01/12/12

os tomates

o regresso às origens ou a nova ventura totalitária

governo perverso

Por Carvalho da Silva
http://www.jn.pt

É isso mesmo! O Governo PSD/CDS, atuando de forma subversiva face ao regime constitucional, pratica uma governação insurrecional profundamente retrógrada e com marcas de fascismo social bem visíveis. É uma violenta contrarrevolução desencadeada a partir do exercício do poder.

Se for ganhando terreno o apelo feito ao povo, para que este aguente os sacrifícios acreditando que depois os problemas se vão resolver, podemos caminhar, inevitavelmente, num rumo de aniquilação da democracia. O seu preocupante empobrecimento já é hoje um facto.

Passos Coelho e a sua equipa governam abertamente contra a Constituição da República (CR), adotam medidas para as quais não estão mandatados, fazem e vão executando políticas absolutamente contrárias aos compromissos que assumiram.

A coberto de mentirosas inevitabilidades e de uma emergência financeira cuja gravidade vai aprofundando, o Governo destrói a economia, entrega a grandes interesses capitalistas estrangeiros e nacionais os nossos recursos e setores estratégicos, e impõe escolhas de regime político que subvertem o Estado de Direito e a sua lei fundamental.

O ataque violentíssimo em curso contra o Estado social é uma dessas escolhas. Até aqui foram-no despindo em dimensões sensíveis de apoio aos mais desprotegidos, aos desempregados, aos trabalhadores no ativo, aos reformados e pensionistas, sempre em nome do corte nas "gorduras do Estado" e do combate aos "privilégios". Agora não se trata de qualquer proposta de reforma do Estado social, mas sim da sua objetiva destruição.

A história recente da Europa, e em particular do nosso país, mostra-nos à evidência que existe uma relação muito profunda entre o Estado social, o lugar e o valor do trabalho na economia e na sociedade, o progresso social e o desenvolvimento humano, o Estado democrático e a paz.

Os valores do universalismo, da solidariedade, da igualdade progrediram em resultado da relação/articulação desses objetivos. A ausência de garantias ou a fragilização extensa dos direitos sociais fundamentais conduzirá à pobreza, à exclusão social, à regressão do nível de vida e do desenvolvimento da sociedade.

A obscena proposta do Governo de cortar 4 mil milhões de euros no nosso Estado social, apresentada debaixo do slogan da inevitabilidade, tem de ser rechaçada sem hesitações. O Governo quer apenas envolver as forças políticas e sociais e os portugueses na credibilização do corte que pré-definiu. Esse corte faz parte da estratégia de empobrecimento material, cultural e político do país.

O brutal aumento de impostos, consumado no OE para 2013, significa redução do valor dos salários, das pensões e dos rendimentos das pessoas. E o que significam os cortes na prestação dos direitos ao ensino, à saúde, à segurança social, à proteção na família, senão um corte indireto nesses mesmos rendimentos?

Existe na sociedade uma ideia racional e justa de que não pode haver mais aumentos de impostos, pois os salários e os rendimentos das pessoas não aguentam. Mas os cortes no Estado social, colocando os cidadãos sem acesso a direitos sociais fundamentais, têm o mesmo efeito, com a agravante de serem ainda mais injustos.

O Governo podia aumentar os impostos sobre a grande riqueza, em particular a especulativa, podia mobilizar forças no plano nacional e adotar uma estratégia articulada com outros países para reduzir as taxas de juros da dívida e exigir a sua renegociação, podia apelar às capacidades da sociedade portuguesa para defender o emprego, dinamizar a economia e criar novos empregos, podia agir contra a corrupção e o compadrio que fazem evaporar centenas de milhões de euros em cada ano.

Mas o Governo e as forças que o apoiam não vão por aí e optam por cortar no Estado social porque querem alterar o regime político.

