30/08/13

o paradigma a combater

Por Baptista-Bastos

Já escrevi, noutro jornal, o "Diário de Notícias", uma prosa amena acerca da reunião do PSD na Quarteira. Uma crónica modesta, de usos e hábitos, sobre um encontro que já nem os seus promotores entendem como tendo práticos objectivos políticos. Uma espécie de grupo excursionista, no qual as senhoras se perfumam e abrem um pouco mais os decotes, e os senhores sorriem muito e trocam historietas e anedotas maliciosas. Nada de grave. Até o primeiro-ministro, na qualidade de secretário-geral do partido, surgiu como um homem acabrunhado e melancólico.

Nos últimos tempos, o PSD tem andado numa roda de infelicidades múltiplas e variadas, tantas que nem merece a pena enumerá-las. A reunião da Quarteira terá sido uma delas, mas aguarda-se mais. Não é de admirar que o pobre Passos Coelho esteja cada vez mais envelhecido.

O festim começou com a nomeação de Maria Luís Albuquerque, continuou com as quezílias internas; "maçadoras", diria José Miguel Júdice, e com a famosa frase do dr. Lomba, "inconsistências problemáticas", que correu do Governo com o seu colega do Tesouro, e acabou com a deformidade dos "briefings", cujo único mérito foi o de revelar a completa inépcia do seu principal protagonista.

Enquanto os membros do Executivo se entretinham com um brinquedo chamado Portugal, nada fazendo de visível para minorar a desgraça envolvente, o PS mergulhou na estratégia do absurdo; quer dizer: acentuando a desgraça com silêncios pesados ou declarações pueris sobre afirmações do Governo.

A doutrina do "empobrecimento", proclamada pelo desventurado Passos, continua em maré alta. Mais fome, mais desemprego, mais cortes nos já escassos vencimentos, nas pensões, nas reformas, e, para culminar esta trajectória de infortúnio, o ataque à cultura, à investigação, ao ensino. Estamos a atingir os níveis de miséria do Estado Novo, com uma classe dominante, constituída por duzentas famílias, sobreenriquecida, e um povo submetido a uma repressão atroz, que o entristece e esmaga.

Nunca é demais insistir no quadro deplorável a que esta nova crise do capitalismo nos conduziu. Os jornais e as televisões fizeram coro de aleluias com o medíocre aumento do PIB registado. O mérito não é do pobre Passos: resulta de uma ligeira melhoria das condições económicas de uma Europa dominada pelas forças mais retrógradas, mas que provoca o aumento do poder da Alemanha.

Já se erguem vozes, embora ainda tímidas, reclamando contra a hegemonia sem regras alemã, e a ineficácia dos Governos restantes. A Alemanha tem saído vitoriosa desta guerra do dinheiro e do desprezo pelos mais fracos, conseguindo, nas secretarias, o que não obteve em duas guerras mundiais, por si desencadeadas.

O Partido Popular Europeu, que dirige a Europa, não encontra adversários à altura da sua supremacia, cuja actividade chega a ser imoral. E aqueles partidos, como os socialistas, os democratas-cristãos e os sociais-democratas, que poderiam constituir uma força, pelo menos dissuasora, capitularam, perderam as convicções entregaram as decisões a outros, neste caso aos poderes anti-progresso.

Há tempos, o meu amigo João Lopes, que, sobre ser o excelente e reconhecido ensaísta de cinema, é um homem de bem e de cultura, dizia-me que faltava compaixão ao mundo. Estava à vista essa ausência fatal de compaixão, que conduz a todas as depravações do espírito de solidariedade. Que nos conduziu a isso? A destruição dos valores que formaram a civilidade, a virtude, o conceito do mundo como o lar do homem e da relação de uns com os outros. Esses valores foram substituídos pela mundialização económica e financeira que colocaram a descoberto as nossas mais vis formações. Em Portugal a imitação canhestra desse paradigma é àquilo a que estamos a assistir. Não devemos nunca resignarmo-nos a estes conceitos.

