28/02/15

a dúvida existencial de antónio costa


os furiosos de alá

Esculturas com 3000 anos foram destruídas por extremistas islâmicos num museu de Mosul, a norte do Iraque. Ao que parece, promoviam a idolatria e essa gente é pouco idólatra, como toda a gente sabe. Na mesma cidade, destruíram mais de 8000 livros e manuscritos antigos até agora preservados na biblioteca pública. À rédea solta, as cavalgaduras do estado islâmico vão avançando a galope, o terror espalha-se pela região, a morte persegue homens, mulheres e crianças. E se os Estados Unidos e os seus aliados nada ou pouco fizeram é porque, muito provavelmente, os territórios conquistados pelos furiosos de Alá não têm poços de petróleo dignos desse nome.




brilha a aurora sobre o céu de atenas!

EPA/http://www.aljazeera.com/
AFP/http://www.bbc.com/
http://news.sky.com/
http://www.bbc.com/

Ontem, a Aurora Dourada fez das suas pelas ruas de Atenas, protestando contra o governo do Syriza. Aí valentes! Defendei o fascismo, o capitalismo selvagem, a austeridade e a autoridade suprema da Alemanha que tão boas recordações vos trás!

Por esta altura, muitos serão já os "enviados especiais" a Atenas, para mostrar aos gregos como se luta contra os perigos de esquerda, os PREC, as aleivosias de uns sonhadores maltrapilhos com cachecóis Burberry. Que ninguém ouse, em nenhuma parte do mundo, erguer a cabeça e afirmar a sua independência. Que ninguém se atreva a afrontar os mercados, a Goldman Sachs, a CIA, a alta finança dos métodos baixos, Merkel e os americanos, polícias do mundo, imperadores da Terra, senhores do Universo. Que ninguém queira sentir a força bruta de quem mais ordena. Reduzamo-nos à nossa reles insignificância de carne laboral, pagantes de impostos, mísera ralé que deve obediência e reverência aos que realmente importam.

E o Carlucci II? Já andará por lá?

há sempre solução


Por Baptista-Bastos
http://www.cmjornal.xl.pt/

Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, chega ao proscénio e diz que a Troika exagerou na imposição da austeridade, por desnecessária, e roubou a decência aos povos de Portugal, Espanha e Irlanda. Surge, afobado, o dr. Passos Coelho, e desmente Juncker, quase declarando que a Troika trouxe consigo felicidades inauditas. As aldrabices, mentiras e omissões deste cavalheiro atingem as zonas da coprolábia. Ou, então, pior do que tudo, usa os óculos de Pangloss, e vê um Portugal abençoado pelos deuses, embora esses deuses sejam desconhecidos, e o país seja absolutamente outro. Um milhão e quinhentos mil desempregados; dois milhões na faixa da miséria: cento e quarenta mil miúdos que vão diariamente em jejum para a escola; quase duzentos mil jovens que abandonaram o País por carência de futuro; dezenas de doentes que morrem nos corredores dos hospitais por falta de assistência; velhos a quem foi subtraído todo e qualquer meio de subsistência; funcionários e outros aos quais cortaram todos os escassos salários – isto não terá como consequência a perda da decência e da dignidade? E perda da decência e da dignidade não consistirão nos constrangedores actos praticados por membros do Executivo, e pelo dr. Cavaco, relativos ao governo e, decorrentemente, ao povo grego?, com a torpe recusa em apoiar as propostas de quem foi legitimamente eleito, e colando-se, vergonhosamente, à estratégia da política alemã? O grupo do dr. Passos é, por sistema, apupado e execrado, e o governo do Syriza recebe banhos de multidões a apoiá-lo e a incitá-lo. A melancolia portuguesa e a dor do nosso viver sem luz advêm desta subalternidade que nos corrói a decência, a dignidade e a integridade moral. Fomos coagidos a perder os valores que cimentaram o nosso ser, mesmo em tempos sombrios. A nossa honradez e probidade foram substituídas pelo individualismo mais atroz. Resta-nos, afinal, quê? Estes mentirosos, esta casta de indigentes mentais, e este mutismo dos que se deviam opor e alimentam a apagada e vil tristeza são sintomas de quê? Da indeclinável decadência em que vivemos. Sem solução? Cabe-nos a última palavra no próximo combate. Os gregos podem ser o exemplo de que não há impossibilidades na História.

os portugueses, esses grandes caloteiros!