Há umas "boas almas" que ainda dizem que quem se opõe à proposta do Governo é porque não é capaz de "ultrapassar os absolutos ideológicos". Desgraçada condescendência! Será que transformar o Ensino, a Saúde e as reformas em produtos de mercado não é uma opção ideológica?

Vamos, de forma séria, defender e procurar garantir o futuro do Estado Social.

méxico a ferro e fogo na tomada de posse do novo presidente

Milhares de pessoas em confrontos violentos com a polícia. Hoje, no México, durante a tomada de posse do novo presidente, Enrique Peña Nieto. Um dos manifestantes foi morto (ver vídeo).







não veta nem sai de cima


O fantasma que habita Belém, nas palavras de Nicolau Santos hoje no Expresso, não vai vetar o orçamento nem enviá-lo para o Tribunal Constitucional. É esta a convicção tanto do governo como de um aliviado PS, escreve-se também no Expresso. Só nos resta chamar os caça-fantasmas para varrer a esfíngica criatura e esperar que sejam os deputados a agir. São só precisos 23. Não será difícil. Mas, depois, lá virá o Tribunal dizer que esta ou aquela medida do Orçamento de Estado são de facto inconstitucionais mas que, para não pôr em perigo a economia do País (que economia?) por esta vez passa, como já passou em 2012. Ou seja, em 2013 poder-se-á avançar com qualquer roubo, qualquer inconstitucionalidade. Para cumprir o memorando de entendimento com os nossos credores, apaziguar os mercados e matar os portugueses, muitos, a sangue-frio. Não veta nem sai de cima. Mas lixa a bom lixar.

farto de coelho

É ao pequeno-almoço, ao almoço, ao jantar, de manhã à noite, do acordar ao deitar. Coelho, coelho, coelho. Coelho à caçadora, coelho à moda da Porcalhota, coelho com cerveja, coelho com café, coelho no forno, coelho guisado, coelho na brasa, coelho na cataplana, é um fartote de coelho, omnipresente, omnipotente, impotente para conter o nosso enjoo, o nosso asco, a nossa raiva ante carne tão malfazeja. A partir de agora, sempre que o bicho me aparecer na pantalha, vomitarei. Cá em casa, nem morto. Não entra. Nem com natas, nem com patas, nem com petas. Remeta-se à coelheira (ou à Herdade da Coelha, tanto me faz) e por lá fique, entre grades, para sempre. Bicho perigoso deve ficar encarcerado.


Fotografia: http://www.ifood.tv

leve o país à falência, alguém há-de pagar!

É este o lema do novo jogo VEM AÍ A TROIKA desenvolvido por dois professores do Instituto Superior Técnico. Os jogadores terão de, primeiro, ganhar as eleições para, de seguida, fazer todo o tipo de tropelias, exercer tráfico de influências, alinhar na corrupção, ganhar umas massas valentes, escondê-las em paraísos fiscais, levar o país à falência, chamar a troika para nos vir "ajudar" e deixar a conta para outros pagarem.

Os autores, aposto, juram a pés juntos que qualquer semelhança com a realidade será pura coincidência. Acredito, a realidade portuguesa é mais dramática do que qualquer tragicomédia, nunca seria matéria de divertimento ou de graçolas.

Quanto a si, meu amigo, compre o jogo, ou faça uma cópia pirata, ou roube-o a um amigo, o que quiser e puder que o dinheiro não abunda, mas goze, goze perdidamente. Imite alguns dos políticos da nossa praça, faça como eles, enriqueça como eles, quanto mais não seja por umas horas que lhe vão saber a pouco nesta espécie de MONOPÓLIO onde nunca irá parar à prisão mesmo que acumule casas, hotéis e empresas pouco honestamente, bastando-lhe muita lata, uma boa dose de autoritarismo, mentirolas q.b. e fama de bom aluno.

