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A mostrar mensagens de Outubro 20, 2013

onde estão os revisores da imprensa nacional? passaram todos à mobilidade? foram sujeitos a requalificação? de fato isto não se faz!

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um banksy por dia

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nós, os extintores do inferno

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Amanhã há manifestação. Organizada pelo mesmo movimento que, há pouco mais de um ano, fez cair a TSU. Terá sido por isso que não foi ontem anunciada a tão propalada reforma do Estado, para não deitar mais achas para a fogueira, para que a manifestação não tenha o mesmo impacto da que, a 15 de Setembro do ano passado, fez tremer os demónios da troika? Porque a reforma do Estado não vai ser mais do que o costume: mais roubos, mais cortes, mais mortes lentas de Portugal e dos portugueses, é tudo do que esta gente é capaz, é esta a noção que têm de governação. Vai uma aposta? 
O governo corta pensões de sobrevivência, salários dos funcionários públicos acima dos 600 euros, as sacanices não têm fim e são ignóbeis. Ao mesmo tempo, reduz os impostos às empresas, a todas, às pequenas e às grandes. Se isto não basta para o indignar, se isto não é suficiente para o levar a sair amanhã, então deixe-se ficar sentado em casa, com uma mantinha pelos joelhos, os pezinhos na escalfeta, a bebericar u…

antes que o mandem pró galheiro, não barafuste pró boneco!

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Amanhã. É amanhã. Sim, amanhã. Não foi isso que eu disse? Amanhã. Pois. Amanhã. Por todo o País. Em Lisboa, passa por mim no Rossio. No Porto, é na batalha que se ganha o combate. Amanhã. Sem falta.

Não se zangue no café. Não barafuste no emprego. Não exploda em casa. Não fale para o boneco. Na rua todos vão ouvi-lo. Na rua é que é. Amanhã.

Ilustração de Gui Castro Felga
https://www.facebook.com/gui.castrofelga

o alívio que a morte dá

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Frasquilho (esse, sabem quem é, não sabem?) proclama que o alívio fiscal poderá chegar em 2014. Por acaso eu acho que não. O alívio chegará em ano de eleições, 2015. A não ser que Frasquilho esteja a antever eleições antecipadas. O que já devia ter acontecido há muito. Com troika ou sem troika, Coelho e o seu séquito ficarão para a História, história neste caso, como o pior governo de Portugal do 25 de Abril para cá. E se os tivemos medíocres ou pior. Desde o do ente rasteirinho que agora repousa em Belém até ao do Sócrates teatreiro, houve de tudo para mal dos portugueses. Por culpa dos portugueses. No entanto, nunca batemos tanto no fundo, aquele lugar onde se atormentam os mexilhões. Com troika ou sem troika, Coelho seria sempre um primeiro-ministro de ópera-bufa. Por inexperiência. Por incompetência. Por convicção. O homem nasceu dos mercados para os mercados. Respira mercados. Mercadeja-nos ao desbarato, em troco de investimento que não vem e de negociatas em que é a Pátria que …

pergunta do dia

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Se adiam a reforma dos portugueses, porque é que não hão-de adiar a do Estado?

tudo às claras!

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por todo o país, para cortar o mal pela raiz

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E AINDA ...

não há becos sem saída nem portas irrevogáveis

lição brasileira sobre a história e geografia de lisboa em que o marquês de pombal sobrevive até à II guerra mundial

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Diz-se, não consegui confirmar, que o olímpico disparate foi publicado na versão em papel desta revista:
http://www.revistaturismoenegocios.com

não chores coelhinho que tens amigos

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À acusação de Jerónimo de Sousa de que só se preocupa em proteger os amigos da banca, Coelho disse não ter amigos.

Mente. Tem amigos e muitos. Eu dou o nome de quatro, bem chegados, muito lá de casa: Merkel, Durão, Ulrich, Ricciardi. Mas há outros, oh se há. José Eduardo dos Santos finge-se amuado mas é amigo. Mexia é amigo. Catroga é amigo. Mira Amaral é amigo.

Coelho governa para os mercados, a alta finança, as grandes empresas. A arraia-miúda é que não lhe passa da porta das traseiras. Onde vai pedir umas sopas. Sem êxito.

Não tem amigos, Coelho? Não brinque com coisas sérias.

