20/04/12

é oficial! o número de suicídios está a aumentar em portugal

Quem serão os carrascos?


duas soluções para a epidemia de massamá

Por Luís M Jorge

Está farto de aturar auxiliares de limpeza da Escola de Chicago? Então só há duas estratégias para si:

1. Emigre. Ganhe mais do que eles. Dispare à distância sobre a manada. Recolha as carcaças. Repita.

2. Organize-se. Participe em sindicatos, crie associações de interesses locais, inscreva-se num partido. Faça barulho. Nunca negoceie.

Esta gente não se combate com argumentos.

selvagens e perigosos

atirem-no ao rio!

A talentosa e corajosa Gui Castro Felga, que não conheço mas que aprendi a admirar, é das pessoas que mais lutaram pela sobrevivência da Escola da Fontinha, ontem literalmente violada pela polícia. Em sua homenagem, da Gui e não da polícia, está claro, publico aqui alguns dos cartazes que desenhou em defesa da escola e das suas actividades, em benefício de crianças carenciadas numa zona deserdada da cidade do Porto. Para Rui Rio, é melhor que esses miúdos andem pela rua ao deus-dará. A escola é um mau exemplo. Outros podem seguir-se. Não. Não pode ser. Há que destruí-la, fazer desaparecer qualquer semente de sublevação, de revolta.


ponham-na a cantar com a carla bruni


Senhoras e senhores, diretamente da Eslováquia, Silvia Šarközi (lê-se charcouzi), cigana da minoria húngara e vocalista dos Cigánski Diabli. Bom fim de semana.

mentirolas e ladroeiras


Não sei exactamente quem lhe terá encomendado o sermão, mas aquela luminária que desempenha o cargo de ministra da justiça (assim mesmo, tudo em minúsculas como minúscula é a criatura) vem a terreiro afirmar que os subsídios de Natal e de férias afinal não serão repostos em 2015. Primeiro, era só por dois anos. Agora, já nem por quatro anos será. Ainda acreditam na palavra deste governo? Pois. Está bem. Que vos faça bom proveito. Dêem-lhes o voto e não se queixem.

as aparências não iludem


o ódio à diferença



Por Manuel António Pina

É em momentos como o ontem vivido no Alto da Fontinha que Rui Rio revela o seu rosto de autocrata e a sua aversão a tudo o que lhe cheire a diferença, particularmente a todas a formas de cultura e cidadania que escapem à Kultura, ao papel "couché" e à rotina institucional.

No edifício da antiga Escola da Fontinha, há cinco anos ao abandono, nascera espontaneamente, por iniciativa dos moradores e outras pessoas, um projecto cívico autónomo que, durante um ano, sem mendigar subsídios, fez a "diferença", infeccionando de vida comunitária e, sobretudo, de esperança, o resignado quotidiano de uma das inúmeras zonas degradadas que, longe do olhar dos turistas, persistem no coração da cidade.

Uma ilha de iniciativa, de partilha, de democracia participativa? Era de mais para Rui Rio. Ateliês de leitura, de música, de teatro, de fotografia?, formação contínua?, apoio educativo?, aulas de línguas?, xadrez?, yoga?, debates?, assembleias? - Intolerável!

De nada valeu ao movimento Es.Col.A constituir-se em associação, como lhe exigira a Câmara com a promessa de um contrato que nunca chegaria. Como os "Blue Meanies" de "O submarino amarelo", as retinas de Rui Rio não suportam as cores vibrantes e indisciplinadas dos sonhos. Ontem, por sua ordem, a Polícia cercou o bairro, invadiu armada a Escola da Fontinha, prendeu pessoas e destruiu e pilhou as instalações. E Pepperland voltou de novo a ser cabisbaixa e cinzenta.

uma missa para macedo

Sem o mais leve rebuço nem ponta de vergonha, Macedo vai destruindo o Serviço Nacional de Saúde a abrindo caminho aos privados, os eternos Mello e Espírito Santo. É apenas uma marioneta, um joguete, um fantoche mal encarado. Que cairá de morte súbita com este governo maligno. Que fosse já hoje. Enquanto ainda há algo que salvar. Incluindo vidas humanas.