Ah! E saiba que ninguém me encomendou o sermão, não ganho comissão por qualquer venda nem sequer um exemplar do jogo à borla. Mas tenho pena, porque será um objecto de cobiça este Natal. Afinal de contas, não é todos os dias que podemos imitar os nossos mandantes, nem enriquecer, nem enganar o próximo e muito menos lixar o povo com a maior das displicências. Para isso já temos protagonistas e, esses, são imbatíveis. Se pensa que pode levar a melhor em compita com eles, tire os cavalinhos da chuva.



Mais informações:
http://ppl.com.pt/pt/prj/vemaiatroika

30/11/12

da vida lá longe




os palestinianos também amam os seus filhos





sedentos de sangue

Coelho, Borges, Relvas, Ferraz, Gaspar, lobos esfaimados ao assalto da última carniça: os filhos dos pobres. Nada escapará aos seus dentes aguçados. Nem ensino, nem saúde, nem pensões, nem subsídios de desemprego. Nada. Só a unidade de todos, seja qual for a sensibilidade política, pode fazer com que os predadores sejam rechaçados. Com cartas, por mais bem intencionadas que sejam, não vamos lá. Precisamos de um 15 de Setembro ainda maior e mais abrangente. Precisamos de ver Soares, Medeiros Ferreira, Inês de Medeiros, Frei Bento Domingues, Siza Vieira, António Arnaut, Clara Ferreira Alves, Pilar del Rio e tantos outros encabeçando a caça à besta. Nas ruas. A raiva e as garras dos animais que nos dominam e fazem de Portugal uma selva exigem isso e muito mais. É um dever humanista. Uma exigência patriótica. Por muito menos (repito: por muito menos) arrebanhou Soares milhares de pessoas para a Fonte Luminosa. Muitas delas, agora, estarão impantes de alegria com o rumo dos acontecimentos.

oh tempo, volta pr'a trás

PASSOS COELHO: FASCIZANTE

Por Samuel
http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt/

Felizes motivos de ordem particular impediram-me de seguir em directo a mais recente entrevista de Pedro Passos Coelho. De qualquer modo, dado o burburinho que a entrevista provocou, lá fui tratar de ver a coisa.

Como a TVI faz parte dos canais que, neste serviço da ZON, é possível fazer “andar para trás” até se encontrar o programa que não se viu, tratei de seguir os procedimentos indicados para o efeito... e záz!!!

- Porra! – pensei eu – Andei para trás demais!

Palavra d’honra que até me pareceu que a imagem ficou a preto e branco e o televisor mudou de aspecto... e juro que o som parecia de um discurso de um qualquer ministro de Salazar ou Caetano... mas não!

Passado o segundo choque (o primeiro foi o penteado “demente” da entrevistadora) lá estava ele. 

Tratava-se de facto do parasita inútil (sim, existem parasitas úteis!) que temos a fazer de primeiro-ministro.
Compreendi imediatamente muitas das reacções que fui lendo a esta miserável entrevista de Pedro Passos Coelho, mas um pormenor destacou-se, nojento, criminoso, fascizante: a possibilidade de introduzir propinas no ensino secundário obrigatório. Possibilidade entretanto já seguida do costumeiro "desmentido esfarrapado".

Será que alguém vai conseguir explicar tim tim por tim tim, independentemente de isso ser constitucional, ou, pelo contrário, manifestamente anticonstitucional, como é que famílias esmagadas pela carga fiscal presente, acrescida da que aí vem, ou como é que pais massacrados pelo desemprego vão, em cima de tudo isto e das despesas tremendas que o ensino (mesmo o público) já acarreta... conseguir pagar um sistema de ensino que, note-se!, é obrigatório?

Será que numa possível segunda fase a medida irá chegar aos milhares de crianças do ensino básico que hoje já só têm pequeno almoço se as escolas o oferecerem? Será que vai aparecer um secretário de estado de uma bosta qualquer a dizer que “se afinal comem o pequeno almoço oferecido pela escola, então os pais já pouparam para as propinas”... ou qualquer outra justificação equiparada?