Claro que, em dois anos, conseguiu um número recorde de inimigos, mas essa é outra conversa. Os desempregados, os espoliados, os reformados, os funcionários públicos, quase todo o país em uníssono vacila entre o ódio e o desprezo à sua pessoa. Conte comigo nesse grupo.

o homem das peúgas devia subir a ministro

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Por Ferreira Fernandes http://www.dn.pt
Álvaro Costa tem uma fábrica de peúgas em Barcelos e não diz que exporta "strumpor" para a Suécia. Diz "peúgas". Homem simples, ele não fala sueco e inglês pronuncia mal. Se calhar, Álvaro Costa também não lê jornais económicos, daqueles que explicam os swaps, assim: "No fundo é como no casino. Apostamos no vermelho mas às vezes sai o preto." Ora quem vai ao casino sabe onde entra, há luzinhas à porta a apagar e a acender. Mas, em 2008, quando o gerente de um banco falou ao fabricante de peúgas, não trazia na cabeça luzinhas a apagar e a acender. O bancário propôs um "contrato swap", o que ficou entendido como trocar para taxa fixa os juros do empréstimo que o empresário fizera. Troca, pensou este, dentro de um risco razoável entre gente séria. Mas veio a crise e Álvaro Costa descobriu que, afinal, até era mais do que roleta, era jogar a vermelhinha com aldrabões: "Eu ainda hoje não percebo muito bem …

um bombom na biblioteca

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A gente tem que botar contas à vida de cada vez que quer gastar uns tustos em luxos. E, já se vê, nos dias que correm tormentosos, um livro passou a ser luxo. Este, no entanto, não me vai escapar. Richard Zimler lê-se sempre com prazer. E esta história, passada em Portugal na actualidade, com as vicissitudes e mazelas que se conhecem neste conturbado país, promete. A corrupção, a promiscuidade entre negócios e política, crime de morte, investigação policial, rebuçadinhos para quem gosta de ler policiais de rosto humano, mais um bombom na biblioteca. E Richard tem, além disso, dois pontos a seu favor. É da colheita de 1956, como eu, reserva de boa cepa. E, sendo americano, adoptou o Porto como a sua terra. Há lá melhores atributos!

o ódio a sócrates

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Por Daniel Oliveira http://expresso.sapo.pt
Quando comecei a minha coluna semanal no EXPRESSO, ainda Santana Lopes era primeiro-ministro e Sócrates o queria ser, o meu primeiro texto tinha como título "A coisa". Era sobre José Sócrates e o seu vazio ideológico e programático. Uma acusação, à altura, mais do que justa. Ao contrário de outros ex-primeiro-ministros, Sócrates fez-se ideologicamente no poder. Com várias guinadas ao longo de seis anos. Não apenas guinadas tácticas, bastante comuns em muitos políticos. Mas guinadas sinceras de quem estava a aprender o mundo enquanto governava.
Durante seis anos fiz-lhe oposição. E não me arrependo. Também o apoiei em várias medidas, como é evidente. Mas, acima de tudo, tratei sempre com cuidado os casos menos políticos em que o seu nome foi sendo envolvido. Na realidade, o mesmíssimo cuidado que tenho com todos os casos que surgiram com pessoas deste governo: não os deixo de tratar, exponho os factos conhecidos e retiro conclusões …

nem que chovam picaretas, eu vou!

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a alice no país dos maravalhas

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Ontem, no parlamento, tanto o deputedo da maioria como a madama do Bataclã, Passos de casto apelido, juraram a pés juntos que o Orçamento de Estado era equitativo. Repetiram-no várias vezes, não fosse quedarem-nos dúvidas na cachimónia.

Façamos as contas:

Contribuição proveniente das reduções salariais e despedimentos na função pública, cortes na Saúde, Educação, pensões de reforma e sobrevivência e outras prestações sociais: 84%.

Contribuição das empresas de energia, banca e outros negócios chorudos: 4%.

A minha professora Alice, osso duro de roer, havia de me desancar com a menina-dos-cinco-olhos se lhe apresentasse esta conta como exemplo de equidade. Ou, então, atirava-me com o Cândido de Figueiredo às trombas. E era bem feito.

