21/10/11

este natal não vamos ter prendas, mas o senhor ministro vai ter uma data delas


a verdade dos números contra os detractores de abril


Não desdenho Abril e o muito que, ainda assim, se conseguiu ao longo das quase quatro décadas que já lá vão dessa grande alvorada de esperança, desse “dia claro e limpo” de que falou Sophia de Mello Breyner num dos seus poemas, alusivo à data. Quanto mais não fosse, os portugueses ganharam o direito de se expressar livremente, uma conquista tão importante que, só por si, justifica que festeje, não através de folclóricas passeatas anuais ou palavreado vazio de sentido, mas no meu íntimo e todos os dias da minha vida, o derrube do regime anterior. O que condeno, isso sim, é tudo aquilo que Abril frustrou, e também foi muito, o que se deixou de fazer em função de compadrios, corrupção, clientelismos vários e a manifesta incapacidade, por incompetência ou laxismo, que sucessivos governos têm demonstrado em cumprir e fazer cumprir os direitos fundamentais dos portugueses, consagrados na Constituição Portuguesa. 

Se não, vejamos: 

a ditadura morreu! viva a ditadura!

As imagens foram chocantes, devastadores para qualquer ser humano bem formado, ninguém se pode regozijar com uma morte assim. Mas, mais chocante ainda, é saber de antemão que tudo isto foi em vão, que a esta ditadura sucederá outra ainda pior, tão certo como Deus e Alá não se gramarem um ao outro nem com molho de tomate. O fundamentalismo espreitará, a América, ela própria ou através dos seus satélites europeus, intervirá, o petróleo será saqueado, a carnificina prosseguirá e Obama, e Sarkozy, e Merkel, e o nosso Portas, peão de brega dos grandes e poderosos, virão às televisões saudar a democracia que nunca virá. O que virá será a devastação, a morte, o extermínio de um povo e o enriquecimento de uns quantos predadores. 


a sanha policial já chegou à austrália

esta noite, ataque nazi em são bento



Um grupo de uma dezena de neo-nazis atacou esta madrugada os activistas que se mantêm em vigília frente à Assembleia da República, em S. Bento. A intervenção da polícia, a pedido dos activistas, impediu consequências mais graves.

O ataque fascista aconteceu cerca das 00h50 e foi precedido da passagem de um carro com cerca de quatro a cinco neo-nazis que gritaram palavras de ordem, insultos e um deles pela janela do carro fez a saudação nazi.

Cerca de 15 minutos depois, um grupo de uma dezena de provocadores aproximaram-se do local da vigília e começaram a arrancar e rasgar cartazes, proferindo insultos e ameaças, entrando no espaço aos pontapés em alguns dos pertences dos companheiros que ali permanecem desde o passado sábado, Por sorte, não atingiram nenhum dos activistas que ali estavam sentados ou deitados a conversar.

Aos gritos de socorro de algumas das vítimas, agentes da PSP desceram desde a AR e perseguiram os arruaceiros que, quando viram a chegada da polícia, tentaram escapar. Cercados, três dos cabecilhas foram identificados pelos agentes e nem a presença destes os impediu de continuarem com os insultos, ameaças e saudações fascistas.

com a procissão ainda no adro, já só resta a passos coelho o terrível ângelo

Por Miguel Abrantes

Nunca faltou lata a Paulo Portas, líder do “partido dos contribuintes”, que faz parte do Governo que quer impor os mais brutais aumentos da carga fiscal de que há memória. Agora, o CDS-PP anuncia a criação de uma comissão de avaliação do cumprimento das promessas eleitorais. Ou seja, Portas deixa o ónus do agravamento fiscal ao PSD e demarca-se dos estarolas (da São Caetano) de são Bento.

Também hoje, Manuela Ferreira Leite criticou, sem papas na língua, o descabelado ataque do Governo à função pública, reclamando equilíbrio nos sacrifícios que são pedidos aos portugueses e sublinhando a ideia do papel estruturante que os funcionários públicos têm na sociedade.