Tanto já foi dito e escrito sobre os cenários de mais austeridade e verdadeiro fascismo económico, apontados pelo parasita, que me fica apenas uma pergunta, ainda que bastante ociosa, já que trás em si a resposta óbvia:

Será que este primeiro-ministro é apenas um atrasado mental... ou é, antes pelo contrário, um lacaio/bandido/criminoso, consciente e pressurosamente ao serviço de interesses do grande capital nacional e estrangeiro, que quer ver Portugal terraplanado e com os direitos sociais e laborais arrasados... pra depois, sobre as ruínas, fazer a famosa “Refundação do Estado”, no que seria então um país habitado por velhos no limiar da miséria, pelos trabalhadores que ficaram cá, derrotados, dóceis e dispostos a tudo, servindo os interesses dos grandes grupos económicos... um país sem futuro, esvaziado dos milhares e milhares de jovens e trabalhadores qualificados que entretanto emigraram e ainda irão emigrar?

Ou acaso este «sem este desemprego não chegávamos lá», não quer dizer exactamente que o empobrecimento e a ruína do país não estão a ser uma consequência de uma política, antes estão a ser a própria, a principal, calculada e propositada política?

dois submarinos ao fundo!

gente de fraca constituição

São gente de primeira classe. Quem quiser ter classe, como eles, que pague. Os pobrezinhos, esses, não precisam de estudos. Quanto mais aprenderem, mais alerta estarão. E, de contestatários, está o governo cheio. Agora, só falta reabilitar a mocidade. Portuguesa. A bem da Nação.


Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

29/11/12

o golpe de estado global da goldman sachs




"Por que os trabalhadores de Grécia, Portugal, Espanha e Itália, e cada vez mais aqui nos EUA e no Reino Unido estão sofrendo com a austeridade, e sendo pedidos para sacrificarem seus salários, aposentadorias, trabalhos, quando depois de cinco anos é óbvio que essas medidas de austeridade estão tornando tudo pior? Por quê?

Porque o Goldman Sachs está sugando o tutano dos ossos desses países, antes de jogá-los no lixo."


Tradução integral do vídeo:
É possível que um pequeno grupo de banksters, afiliados em grande parte a um único banco, tenha basicamente se apossado e estraçalhado boa parte do mundo desenvolvido, e tem as mãos na massa de vários países em desenvolvimento? Ainda que essa seja uma outra história…

almas bentas, evocações sebentas


mais uma canção anti-coelho

a justiça social na óptica de pedro passos coelho e outros bichos falantes

Ilustração de Pavel Constantin
http://www.cartoonmovement.com/p/2389

"substitulazemos", doutor coelho?

Ao minuto 47:11 ...

terror de estado

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

o rei vai nu

Não cede a pressões, diz ele. Muito menos às pressões do povo, angustiado, asfixiado em impostos, empobrecido à força. Esses não contam. Ainda se fossem Duarte Lima, Dias Loureiro, Oliveira e Costa a exercerem pressão, ainda vá que não vá. Agora a populaça que o elegeu? Um rei está acima da escória. Se está lá, em Belém, foi por desígnio divino, foi por vontade de Deus, foi o fado de um povo malfadado. 

Não é  D. Sebastião. Mas a sua passagem pela presidência ficará encoberta no mais denso nevoeiro. Resta-lhe uma única possibilidade de se reabilitar e de reaver o respeito perdido: vetando o Orçamento da Desgraça Nacional. Tenho sérias dúvidas de que será essa a sua acção, em defesa da democracia, da economia e dos portugueses que, um dia, jurou defender.

A ver vamos.

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

carta aberta, mais uma, ao primeiro-ministro de portugal no ano da desgraça de 2012



"Exmo. Senhor Primeiro-Ministro,

Os signatários estão muito preocupados com as consequências da política seguida pelo Governo.

À data das últimas eleições legislativas já estava em vigor o Memorando de Entendimento com a Troika, de que foram também outorgantes os líderes dos dois Partidos que hoje fazem parte da Coligação governamental.

