28/04/12

e por falar em crimes contra a humanidade



A notícia é do Correio da Manhã. Como este homem, muitos outros haverá. É um rasto de tristeza e morte da total responsabilidade deste governo PSD/CDS. Não adianta negar ou atirar as culpas a Sócrates. Porque Passos Coelho prossegue esta política porque quer, dela tem orgulho, nem um pingo de remorsos lhe perturba o sono. É isto que ele quer. Custe o que custar.

Dívidas levam gerente à morte
Desesperado por não ter dinheiro para pagar aos fornecedores e aos funcionários do Minipreço que geria, em Cucujães, Oliveira de Azeméis, um homem, de 40 anos, suicidou-se, ontem de manhã, nas instalações do supermercado. Vítor Costa foi encontrado pela sua sócia do franchising prostrado no chão, junto aos armazéns. As empregadas ficaram em choque ao ver o patrão morto.

Por Nelson Rodrigues/Tânia Laranjo/Francisco Manuel


"Ele tinha problemas financeiros há algum tempo. Agora andava a cismar que não ia conseguir fazer os pagamentos no final do mês aos empregados e que seria complicado manter o negócio. Era um homem de princípios", disse ao CM Paula Martins, uma amiga da família, que atribui à crise financeira a responsabilidade do desfecho trágico.

Vítor Costa já geria o supermercado, o único na vila de Cucujães, há dois anos. De acordo com os vizinhos e amigos, era muito trabalhador. "Nunca fechava a loja. Quando os funcionários estavam de folga, a mulher ajudava. Lutava para conseguir pagar as despesas no final do mês e andava desesperado", referiu a mesma testemunha, realçando que não conseguir cumprir os compromissos pôs em causa a estabilidade de Vítor. "Cada vez as coisas estão mais complicadas para as pessoas que têm um negócio. Como o Vítor, há mais pessoas à beira do abismo".

O empresário deixa a mulher e uma filha de oito anos órfã. A companheira refugiou-se ontem na casa em que ambos viviam em S. João da Madeira, em choque com a morte. A PJ foi ao local recolher vestígios.

só enfia o barreto quem quer!...

Já disse mil vezes e mil vezes direi que não defendo Sócrates nem nunca defenderei. Mas o maior delinquente político não foi ele, é Passos e é para ele que devemos apontar a nossa artilharia, a das palavras que somos gente pacífica. Os seus crimes não são de corrupção, mas crimes contra a humanidade. O casal Maria Filomena e António viraram a casaca. Enfiaram o barreto. Mas não o enfiam a nós. 


ora aqui está o que é


e, depois, chamam-nos populistas


27/04/12

a aura do general


A reputação de Ramalho Eanes é a de um homem íntegro e eu não tenho razões para duvidar. No entanto, para mim um homem bom tem que ser mais do que isso. Tem que condenar, sobretudo se a sua voz é respeitada, políticas erradas mesmo que provenham do lado para o qual mais se inclina, a direita. Mas Ramalho Eanes não deixa de apoiar e elogiar Cavaco, mesmo que Cavaco tenha tantos rabos de palha em matéria de probidade. Mas Eanes continua a suportar Coelho, mesmo que Coelho persista numa política que se distingue, apenas, pelo agravamento das desigualdades, da pobreza, da fome, do desemprego. A isso, Eanes tenta culpar a troika, esquecendo-se de que Coelho, orgulhosamente, se gaba de ir mais longe do que a troika. Que parte das medidas de Coelho nem sequer constam do memorando de entendimento. Que Coelho trata a maioria dos portugueses como malandros, madraços, relapsos, atrasados mentais e por aqui me fico porque o desprezo que ele nutre por nós é por demais evidente. 

Não, um homem bom não é apenas honesto. Nem frontal. Nem corajoso. É também um homem que rejeita desigualdades e miséria, que condena a cobiça extrema, que abomina a caridade e defende a solidariedade, o humanismo, a justiça social.