Com as críticas demolidoras do cavaquismo e o progressivo apagamento do CDS-PP, o apoio ao Governo parece estar confinado ao PSD destrambelhado do terrível Ângelo.

boneco de cera com tratos de photoshop

20/10/11

há extremos que nunca se tocam

manipulação é como o natal, é quando um homem quiser


os meninos de wall street






zewdu, o menino da rua

selvajaria

Fossem quais fossem as culpas de Kadhafi, qualquer ser humano merece um julgamento justo. E os Estados Unidos, via Obama, já se congratularam. O mundo continua a ser um lugar imundo. Até quando?

este seguro é um colosso*

Por Samuel

Quão “deslumbrado” com o novo emprego é preciso estar este homem, para ter o descaramento de, ainda que numa tentativa pífia de ironia, dar de barato o recente passado da actuação miserável do governo do seu partido, dar de barato a constante denúncia dos caminhos ruinosos que o executivo de Sócrates, seguido agora por Passos, repetidamente feita real e consequentemente pela esquerda... e vir dizer, a propósito desta manobra mediática e táctica de Cavaco Silva (cortes para todos os trabalhadores?):


Como é que todos pudemos passar, até hoje, sem António José Seguro?!

* Está tudo grosso, está tudo grosso! – acrescentariam a Ivone Silva e o Camilo, no seu famoso quadro de comédia televisiva “Ai Agostinho, ai Agostinha!”.

michael moore explica occupy wall street na BBC

carta aberta ao venerando chefe do estado a que isto chegou


Senhor Presidente,

Há muito muito tempo, nos dias depois que Abril floriu e a Europa se abriu de par em par, foi V.Exa por mandato popular encarregue de nos fazer fruir dessa Europa do Mercado Comum, clube dos ricos a que iludidos aderimos, fiados no dinheiro fácil do FEDER, do FEOGA, das ajudas de coesão e mais liberalidades que, pouco acostumados, aceitámos de olhar reluzente, estranhando como fácil e rápido era passar de rincão estagnado e órfão do Império para a mesa dos poderosos que, qual varinha mágica, nos multiplicariam as estradas, aumentariam os direitos, facilitariam o crédito e conduziriam ao Olimpo até aí inatingível do mundo desenvolvido. 

Havia pequenos senãos, arrancar vinhas, abater barcos, não empatar quem produzisse tomate em Itália ou conservas em Marrocos, coisa pouca e necessária por via da previdente PAC, mas, estando o cheque passado e com cobertura, de inauguração em inauguração, o país antes incrédulo, crescia, dava formação a jovens, animava a construção civil , os resorts de Punta Cana e os veículos topo de gama do momento.

pela quarta vez e não vou ficar por aqui

o vídeo que tem que ver, mas tem que ver mesmo!

oh filha, vende mas é caneças que lá o céu também é azul e o povoléu humilde e assim

um novo tarrafal vinha a calhar


Pinochet, a conselho do FMI e dos neoliberal-fascistas liderados por Milton Friedman, que foi na altura conselheiro pessoal do ditador para a área económica, fez exactamente o que Passos Coelho está a fazer: liberalizar a economia, apertar até ao sufoco o cidadão pagante, privatizar as grandes companhias e muitas outras atrocidades económicas, a par das sevícias e assassinatos de milhares e milhares de chilenos. Curioso é o facto de, mais uma vez tal como Passos, Pinochet ter cortado radicalmente no orçamento de todos os ministérios, menos no da Defesa (era ao exército que cabia garantir a "calma", torturando e matando os seus cidadãos).

Cá, quem assegura que reina a ordem, a tranquilidade e, se possível, a apatia por todo o País, são as polícias. 