O País foi então inventariado à exaustão. Nenhum candidato à liderança do Governo podia invocar desconhecimento sobre a situação existente. O Programa eleitoral sufragado pelos Portugueses e o Programa de Governo aprovado na Assembleia da República, foram em muito excedidos com a política que se passou a aplicar. As consequências das medidas não anunciadas têm um impacto gravíssimo sobre os Portugueses e há uma contradição, nunca antes vista, entre o que foi prometido e o que está a ser levado à prática.

Os eleitores foram intencionalmente defraudados. Nenhuma circunstância conjuntural pode justificar o embuste.

Daí também a rejeição que de norte a sul do País existe contra o Governo. O caso não é para menos. Este clamor é fundamentado no interesse nacional e na necessidade imperiosa de se recriar a esperança no futuro. O Governo não hesita porém em afirmar, contra ventos e marés, que prosseguirá esta política - custe o que custar - e até recusa qualquer ideia da renegociação do Memorando.

Ao embuste, sustentado no cumprimento cego da austeridade que empobrece o País e é levado a efeito a qualquer preço, soma-se o desmantelamento de funções essenciais do Estado e a alienação imponderada de empresas estratégicas, os cortes impiedosos nas pensões e nas reformas dos que descontaram para a Segurança Social uma vida inteira, confiando no Estado, as reduções dos salários que não poupam sequer os mais baixos, o incentivo à emigração, o crescimento do desemprego com níveis incomportáveis e a postura de seguidismo e capitulação à lógica neoliberal dos mercados.

Perdeu-se toda e qualquer esperança.

No meio deste vendaval, as previsões que o Governo tem apresentado quanto ao PIB, ao emprego, ao consumo, ao investimento, ao défice, à dívida pública e ao mais que se sabe, têm sido, porque erróneas, reiteradamente revistas em baixa.

O Governo, num fanatismo cego que recusa a evidência, está a fazer caminhar o País para o abismo.

A recente aprovação de um Orçamento de Estado iníquo, injusto, socialmente condenável, que não será cumprido e que aprofundará em 2013 a recessão, é de uma enorme gravidade, para além de conter disposições de duvidosa constitucionalidade. O agravamento incomportável da situação social, económica, financeira e política, será uma realidade se não se puser termo à política seguida.

Perante estes factos, os signatários interpretam – e justamente – o crescente clamor que contra o Governo se ergue, como uma exigência, para que o Senhor Primeiro-Ministro altere, urgentemente, as opções políticas que vem seguindo, sob pena de, pelo interesse nacional, ser seu dever retirar as consequências políticas que se impõem, apresentando a demissão ao Senhor Presidente da República, poupando assim o País e os Portugueses ainda a mais graves e imprevisíveis consequências.

É indispensável mudar de política para que os Portugueses retomem confiança e esperança no futuro.

PS: da presente os signatários darão conhecimento ao Senhor Presidente da República.

Lisboa, 29 de Novembro de 2012"