Estou farto. Farto de um Estado que trata os seus cidadãos como párias, chulos, canalhas da pior espécie. Farto de avisos de pagamento, últimas notificações, penhoras, ameaças, coimas, juros de mora e o raio que os parta. Farto de um país onde os muito ricos roubam sem que nada lhes aconteça e os pouco ou nada abonados são assaltados por organismos, instituições, empresas de serviço público que nos apresentam dívidas sabe-se lá se contraídas, sabe-se lá se já não pagas, nem sempre as provas são fáceis de encontrar e assim vão entrando mais alguns milhões nos depauperados cofres da Nação.

Enquanto isso, veio a lume que Passos Coelho teve até agora uma dívida à Segurança Social. Nunca foi notificado. Nunca foi incomodado. A dívida terá prescrito mas como o Público anda a investigar o caso decidiu, generosamente, pagá-la para calar as más línguas.

Acho que fez mal. Devia ter jurado a pés juntos que nunca tinha trabalhado na vida. Caso raro e nunca visto, não estaria a faltar à verdade. Até porque a função que actualmente exerce, a de verdugo do povo, não é oficialmente reconhecida pelo Fisco e pela Segurança Social. Para efeitos contributivos e outros, ele não existe. Nunca existiu. É apenas uma mancha na História, uma pequena nódoa que o tempo se encarregará de apagar. Nem será preciso benzina.

salazarismo requentado


Segundo o relato de uma das pessoas detidas sob a acusação de pirataria informática, foi acordada às 7 da manhã com a lanterna de um dos polícias que lhe invadiram a casa apontada para a sua cara.

Desde 1974 que não víamos disto por cá mas qualquer altura é propícia para retomar velhos hábitos.

Como é bom fazer o tempo voltar para trás! Activistas políticos anti-situação foram arrastados para a choldra com métodos que fazem lembrar os da defunta PIDE. A comunicação social está quase toda com o regime. Os portugueses estão mais pobres. Só falta atribuir ao edifício da António Maria Cardoso a sua antiga função. Fabricar fardas da Mocidade para Crato distribuir, pessoal e gratuitamente, de escola em escola, de liceu em liceu, de creche em creche. Restaurar a Legião. Encontrar uma governanta que se dedique ao governante, de preferência de nome Maria, melhor ainda se for de Jesus. 

E oferecer-lhe, ao sacripanta, um par de botas. Sem graxa. Não há melhor engraxador do que ele, Merkel que o diga.

27/02/15

eu espero ser, dos três, aquele que se vai safar!


Noutros tempos, os jornais ainda serviam para embrulhar peixe. Agora, com a ASAE e o fundamentalismo higienista da União Europeia, tão preocupada com a nossa saúde mas não com as nossas condições de vida, nem para isso podemos usar os tablóides do dia. Mau jornalismo associado a notícias tendenciosas ou manipuladas, eis ao que chegámos. Salvo honrosas excepções, claro está, as que não vão na cantiga e no conto do vigário de administradores, accionistas e outros sócios capitalistas mais interessados em vender publicidade do que em fornecer informação digna. Mas esses, os jornalistas sérios e não os donos dos pasquins e aparentados, terão a cabeça a prémio. O desemprego espera-os.

espondilite anquilosante

Costa deu à  costa. Tudo o que diz ou faz é dissecado, criticado, distorcido e amaldiçoado pelos senhores do costume, dos maus costumes. Devia ter cuidado com o que diz e faz. Costa não tem as costas largas. Se o Costa se encosta à vitória anunciada, vai cair de costas. E a dor do Costa pode ser a nossa dor. Queremos ver este governo pelas costas e se Costa continua a dar o flanco, as costas à flagelação pública, por sua livre e estúpida vontade, se o povo só gosta de quem vira costas ao povo, vamos continuar a sofrer de espondilite anquilosante quanto mais não seja no salário, na pensão, no subsídio de desemprego, no emprego precário, mal pago, mal visto pela élite da desunião nacional.