Salvo as devidas distâncias (não estou à espera, nem de perto nem de longe, que a polícia se vá pôr para aí a malhar e matar), dá que pensar que também por cá o único ministério que não sofreu qualquer redução no seu orçamento, antes pelo contrário o viu aumentado, tivesse sido o Ministério da Administração Interna. E que notícias como a que se segue venham a lume numa altura destas. Não quero com isto dizer que os polícias não merecem, estou de acordo que ganham uma miséria. Mas é esta a altura certa, quando se fazem cortes e se sobem impostos a milhões de pessoas que estão na mesma situação, ou pior, do que os nossos agentes da autoridade?

Por outras palavras, com 37 anos de distância, as ideias e as práticas dos neoliberal-fascistas pouco mudaram. Vale-nos estarmos na União Europeia, louvado seja Mário Soares, e olhem que não digo isto muitas vezes, quando não começávamos a ver outra vez a polícia política a entrar-nos portas adentro a meio da noite. É preciso fazer obras públicas para dinamizar a economia. Um novo Tarrafal vinha a calhar.

Eis a notícia:

o povo é sereno


Quer-se dizer, o povo é sereno enquanto lhe mantêm os olhos fechados. Quando acorda, quando ganha consciência de que está a ser enganado e roubado, cuidado com ele! Esta imagem foi obtida ontem em Atenas, um mar de gente contra o governo, em tudo igual ao nosso, socialista ou social-democrata hoje em dia é coisa de nomenclatura que pouco significado tem. No meio destes milhares, 200.000 segundo os organizadores, 100.000 no dizer da polícia, fiquemo-nos pelos 150.000 e não se fala mais nisso, uns poucos houve que lá foram fazer estragos. Há quem ache bem, que isto só lá vai à trolha. Eu acho mal. Ainda que comece a pensar que, só com manifestações, não vamos lá. Mas o melhor é estar calado, se não ainda vou preso por instigar à violência.

sócrates, as verdades, as mentiras e a conspiração que terá havido ou não terá, a história se fará


Todos sabemos, se não formos ingénuos nem sectários nem muito menos intelectualmente desonestos, que Sócrates, com todas as culpas que tem no cartório, e tem muitas, e tem dezenas ou centenas, é bode expiatório de um governo que, além de incompetente, é desumano como nunca se viu outro igual no Portugal de Abril. A história o dirá na altura certa, mas tenho para mim que há muito a direita preparava o assalto ao poder pelo que, durante os governos Sócrates, a sua máquina de propaganda e as suas agências de informação, pagas a peso de ouro, foram criando casos atrás de casos, alguns verdadeiros, outros empolados, outros pura e simplesmente mentirosos. Aliás, amigo leitor, faça um exercício de memória: eu recebia nesses tempos dezenas de emails por dia com justas denúncias de casos de corrupção, de compadrios, de ganhos milionários, etc., etc., etc, que eu próprio fazia o favor de, por sua vez, divulgar, qual cadeia de S. Judas Tadeu. Lembra-se disso, não lembra? Sabe quantos recebo hoje? Zero. Literalmente zero. Dá que pensar, não dá? Porque os casos de compadrio e de ganhos milionários continuam, são denunciados no facebook, por exemplo, mas só deles tem conhecimento quem por lá anda e consulta essas fontes. Aos outros, à imensa maioria silenciosa que come e cala, essas falcatruas passa-lhes agora ao lado. Parece que, de repente, o País ficou impoluto, limpinho de pulhas e trafulhas, todos os casos de polícia ainda pendentes vêm de longe, do tempo de Sócrates, o odiado mentiroso. Sim. Dá que pensar.