19/04/12

gritem!

Enquanto ainda há tempo, gritem. Acordem da anestesia e gritem. Como se vos estivessem a assaltar a casa. Porque, mais do que roubar-vos os bens, estão a roubar-vos a alegria, o futuro, a vida. Gritem.

a direita mostra as suas garras


Ah leões! Estiveram desde 1974 à espera que os soltassem, para mostrar a sua sanha, as suas garras. E ei-los que aí estão à solta. No Porto, a mando de Rui Rio, a polícia foi para a rua desancar nos malandros que ocupavam uma escola (antes desocupada do que a servir as populações, sabe-se lá o que esses agitadores são capazes de ensinar às crianças, um foco de sublevação, ou pior). Em São Bento, não na estação do Porto mas na coelheira oficial do primeiro-ministro, prepara-se o ataque final aos trabalhadores, o assalto definitivo às suas bolsas e vidas. O fascismo já não espreita. Está aí e morde.

mentem, distorcem, roubam, matarão

A imprensa, sempre pronta a manipular em prol de um deus maior, o sacrossanto poder do dinheiro, tem vindo a desmentir, com desusada vivacidade, o governo em relação aos "estudos" feitos entre os países "civilizados" e que aconselham a baixar as indemnizações, só assim mereceremos o primeiro mundo, o El Dorado do capitalismno selvagem, o Éden da abundância norte-americana. Ou talvez chinesa.

Afinal, parece que não é bem assim. Parece que nos países "civilizados" o trabalhador tem outro tipo de defesas económicas e compensações em caso de despedimento, isto sem mencionar os níveis salariais e os subsídios de desemprego, bem mais elevados do que em Portugal.

Vejamos se a UGT vai deixar passar, e assinar por baixo, mais este atentado contra a vida dos portugueses, porque é atentado que se trata, se não mesmo crime de homicídio voluntário no caso de alguns.

E, entretanto, os patrões ainda não estão contentes, dizem que não chega, que ainda é pouco, que também seria aconselhável pagar as indemnizações a prestações.

A rapacidade não tem limites. Nem a imoralidade. Nem a capacidade para mentir, distorcer, roubar. E matar.

18/04/12

entre pobres e ricos, alguém há-de escapar

Não foi uma nem duas vezes que apelei, no Quatro Almas, à intervenção activa da classe artística na vida política. Contra o fascismo ranhoso e manhoso que nos anda a afligir há tempo demais. Ao invés, alguns artistas decidiram reunir-se para cantar uma canção que não é mais do que um apelo à caridade, a velha caridadezinha com cheiro a bafio e reminiscências de um passado que se queria já morto e enterrado. Acorreram muitos, até alguns de quem gosto bastante, como Cristina Branco, Jorge Palma, Sérgio Godinho. Ignorando, ou fingindo ignorar, que a caridade não é a solução para nenhuma chaga social. A solução passa por melhor distribuição da riqueza, mais criação de emprego, educação, justiça social. Terão sido inspirados por boas intenções. Mas, diz o povo e nessas coisas não se costuma enganar, assim não se enganasse também na hora de votar, "de boas intenções está o inferno cheio". 



Para os que gostam de iniciativas do tipo "live aid", deixo-lhes aqui uma acção com muito mais mérito, porque menos hipócrita:

os submarinos de portas e a rainha de inglaterra

Por Sérgio Lavos

Paulo Portas continua a brincar ao gato de Cheshire, aparecendo intermitentemente para dizer umas banalidades sobre a Síria ou sobre diplomacia económica. Ninguém sabe muito bem o que anda a fazer nem como, mas seguramente que a esperteza saloia que lhe permitu, ao longo do tempo, sobreviver politicamente, vai continuar a garantir que continuará a ter uma palavra a dizer nos destinos do país.