Eanes não o faz. E, definitivamente, não se pode cavar na vinha e no bacelo. Ou se defende o povo ou o polvo.

em cada portuguesa, uma guia turística; em cada português, um zezé camarinha

Por João Quadros

"(...) sejamos honestos, se o discurso do Presidente da República, de comemoração do 25 de Abril, tinha como temas centrais a nanotecnologia, telemóveis 4G e o Twitter o Vasco Lourenço não ia lá fazer nada. Na Associação 25 de Abril só têm um furriel que percebe umas coisas de informática. 

Cavaco conseguiu enfiar nanotecnologia e 25 Abril de 74 no mesmo discurso. Foi a primeira homenagem a uma revolução que incluiu uma menção a cartões pré-pagos de telemóvel. Estou ansioso por ouvir o discurso do 1 de Maio sobre domótica. 

O Presidente disse que "na rede Twitter, o português é a terceira língua mais utilizada". É verdade, mas é quase tudo para dizer mal dele. 

O Presidente falou de portugueses com sucesso lá fora, como: João Salaviza, Joana Vasconcelos, Miguel Gomes. Foi o momento RTP2 de Aníbal. Temos que colocar a hipótese de Cavaco se ter enganado e ter lido o discurso que tinha guardado para a António Arroio. 

Faltou falar dos Buraka Som Sistema para sossegar os desempregados da construção civil. E ainda bem que Cavaco não deu como exemplo da obra de Joana Vasconcelos aquele sapato de senhora que é todo feito de tachos. Consta que Catroga tem um par de botas de montar, igual. 

Não fazia ideia que em Belém eram tão alternativos. Maria Cavaco Silva viu o filme do Miguel Gomes e recordou os bons velhos tempos quando Cavaco fazia filmes parecidos em Moçambique. Não os sabia apreciadores da sétima arte e não quero imaginar Aníbal a comer pipocas. 

Voltemos ao discurso. O Presidente aproveitou para exortar os concidadãos a corrigir a falta de informação que subsiste no estrangeiro sobre o País que somos - e como é que vamos fazer isso? Já viram o preço do "roaming"?! Eu pago o meu telemóvel…

Cavaco disse que temos um problema de imagem - fala por ti. É verdade que, em termos de imagem positiva lá fora, temos: João Salaviza, Joana Vasconcelos, Miguel Gomes. Mas depois também há: Vale e Azevedo, Duarte Lima, Renato Seabra… assim é difícil. 

Resumindo, no dia 25 de Abril, o Presidente da República acha que a principal preocupação que os portugueses têm que ter é… dar uma boa imagem à malta lá de fora. Por acaso, na minha lista de preocupações, o que os outros pensam de nós estava em 4º lugar; à frente do desemprego e atrás do empréstimo da casa. O nosso primeiro dever é o dever de explicar Portugal ao mundo e deixar o mundo impressionado. Em cada portuguesa, uma guia de turismo. Em cada português, um Zezé Camarinha. 

Foi um discurso estranho, sobre os êxitos de Portugal na tal década que deu cabo disto. Foi um discurso Socrático, um ano mais tarde do que dava jeito a Sócrates."

o estímulo

Por Pedro Vieira


mais um que papa tudo


Por mais que, num esforço titânico de tolerância, ainda consiga guardar respeito a alguns socialistas, Vítor Constâncio não está entre eles. Acomodado, cúmplice do neoliberalismo, escandalosamente bem pago, lá vai fazendo a sua carreira de nababo, de papa do dinheiro, debitando, muito de vez em quando para não se cansar, umas quantas alarvidades bem pensantes sobre a economia. Hoje, à imprensa, declara-se muito surpreendido com o aumento do desemprego.

Que esperava ele? Com as medidas tomadas pelo governo, e pela Europa comunitária no seu todo, esperava milagres?  