não, se quer saber o primeiro-ministro mais gastador não foi sócrates


Há limites para os sacrifícios dos portugueses
Por Sérgio Lavos

Depois de na semana passada o primeiro-ministro mais despesista desde o 25 de Abril ter alertado o mundo (e a Europa) para o número de circo da dupla Merkel/Sarkozy, agora vêmo-lo a queixar-se das bondosas medidas de recuperação do país que o Governo PSD/CDS decidiu incluir no Orçamento de Estado. A evidência da acusação ("corte dos subsídios viola a equidade fiscal") já teve a merecida resposta do co-conspiracionista das escutas de Belém - na realidade, o que Cavaco pretende é proteger a sua reforma de 10000 euros, pois claro, é tão evidente. Há quem ainda vá mais longe e, num súbito assomo de hipermemória, venha recordar os tempos do Cavaco destruidor dos sectores produtivos nacionais (agricultura e pescas à cabeça) ou se insurja, num grito de revolta, contra o silêncio do presidente nos casos da Madeira, das PPP's e das regras de atribuição de pensões. Esta revolta provoca em mim um misto de satisfação (finalmente vejo blogues que não são de esquerda a falar da herança de destruição deixada por Cavaco primeiro-ministro) e de surpresa; não é que bastou uma criticazinha às fabulosas medidas de Gaspar e do seu amigo tenor para que o caldo se entornasse, a tampa saltasse e a paciência se esgotasse a esta gente? Mais calma, meus amigos, mais calma; como se não conhecessem a esfíngica figura, o homem que paira sempre um palmo acima do comum dos mortais, nunca hesitando e raramente se enganando. Que interessa a Cavaco o futuro do país ou o destino do pobre Coelho? O ego fala mais alto, e não é com este Coelho, de quem ele nunca gostou, que a sua imagem será beliscada. O país estará arruinado daqui por três anos; mas, do meio dos escombros, uma figura emergirá para nos iluminar: "Eu bem vos disse, bem vos disse, já em 2011: há limites para o sacrifício dos portugueses..."

19/10/11

mas não nos mataram a capacidade de revolta e indignação

para que os erros do passado não se repitam, é preciso compreender que erros foram esses e esta é uma boa achega


Cavaco e o OGE 2012: corte fiscal de subsídios
Carlos Fonseca

Hoje, à saída do 4.º Congresso Nacional de Economistas, essa feira de hipocrisia, vaidades e vacuidades do “economês” em que deixei de comparecer, segundo o “i”, Cavaco, a propósito do corte dos subsídios de Natal e de férias, terá afirmado:

…esta medida é uma violação de um princípio básico de equidade fiscal

Sublinha o ‘Público’, e bem, que o Presidente da República declarara idêntico juízo a propósito do corte de vencimentos na função pública de 3,5 a 10% em 2011, aplicado pelo anterior governo – o actual, aliás, mantém a medida no OGE 2012, com a agravante de ser cumulativa com o citado corte de subsídios.

Em primeiro lugar, apraz-me registar que Cavaco Silva, na linha do que escrevi neste ‘post’, considera a natureza fiscal do ‘corte de subsídios’. Assim é de facto. Ao invés da propaganda do governo, proclamada pelo trapaceiro Passos Coelho e o pastoso e hermético Vítor Gaspar, o ‘falso corte de despesa’, nos subsídios de funcionários públicos e pensionistas, mais não é do que a aplicação de um imposto, como todos os outros, decididos de forma unilateral e brutal sobre cerca de 3 milhões de portugueses.

está finalmente descoberta a causa da crise: eles não sabem contar

querem acabar com as gorduras? cortem nas vossas e é já, chega de conversa fiada e de roubos a quem menos tem e pode!


1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três ex-Presidentes da República.

2. Redução do número de deputados da Assembleia da República, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República.

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego.

4. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos.

atenas é campo de batalha


falam os economistas


Depois das declarações de Miguel Beleza no Congresso de Economistas (ver post mais abaixo), eis que é João Salgueiro a dizer agora de sua justiça na reunião magna dos doutos serventuários dos bancos e demais senhores do dinheiro. Diz ele que Portugal tem que mudar porque nós competimos com a Ásia e, lá, as condições sociais são bem diferentes das de cá. Por outras palavras, Salgueiro queria um retrocesso civilizacional, com mais horas de trabalho, menos férias, menores salários ainda e, já agora que se estava com a mão na massa, a transformação do país num gigantesco paraíso laboral, daqueles onde se trabalha de sol a sol sem quaisquer direitos ou regalias, em tudo semelhante ao esclavagismo. Era bom, não era Dr. Salgueiro?

e o país, tem a obrigação de ajudar os bancos?


