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A mostrar mensagens com a etiqueta comunicação social
aquela santa
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Sem sombra de pecado. Sem contras, só prós. Deformando cidadãos, desinformando, manipulando. A imprensa. Aquela santa. Onde os jornalistas são jornaleiros, pagos à jorna. Onde as notícias são "tratadas", como se de doentes se tratassem. Os patrões são de Angola, da China, mais o Belmiro cá do Continente e o Francisco do Bilderberg universal. Quem se quer bem, sempre se encontra. Nas páginas dos jornais, no prime time televisivo. São sempre os mesmos. Jornaleiros. Pagos à jorna. Comentam Trump com bonomia, porque Hitler só houve um e o Donald não é nenhum. Acham Merkel uma pia criatura, canonizada já, já no altar entre Cristo e a Virgem Maria. O capitalismo selvagem é, para eles, o paraíso terreno. A Goldman Sachs, uma parideira de heróis. A União Europeia, uma beata caritativa. Os bancos, múltiplos vaticanozinhos para depósito da dízima. A imprensa. Aquela santa. Imagem encontrada em http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/
propaganda gratuita
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O Coelho comporta-se como um cão raivoso. Atira-se ao Costa e à esquerda de Costa como toiro tresmalhado, diz o que lhe vem à cabeça, totalmente desfasado da verdade e da realidade, diz as mentiras do costume mas agora com desusada veemência. É dor de corno. São as ganas de continuar a ir ao pote. As suas clientelas não ficaram satisfeitas, querem mais. Coelho faz o seu papel, de direitinha desvairado, já não me espanta nem me consegue irritar. O que me indigna é a subserviência da comunicação social, que lhe bebe as palavras e as vem despejar em cima de nós, em cada bloco noticioso, de meia em meia hora. É que já nem faço zapping. Desligo. Não consumo. Não me consumo com os dislates de um ser menor. Passos que lhes pague o tempo de antena. Eu deixei de lhes contribuir nas audiências e na receita publicitária.
socorro, estou a ser bombardeado!
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As boas notícias surgem em imparável catadupa: ora é o emprego que sobe, ora é o défice que desce. Ele é a economia que está fulgurante e as exportações que somam e seguem espampanantes. E há os novel papás que já podem ficar mais tempo em casa assim que o rebento nascer. E os velhos que vão ficar mais amparados. E o IRS que vai em parte ser devolvido, todos os dias um nadinha mais. E a Justiça que pôs a casa em ordem e até já prende rivais políticos. E a Saúde. E a Educação. E a Segurança Social. Tudo boas notícias a chegarem-nos sempre que abrirmos a goela da rádio, folheamos um jornal, vemos um telejornal. Antes de Abril, apesar da censura, muitos jornais e jornalistas mantinham a dignidade. Agora, entregues os jornais a angolanos e a escrita a tarefeiros, temos pior informação e a mais escandalosa e massiva propaganda. Esta gente, a que nos governa e pretende continuar a governar, é capaz de tudo. Da mentira mais abjecta ao estratagema mais ignóbil. Tenho medo de vive...
é bom observador?
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Já reparou que não há um colunista que jeito tenha no Observador? Todos encostadinhos à direita, todos a defender a política de sarjeta do neoliberalismo, todos adeptos da cloaca passista, todos emanando raiva e ódio contra a esquerdalhada. Que pena não ser em papel. Seria pouco higiénico, pois seria, mas pouparia no outro. Imagem; http://aventar.eu
em dia SIM!
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Uma ronda pelos jornais europeus e norte-americanos. Há-os falaciosos, há-os tendenciosos, há-os merdosos, mas nenhum pôde ignorar o NÃO da Grécia, o monumental manguito à Europa de Merkel, dos mercados e dos povos transformados em mercas ou, qualquer dia, em mera carne para canhão. Capas históricas do dia SIM.
vou vomitar!
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Eu, que não sou fanático de Sócrates, nem pouco mais ou menos, já não aguento as notícias sobre o prisioneiro 44 escarrapachadas na imprensa "séria" e menos séria. Vou deixar de ler jornais e de ver telejornais durante uma semana. Nem sequer vou olhar para as parangonas dos tablóides e não tablóides. Preciso de ar, de respirar, de vomitar. O diabo ronda, o inferno esquenta-nos, estamos um cavaco, um coelho no açougue, de portas escancaradas à maledicência, ao ódio, ao ardil. Se Sócrates é culpado, a Justiça que faça o seu trabalho. A Justiça e não os justiceiros de "o tempo da impunidade acabou". Não acabou, não senhora.
que obsessão é esta?
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Não há quase nenhum dia em que as parangonas do Correio da Manhã não sejam dedicadas a Sócrates. Não há nenhuma hora, excepto quando estão a transmitir os seus programas de elevado nível cultural e artístico, que a CMTV não traga Sócrates à baila. Que obsessão é esta? O que é que os move? Gostava de saber, mas tudo isto me cheira a esturro.
não terão sido antes 57?