Nada o parece tocar. Nem os milhares de documentos guilhotinados nos últimos dias do Governo Santana Lopes, nem as suspeitas de financiamento ilícito do CDS-PP - ainda estamos para saber quem é Jacinto Leite Capelo Rego, o financiador secreto do partido de Portas na altura do despacho conjunto de três ministros, dois deles do CDS-PP, que autorizou o abate de sobreiros em zona protegida.

Mas a cereja no topo do bolo é o caso dos dois submarinos adquiridos por Portas quando era ministro da Defesa. Enquanto na Alemanha são condenados dois administradores da Ferrostaal por corrupção activa e na Grécia o antigo ministro da Defesa é preso por suspeitas de corrupção passiva na compra de submarinos à empresa alemã, por cá o processo convenientemente vai-se arrastando. As últimas notícias do caso têm contornos de mau programa de humor. Às declarações de Pinto Monteiro, de que o atraso se deve à falta de dinheiro para as perícias necessárias, a ministra da Justiça respondeu que não houve, até agora, qualquer pedido de verbas por parte da PGR, acusando implicitamente o Procurador pelos atrasos no processo. A investigadora Cândida Almeida (quem mais) já veio dizer que as perícias nem sequer foram pedidas pelo PGR ao DCIAP, e as que foram acabaram por ser atendidas pela PJ em 2006.

No meio desta colossal trapalhada, duas coisas são certas: nenhuma das pessoas envolvidas irá demitir-se, apesar de, tendo em conta os desmentidos da ministra da Justiça e do DCIAP, esse fosse o caminho a seguir por Pinto Monteiro; e seguramente o processo irá continuar a ser eternamente protelado até expirar. Seja como for, o responsável pela compra dos submarinos nem sequer está indiciado. Uma vez mais, um crime que não terá castigo, um acto de corrupção no qual os corruptores são condenados (os administradores da Ferrostaal) e os eventuais corrompidos nem chegam a ser investigados. Suspensão da democracia? Ainda não tinham dado por ela?

como as coisa está, nôs resta rêzá


Pregando a 'Briba' por Paulopes

sem medo das palavras: uma onda de fascismo varre portugal e a europa

"(...) o bacilo fascista estará sempre presente no corpo da democracia de massas. Negar este facto ou dar outro nome ao bacilo não nos tornará resistentes a ele. Pelo contrário. Se queremos combatê-lo eficazmente, teremos de começar por admitir que está novamente prestes a contaminar a nossa sociedade, teremos de o chamar pelo seu nome: fascismo. Além disso, o fascismo nunca é um desafio, é sempre um grave problema porque desemboca inevitavelmente no nepotismo e na violência. E chamamos perigo a tudo o que provoque estas consequências. Negar a existência de um problema ou, pior ainda, de um perigo é praticar a política da avestruz. Quem não aprende com a história está condenado a vê-la repetir-se."

In "O Eterno Retorno do Fascismo"
Rob Riemen
Editorial Bizâncio

enquanto houver pontes, há esperança!


Há dias em que a única coisa que me apetece fazer é soltar palavrões, chocarrices de carroceiro aos tempos da mala-posta. É que não há limites, neste governo, para a agressão aos trabalhadores. Legalmente, quem for despedido recebe, de indemnização, 30 dias de salário por cada ano de trabalho. Com este governo, a coisa vai baixando, baixando, e já se fala num máximo de 10 dias por cada ano de trabalho. Isto é roubo. É assalto. É assassínio puro e simples, a sangue frio, premeditado. Com este dinheiro, com esta colossal fortuna, e sem ter perspectivas de conseguir novo emprego nem a médio nem a longo prazo, resta aos desempregados a hipótese de, passados uns meses, poucos, abandonar a casa e levar a família mais os tarecos, poucos, até à ponte que ainda tenha vagas para acolher os miseráveis, os párias, os madraços da nação que o que não querem é trabalhar. 