Miguel Beleza
Obrigação da banca é "guardar o dinheiro dos depositantes" e não ajudar o País

Miguel Beleza disse hoje no congresso dos economistas em Lisboa que a principal obrigação da banca não é ajudar o País, mas "guardar o dinheiro dos depositantes".

com confrontos entre a polícia e alguns manifestantes, atenas conhece a sua maior enchente de sempre!

comunicado de última hora

Com as cores nacionais, está claro!
O governo informa que vai mudar o símbolo nacional, da esfera armilar para um preservativo. E isto porque reflecte com mais precisão a política governamental: a camisinha permite inflação, faz parar a produção, destrói a próxima geração, protege um bando de idiotas e dá-lhe a si uma sensação de segurança enquanto o estão a quilhar.

é uma boa ventura ouvir este homem!

o deve, o haver e os roubos que vamos ter

mãos ao ar!


Por Manuel António Pina

No país que já era o mais desigual da Europa Ocidental, o que o Governo de Passos Coelho faz, com o OE para 2012, é um verdadeiro assalto fiscal às classes médias ("suicídio assistido" lhe chama o economista e professor do ISCTE Sandro Mendonça) e aos mais pobres, enquanto poupa aos sacrifícios "para todos" bens de luxo como jóias, casas sumptuosas ou carros de alta cilindrada; as próprias subvenções vitalícias aos políticos escapariam se alguns media, JN incluído, não tivessem denunciado ontem o caso.

tragédia grega


Quem o diz é o insuspeito Expresso: as ruas de Atenas, Heraklion, Patras e Salónica registaram esta manhã as maiores enchentes de sempre desde que a crise tem imposto aos gregos todos os sacrifícios em nome do sacrossanto défice. Imagens ainda não há. Vou estar atento.

cavaco afinal não é só uma figura de estilo, um verbo de encher, um adjectivo pejorativo?


Corte dos subsídios viola equidade fiscal, diz Cavaco Silva
Presidente da República afirma que limites aos sacrifícios aos cidadãos já foram ultrapassados.
Luísa Meireles (www.expresso.pt)

Cavaco Silva afirmou hoje que a retirada dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos e pensionistas constitui uma "violação básica da equidade fiscal" e reiterou que os limites para os sacrifícios que se podem exigir aos cidadãos já poderá ter sido ultrapassado.

já que não vou ter nem dar prendas este ano, posso pedir ao pai natal que me exclua da raça humana?


Quanto mais não seja porque tenho vergonha dos meus congéneres que provocam isto:

como se não bastasse viverem acima das suas possibilidades, agora ainda ousam PENSAR acima das suas possibilidades

imagens para a história do ano de todas as lutas



as nossas dores já não cabem neste mundo

prémio leya atribuído a um desempregado


Vá lá, vá lá. O grupo Leya, essa infernal máquina de fazer dinheiro, publicar porcaria e fazer da edição em Portugal um mero comércio como o são o da carne de porco ou do feijão-carrapato (com excepções, dirão alguns autores e com razão), faz de vez em quando, lá de longe em longe, uma boa acção. Acabo de saber que o Prémio Leya deste ano foi atribuído, pela primeira vez, a um português. Mas não é um português qualquer. Chama-se João Ricardo Pedro, tem 38 anos, é engenheiro electrónico e está desempregado há dois anos. Se o Passos Coelho, o Vítor Gaspar e a Direcção-Geral de Contribuições e Impostos não abocanharem parte do prémio, nunca vi 100.000 euros tão bem empregues como agora. 

uma visão para o país ou um país sem rei nem roque

estamos entregues à lixarada!


num cinema perto de si


O Feiticeiro de Oz continua a ser um filme com personagens que se adaptam perfeitamente ao que têm sido e são os nossos governos. No papel da menina meio-parvinha o Passos Coelho está perfeito, o leão sem coragem assenta ao Sr. Silva de Boliqueime como uma luva, para o espantalho sem cérebro quem melhor do que o Simplesmente Álvaro e para o homem de lata sem coração a escolha só podia ser a do Vítor Gaspar. Bem nos prometem uma estrada feita com tijolos de ouro mas tudo o que vemos no horizonte são buracos negros e um túnel que parece não ter fim.

onde está robin dos bosques quando mais precisamos dele?

