Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta constança cunha e sá

que é feito de constança cunha e sá?

Imagem
Não acredito que Constança Cunha e Sá seja uma mulher de esquerda. Pouco importa. Dizia as verdades, incomodava Pedro, perturbava Paulo e os seus escorts, os prostitutos e proxenetas ao serviço da causa do neoliberalismo, do neofascismo, chamem-lhe o que quiserem, mas chamem os piores nomes a esses devassos adoradores do deus dinheiro e da política feita pornografia, pouca-vergonha, miséria moral, indigência intelectual, ausência de sentimentos humanos, escarro e nojo. Pois acontece que Constança desapareceu da TVI. Estará de férias? Doente? Ou foi demasiado impertinente? Precisamos de Constança. Se está de férias, que volte depressa. Se está doente, que recupere rápido. Se foi corrida, é altura de agirmos, de protestarmos, de exigir o seu regresso. Foda-se. Este pesadelo tem que ter um fim. ADENDA; Acabo de saber que Constança está ausente por motivos pessoais. Peço desculpa pelo aranzel que provoquei, bem intencionado porém. É que, nestas coisas, gato escaldado ...!

abençoados juízes

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Afinal, e como já era previsível, a tão desejada remodelação do governo acabou por se traduzir na simples substituição de Miguel Relvas - e, de passagem, de um secretário de Estado, a prazo, que tinha a seu cargo umas minudências como os fundos comunitários. Ao fim de uma semana, de intensa e pouco profícua reflexão, Pedro Passos Coelho conseguiu, por junto, arregimentar mais um prestigiado académico que vai dividir o melhor do seu tempo pelos mais desencontrados sectores: entre a coordenação política do governo, a tutela da comunicação social, a gestão dos fundos comunitários e o fabuloso dossiê das autarquias. Confesso que, independentemente das qualidades do nomeado, não me parece possível que esta florida acumulação de funções tenha condições mínimas para funcionar. Se este tipo de filosofia vingar, ainda vamos assistir, lá para as calendas gregas, a uma miscelânea de pastas que junte harmoniosamente o Emprego com os Assuntos ...

o fundo dos fundos

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt “Quer dizer que estamos a caminho da bancarrota?”, pergunta Ega, numa angústia fingida, a Cohen. “Num galopezinho muito seguro e muito a direito”, responde-lhe este, com a solenidade oca de quem respira os mistérios da pátria. Nos tempos que correm, há algo de inquietante neste diálogo de “Os Maias”. Talvez o galopezinho muito seguro, talvez a certeza de que nos encaminhamos para um poço sem fundo que nos faz ter saudades do melancólico pântano de que o Eng. Guterres quis prudentemente fugir. Entre erros colossais e previsões catastróficas, temos, hoje, um governo cuja política falhou estrondosamente. Do alto da sua impotência, o primeiro-ministro ensaia uma fuga em frente, ameaça com a sua demissão e responsabiliza politicamente o Tribunal Constitucional pelo delírio de um Orçamento do Estado que o próprio ministro das Finanças se encarregou de atirar para o caixote de lixo. Na Assembleia da República, o drama ganhou prop...

finito

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Num tom de jubilosa serenidade, o dr. Vítor Gaspar decidiu informar os portugueses que o esplêndido programa congeminado, com desvelo, com a troika ruiu com estrondo, arruinando, pelo caminho, milhares e milhares de portugueses. Ao fim de dois anos, o aluno disciplinado, determinado a ir além do que lhe era exigido, falhou todas as previsões e não conseguiu atingir um único dos seus objectivos. O défice não foi cumprido, o desemprego disparou, as receitas fiscais diminuíram, o consumo interno encolheu drasticamente e as previsões sobre recessão, essa cereja em cima do bolo, sobem sempre que o ministro das Finanças abre a boca sobre tão escaldante matéria. No Orçamento do Estado surgiu o auspicioso número de um por cento. Dois meses depois, o Orçamento foi à vida e o ministro, sem qualquer sobressalto, duplicou o valor da recessão. Agora, já vamos em 2,3 por cento e o dr. Vítor Gaspar, respaldado no seu imenso prestígio externo, ...