é arrasar de vez!


Acidente? Incúria? Crime? Não sei. Mas sei que tem morrido gente. Mas sei que têm morrido pedaços do meu país. Como se não bastasse a venda ao desbarato de empresas e património, Portugal incendeia-se. E, ao incendiar-se, apaga-se. Extingue-se. Destruído como um castelo de cartas ou de areia. Diante dos nossos olhos. E da nossa angústia, E do nosso desespero. E das nossas lágrimas. O sal da Terra. Da nossa terra. Que, tal como nós, não merecia um destino assim. Um castigo assim.



Imagem: http://diariodigital.sapo.pt

repetente-repelente

Imagem: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

ah boazona!


Numa altura em que Coelho e os lobos andam à solta, o Bloco de Esquerda não encontrou melhor acção que nos salve de lupinos e leporídeos do que lançar o debate sobre o piropo e a melhor forma de o legislar. Isso, legislar o piropo. Para que todos os marialvas sejam castigados.

Depois, não se queixem de que perdem devotos e votos.

Imagem: Steven Governo - Global Imagens/http://www.dn.pt

29/08/13

democracia à russa


Konstantin Altunin é um pintor russo e tinha alguns dos seus quadros em exibição num museu de São Petersburgo. Um dos quadros tem o nome de "Travestis" e mostra Vladimir Putin penteando Dmitri Medvedev, ambos em trajes menores femininos. Outro representa o deputado Vitali Milonov, autor da lei que penaliza a "propaganda homossexual ", junto de uma bandeira com as cores do arco-íris.

Os quadros foram apreendidos, o museu fechado e o pintor está em fuga.

Abençoada democracia!

agora é que vão ser elas!


As férias estão a acabar, os políticos vão voltar. Deixaram-nos em sossego umas semanas, demasiado poucas, manifestamente curtas. Mal ouvimos ameaças durante este período. Nem que os portugueses ganham demais nem que trabalham de menos. Nem que os cortes vão ser drásticos nem que os despedimentos vão ser radicais. Ouvimos poucas mentiras ou falsas promessas. Não houve propaganda, da serôdia, da trapaceira, da mais barata, que a vida custa a todos e os assessores de imprensa estão pela hora da morte.

Os nossos cansados corações repousaram. Suspirámos de alívio. Convencidos de que tudo não tinha passado de pesadelo. Que Coelho, Relvas, Borges, Cavaco, Duarte Lima, Dias Loureiro, Merkel, Barroso, Draghi, Lagarde, J P Morgan, Goldman Sachs, Lehman Brothers, BPN, BPI, BIC, BCI, BCP, BPP, PPD, PSD, PP, CDS, toda a corja e o respectivo séquito de assessores, seguidores, conselheiros, mandatários, mandatados, parceiros, associados, amigos, amigalhaços e amigados, todos os que têm olho em terra de cegos (nós, que não há pior cego do que aquele que não quer ver), todos, todos eles até ao último dos sabujos, dos trafulhas, dos vigaristas e ladrões de património alheio, não tinham sido mais do que produto da nossa fértil imaginação, dada ao fado e ao sofrimento.

Mas, agora, vai-se acabar a papa doce. Eles regressam aos ninhos, aos nichos, aos bidés e psichés deste lupanar em que Portugal se tornou, uma casa de passe, de venda a retalho de carne humana. O FMI vem aí. Vêm aí os senhoritos da Europa. Vêm, também, os cavalheiros, os cangalheiros do desgovernado governo que administra o protectorado alemão à beira mar ajoujado. Para nos continuar a fornicar. Sem pagar nada em troca, nem juros, nem alvíssaras nem sequer um copo de três ou um carapau alimado.