Eu até lhes perdoo, ao deputedo e à madama. É que não tiveram, os maravalhas, a Alice a dar-lhes aulas.

de visita aos amigos

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Contribuição extraordinária para o gás, electricidade e petróleo é válida até Outubro de 2014. Toma! Senhores do governo, se não se importam, o meu ano fiscal também é para terminar em Outubro. J. Manuel Cordeiro http://aventar.eu
A senhora ministra das Finanças promete... pronto, vá lá... insinua, quase promete... uma descida de impostos para 2015. Huuuum... 2015... 2015... 2015... este número está a fazer soar uma espécie de campainha... acho que há uma coisa qualquer programada para 2015... ah! Já sei! É ano de eleições legislativas!!! Samuel http://samuel-cantigueiro.blogspot.pt

Esta já foi lema de campanha eleitoral em Oeiras e agora poderia servir como slogan para o mini-motim no Estabelecimento Prisional da Carregueira onde se encontra a cumprir pena o autarca preferido da população academicamente mais graduada do país! Depois do célebre episódio dos jornais queimados para assinalar o seu contentamento junto dos apoiantes que o foram saudar à prisão em delírio pós-eleitoral, outr…

mau tempo na merkelândia

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sete cães a um osso

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Paulo Portas, o Barão das Laranjeiras, vai, com muitos meses de atraso, anunciar finalmente em que consistirá a tão badalada reforma do Estado. Eu disse do Estado, não do estadão. Como se sabe, os venerandos governantes da Nação não se privam, nem dos carros de truz, nem dos motoristas, nem dos assessores, nem de outros doutores recém-licenciados a necessitar de primeiro emprego e dos velhos amigalhaços a necessitar de engordar os proventos. Gastam milhões a mais, ao mesmo tempo que nos vão à carteira com desusada sanha, são sete cães a um osso cada vez mais carcomido. Aposto que a reforma do Estado do Barão das Laranjeiras vai gerar mais sacrifícios para todos nós, mais destruição dos serviços públicos, em particular do Estado Social. Os senhoritos, barões e tubarões, não se coíbem de roubar e vilipendiar, de exterminar tudo o que lhes pareça ter laivos de socialismo, mesmo que ténues. Está-lhes na massa do sangue. Faz-lhes parte do ADN. Nos seus palácios, seja São Bento, seja Laran…

portem-se bem!

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Portem-se bem, disse hoje Passos Coelho no parlamento, mas por outras palavras, mais elaboradas do que as que posso aqui escrever, que não tenho nem a sua cultura e muito menos a sua prosápia. Portem-se bem. Aceitem a carga e a canga. Sejam burros, carneiros, galinholas sem cérebro. Não vão para a rua manifestar-se, apanham frio, sujeitam-se a alancar com uma pneumonia e, além disso, eu não me demovo nem me comovo. Sei muito bem por onde vou e sei que não vou por aí. Se se portarem bem, se gritarem Viva Passos! e Viva a Troika!, se aceitarem passar para cá as carteiras sem resistência, então sim, então não haverá segundo resgate. A troika ficará cá para além do programa de ajustamento, imporá, mandará, continuará a ocupar o protectorado. Mas não haverá segundo resgate. Sacrifícios, todos. Resgate, nunca. Palavra de Pedro. E palavra de Pedro, já o deviam saber, nunca volta atrás.

um banksy por dia

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que gare é esta, amigos?

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A coqueluche da Nação construída nos idos de 90, com a ponte Vasco de Gama, os edifícios da Expo devolutos ou concessionados a terceiros a preços de saldo, os múltiplos estádios de futebol agora vazios.
De país "rico" a país falido, foi um salto de poucos anos. Agora, no ano da desgraça de 2013, a Estação do Oriente é a gare dos desvalidos.
Aqui chegámos.

os pobres não se manifestam

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Os ricos querem sempre mais. Por isso protestam. Por isso vão para a rua de sapatinho Blahnik ou Louboutin, mala Louis Vuitton, fato Armani, vestido Yves Saint-Laurent. Os eflúvios de Dior, Chanel, Dolce e Gabanna pairam no ar, as jóias Bulgari, Van Cleef & Arpels, Cartier, Tiffanny, ofuscam os pobrezinhos que as miram de olhos cobiçosos, lacrimosos das cataratas não tratadas, da miopia galopante, os pobrezinhos que não se manifestam, nem sabem o que isso é, são cordeirinhos temerosos, ignorados, ignorantes, o melhor cego é aquele que não sabe nem pode ver. 
Os chauffeurs levaram-nos de limousine. Atrás deles, ao longo da calçada que lhes estraga o calçado e lhes salpica a vestimenta, disgusting!, quelle horreur!, os mordomos de libré arrastam cestas com o farnel, canapés de caviar e salmão fumado, as flutes e o champanhe Moët & Chandon ou Veuve Clicquot, nunca Murganheira, chichi de gato velho. Mastigam com inegável finesse pedacinhos de tête d'achard e petit-fours porqu…