um sinal dos tempos

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Na ausência de qualquer política contra o desemprego, o primeiro-ministro decidiu informar o país de que afinal tinha uma solução na manga: nada mais nada menos do que baixar o ordenado mínimo para que as portas das empresas se abrissem, por milagre, aos milhares de desempregados que por aí deambulam, entupindo as ruas com manifestações e poluindo a paisagem que nos rodeia. Obviamente, e tendo em conta a miséria em causa, Pedro Passos Coelho achou por bem deixar esta sua “sensata” proposta para melhores dias. Confirma-se assim o vazio em que o governo se encontra nesta como noutras matérias. De acordo com os últimos sinais emitidos pelo primeiro-ministro, o desemprego vai continuar a subir, engrossando estatísticas e batendo recordes, até que um dia o crescimento económico nos caia em cima por obra e graça do Espírito Santo. Até lá, o sempre prestimoso João Salgueiro encontrou uma forma brilhante de remover os ditos desemprega...

paz à sua alma

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Para efeitos internos, o governo achou por bem esconder a sua decisão de cortar 4 mil milhões na despesa atrás de um estudo encomendado ao FMI – em que este apresenta um menu completo de medidas radicais de austeridade, que, a pretexto dos mais desfavorecidos, levam ao empobrecimento generalizado da sociedade, nomeadamente dos mais desfavorecidos. O estudo, feito em meia dúzia de dias e assente em dados desactualizados, foi saudado pelo primeiro-ministro com enlevo, que viu nele um ponto de partida “muito bem feito” para um debate, que não vai acontecer, sobre as funções do Estado. Aparentemente, não ocorreu ao governo que a posição negocial do país teria tudo a ganhar se o tal ponto de partida surgisse de Portugal e não de um dos seus credores. Mas como se sabe o Dr. Passos Coelho não tem por hábito preocupar-se com pormenores desta natureza. A sua política externa traduz-se no silêncio e na subserviência e, não por acaso, o ...

o pedro

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Não satisfeito com a sua mensagem de Natal, na qualidade de primeiro-ministro, o Dr. Passos Coelho resolveu este ano brindar o país com um pequeno texto íntimo no facebook, onde os portugueses surgem (não se sabe bem como) na qualidade de “amigos” e o remetente dá pelo singelo nome de Pedro. Ao contrário de Passos Coelho – o primeiro-ministro – Pedro – o amigo – junta-se a nós no infortúnio (que ele como primeiro-ministro nos infligiu), num alinhavado de frases que não honra a quarta classe, onde os erros de concordância abundam e o vocabulário revela uma confrangedora pobreza. A redacção do Pedro, na sua penosa mediocridade, revela-nos antes de mais um ser (que, por acaso, é nosso primeiro-ministro) que não domina a língua que utiliza, deixando-nos sérias dúvidas quanto à articulação do seu pensamento – que como se sabe não é algo de etéreo e se traduz através da linguagem em que se expressa. Como se imagina, é sempre desagra...

que miséria!

Imagem
Por Constança Cunha e Sá http://www.ionline.pt Já se sabia que este governo é pródigo nos alvos a abater. De uma forma geral, os portugueses são “piegas” e preguiçosos, sempre a queixar-se de tudo e mais alguma coisa e invariavelmente à cata de feriados e de férias a que não têm obviamente direito. Para o primeiro-ministro e os seus acólitos, vivemos um tempo de ajustamento não só financeiro como principalmente moral. Com eles chegou a altura de um povo perdulário que sempre gastou “acima das suas possibilidades” perceber, de uma vez por todas, que não passa de um conjunto de pelintras que tem de se “ajustar” aos novos tempos através do desemprego, da quebra de rendimentos e dos cortes nas prestações sociais. O caminho, dizem-nos, é o empobrecimento para níveis insuportáveis, de forma a compensar a irresponsabilidade lusa das últimas décadas. Como se compreende, dentro desta lógica, os chamados “direitos adquiridos” são um resquício de outros tempos e a Constituição transf...