Acho que, agora, vou eu de férias. Ou fugir. Ou emigrar. Seja como for, adeus. Quando Passos já cá não estiver, mandem-me chamar.

morrer em vão



Por Viriato Soromenho-Marques

No distante dia 27 de Abril de 1971 subia à tribuna da Assembleia Nacional um deputado de 44 anos, integrado na chamada Ala Liberal da Primavera marcelista, de seu nome José Correia da Cunha. Licenciado em Agronomia (1949) e Geografia (1963), colaborador de Orlando Ribeiro, Correia da Cunha não saberia que ao ler o seu discurso intitulado "O Ordenamento do Território, Base de uma Política de Desenvolvimento Económico e Social", estava a inaugurar a política pública de ambiente, tentando transformar Portugal num país mais civilizado. Recordo Correia da Cunha, felizmente ainda entre nós, como homenagem aos corajosos bombeiros caídos na luta contra os incêndios que atingem o país. Como visionário e homem de acção, Correia da Cunha sabia que Portugal iria ficar desequilibrado demograficamente nas décadas seguintes. Milhões de portugueses sairiam das zonas rurais em direcção ao litoral. Era de interesse nacional ordenar o território, proteger a paisagem, a capacidade produtiva dos solos, preservar o capital natural para as gerações futuras. Nada disso aconteceu. Os interesses particulares prevaleceram sobre o interesse geral. Os incêndios que devastaram 426 000 e 256 000 hectares, respectivamente, em 2003 e 2005, fazendo de Portugal o campeão europeu de áreas ardidas, são o sinal de um país doente. Um país que ao fugir das chamas foge de si próprio. Uma das causas principais reside no desordenamento florestal. As reportagens televisivas mostram-nos, sistematicamente, bombeiros e populações cercados por eucaliptos em chamas. Chegado a Portugal em 1829, esta espécie exótica ocupa agora 26% do espaço florestal, e é o grande combustível dos incêndios florestais. Quando vejo ministros, com ar pesaroso, lamentarem a morte dos bombeiros, apetece-me perguntar-lhes: "Onde estavam os senhores no dia 19 de Julho de 2013?". Nesse dia foi aprovado, em Conselho de Ministros, o ignóbil Decreto-Lei n.º96/2013, que, debaixo da habitual linguagem tabeliónica usada para disfarce, estimula ainda mais a expansão caótica da plantação de eucaliptos, aumentando o risco de incêndio, e fazendo dos bombeiros vítimas duma política de terra queimada ao serviço dos poderosos.

Imagem: Fernando Fontes - Global Imagens

o presidente póstumo dos bombeiros mortos


Por Artur Portela

O fogo está aí.

Os mortos estão aí.

O Presidente da República está aí.

Não interessa, agora, quem é o Presidente da República.

Que nome próprio tem.

Que apelido.

Que passado político.

Estamos num outro nível.

O nível do Presidente da República.

O símbolo, a voz, o papel.

A esperança que diz.

O País que representa.

É esse que convocamos, nele.

É esse que, nesta geografia do fogo que é, por estes dias, Portugal, nesta economia do fogo, nestas finanças do fogo, nesta política do fogo, neste porventura comércio do fogo, diz apenas, manda aliás dizer, a expressão institucional dos seus institucionais sentimentos.

Ora isto não é Portugal.

Os portugueses não são isto.

Sê-lo-á a falta de política florestal, a falta de estratégia no combate ao fogo, a falta de efectivos, a falta de meios.

A burrice neo-liberalizada ao quadrado.

Capaz de beatificar um economista contra um cenário do País a arder onde morrem bombeiros anónimos.

Jovens de vinte e poucos anos.

Perante isto, Portugal-Portugal não hesita.

Vai lá onde a guerra contra as chamas se trava.

O ministro do pelouro, claro, e tem ido.

O primeiro-ministro já foi.

Devendo, no entanto, maximamente ir o Presidente da República.

Dizer, alto e bom som, os nomes dos bombeiros mortos.