Costa que se trate.


arrear no preso

Rui Cruz, um dos fundadores do Tugaleaks, foi detido sob a acusação de pirataria informática. O Tugaleaks não oferece música à borla, nem filmes, nem livros para download gratuito. A sua especialidade são os crimes do crème de la crème da lusa pátria. É incómodo. É consultado por muita gente. Faz mossa nas moças e moços dos jobs e do desgoverno em que estamos enfiados até às goelas, uma camisa de onze varas de onde não saímos nem que a vaca tussa e o porco se banhe em Chanel nº 5. Adiante ... Não consigo perceber em que é que Rui Cruz terá infringido regras e leis, mas suspeito que todos nós, bloggers do reviralho e revoltosos do (sim, isso), estamos na fila para os calabouços da tia Judite.

Enquanto isto, nem Dias Loureiro, nem Oliveira e Costa, nem Ricardo Salgado nem tantos outros de quem não convém dizer o nome - a tia Judite não dorme - andam por aí, à solta, saltitando de afloramento merdoso em afloramento merdoso.

A fazer pela vidinha.


obrigado depressão, que tanto jeito nos deste


É. Este governo é uma máquina de fabricar pobres, bem oleada, com todas as roscas e porcas a funcionar em pleno e com toda a perfeição das almas esclavagistas, que ainda as há. Desde o início da crise, escreve o DN, o número de trabalhadores a ganhar o salário mínimo triplicou. A fortuna dos milionários aumentou. O número de desempregados subiu "exponencialmente", a palavra que os economistas de plantão tanto gostam de usar. A crise deu-lhes jeito, o povo deu-lhes o voto, a subida ao poder deu-lhes a oportunidade de fazer a revolução silenciosa, dolorosa, manhosa há tanto tempo sonhada. Ao fim de quatro anos temos um país diferente, não há dúvida. Dizem as más línguas que melhor.

26/02/15

isto afinal não está mau, só está mao

Afinal, segundo António Costa, o País está melhor do que há quatro anos. Para dizer isto, não precisávamos de Costa, bastava-nos Montenegro que esse, ao menos, sempre lá ia dizendo que os portugueses estão piores.

E disse isto, o Costa do Pelourinho, perante uma plateia de chineses a quem agradeceu a forma como têm investido em Portugal (através da utilização do País como uma reles lavandaria de bairro para lhes enxaguar o pilim mal ganho, não mais do que isto).

Como nenhum chinês faz fortuna com o seu trabalho - o regime não deixa enriquecer por mérito próprio mas só por demérito do sistema pseudo comunista -, assumo que o Costa do Rato ande aos salamaleques com gente pouco recomendável. Logo, Costa tornou-se, também ele, um ser pouco recomendável.

Claro que o Costa nos virá explicar que foi mal interpretado. Mas os danos são já irreparáveis. Resta-me a esperança de que o dislate não favoreça a coligação no poder. E a certeza de que, mais PS, menos PSD ou CDS, não passaremos da cepa torta enquanto esta trupe for a mais votada pelos que, fora dos períodos eleitoras, são votados ao desprezo.

Pobre País.

25/02/15

esperar para ver


Já aqui o tenho dito, e vou repeti-lo antes de se dar início às hostilidades com que sou bafejado sempre que falo de Sócrates e da sua prisão: não sou, nunca fui simpatizante do homem.

Posto isto, é verdade, não vejo com bons olhos a prisão do Sr. Pinto de Sousa, assim o chama o douto juiz Alexandre. Toda a história está mal contada e, pior, contada aos berros de primeira página nos pasquins a soldo, pagos por Angola e de inconfessável agenda, seja política ou qualquer outra.

Os senhores de direita, e os de esquerda que atendem mais aos ódios políticos do que à razão, começam a duvidar dos "fortes motivos" que conduziram à prisão de Sócrates. Não é a primeira vez, nem a segunda, que oiço esses tractores (detractores que arrasam tudo à volta), dizer que "os crimes de que é Sócrates é acusado são muitas vezes difíceis de provar".

Pois. Se Sócrates for inocentado, será culpado para sempre. Se não ficou preso é porque pagou a alguém para apagar os "fortes indícios" que o levaram a Évora.

Digam o que disserem, insultem-me se vos apetecer, Sócrates para mim continua a ser um homem com culpas no cartório, mas não a este nível. 