Outro Vítor, ao lado de Gaspar, a azucrinar-nos a existência. A enojar-nos o pensamento.

frases de ódio e desprazer

"Andámos a viver acima das nossas possibilidades."


há 75 anos, guernica



Vou-te contar a minha história, meu filho, para que percebas porque sou esta velha tonta e triste que aqui vês. Nos finais de Abril de 1937, num conluio entre Hitler e Franco, a aviação nazi sobrevoou a minha terra e arrasou à bomba muitas casas e muitas vidas, entre elas as do meu marido e da minha bebé. No dia em que a mataram, fazia ela um ano, dois meses e nove dias. Se me salvei eu, se é que se pode chamar a isto salvar, foi porque estava no hospital, em Bilbau, a convalescer de uma pneumonia. Por compaixão ou falta de coragem, ninguém me disse no hospital o que se tinha passado. Mas o meu coração não me mentia, só uma desgraça muito grande poderia ter impedido o meu homem de me vir ver, o meu homem e a minha filhinha, tanto mais que eu tinha estado tão doente.

No primeiro de Maio disseram-me que estava livre de perigo, que me podia ir embora. Carregada com a bagagem, alcancei a estação de camionetas a tremer de fraqueza. Ou de medo. Os olhares que me lançaram, quando pedi um bilhete para Guernica, puseram fim às minhas esperanças e incertezas e desatei num pranto descontrolado, sem saber sequer os horrores que me esperavam.

Aquela foi a mais longa, a mais penosa viagem da minha vida. Aquele foi o início de uma existência que, digo-te sem queixumes de velha, não valeu a pena. Ainda hoje me lembro de cada segundo, tão difícil de vencer como um século, em que me ia inteirando aos poucos e poucos do que se tinha passado pela voz de outros passageiros que me acompanhavam no choro porque, também eles, nada sabiam dos seus e temiam o pior.

Essa tortura que vivi não esmoreceu até hoje. Todos os dias e noites, todas as horas e minutos para te dizer a verdade, não me sai da cabeça aquela viagem e a chegada a Guernica, onde caminhei com terror por um inferno de destroços e de cadáveres.

Já sem a mala, que abandonei sei lá onde, cambaleei como doida por ruínas onde ainda se escavava para desenterrar colchões, camas, mesas e corpos desmembrados, calcinados, desfigurados, mas que por instinto ia identificando com pavor crescente, tão alucinada estava que por várias vezes perdi os sentidos. Se queres que te diga, continuo louca desde então, fiz foi os possíveis e os impossíveis para mascarar a demência e não ser internada no mesmo hospício para onde tanta gente que eu conhecia foi atirada e não mais voltou.

Naquela que tinha sido a casa do meu irmão Chartiko vi, por entre paredes em derrocada, a panela que estava ao lume quando começaram os bombardeamentos e o ferro com que a minha cunhada Mertxe engomava um vestido azul da filha de dois anos que, tal como a minha, não teve tempo para conhecer a vida. E os seus poucos brinquedos, uma boneca de trapos, uma roca, umas louças em miniatura, para ali estavam espalhados pelo chão, em pedaços.

Com o pânico e aquele cheiro de peste malina, vomitei até não ter nada no estômago, gritei tresloucada, tropecei em despojos de carne humana, fragmentos de uma felicidade para sempre ceifada como erva daninha por monstros que não perderam o sono, antes se vangloriaram de um feito que os iria deixar registados na história, quanto mais não fosse na história da ignomínia. Tudo em nome de Deus, tantas e tantas vezes se invoca o nome Dele em vão, tantos se têm servido Dele e do Seu nome para o bem e para o mal, o mais das vezes para o mal.

Nunca, meu filho, nunca por nunca ser tenhas que ver o que eu vi, sentir o que eu senti. Quando cheguei aos escombros da casa onde me fiz mulher e fui feliz como sol de pouca dura, uivei horas esquecidas, como uma cadela abandonada, os nomes do meu marido e da minha filha. Ninguém me respondeu. Até hoje, ninguém me respondeu.