Abraçar os familiares e os colegas dos bombeiros mortos.

Lamento dizê-lo - e, simultaneamente, me congratulo por julgar que posso dizê-lo -, qualquer outro dos Presidentes da República do Portugal democrático já teria ido.

Lá onde se luta.

Lá onde se morre.

Lá onde ardem homens e árvores.

Mário Soares, sem dúvida.

Jorge Sampaio, sem dúvida.

Ramalho Eanes, sem dúvida.

Eu diria que, a não serem corrigidas esta distância e esta liofilização dos sentimentos, o Presidente da República destes bombeiros mortos será um Presidente Póstumo.

Não em relação aos bombeiros mortos.

Em relação a si próprio.

Imagem: http://www.ionline.pt

monte da lua, mar da tranquilidade


o feitiço das nações






Fotografias de Cristina Menezes Alves
https://www.facebook.com/CristinaMenezesAlvesFotografia

há coelheiras, currais, prostíbulos melhor frequentados


e tudo o tempo levou




Foi há 50 anos. Quando tudo parecia ir mudar, para melhor. O estertor do racismo, a mitigação da pobreza, a eliminação da fome, a erradicação de doenças causadas pela miséria e pela falta de assistência médica. Cinquenta anos depois, estamos à beira de novos, maiores cataclismos. Mais exploração, mais guerras, mais injustiça social, mais seres humanos, todos os dias milhões em todo o mundo, caem mortos, assassinados por falta de comida, por excesso de bombas e de balas. O poder do dinheiro, das bestas da alta finança, nunca foi tão imenso. Os seus lacaios - políticos, testas-de-ferro, lambe-botas, empregadotes -, nunca foram tão insanos, tão sedentos de sangue e de riqueza.

A América elegeu um presidente negro mas a América continua a mesma. A mesma miséria moral das elites, a mesma ganância, o mesmo desprezo pela vida humana.

Precisamos de mais Luther Kings. Milhares.

28/08/13

quem nos acaba o resto? venham ver fregueses! é barato! é barato!

O presidente da Federação da Industria Alemã (BDI), Ulrich Grillo, propõe como alternativa na resolução da crise grega que Atenas transfira parte do seu vasto património nacional para o fundo de resgate europeu, que poderá vendê-lo para se financiar.
Jornal "i", 27 de Agosto do ano da desgraça de 2013

Por cá, encomendem desde já o rol aos entendidos que os há e muitos, entre vendilhões e vendidos: torre de Belém, Jerónimos, Clérigos, Madeira, Açores. E a Cabra. Não se esqueçam da Cabra.

sob o céu de lisboa

portugal, terra queimada (5)


26/08/13

é tão lindo envelhecer em portugal


Querem-nos com mais saúde, dizem-nos os hipócritas. Querem-nos a viver mais e melhor, dizem-nos os beneméritos não se sabe bem de quem sem ser deles mesmos. Que comamos legumes, fruta, farináceos. Que evitemos as gorduras, as carnes vermelhas, o álcool, o café. E, acima de tudo, nada de tabaco, nem uma passa, um pequeno prazer, nada de nada, que está cheio de impostos e de nicotina.

Entrementes, aos 50, 50 e tal, atiram-nos para o desemprego, por imprestáveis, velhos, desadequados ao mundo moderno e aos seus altos valores, alto rendimento, complexíssima tecnologia, exigentíssima especialização, pouca ou nenhuma experiência e sobretudo, ah! e sobretudo, salários a rondar a miséria, um terço, um quarto do que ganhávamos e toma lá que já vais com sorte em arranjar trabalho. 