18/10/11

a imoralidade roça a pornografia


As (muitas e variadíssimas) excepções e a regra (só para os do costume)

por Sérgio Lavos
http://arrastao.org/

Olha, não é que o "todos" de que o amigo Gaspar falava não inclui, para além dos políticos na reforma e dos funcionários do Banco de Portugal, os digníssimos deputados à Assembleia da República? Ah, mas esperem: eles têm uma razão fortíssima para esta excepção; a medida já estava aprovada antes do anúncio do Orçamento de Estado. Ah, pronto, assim está bem, já compreendemos. No fim de contas, estamos a falar de migalhas, meras migalhas.

uma canção para wall street

democracia amordaçada? não!

isto está a aquecer, quando estiver ao rubro aguentem que é serviço

sempre que estive nesta praça vi caniches a passear, agora vejo o mundo a pulsar

agradece ao padrinho coelho e à sua camarilha

se a TV não mostra, mostro eu

O meu lado masoquista leva-me a ainda ver o telejornal, esta noite o da SIC. Enojou-me mais uma vez o tratamento jornalístico dado à informação que não lhes interessa mas que passam para manter uma aparência de pluralismo que de facto não têm, da RTP à TVI a abjecção é a mesma, não sei qual é a pior estação. Desta feita, estive atento à reportagem sobre a manifestação desta tarde, organizada pelo PCP. As únicas imagens que mostraram foram as da cabeça da manifestação, uma dezena de pessoas, se tanto; durante o comício, elas foram tão escolhidas que chegaram ao ponto de seleccionar aquelas em que se ouvia Jerónimo de Sousa a falar mas sem gritos nem aplausos da multidão. Parecia que tudo se estava a passar, pacatamente, numa sala do Hotel Vitória. Por isso, porque a verdade deve prevalecer sobre a mentira, aqui ficam as imagens que a TV não mostrou. Sou apartidário, não sou estúpido.


Imagens: http://www.pcp.pt

luanda agita-se


Dir-me-ão que lutar contra Eduardo dos Santos é arriscar a que vá para lá outro pior. Não é desculpa. Não se pode fechar os olhos a um regime abjecto constituído por meia-dúzia de multimilionários a sugar um país onde as pessoas, a grande maioria, vive abaixo do limiar de pobreza. Assim é que não.

A notícia:
Polícia trava mil manifestantes no centro de Luanda
O trânsito parou na estrada de Catete, para ouvir os gritos de reclamações.

da cidade que nunca dorme


uma em cada cinco crianças na américa enfrenta a ameaça da fome


Isto acontece no grande império ocidental, esse sim, o grande império do mal, o que esmifra os recursos mundiais em proveito de uma pequeníssima parte dos seus. Não admira que o movimento Occupy Wall Street esteja a ter esta dimensão, que ninguém suspeitaria há um mês sequer.

é a terceira vez que publico este vídeo, e hei-de publicar as vezes que me apetecer



A merecer ampla divulgação. Um obrigado ao Aventar. Isto sim é serviço público, e não aquele que a RTP, que não presta, presta ao País.

a geração à rasca e a geração rasca


Pura constatação de um facto. A manifestação de 12 de Março contou com mais gente do que a de 15 de Outubro. Pudera. Muita dessa gente esteve lá por oportunismo e não para mudar o sistema político, mudar de políticas, mudar esta apagada e vil tristeza que há décadas, há séculos, fragiliza Portugal. Foram lá por ódio a Sócrates. Foram a geração rasca a chular a geração à rasca.