por baixo. Aguardemos para ver se este é apenas um pequeno golpe de marketing ou se é sincero e terá consequências mais vastas.

Exemplo ou demagogia?
por Daniel Oliveira

Pedro Passos Coelho vai voar sempre em económica na Europa. O primeiro-ministro garante que não foi o seu gabinete que anunciou a coisa. E eu, lamento, não acredito. Confesso uma coisa: não me interessa para nada se Passos Coelho viaja em executiva, económica ou de trotinete. Interessa-me se governa bem ou mal. Dirão que a decisão é simbólica e que isso é sempre importante. E eu respondo: depende.

De que me serve um governo que viaja todo em económica se depois privatiza a preço de saldo o património do Estado, causando um rombo sem remédio nos cofres públicos? De que me serve um governo com poucos ministros que implementa uma política de austeridade tal que transformará Portugal numa segunda Grécia? Resumindo: o que me interessa o simbolismo dos pequenos gestos se se os grandes gestos forem irresponsáveis?

Este governo ainda não governou e ainda não pode ser julgado por nenhuma decisão. Mas há uma coisa que sei: que o simbolismo das pequenas decisões pode servir para iluminar um caminho ou para nos distrair do que é importante. Pode ser um exemplo ou pode ser demagogia.

Se Passos Coelho obrigar a banca a pagar tantos impostos como as outras empresas, se garantir que os trabalhadores são protegidos de quem se aproveita da crise para o abuso, se não entregar a Escola Pública e o Serviço Nacional de Saúde, que é de nós todos, aos apetites privados, se não vender ao desbarato o que pertence ao Estado, até pode viajar de Falcon que terá o meu aplauso. Se fizer o oposto, até pode ir a pé para Bruxelas que nem por isso merece o meu elogio. Se a esta decisão simbólica for acompanhada por uma verdadeira distribuição de sacrifícios, só pode merecer o meu respeito. Se não, é uma aldrabice.

o falso primeiro-ministro


Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt

passagem para a morte

Construção de um trilho numa montanha chinesa. A crer nas imagens, na China a legislação sobre segurança laboral ou é inexistente ou é desrespeitada. Nada que surpreenda, num regime de aberração entre o capitalismo mais desenfreado e o comunismo a fingir.







por ciúmes, michelle agride barack em público

as drogas matam uma pessoa a cada 3 minutos


Quem o afirma é o secretário-geral da ONU. Veja a notícia completa aqui:
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1886978&page=-1

23/06/11

sócrates desempregado está a deixar-me angustiado

precários somos todos nós


contem lá a anedota à gente, que também nos queremos rir!

O primeiro Conselho Europeu com Coelho no menu.





Fotos: Reuters

caricaturas, esculturas e outras diabruras





talento

O vídeo tem cerca de 3 minutos, tenha paciência porque a surpresa final vale a pena.

grande cãopetição

reportagem grega sobre portugal

se ainda não deu por isso, alguma coisa está a acontecer

grécia: o que arde cura, ou a velha máxima anglo-saxónica "no pain, no gain"

passos coelho, o salvador


Os portugueses sempre foram atreitos aos salvadores da pátria, dos que enfrentam tempestades e nos levam  a bom porto. É o caso do grande timoneiro Cavaco. Mas será o caso de Coelho? Ou será antes um D. Sebastião que nos conduzirá ao desastre? Não perca os próximos capítulos desde drama que se chama Portugal.

a quem serve o choque de civilizações

já somos crescidinhos, não nos deixemos enganar


Anda por aí um grande furor à volta de Passos Coelho e da sua integridade. Que não vai trocar Massamá por S. Bento, dizem alguns. Que acabou com os governadores civis, proclamam outros. Que foi para Bruxelas em turística, comovem-se os demais. 

Vamos lá ver se a gente se entende de uma vez por todas.

Não sei se Passos Coelho está a ser sincero ou se tudo isto não passa de puro calculismo e demagogia política para, daqui a uns tempos, virmos a constatar que a repartição de tachos e alcavalas continua.

Mas, mesmo que Passos Coelho seja sincero nas suas intenções de promover uma limpeza na classe política e na sua actividade mafiosa, o que só lhe fica bem (e, se o fizer, ficará para a história como o primeiro desde há décadas que teve essa coragem), isso não deve fazer-nos ignorar quem é Passos Coelho e ao que vem: Passos Coelho é um fervoroso neoliberal, escolheu ministros admiradores confessos de Milton Friedman, vai promover a destruição do Estado Social, privatizações selvagens, o enriquecimento ainda maior de alguns em detrimento de milhões de portugueses.

Íntegro, até pode ser que seja. Mas isso não chega para fazer um homem bom.

obrigado durão, és um amigão!


Agora que Sócrates foi corrido, depois de ter feito o serviço que fez à direita, e um mau serviço à vasta maioria dos portugueses, agora que temos um governo da mesma cor do presidente da Comissão Europeia, vem Durão Barroso, afável, generosamente, informar Portugal que Bruxelas pode ajudar Passos a relançar o nosso crescimento económico.  Tanta generosidade comove.

A notícia é do Expresso.

eu tenho um sonho

combate de morte

apesar da crise, os portugueses continuam a fazer férias de sonho


Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

é isto que quer para portugal?


Não sou grande fã dos alguns frutos de Abril, não que Abril tenha culpa mas sim os homens que se apoderaram do poder que Abril lhes deu. Veja-se o chamado poder local, a corrupção que grassa pela maior parte das autarquias, a política do betão que desfeou Portugal.

Contudo, o Serviço Nacional de Saúde é uma excepção à regra. Os dados (e não os dados estatísticos manipulados com que Sócrates tanto gostava de nos enfiar o barrete) são indesmentíveis.

E é nesse SNS que o novel primeiro quer mexer, passando parte desses serviços para o sector privado (não mais do que aprofundando, aliás, a política do nefando Sócrates), tornando a saúde mais cara, desmantelando uma das poucas "conquistas de Abril" de que nos podemos orgulhar. 

Barack Obama, quando foi eleito, quis exactamente proceder ao contrário do que agora quer Passos Coelho e a sua trupe, tendo promovido a muito custo um serviço de saúde que abrangesse todos os americanos e não apenas os que podem pagar. Se ainda não viu o filme Sicko, de Michael Moore, veja quanto mais não seja as imagens iniciais: um americano ficou com dois dedos amputados num acidente. No hospital, disseram-lhe que só poderiam salvar um dos dedos, e ele que escolhesse qual. É que o seguro não era suficiente para cobrir a cirurgia dos dois.

É isto que quer para Portugal?

tão pequeninos que eles eram



Bill Clinton, 5 anos (1952)


George H. W. Bush, 5 anos (1929) com a sua irmã Mercy


George W. Bush, 9 anos (1955) com os seus pais


Jimmy Carter, 12 anos (1937) com o cão Bozo


John F. Kennedy, 10 anos (1927)


Barack Obama, 3 anos (1965), com o seu avô


Ronald Reagan, 12 anos (1923)

Fonte: http://www.sabado.pt

megafones, essas armas perigosas!

ganda maluco!

O design é do chileno Sebastian Errazuris, um ganda maluco! De objectos a vestuário, o artista vai a todas.