Não tinha sobrado nada. Só um monte de tijolos em estilhaços, madeira carbonizada e meia dúzia de haveres que não quis recuperar, a não ser um retrato que tínhamos tirado à nossa menina no dia do baptizado, mal sabia eu que esse seria o seu primeiro e último sacramento. No meio de tanta devastação ali estava intacto, sem uma nódoa, um rasgão. Guardo-o até hoje, um dia mostro-to. Sinto, sei que foi a última coisa que o meu marido tocou antes de tentar fugir com a menina. Por isso, chama-me doida se quiseres, todas as noites beijo a fotografia com a certeza de que os estou a beijar a eles, a desejar-lhes, do fundo do meu coração cansado, uma boa noite de sono. Onde quer que estejam à minha espera.

Ao fim de alguns dias, fui descobrir num cemitério cheio de mortos, e de vivos com vontade de morrer, as suas campas improvisadas. Por ali me fui deixando ficar tempos sem fim, indiferente ao calor do meio-dia e ao frio da meia-noite, sem me lavar, sem levar nada à boca, sem dormir, fingindo que aninhava a minha menina nos braços, que abraçava o meu homem, que brincávamos os três entre risos como costumávamos fazer depois do jantar, antes de a metermos no berço.

Não chorava. Já não chorava. Nunca mais chorei. Lágrimas deixei de as ter, antes esta angústia que não me larga e que me fere como punhaladas, chicotadas em carne viva. Comparada com o que sinto, a tristeza não é nada, meu filho. Nada.

26/04/12

a bom porto!

Rui Rio não sabe com quem se está a meter, carago!




tal e qual o presidente cavaco, ambos firmes, ambos hirtos, ambos lutando por causas justas

quem é que falta aqui?

Vamos, pessoal, vamos a votos. Indique mais um nome que devia estar, e não está, no chilindró, de cana, a ver o Sol aos quadradinhos. Diga: quem é o elo da cadeia que está a faltar aqui?

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt/

a américa pobre








Os habitantes da localidade de Owsley, no Kentucky (EUA), parecem ter ficado parados no tempo. A maioria vive sem água ou electricidade, em casas que se deterioram diariamente e onde o lixo e os objectos velhos se acumulam.

Na região não há trabalho: a queda nos mercados de carvão, madeira e tabaco ditou o desemprego de grande parte dos 4700 habitantes.

De acordo com os censos (estudo estatístico referente a uma população) de 2010, a comunidade de Owsley tem, em média, o rendimento familiar mais baixo dos EUA - 41,5% dos habitantes vivem abaixo do limiar da pobreza.

Não há dinheiro para combustíveis, o que leva muitas pessoas a escolherem o cavalo ou o burro como meio de transporte e o comércio local apenas consegue ter algum lucro graças à curiosidade dos turistas que querem espreitar a vida em Owsley.

O baile de finalistas da escola secundária local, a Owsley County High School, é o acontecimento do ano. As adolescentes têm direito a vestidos com folhos coloridos e os penteados elaborados são feitos em casa pelas respectivas mães.

Para os jovens da zona este é o último dia de festa antes de enfrentarem a vida adulta e as dificuldades da região.

Texto e fotografias: http://www.sabado.pt

nem mais!


eu dou-te a tolerância zero


era lisboa e chovia

Vi a Juventude Socialista, a Juventude Comunista, os capitães de Abril, Manuel Alegre, Pedro Nuno Santos, gente do Bloco de Esquerda em homenagem a Miguel Portas, e vi muita gente anónima, gente que não desistiu de lutar por um Portugal melhor. Um Mundo melhor. Não são palavras nem esperanças vãs. É possível. Ainda é possível. Depois da tempestade vem sempre a bonança. Ontem choveu. Amanhã haverá Sol.





em abril, mentiras mil


Disse ontem Guilherme Silva, o sempiterno deputado do PSD em representação da Madeira, uma má representação lá tem correspondência por cá, essa é que é essa, qualquer coisa como, e cito de cor, os militares de Abril traíram Abril ao recusarem comparecer na Assembleia para as "comemorações" oficiais da revolução dos cravos.