Vamos esperar para ver. Ou não.

carta aberta em que o nosso autor explica por que é que recusou um convite para uma conversa à lareira, em berlim, com wolfgang schäuble

AFP/http://www.spiegel.de/
Excelentíssimo Senhor dr. Schäuble,

por favor desculpe a minha ausência amanhã na Fundação Bertelsmann que me convidou para uma “conversa à lareira” em Berlim consigo e com a sua ministra das Finanças para Portugal.

Acabei, no último momento, por decidir não ir Berlim. Desejo que a “conversa à lareira”, ou “armchair discussion” como diz o convite da Fundação Bertelsmann, seja simpática e tranquila. Isso não aconteceria se eu estivesse presente.

Sabe, por causa da sua política, que a sua ministra das Finanças em Lisboa tem seguido à risca, tive de sair do meu país há 18 meses. Todos os dias sinto saudades da família dos amigos. Além de mim, mais 400 000 pessoas tiveram que sair de Portugal nos últimos quatro anos para fugir à pobreza e miséria.

A sua ministra das Finanças anunciou esta semana que vai reembolsar antecipadamente 14 mil milhões de euros da dívida pública portuguesa. Esse será um dos grandes temas do serão junto à lareira amanhã.

O senhor e a sua ministra irão mostrar-se orgulhosos. Terão assim mostrado aos gregos como é que se governa, como é que se governa contra a vontade e o bem estar das pessoas, só porque o entendimento que o senhor tem da economia assim o dita. Mesmo quando a decência e o intelecto lhe dizem, de todos os lados, que a verdade que defende é míope.

Nestas circunstâncias nada há, que eu lhe possa dizer, que o senhor não saiba já.

Nada sobre a pobreza a que o meu país foi condenado. Nada sobre idosos indefesos ou jovens sem futuro.

As suas manobras, senhor dr. Schäuble, são ilusões. O senhor sabe isso. Ilusões que todos os dias custam vidas de pessoas e pelas quais muitas crianças no meu país comem menos do que deviam. Em parte são ilusões, em parte manipulações estatísticas, como os números do desemprego ou das exportações.

Com esses 14 mil milhões de “pagamento antecipado” da dívida, anunciado pela sua melhor aluna, com essa riqueza espremida do país, Portugal poderia ter pago a todas as pessoas que tiveram de emigrar desde 2011 o ordenado mínimo nacional durante mais de seis anos.

Mas a sua ministra das Finanças seguiu as suas indicações e vendeu quase meio milhão de pessoas por um valor irrisório. Muitas dessas pessoas estão agora a trabalhar aqui, a enriquecer a Alemanha. No meu país morrem pessoas por causa da sua política. Não teria sido um serão agradável, senhor dr. Schäuble.

Com os melhores cumprimentos,
Miguel Szymanski
Jornalista emigrado para a Alemanha em 2013


Fonte da versão portuguesa:
https://ergoressunt.wordpress.com

Fonte da versão original, em alemão:

24/02/15

lengalenga de portugal abocanhado



Hão-de comer sopa d'urso mas por ora a revolução está em curso, o pau vai e vem e folgam-lhes os costados, sofrem antes os desgraçados, definham os esfomeados, penam os deserdados, sufocam os amordaçados, revoltam-se os apoucados, indignam-se os aviltados, zangam-se os enganados, desesperam os esganados. Está tudo bem, insistem, insistem, um, dois, três, um, dois, três, está aí a melhoria, apregoa sua senhoria, vamos pelo bom caminho, de carreta e não de carrinho, vai Portugal e os portugueses, vai a economia sadia, vai o défice controlado, vai o pago assegurado, vai a esperança e a confiança, ai a puta da confiança que tanta falta faz à malta e ao peralta. O sinistro alemão concede um pezinho, o presidente da Comissão oferece a mão, garante ajuda, só a nós não há quem nos acuda. Vencemos a crise, insistem, insistem, um, dois, três, flectem mas não inflectem, inflexíveis, inamovíveis, autoritários, ordinários marchem, marchem daqui p'ra fora, adeus ó vão-se embora, sem demora, agora e na hora da nossa sorte ámen. Um, dois, três, um, dois, três, era uma vez um conto de crianças, de almas mansas, de mentes tansas, Portugal está melhor porque não está pior, o pior já passou, insistem, insistem, exercitam-nos a ciência do aguenta-aguentou, testam-nos a paciência, a pacatez, um, dois, três, era uma vez um conto de fadas marafadas, de fados marados, de vogais truncadas. Saltam à corda com que nos enforcarão, um, dois, três, era uma vez um maltês em forma, em Tecnoforma, um, dois, três, mais umas portas irrevogáveis, futricas, mafarricas, de luvas encardidas, de garras compridas, de sandices e safadices. Insistem, insistem, eles a dar-lhe, a burra a escapulir-lhes, flectem e não reflectem, nem na miséria, nem na precariedade, nem na emigração, nem nas falências, nem no desemprego, nem na Justiça injusta, na Saúde doente, na Educação ausente, um erro crato, um malandréu nato, um percevejo, um chato. Um, dois, três, insistem, insistem, oram à hora dos telejornais, vendem o peixe, quem quer mais?, quem quer mais?, desatam à peixeirada, convencem otários, compram salafrários, elogiam os indolentes, deslumbram os contentes, isto não podia estar melhor, é o milagre económico, o grande salto em frente, a salvação nacional, um alívio hemorroidal, são deuses na terra e nós aterrados estamos, enterrados ficamos com tantos mercados, tantos mercadores, tantos impérios e empórios, relambórios de propaganda avulsa, aldrabice convulsa, vomitórios, cloacas, cacas, matracas de polícia, poderes de milícia, tratos de malícia, de impudicícia, toca a trabalhar para a magreza, um, dois, três, para a fraqueza, um dois, três, para a pobreza, um, dois, três, que o inferno é agora, aqui e em má hora. Livremo-nos do mal, tão fatal como o destino marcado, o intestino infectado, o roubo descarado, um submarino encalhado num país escavacado. 

Abocanhado entre arrotos de pança cheia da gente fera, da gente feia.

chama-lhe empréstimo!...


ruas da rosa

São fotografias da minha amiga (e comadre!) Ana Rosa Amorim que, além de Rosa, é talentosa. Com ela, graças a ela, digam lá se Lisboa não fica mais bonita?







23/02/15

tio, sirva-me uma bejeca!


O Tio Taxinhas voltou a falar hoje das ditas taxas para acusar António Costa e a sua política (socialista, teve o cuidado de acrescentar): a de criar emolumentos em demasia.

Esta da taxa tem laracha e o Tio não a tem menos.

Esquece-se o bonacheirão do ministro que não foi António Costa quem decretou o maior aumento de impostos de todos os tempos em Portugal, mas o governo a que pertence o próprio Tio Taxinhas.

A verdade é só uma: com tanta lata que tem, o ministro pode ir enlatar cerveja a custos reduzidos. Até porque, se eu fosse ao António Costa, mal chegasse ao governo aumentava as taxas e taxinhas relativas ao consumo de álcool, com particular agravamento no caso da cerveja.

não há saco!


O ministro Moreira - de cónegos acrescento eu, inspirado pelo seu ar de padreca de província acabadinho de largar o seminário - teve a velhaca ideia de fazer pagar imposto pelos sacos de plástico à razão de 10 cêntimos por unidade, 20 utilíssimos escudos na moeda antiga.

Nada tenho contra, até aprovaria não fora saber de ginjeira o que se esconde por detrás de tão bem intencionada medida: escarafunchar os nossos bolsos para amealhar mais 20 milhões, os cálculos são dele, não meus.

Saiu-lhe, parece, o tiro pela culatra. Ao que dizem os jornais, os hipermercados vendem agora sacos de longa duração, fazendo com isso umas maçarocas adicionais que o Alexandre e o Belmiro não perdem nem a feijões. Eu, por exemplo, ando agora apetrechado de sacos sempre que vou às compras. Não é pelos 10 cêntimos, é pela rematada hipocrisia que nem aos cónegos lembraria.

Moral da história: o povinho escapou de mais uma facada nos rendimentos, escafedeu-se. Quanto ao ministro ... lixou-se. 

seres rastejantes

Não me canso de me cansar destas criaturas rastejantes, junto de Merkel anelantes. Dizem para aí que estão a subir nas sondagens. Serão os portugueses, esses que assim decidem, amibas sem uma parcela de cérebro, um pedacinho de lucidez?

Começo a desesperar. Isto não muda. Muda e telhuda é a maioria silenciosa. Para que fique tudo na mesma. Como a lesma.

Laranja. Marmanja.