o golpe de estado global da goldman sachs




"Por que os trabalhadores de Grécia, Portugal, Espanha e Itália, e cada vez mais aqui nos EUA e no Reino Unido estão sofrendo com a austeridade, e sendo pedidos para sacrificarem seus salários, aposentadorias, trabalhos, quando depois de cinco anos é óbvio que essas medidas de austeridade estão tornando tudo pior? Por quê?

Porque o Goldman Sachs está sugando o tutano dos ossos desses países, antes de jogá-los no lixo."


Tradução integral do vídeo:
É possível que um pequeno grupo de banksters, afiliados em grande parte a um único banco, tenha basicamente se apossado e estraçalhado boa parte do mundo desenvolvido, e tem as mãos na massa de vários países em desenvolvimento? Ainda que essa seja uma outra história…

O povo grego viu seu presidente democraticamente eleito, George Papandreou, ser forçado a se demitir há um ano, em novembro de 2011, e substituído por um chamado tecnocrata não eleito e altamente conservador, Lucas Papademos. A maioria dos gregos não compreendeu que havia um cenário bem mais amplo ao redor deles, assim como aqui nos EUA.

Em 2008, último ano da administração Bush, apesar do colapso dos quadros de distribuição de chamadas em Washington, literalmente, sob o número de telefonemas de constituintes estadunidenses pedindo que seus representantes votassem “Não” ao resgate dos bancos – sim, houve dois resgates durante a administração Bush – sei que muitos gostam de falar do estímulo durante o governo Obama, mas os resgates foram maiores, e ocorreram durante a administração Bush.

Todo mundo dizia votem “Não” ao resgate. Era impressionante. E o que Henry Paulson, secretário do governo Bush fez? Votou: “Sim”. E tivemos o maior resgate de Wall Street, em mais de 230 anos de história deste país.

Então, o que o governo da Grécia, tendo um tecnocrata conservador substituindo o primeiro-ministro e o caso do resgate nos EUA têm a ver um com o outro? Está ficando claro.

Agora, que o Bank of England, um dos protagonistas chave na crise da zona do euro, anunciou que o ex-banqueiro de investimentos Mark Carney, será seu novo chefe, francamente, não podemos mais ignorar o que está acontecendo no mundo todo. Firme e habilmente o Goldman Sachs está perpetrando um golpe de estado global.

Há uma mesma onda englobando Lucas Papademous na Grécia, Henri Paulson, aqui nos EUA, Mark Carney, no Reino Unido: o Goldman Sachs. Todos eram prévios banqueiros e executivos daquele gigante de Wall Street. Todos assumiram posições proeminentes de poder, e todos tiveram um desempenho depois do colapso financeiro de 2007-2008, assegurando que o Goldman Sachs suportasse a tormenta e fizesse grandes lucros no processo. E essa é só a ponta do iceberg.

Ouça isso: a Europa está colapsando numa crise induzida de austeridade econômica, a mesma que os republicanos tentaram nos infligir nos últimos quatro anos. Nesse período, quem está gerenciando o continente, enquanto colapsa?

Ex-funcionários do Goldman Sachs.
O jornal britânico “The Independent” observou que “os tecnocratas conservadores que estão dirigindo ou que estiveram dirigindo a política fiscal pós-colapso na Grécia, na Alemanha, na Itália, na Bélgica, na França, e aquele que agora dirige o Banco Central do Reino Unido, vêm todos do Goldman Sachs. De fato, até o dirigente do próprio Banco Central Europeu, o über banker, Mario Draghi, encarregado de coordenar todos os bancos centrais europeus… diretor administrativo do Goldman Sachs International.

Aqui nos EUA, Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA e ex-CEO do Goldman Sachs, certificou-se, em 2008, de que o resgate multibilionário do Goldman estivesse seguro. Na administração Obama, foi substituído por Tim Geithner, que trabalhou em íntimo contato com o Goldman Sachs e regulou o mesmo, como chefe do Federal Reserve de Nova York, certificando-se, durante a administração Bush, de que o Goldman obtivesse mais que 14 bilhões de dólares, através do nosso resgate da AIG. Demos o dinheiro para a AIG, a AIG deu para o Goldman… O que ocorre aqui começou há mais de uma década.

Em 2001, o Goldman Sachs secretamente ajudou a Grécia a esconder bilhões de dólares. Matt Taibbi descreveu primeiro, na (revista) Rolling Stones. Através do uso de complexos instrumentos financeiros como credit default swaps, fez com que a Grécia parecesse ter os requisitos básicos para fazer parte da zona do euro, em primeiro lugar, e também criou uma bolha de dívida, que mais tarde estourou na cara dos gregos, criando a presente crise econômica, afogando a inteira economia.

Mas olhando sempre para frente, o Goldman se protegeu, apostando na queda das obrigações gregas em sua propriedade, esperando que falissem. Ironicamente, o indivíduo que presidia o Banco Central da Grécia enquanto o “negócio” estava sendo planejado com o Goldman Sachs era… Lucas Papademos, o atual primeiro-ministro da Grécia. O Goldman Sachs fez “negócios” similares nos EUA, camuflando os valores reais de investimentos e vendendo esses investimentos sem valor a clientes, apostando que aqueles mesmos investimentos falissem. Um exemplo é o Timberwolf, quando o senador de Michigan, sr. Levin, acredito, usou aquela palavra com “S” no ar. Derrubou um fundo de hedge na Austrália e os banksters do Goldman Sachs se gabaram da grande jogada que fizeram com o Timberwolf. Esse tipo de comportamento do Goldman ajudou a inflacionar e fazer estourar o mercado imobiliário aqui nos EUA, e a onda de choque atravessou o Atlântico e atingiu a Europa, fazendo com que o negócio da camuflagem que o Goldman Sachs tinha feito alguns anos antes com a Grécia, acirrasse a crise.

Tudo isso seria suficiente para trazer o fim do Goldman, mas com a política de ter seus “ex-alunos” em posições chave nos dois lados do Atlântico, não só o GS sobreviveu, como está indo muito bem, obrigado…

O Daily Coast resume assim: “o cenário normal envolve ajudar um país a esconder um problema e a vender sua dívida, até que o problema vire uma bolha que estoure de modo espetacular. Daí, o GS coloca seus homens numa posição de poder para dirigir o resgate, o GS recupera todo o dinheiro e mais, e a economia da nação vai pro brejo.”

[...] Por anos temos sido avisados de que há um único governo mundial chegando…. Agenda 21… governo… totalitarianismo… não se preocupem com as corporações, dizem… nem falem dos banksters… Quando vamos além da superfície, podemos ver que o tipo de governo mundial que já foi estabelecido é bem mais sutil, mas bastante conspícuo. É a ascensão do GS, de seus colegas e da elite de Wall Street. Quando vemos o mundo desse modo, teríamos várias perguntas, mas muitas delas podem ser respondidas quando comprendemos que o Goldman, ex-funcionários do Goldman Sachs basicamente executaram um golpe de estado global.

Por que os trabalhadores de Grécia, Portugal, Espanha e Itália, e cada vez mais aqui nos EUA e no Reino Unido estão sofrendo com a austeridade, e sendo pedidos para sacrificarem seus salários, aposentadorias, trabalhos, quando depois de cinco anos é óbvio que essas medidas de austeridade estão tornando tudo pior? Por quê?

Porque o Goldman Sachs está sugando o tutano dos ossos desses países, antes de jogá-los no lixo.

Tradução de http://imediata.org

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