no auge da obscenidade

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ir ao engano

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Por Luís Rainha http://www.ionline.pt
Os media estão nas mãos da Esquerda. Este mantra enche há anos a boca e a prosa de quem se sente encafuado numa maioria amordaçada. Custa imaginar Balsemão de punho erguido e T-shirt do Che; mas a visão de redacções inteiras em uniformes norte-coreanos, aguardando a próxima ordem de serviço do Bloco, é irresistível para as meninges oprimidas de uma certa Direita-Calimero. Os exemplos são esmagadores: há dias, um passeio contra o aborto quase não deixou rasto noticioso - os comunas censuraram a santa manif!
Curiosamente, o outro lado tem queixas homólogas: por três vezes, o movimento Que se Lixe a Troika tentou divulgar a sua descida às ruas do próximo sábado. Os insultos a Cavaco e a prisão de um activista desaguaram no prime-time; a convocatória ficou na sala de montagem.
Com a "manifestação" de apoio à troika, não houve bloqueio ou medo que resistisse. Aguilhoada pela fome de bizarria, a Imprensa cobriu em força o evento, que acabou po…

afinal não é pelo combro

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A manifestação de Sábado não segue pelo Combro, como tem sido tradição. Desta feita, desce pela Rua do Ouro ao Terreiro do Paço, segue pela Rua do Arsenal em remodelação, Cais do Sodré, Avenida 24 de Julho e, finalmente, Avenida D. Carlos I. Que esteja muita gente, toda a que não aguenta, aguenta. Ulrich não vai estar lá. Nem Coelho. Nem Cavaco. Nem Albuquerque ou Portas ou a Assunção do poleirinho parlamentar. Mas nós estaremos. A pé. Nunca de joelhos. Há soluções. Há alternativas. Todos os becos têm uma saída.

moedas de troika

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Moedas foi o último alvo da "arruaça", benditos arruaceiros. Moedas não deu troco. Só pensa na troika, só tem olhos para a troika, só vive para a troika. Dez réis de gente, o moedinhas esganiça-se em prol da troika. Abancou entre a banca e o cofre-forte do PSD, esse grande fornecedor de deputados e deputedo, de ministros e directores-gerais, de assessores e mandadores. Moedas tilinta. Moedas tem pinta. Moedas é troika-tinta laranja. Moedas cabe num porta-moedas. É a única moeda que resta aos portugueses. É pouco. É mau. É péssimo.

o trombone do animal feroz

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Eu até gosto que o Sócrates meta a boca no trombone e cá vai disto que amanhã não há. Admito que grande parte do que ele contou a Clara Ferreira Alves, durante a entrevista ao Expresso, corresponda à verdade. Apesar de lhe ter sido feroz opositor nos idos de 2008-2011 (parece que foi há um século), sempre me repugnaram as campanhas miseráveis que contra ele se fizeram, a começar pela "insinuação" de homossexualidade quando Sócrates competia contra Santana Lopes, numa primeira incursão pelo estilo americanóide de fazer baixa política. Já se via, por este exemplo, do que o PSD era capaz para ganhar eleições. Poder-se-á retorquir que Santana não soube do plano nem foi a tempo de evitar a calúnia. Nem isso é verdade: ele próprio insinuou que era o único macho que concorria a primeiro-ministro, ele era o que gostava de estar entre mulheres.
Lembra-se? Eu lembro-me, que não tenho a memória curta.
Sócrates deu os primeiros passos, que Passos aprofundou, para tirar aos pobres o que…

figuras de estilo e figura de urso

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Por Ferreira Fernandes http://www.dn.pt
Pode sobrar-nos mês depois do ordenado, mas não nos faltam figuras de estilo. O ministro Pires de Lima lançou um eufemismo. Vocês sabem, aquela conversa suave para atenuar uma verdade catastrófica, tipo "entregar a alma ao criador" em vez de esticar o pernil. Ele não podia falar de novo resgate para um público já farto de ser refém. Então, dourou a pílula e falou de "programa cautelar". Parece caldo de galinha, não faz mal a ninguém... Em todo o caso, um belo eufemismo. Ao mesmo tempo, um grupo fez uma manifestação em Lisboa dizendo-se de apoio à troika. À partida, manifestar contentamento por se albardar o País à vontade da burra (a troika, comprovadamente incapaz) parecia masoquismo, mas não, não era nenhum distúrbio psíquico, era outra figura de estilo. Desta vez, ironia. Coisa bem difícil de fazer e por isso geralmente só utilizada, fininha, por queirosianos de boquilha e chapéu alto. Ver a ironia trazida para rua e por g…