Pois fizeram eles muito bem. Ver Passos Coelho e a sua quadrilha de cravo vermelho ao peito, ouvir os discursos da direita com citações a Sofia de Melo Breyner, ou o de Cavaco Silva e as iniquidades do costume, seria participar alegremente numa desavergonhada sacralização da mentira, da hipocrisia, da fantochada de uma classe política que destrói o país e aniquila os portugueses e os seus sonhos.

Na verdade, nada há para comemorar. A liberdade, por si só, não chega quando não chega a comida à mesa.

donos de portugal (para quem não viu na RTP 2)


se tal acontecer, já tem o óscar no papo


há cartazes que valem mais do que mil discursos do presidente da república


álvaro "lagaffe"

Por Manuel António Pina

A minha infinita simpatia pelo ministro Álvaro resulta de ele ser um azarado. Dir-se-ia que todas as forças do Universo se conjugam obstinadamente contra ele. Estivessem atentos os nossos autores de BD e já teríamos um Gaston Lagaffe à portuguesa.

O seu primeiro azar (conhecido) foi alguém ter dito a Passos Coelho quando este se preparava para formar Governo: "E se convidássemos para ministro da Economia aquele 'blogger' que faz uns "posts" muito giros e até escreveu um romance às cores?". O segundo foi ter aceitado o convite.

Daí para cá têm sido só azares, desastres e coincidências infelizes, do "cluster" dos pastéis de nata àquele seu secretário de Estado que julgava que o memorando da "troika" era para cumprir ou à feliz ideia do comboio de bitola europeia de Sines até França (é preciso ter azar: a Espanha tem bitola ibérica e o animoso comboio teria que levantar voo em Badajoz e só voltar a aterrar para lá dos Pirenéus). Até a "semper fidelis" UGT ameaçou há dias rasgar-lhe a sua obra do regime, desta vez um romance a preto e branco, dito Acordo de Concertação Social!

Agora que vivazmente se preparava para argumentar com a média europeia para reduzir ainda mais o valor das indemnizações por despedimento, veio o Eurostat lembrar-lhe que os custos do trabalho em Portugal já vão em menos de metade da média europeia e nem assim os seus queridos empresários são mais "competitivos". Eu ia à bruxa.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.pt

foram não sei quantos mil


um dia depois da morte


cravo vermelho ao peito a todos fica bem, sobretudo faz jeito a certos filhos da mãe



Lembram-se desta canção? Pois ela ganhou hoje ainda mais oportunidade. Ver os senhores governamentais sentados na governamental bancada de fatinho governamental e cravo vermelho ao peito deu-me umas náuseas que não houve remédio capaz de mitigá-las, foram pela pia abaixo que é lá o seu destino. A hipocrisia no seu melhor. Ou pior. Quem rouba aos pobres para dar aos ricos, quem destrói a saúde e a educação, quem recusa o pão e a habitação em nome dos sacrossantos mercados, esses seres divinos que, ao contrário do povo, são agora quem mais ordena, não lhes autoriza ostentar nem cravos nem palavras de apreço por Abril. Eles são contra Abril. Eles são o contrário de Abril. Ponto final.

25/04/12

ah, os tempos estão muito mudados!

estamos zangados, vamos para a rua!

Quer vá ao Marquês de Pombal ou a S. Bento, o que é preciso é que mostre a sua indignação. Não fique calado enquanto o roubam e lhe violam todos os dias os seus direitos, a sua vida. Grite que o povo não quer fascistas no poder. Porque é disso que se trata. Eles estão lá, por mais que o neguem e se mostrem virgens ofendidas com  o epíteto. Rua com eles! Mas, antes, vamos nós para a rua. Nem Magina nem Macedo, nenhum nos mete medo.