Há dias assim. Em que só me apetece gritar o que me vai na alma através de insultos, dos mais soezes pois então. Filhos da puta é brandura, é excesso de educação, é refinada delicadeza. Coisa pouca para tanto crime.

má educação

"segurem-me, se não ..."

Por Manuel António Pina

Três meses depois de ter assinado o chamado Acordo de Concertação Social (o tal que o presidente da República diz que "alguns podem invejar"), e quase um ano depois de o Governo PSD/CDS estar em funções, o secretário-geral da UGT descobriu que o Governo não cumpre.

O secretário-geral não terá sabido das promessas com que PSD e CDS alcançaram o Governo nem terá dado conta do modo como tais promessas - do não aumento do IVA nem dos impostos "sobre o rendimento das pessoas" à garantia de que "ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam" - têm sido cumpridas; e muito menos se terá apercebido dos "lapsos" sobre a duração do confisco (que nunca aconteceria) dos subsídios de férias e Natal. Como S. Tomé, quis ver para crer.

E como viu que o Governo, afinal, se "esqueceu" de cumprir tudo o que, no Acordo, poderia eventualmente resultar em benefício dos trabalhadores, seja em matéria de contratação colectiva seja de políticas de incentivo ao crescimento e ao emprego, o secretário-geral ameaçou rasgar o precioso e invejado papel: "Deixo um aviso claro ao Governo e aos empregadores: ou respeitam na íntegra o acordo tripartido ou a UGT denuncia o acordo".

"Ultimato!", clamaram os jornais. Podem, porém, "Governo e empregadores" dormir descansados: a UGT não fará tão horrível coisa "no curto prazo" nem sequer dará qualquer prazo ao Governo para cumprir. Foi só um acesso de sindicalismo, amanhã passa.

as escolas portuguesas segundo o modelo nuno crato

17/04/12

doidas, doidas, doidas andam as galinhas

Não faltarão os defensores dos direitos dos animais que me vão saltar em cima. Por isso devo dizer, à laia de preâmbulo, que abomino touradas, violência contra animais domésticos, caçadas (olá D. Juan Carlos, el-rey da caca!). Mas, chiça penico!, virem agora com a história da protecção das galinhas ou, em troca, criação e ovos mais caros para todos os portugueses, incluindo os que mal podem chegar à galinha e aos ovos para sustentar a família, parece-me uma medida totalmente desajustada e fundamentalista. Primeiro, estão os direitos humanos e, a esses, a UE diz nada, antes pelo contrário, despreza-os e, desprezando-os, despreza-nos.

Vá lá malta: agora batam-me. Em nome das galinhas.

sair à rua para defender abril

recusa seres mais um da geração perdida

em dia de homenagem a uma mulher que os tem no sítio, ao contrário de alguns machos que eu conheço

A Presidente da Argentina nacionalizou uma empresa petrolífera ligada à Repsol. Fazem falta em Portugal mulheres assim. Ao contrário, sobram-nos coelhos em tapetes de relva.

A propósito, é bom lembrar o colapso argentino provocado pela voragem dos mercados, a intervenção do FMI, o neoliberalismo de que Portugal está, agora, a ter a sua dose. Até ao colapso.

A sinopse do filme:

Premiado com o Urso de Ouro em Berlim e Melhor documentário em Havana, o filme mostra de que forma a Argentina foi saqueada pela grandes corporações, de como o governo neoliberal de Menem conseguiu levar o país a bancarrota, privatizando tudo e servindo aos interesses do FMI, Banco Mundial e OMC.

Genocídio Social, a Argentina passa da condição de país "quase de 1º Mundo" para um país em que a maioria da população se torna miserável. Mortalidade infantil, desnutrição, abandono social total, endividamento externo fizeram a marca do que seria o "exemplo de neoliberalismo para o mundo".