MÁRIO SOARES
ADELINO MALTEZ (Professor Universitário-Lisboa)
ALFREDO BRUTO DA COSTA (Sociólogo)
ALICE VIEIRA (Escritora)
ÁLVARO SIZA VIEIRA (Arquiteto)
AMÉRICO FIGUEIREDO (Médico)
ANA PAULA ARNAUT (Professora Universitária-Coimbra)
ANA SOUSA DIAS (Jornalista)
ANDRÉ LETRIA (Ilustrador)
ANTERO RIBEIRO DA SILVA (Militar Reformado)
ANTÓNIO ARNAUT (Advogado)
ANTÓNIO BAPTISTA BASTOS (Jornalista e Escritor)
ANTÓNIO DIAS DA CUNHA (Empresário)
ANTÓNIO PIRES VELOSO (Militar Reformado)
ANTÓNIO REIS (Professor Universitário-Lisboa)
ARTUR PITA ALVES (Militar reformado)
BOAVENTURA SOUSA SANTOS (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS ANDRÉ (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS SÁ FURTADO (Professor Universitário-Coimbra)
CARLOS TRINDADE (Sindicalista)
CESÁRIO BORGA (Jornalista)
CIPRIANO JUSTO (Médico)
CLARA FERREIRA ALVES (Jornalista e Escritora)
CONSTANTINO ALVES (Sacerdote)
CORÁLIA VICENTE (Professora Universitária-Porto)
DANIEL OLIVEIRA (Jornalista)
DUARTE CORDEIRO (Deputado)
EDUARDO FERRO RODRIGUES (Deputado)
EDUARDO LOURENÇO (Professor Universitário)
EUGÉNIO FERREIRA ALVES (Jornalista)
FERNANDO GOMES (Sindicalista)
FERNANDO ROSAS (Professor Universitário-Lisboa)
FERNANDO TORDO (Músico)
FRANCISCO SIMÕES (Escultor)
FREI BENTO DOMINGUES (Teólogo)
HELENA PINTO (Deputada)
HENRIQUE BOTELHO (Médico)
INES DE MEDEIROS (Deputada)
INÊS PEDROSA (Escritora)
JAIME RAMOS (Médico)
JOANA AMARAL DIAS (Professora Universitária-Lisboa)
JOÃO CUTILEIRO (Escultor)
JOÃO FERREIRA DO AMARAL (Professor Universitário-Lisboa)
JOÃO GALAMBA (Deputado)
JOÃO TORRES (Secretário-Geral da Juventude Socialista)
JOSÉ BARATA-MOURA (Professor Universitário-Lisboa)
JOSÉ DE FARIA COSTA (Professor Universitário-Coimbra)
JOSÉ JORGE LETRIA (Escritor)
JOSÉ LEMOS FERREIRA (Militar Reformado)
JOSÉ MEDEIROS FERREIRA (Professor Universitário-Lisboa)
JÚLIO POMAR (Pintor)
LÍDIA JORGE (Escritora)
LUÍS REIS TORGAL (Professor Universitário-Coimbra)
MANUEL CARVALHO DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa)
MANUEL DA SILVA (Sindicalista)
MANUEL MARIA CARRILHO (Professor Universitário)
MANUEL MONGE (Militar Reformado)
MANUELA MORGADO (Economista)
MARGARIDA LAGARTO (Pintora)
MARIA BELO (Psicanalista)
MARIA DE MEDEIROS (Realizadora de Cinema e Atriz)
MARIA TERESA HORTA (Escritora)
MÁRIO JORGE NEVES (Médico)
MIGUEL OLIVEIRA DA SILVA (Professor Universitário-Lisboa)
NUNO ARTUR SILVA (Autor e Produtor)
ÓSCAR ANTUNES (Sindicalista)
PAULO MORAIS (Professor Universitário-Porto)
PEDRO ABRUNHOSA (Músico)
PEDRO BACELAR VASCONCELOS (Professor Universitário-Braga)
PEDRO DELGADO ALVES (Deputado)
PEDRO NUNO SANTOS (Deputado)
PILAR DEL RIO SARAMAGO(Jornalista)
SÉRGIO MONTE (Sindicalista)
TERESA PIZARRO BELEZA (Professora Universitária-Lisboa)
TERESA VILLAVERDE (Realizadora de Cinema)
VALTER HUGO MÃE (Escritor)
VITOR HUGO SEQUEIRA (Sindicalista)
VITOR RAMALHO (Jurista)

2013, ano de azar

Como não escrevo para os jornais, não opino na televisão, tenho toda a liberdade de chamar os bois pelos nomes. E chamo. Esse ser desprezível, o cantor de ópera-bufa que nos coube em sorte, ele e os seus comparsas na associação criminosa a que se tem dado o nome de governo, praticam crimes contra a humanidade. O empobrecimento forçado, a criação intencional de desemprego e de falências em catadupa, o propósito de esvaziar o Estado de todas as suas responsabilidades sociais para as entregar nas mãos de privados, a venda ao desbarato das empresas públicas comprometendo não só a sustentabilidade do Estado mas, ainda mais, o futuro dos portugueses, são crimes. Crimes hediondos. E o barítono de Massamá lá veio ontem, impunemente, impudicamente, ameaçar-nos com mais impostos, mais cortes, mais desgraças. Este vai ser o pior Natal das nossas vidas. Consolemo-nos porém. O de 2013 será ainda mais triste, mais trágico.

