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A mostrar mensagens de Setembro 27, 2015

queres estabilidade, filho?

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Queres estabilidade, filho, queres?
A estabilidade do desemprego a alturas nunca vistas, não é isso, filho? E a dos desempregados sujeitos a liberdade condicional, à permanente humilhação das comparências quinzenais para mostrarem que estão vivos, que não estão a enganar o Estado, a passar-lhe a perna, a esmifrá-lo, porque essa coisa das roubalheiras é primazia e apanágio do Estado e não da vulgata, do cidadão anónimo e sem voz, aquele que, como tu filho, como tu, come e cala de cara alegre porque quem protesta ou é comunista ou mau português, anti-patriótico, um pária, um traidor. E a estabilidade propiciada aos desempregados obrigados a trabalhar de borla ou a frequentar cursilhos da treta para que, enquanto o pau vai e volta por uma côdea de pão, folguem as estatísticas douradas da propaganda governamental. Não é assim, filho?
Queres estabilidade, filho, queres?
A estabilidade de um emprego cada vez mais mal remunerado porque, se não aproveitares, "há mais quem queira". …

nem tudo está perdido, podem crer

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Por Baptista-Bastos
Que vai restar daquilo que, apesar de tudo, conseguimos, nestes quarenta anos? Pouco. A mística que nos envolveu e nos fez agir, logo após Abril de 74, foi persistentemente esbatida, com a nossa total indolência. A vitória do capitalismo mais predador, da substituição do humanismo por uma ordem que minimiza a cultura e dá premência ao dinheiro, domina Portugal e o mundo. A União Europeia desmorona-se, porque, na realidade, nunca existiu. Os "mercados" deixaram de ser abstracções entediantes para se tornarem nos vampiros da canção: estão em todo o lado, tudo devoram e não deixam nada.
Portugal está à beira de qualquer coisa, e ninguém sabe bem de quê. Mas o panorama não augura nada de bom. Os partidos que se têm alternado no poder são uma miséria política, moral, social e filosófica. As vozes isoladas, que recalcitram contra este amorfismo, são perseguidas, saneadas, ou tidas como obsoletas. O dr. Passos Coelho, desabusado e sem pingo de vergonha, disse: …