a virgem ruborizada

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Depois de Machete, temos Sócrates a agitar as relações com outro país "amigo", desta vez a Alemanha. A Embaixada germânica emitiu um comunicado onde reage às declarações que Sócrates fez ao Expresso, no Sábado passado, onde destratava o ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble chamando-o de "estupor" e "filho da mãe". Devo dizer que, tal como as coisas estão, exacerbações de linguagem são bem-vindas, ainda por cima se forem certeiras. Para Schäuble, só se perdem as que caem no chão. 
Ler mais:  http://expresso.sapo.pt/alemanha-reage-a-declaracoes-de-socrates=f836967#ixzz2iSpoHFbV

de visita aos amigos

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Mas isto é Hollande. Mas isto é o PSF. Mas isto é aquilo em que se transformaram os socialistas e social-democratas europeus. Radicalmente moderados. Tão moderados que não têm posição sobre coisa alguma. Nem sobre o mais elementar do mais elementar. Camaleões em busca de voto, farão tudo para não ter de fazer nada. Até que as Le Pen desta Europa lhes levem todo o eleitorado. Hollande bem avisou que seria um presidente normal. O meio de tudo. Ou seja: nada. Daniel Oliveira http://arrastao.org
Medina Carreira e Alexandre Soares dos Santos em grande delírio na TVI 24. O empresário que paga impostos na Holanda para se safar melhor, fala em responsabilidade e sacrifícios. O que estes dois estarolas defendem é inacreditável. A argumentação é de um nível baixíssimo. Confrangedor. O fim do debate político é defendido às claras. Sem decoro. Judite de Sousa tenta confrontá-los com alguma razoabilidade. Reduzem-na a nada. Tratam-na por filha. Um nojo de gente. José Teófilo Duarte http://www.blogop…

toca a ir também!

e enquanto, em lisboa, se passava a ponte ...

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Roma também saiu à rua para protestar contra a austeridade.






camila lourenço fala ao país

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mais uns passos contra passos

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O Rossio é lindo, a calçada do Combro castiça, o Parlamento magnífico. Quanto mais não seja por isso, descalce as tamanquinhas, calce uns sapatos confortáveis, traga um guarda-chuva para o que der e vier, afine a voz e vá-se a eles que nem gato a bofe. Ficar em casa é desistir. É agachar-se. É perder a guerra. Sei que ganhá-la é difícil, tem o poder do dinheiro contra si. Sei que Passos é o lídimo representante dos mercados, o provedor da injustiça, o Miguel de Vasconcelos dos tempos modernos, o regente nomeado pelas forças de ocupação, o demente que nos leva à loucura. Sei que as quadrilhas que o sustentam são fortes, alimentam-se da mentira, da rapacidade, da extorsão, do desprezo pela vida humana, do sangue, suor e lágrimas das suas vítimas. Sei-o e você sabe-o também. Por isso é tão importante combatê-los, ao Passos e ao Portas, à Albuquerque e ao Silva de Belém que, à sorrelfa, lhes vai dando uma mãozinha, sempre com um olho no burro e outro no cigano para ficar de bem com deus …

novas matrículas

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À excepção de 1% dos felizardos, os mesmos de sempre, barões de mercearia, fidalgotes da banca, uns quantos empresários armados ao pingarelho, uns políticos encartados com gosto por palmar carteiras, e os lambe-cus do costume, todos os outros cidadãos portugueses vão ter que mudar as placas de matrícula dos seus automóveis.
O modelo é este:

um banksy por dia

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Continua em Nova Iorque. Manda cumprimentos.


Imagens: http://www.banksyny.com/

escândalo: a rita ferreira de vasconcelos faltou ao "obrigado, troika!" que ela própria convocou

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Amofinei-me eu ontem contra a Rita, as piadas na net abundaram fazendo paralelo entre o nome da senhora e o do outro Vasconcelos, O Defenestrado, não por causa da troika mas por lamber as botas do Filipe espanhol. E a comunicação social, cheirando-lhe a escândalo, acorreu em profusão ao evento, nos Restauradores (eram mais os repórteres do que os pretensos manifestantes).
Afinal era mentira. Se existe alguma Rita Ferreira de Vasconcelos não foi, coitada, para aqui metida ou achada. Nem ninguém havia para agradecer à troika, porque em Portugal ninguém agradece à troika a não ser alguns governantes (e, mesmo assim, nem todos) e algumas carolas de inteligência muito acima da média que vêem, para lá da miséria que nos atinge, sóis resplandecentes e futuros radiosos.
O objectivo de quem pregou tal partida foi o de chamar a atenção para a manifestação do próximo Sábado, sobre a qual tem havido um quase blackout por parte da imprensa que no entanto, hoje, acorreu pressurosa de câmaras e gra…