Aqui fica uma ideia: convocar manifestações para a meia-noite de 31 de Dezembro. A chegada de 2013 não pode ser celebrada, nada há para festejar, mas antes marcada por actos de protesto e raiva.


28/11/12

em lisboa, nasceu uma estrela

Fotografia de Nuno Trindade
https://www.facebook.com/NunoTrindadePhotography
http://500px.com/nunotrindade

nós pagamos o estado social, até demais

notícia das servidões

Por Baptista-Bastos
http://www.dn.pt

O sr. Selassié, cujos patronímicos lembram os do antigo imperador da Etiópia, deu uma entrevista a jornalistas solícitos e zelosos, como se fosse o procônsul destoutro império. Se calhar é, e nós não queremos acreditar. Há, neste triste assunto, a absurda qualificação atribuída a um funcionário europeu, e a subserviência exasperante de quem devia respeitar, seriamente, as funções de jornalista, escalonando as prioridades de noticiário. Mas as coisas, neste país, estão como estão. A expressão da mediocridade coincide dramaticamente com as características de quem a promove. E o servilismo tomou carta de alforria. É um espectáculo deplorável assistir-se ao cortejo de subserviências quando os escriturários da troika vão ao Parlamento ou aos ministérios.

Somos tratados com displicente condescendência. Afinal, numa interpretação lisa e, acaso, aceitável, somos os pedintes e eles os curadores dessa nossa triste condição. A ela temos de nos sujeitar. Selassié produz afirmações tão extraordinárias quanto ignaras acerca do que somos, de quem somos e de como havemos de ser. O pessoal do Governo demonstra uma felicidade esfuziante com o convívio, e até Paulo Portas o admite, embora pouco à vontade. Aliás, não se percebe muito bem até onde o presidente do CDS vai suportar, com frustrados sorrisos, os permanentes vexames a que o submetem.

As declarações do sr. Selassié, que, na normalidade de situações políticas, nem sequer devia ser ouvido, só não são injuriosas porque imbecis. Já a senhora Merkel, num despudor acarinhado pelo reverente Passos Coelho, afirmara o íntimo e estremecido desejo de ver os portugueses muito felizes. Os comentadores do óbvio, emocionados, calaram fundo este auspício.

O povo, a nação, o próprio conceito de pátria estão subalternizados pelo comportamento desprezível de uma casta de emblema republicano na lapela, que passa ao lado das indignações, dos protestos, da miséria e da fome dos outros. A frase famosa de Passos Coelho, "custe o que custar", para justificar os desmandos da sua política, configura uma ideia de confronto, absolutamente detestável. A violência do discurso do poder e a prática governamental reenviam, na ordem da democracia política, para algo que excede o funcionamento processual. Parece que Pedro Passos Coelho incita à cólera e estimula o conflito, acaso para "fundamentar" e "legitimar" ulteriores acções repressivas. A indiferença da sua conduta não se harmoniza nem combina com o ideário democrático, sobre o qual tripudia com desprezo e arrogância. Este homem não nos serve, não serve o País, nada tem a ver com algo que nos diga respeito, é incompetente e sobranceiro.