Toda essa situação se tornou insuportável até finalmente explodir na revolta popular de 19 e 20 de Dezembro de 2001.







el-rey caca



está descansado tozé que qualquer dia és tu a montar o cavalinho


o rei de portugal e a regente do trono, a rainha-madrasta


com a verdade me enganas

A saúde é um negócio, no entender de Paulo Macedo que não foi mandado para o ministério onde está por mero acaso, muito menos pela carinha laroca. Ele sabe ao que vai. Serviços de saúde estatais de cada vez pior qualidade para os que menos podem pagar. Para os outros, hospitais-hotéis sustentados por esse mesmo Estado em imaginosas, e ruinosas, parcerias público-privadas. Ou seja, os que reclamam menos Estado reclamam-no para os outros. Para eles, contarão sempre com o caritativo amparo do Estado, quer tenham uma dor de barriga ou de consciência. Mas acho mais fácil dar-lhes a caganeira do que a insónia pelo arrependimento das más acções.

16/04/12

o fim do capitalismo?

A crise, que Passos Coelho e demais arautos acéfalos do neoliberalismo atribuem a Sócrates e só a Sócrates, é, já se sabe, global. A tal ponto que o seu centro nevrálgico está a ser a Europa, onde os direitos dos trabalhadores e o Estado Social estão a sofrer um ataque sem piedade nem tréguas. Será o fim do capitalismo, como este documentário defende, ou, pelo contrário, o capitalismo no auge da sua ferocidade?

sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos

Circula na net:

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPN;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santos que não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardim que criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER, REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal, . a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível... enfim, a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que ganham por cada reunião assistida;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República, já reformados, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade!!! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros. Quantas são? Enfim, a lista é interminável;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que compram submarinos;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;

Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicaram obras permitindo as famosas "derrapagens financeiras". E quem paga? É o Estado!!!

Etc., etc., etc..

Sim, a culpa da crise é desses funcionários públicos, e não dos funcionários públicos que trabalham arduamente para alimentar estes pulhas.

o vinho vende-se, a dignidade também

a repulsa


Sou fraco de estômago. De cada vez que a fronha de PPC me aparece na pantalha, dá-me vómitos, violentas dores de barriga, diarreias e cefaleias. Tanta mentira numa só pessoa é obra. Do diabo. Tanta sobranceria, insensibilidade, arrogância, insensatez, mais do que incomodam, mortificam. Passará para a História como a criatura que quis enterrar o Estado Social, que tratou os trabalhadores com desprezo, como meros instrumentos da ganância de uns poucos, que sonhou reedificar uma nação pós-fascista. Pró-fascista. Não o vamos esquecer. Cá se fazem, cá se pagam.

15/04/12

campo da morte com coelho à vista


O Coelho disse hoje que estava a trabalhar, ele e os seus capangas, não só para resolver a crise e libertar Portugal do jugo estrangeiro mas, também, para construir um Portugal melhor. Assim, de repente, estou a ver meia dúzia de casos em que o nosso futuro vai ser mais risonho:

* se ficarmos desempregados, temos fortes probabilidades de nunca mais conseguir trabalho;
* se formos despedidos, vamos receber uma indemnização que, na melhor das hipóteses, nos dará para aguentar meia-dúzia de meses;
* vamos ter direito a menos subsídio de desemprego e por menos tempo;
* se tivermos a sorte de ainda ter emprego, vamos perder férias e dias de feriado e trabalhar mais horas;
* as nossas pensões de reforma vão ser cada vez mais pequenas e pagas cada vez mais tarde;
* vamos ter um Serviço Nacional de Saúde em total derrocada;
* vamos ter uma educação a que só os mais abonados poderão chegar.

Como se vê, o futuro vai ser um mar de rosas. Numa campa.

cão gay, na douta opinião do arquitecto saraiva


"À minha frente, no elevador, está um rapaz dos seus 16 ou 17 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay."
António José Saraiva (ou será José António?)
Semanário "O Sol"