Entrementes, não nos deixam reformar, sem penalização, antes dos 66, daqui a uns tempos 67, 68 ou 69 que nunca foi um bonito número. Se chegarmos à idade da reforma, se tivermos essa sorte ou azar, atiram-nos com um par de notas que mal chegam para a comida, os medicamentos, a renda de casa, a ajuda que costumávamos dar ao Antoninho, à Belinha, ao Manel, que estão desempregados, desesperados. Não contentes com isso, cortam-nos a pensão cada vez mais. Cada vez mais sujeitos ao livre-arbítrio, à vontade de meia dúzia de irresponsáveis, imorais, amorais, os que querem que vivamos mais e com mais saúde. Não nos dizem é com quê. Para quê.

portugal, terra queimada (4)

Por Henrique Monteiro

portugal, terra queimada (3)

Rafael Marchante - Reuters/Jornal "i"
Paulo Novais - Lusa/Jornal "i"
Lusa/Jornal "i"

Lusa/Jornal "i"
Nuno André Ferreira - Lusa/Jornal "i"
Nuno André Ferreira - Lusa/Jornal "i"

futuro hipotecado

Por Viriato Soromenho-Marques

Thomas Jefferson, o pai da Declaração de Independência dos EUA, manteve até ao fim da sua vida uma hostilidade incondicional para com a especulação bancária. Ele sabia, pela sua experiência de empresário agrícola, que o crédito se tornava facilmente o veículo de uma escravatura perpétua. Por isso, Jefferson, como estadista, formulou o saudável princípio de que uma dívida pública não deve ser prolongada para além de 19 anos, sob pena de uma geração esmagar a geração seguinte com os custos das suas dívidas. Ficámos a saber que entre 1999 e 2013 as empresas públicas contrataram 1777 swaps com a banca de investimento, sobretudo internacional (onde se encontrava até o Lehman Brothers...). Esses contratos, muitos deles especulativos, atingem o valor astronómico de 335 mil milhões de euros (mais do que quatro resgates da troika). Desde 1992, os governos já tinham alienado uma parte da riqueza nacional futura às grandes famílias económicas que controlam os cordelinhos das parcerias público-privadas (implicando dezenas de milhares de milhões de euros dos contribuintes para as próximas décadas). Agora, através das swaps, constatamos que algumas dezenas de gestores públicos, através de atos que só podem ser considerados como venais ou incompetentes, amarraram os portugueses a uma dívida potencialmente infinita. Sem controlo político nem supervisão técnica. Portugal terá de escolher entre voltar a ser um Estado ou aceitar ser um ativo tóxico da banca especulativa instalada na praça de Londres. É por essa decisão que passa a "reforma do Estado". E não pelo confisco de mais alguns milhões de euros aos que menos têm, como se prepara para acontecer no Orçamento que os regedores de São Bento preparam para 2014.

portugal, terra queimada (2)


por um naco de pão





no mercado das cores



nos cornos da vida


se os amanhãs cantassem





25/08/13

de que lhe valeu?


sinfonia indiana

um rapioqueiro na sala oval


Portas já está instalado no palácio das Laranjeiras, num gabinete sumptuoso, recheado de móveis antigos, de tectos trabalhados e configuração oval, que Portas não é menos que Obama, que Bush, que Kennedy! É um forrobodó, um carnaval de fogo-fátuo num tempo em que Portugal fenece e os portugueses empobrecem. Um insulto vindo de quem vem, do protector dos pobrezinhos, dos reformados, dos pequenos agricultores. 

Desvergonha. Vaidade. Hipocrisia. Sem roupagens que lhe consigam disfarçar o pobre ser que é. Dado à rapioca, ao estadão, aos galões de galaréu.

Imagem: Expresso

morreu o borges e morre o país aos poucos

E agora? Quem trata das privatizações? Chamem o Relvas!

Seguramente, as almas acristianadas amigas de Borges ficarão chocadas com a forma displicente, desrespeitosa, com que trato da morte de alguém. Mas não é tal sorte, a morte, que apaga o mal que nos fez, a Portugal e aos portugueses, em vida. Que seja muito feliz lá nas alturas, onde as almas acristianadas acreditam que pairará.


no jogo da vida

Afeganistão