Quando estrangeiros como Angela Merkel e Abebe Selassié dizem o que dizem, com a aquiescência de um Governo mudo, há qualquer coisa de podre na sociedade.

da violência e outros humores


Foram 20. Apenas 20 mas que valeram por uma multidão. Vestidos de palhaços, protestaram em frente da Assembleia (depois dos manifestantes da CGTP terem, em grande parte, abandonado o local). Acusaram os políticos, com as suas palhaçadas orçamentais, de lhes estar a roubar protagonismo. E, depois de uma batalha de almofadas mais certeiras do que pedras, entraram numa dependência do Millenium. Foram corridos pela polícia mas a mensagem ficou: a banca está a safar-se, com lucros acrescidos, da hecatombe que ela própria criou.  Como se vê, com humor, sem violência, é possível ser-se eficaz.

Minutos antes, Arménio Carlos tinha-se manifestado contra a "violência gratuita" que só beneficia o governo. Nisso estou de acordo. Se tiver que haver violência, que seja tudo menos gratuita: o governo tem que pagar pelo que anda a fazer as portugueses. E tem que pagar com juros, se possível tão agiotas como os da troika. Porque, como se sabe, quem com ferros mata, com ferros deve morrer.

Destruir propriedade privada prejudica terceiros, tantas vezes com dificuldades para sobreviver à invasão fiscal e ao depauperamento perpetrado por Coelho & Cia. Destruir mobiliário urbano custa-nos dinheiro a todos. Resta-nos destruir este governo. Esse sim, é um acto que produzirá efeitos positivos, e imediatos, na bolsa e na vida dos portugueses.

27/11/12

e virão outros mil para que não acabe abril

Lá dentro, no luxo de um palácio que pagamos, ergueu-se gente (se aquilo é gente) para condenar os portugueses ao empobrecimento. Cá fora, foram muitos mil a defender Abril. Muitos mil mais se juntarão. Quando a fome apertar. Se a cabeça não pensa e o coração não sente, que seja o estômago a dar sinal de revolta.










Todas as fotografias recolhidas em:
https://www.facebook.com/pages/CGTP/275330872914


é na rua que se ganham guerras

 Um filme sobre a greve geral de 14 de Novembro.

reformados ou desempregados, gente que não trabalha não merece viver

O Dr. Gaspar esteve hoje no parlamento. Na sua voz pausada - de poderoso narcótico que urge retirar com urgência do mercado devido aos seus efeitos nefastos sobre os portugueses - lá veio balbuciar umas tantas loas à sua própria obra, Portugal nunca esteve tão bem, tudo corre sobre rodas, tudo desliza suavemente para o abismo onde, depois de um "colossal" mergulho, nos afogaremos no mar da prosperidade. 

Os quadros abaixo dão-nos um exemplo de como tudo, mas mesmo tudo, está bem encaminhado: a Segurança Social levou um rombo de mais de 1.000 milhões de euros no último ano. Mais desempregados são menos pessoas a contribuir para a Segurança Social mas, pelo contrário, a beneficiar de prestações sociais para poderem sobreviver. Prestações que o Dr. Gaspar, coadjuvado pelos seus fantoches amestrados, se encarregará, um dia destes, de suspender. É esse o plano: destruir o Estado Social e desviar o dinheiro assim roubado para os grandes grupos económicos e, porque quem parte e reparte fica sempre com a melhor parte, para os amigalhaços do costume, afilhados e filiados nas hostes partidárias. O resto, o povoléu, não passa de uma horda de vermes mesquinhos e, ainda por cima, quezilentos. Lixarada que só será útil enquanto contribuir  para a riqueza dos seres superiores, da casta, da fina-flor do esbulho. Sempre que isso não acontecer é deixá-la, à bicharada, entregue à sua sorte: a morte. Despesa inútil com pensões e subsídios, isso é que não, isso nunca!



26/11/12

com a austeridade dos outros posso eu bem

Aposta na austeridade (para os outros), ganha com a austeridade (dos outros) e vem agora, a meses das eleições, anunciar aumentos de ordenado e de pensões (para os alemães). Com o dinheiro, claro, que têm ganho à custa da austeridade (dos outros).