24/04/12

morreu miguel portas


Para ele, as minhas lágrimas, a minha saudade, o meu agradecimento por ter estado, até ao fim, contra as injustiças, a desigualdade, a maldade dos homens. Vais fazer cá falta.


os brinquedos dos nossos donos chineses

Tem todos os condimentos tradicionais neste tipo de certames, modelos espampanantes de aço ao lado de outros não menos glamorosos de carne e osso. Lixo de luxo para os muito ricos. Podia ser no Bahrein, em Paris, Nova Iorque, Monte Carlo. Mas não. É em Beijing, no coração da "comunista" China, império do trabalho escravo e das cargas laborais infames, da pobreza extrema de muitíssimos milhões e a opulência de uns poucos. 




Fotografias: http://rt.com

isto sim, é crime organizado!

as comemorações que eles querem ter

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

a revolta é legítima, magina é que é fora-da-lei

se agora é bom darmos restos aos pobres, sirvam-se aos ricos refeições cada vez mais abundantes


será que amanhã vai dar de caras com o magina?


mãe extremosa


é preciso escorraçar esta canalha!


Cada vez mais, até nas televisões, se erguem vozes - de todos os quadrantes - contra os neofascistas que nos governam. É preciso aproveitar esta época para ir para a rua gritar bem alto o nosso desacordo, a nossa revolta, a nossa repulsa por políticas anti-sociais que levam cada vez mais portugueses à miséria e ao desespero. A sobranceria, o egoísmo, a insensibilidade, o servilismo perante os mercados e os grandes senhores do dinheiro têm que acabar e depressa. 

Eu vou estar na rua. E você? Onde vai estar no 25 de Abril?

o hino do magina

a 24 de abril, relembremos os coveiros de 25




23/04/12

o que seria de nós sem o gasparzinho?


Quando ouvi o ministro das Finanças dizer em Nova Iorque que estamos no bom caminho pensei cá com os meus botões “o que seria de nós sem o Gasparzinho”? É uma sorte o país ter num momento tão difícil como aquele que atravessa, melhor, que atravessou, um homem como o Gaspar a cuidar de nós.

É confortante saber que não foi em vão que nos cortaram os subsídios até ano incerto, que pagamos IVA com língua de palmo, que nos actualizaram o IMI, nos aumentaram as taxas moderadoras, custou mas o défice está controlado nos 4,2% e dos dinheiros dos fundos de pensões ainda sobrou muito para pagar dívidas.

É tranquilizador ouvirmos o ministro com confiança a garantir-nos que estamos no bom caminho, que em breve teremos crescimento por muitos e bons anos e que não devemos desesperar, daqui a muito pouco tempo estaremos a a caminho do pleno emprego.

Graças ao Gaspar a despesa pública pode crescer acima dos 3% , a quebra das receitas fiscais ultrapassar os 5% e a dívida pode estar nos 107% do PIB que podemos ficar descansados, o Passos Coelho não precisa de descobrir nenhum desvio colossal, não serão necessárias mais medidas de austeridade e a troika até nos vai pedir o favor de aceitarmos um segundo resgate sem que tenhamos de assinar qualquer acordo ou adoptar quaisquer medidas adicionais.

Com o nosso Gasparzinho podemos ver-nos gregos mas isso não importa, o importante é que os outros não nos vejam como gregos, somos mansinhos, obedientes, temos governantes sem coluna, tratamos modestos funcionários de organizações internacionais com um estatuto comparável ao do papa. Não regateamos medidas de austeridade, não questionamos a soberania na hora de alterar a Constituição de acordo com as instruções do Bundesbank, somos os caniches das organizações internacionais.

Façamos tudo o que o Gasparzinho decidir e tudo correrá bem.