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O Correio da Manhã não muda de tema nem que a bomba nuclear nos caia em cima, encontrou o criminoso do século, quer justiça, exige o presídio, a degolação, as galés. Nunca se viu nada assim, a condenação antes do julgamento, o linchamento público, o auto-de-fé do inquisidor-mor da Nação, o Correio, a Manha, a sanha. Para a fogueira já!
eu espero ser, dos três, aquele que se vai safar!
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Noutros tempos, os jornais ainda serviam para embrulhar peixe. Agora, com a ASAE e o fundamentalismo higienista da União Europeia, tão preocupada com a nossa saúde mas não com as nossas condições de vida, nem para isso podemos usar os tablóides do dia. Mau jornalismo associado a notícias tendenciosas ou manipuladas, eis ao que chegámos. Salvo honrosas excepções, claro está, as que não vão na cantiga e no conto do vigário de administradores, accionistas e outros sócios capitalistas mais interessados em vender publicidade do que em fornecer informação digna. Mas esses, os jornalistas sérios e não os donos dos pasquins e aparentados, terão a cabeça a prémio. O desemprego espera-os.
o agasalho do ministro e o jornalismo do ...
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Esta gente anda janada. O Varoufakis apareceu em Bruxelas com um cachecol da Burberry, um cachecol, e não um sobretudo, uma gabardina ou um fato, e a comunicação social agitou-se, regozijou, proclamou aos quatro ventos que o ministro usa acessórios de luxo, tipo esquerda caviar, estão a ver? A Grécia atravessa uma crise humanitária, o desemprego mina toda a Europa, o neoliberalismo transformou-se numa das grandes pragas do século XXI, há uma guerra na Ucrânia que pode tomar proporções inimagináveis, os fundamentalistas islâmicos aterrorizam e matam milhares de pessoas, mas a imprensa viu aqui o seu furo jornalístico, a sua oportunidade de deitar um pouco de veneno na fervura. Ah! Ainda se o cachecol fosse para o enforcar!
o zapping do enfadado
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Ainda há pouco, há poucochinho, num dos zappings que faço volta não volta por desfastio, reparei que o Correio da Manhã TV estava a transmitir escutas telefónicas com Sócrates como protagonista. Não sei se continham provas da culpabilidade do dito, não fiquei a ver, tenho fraca capacidade de absorção de veneno e merda, a bem dizer nenhuma. O que me faz espécie é como raio o CMTV teve acesso a essas escutas. Quem lhas passou? Com que intuitos? Como são possíveis todas as quebras do segredo de Justiça e, agora, a entrega de gravações ao mais indigente canal da televisão portuguesa? Este processo fede cada vez mais. Alguém se anda a descuidar, e muito.
vozes de angola e outros pasquins
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Gosto de jornais. Gostava de jornais. Até nos meus dias de ganapo tinha jornais para ler, fosse o Diário de Lisboa (como eu gostava de ler o Castrim!) ou o República, apetecíveis em tempos de ditadura. Contava os tostões, os poucos que tinha, para me dar a esse prazer (com a mania de andar pelas ruas a ler cheguei, uma vez, a partir a cabeça contra um candeeiro. O malandro tinha conluio com Salazar, era de certezinha absoluta adepto do obscurantismo). Quarenta anos depois de Abril, nesta depauperada democracia em que vegetamos e penamos sem culpa formada, já não há jornais, há jornalecos e há pasquins. Nos últimos anos, ainda me agarrei ao "i" como náufrago a tábua de salvação. Não pela imparcialidade da informação, igual à de todos os outros, mas pelo leque de colunistas que lia com prazer e com quem aprendia a perceber o mundo: Nuno Ramos de Almeida, Ana Sá Lopes, Fernando Dacosta, Tomás Vasques, Constança Cunha e Sá, Fernanda Mestrinho. De todos estes, e de outros que n...
amansando o povo
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Jeff Treves/http://www.cartoonmovement.com/ Baptista-Bastos já não escreve no DN. Fernando Dacosta, Luís Rainha, Tomás Vasques, Carlos Moreno, Fernanda Mestrinho desapareceram das páginas do "i", de cuja direcção saiu Eduardo Oliveira Silva e onde Ana Sá Lopes deixou de escrever editoriais. E assim se vai domesticando a comunicação social, manipulando os leitores, abandonando o pluralismo tão defendido pelos mandadores nos tempos "negros" do PREC, ao ponto de encherem a Alameda aos gritos de ai Jesus, quem nos acode. Dá-se o caso destes jornais estarem nas mãos de angolanos, que fazem por cá o mesmo que no seu país: impedir o livre debate de ideias. Daqui até à punição de jornalistas serão um ou dois Passos. Que faz, ainda, o pavilhão de Angola na Festa do Avante? Que poderão ter em comum Jerónimo de Sousa e José Eduardo dos Santos?
nunca a imprensa desceu tão baixo
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Sintonize qualquer canal dos nossos, a qualquer hora, em qualquer telejornal. Ou abra qualquer jornal ao acaso. Seja qual for o dado económico, a estatisticazinha enviesada, o dito por não dito de um desditoso filho da Pátria, e aí estão eles, os jornalistas engajados, os escrevinhadores domados, a dar-nos conta de que tudo está bem, que o governo vai no bom caminho e nós no descaminho com eles. Que o desemprego em Portugal continue a ser o mais alto de sempre, isso agora não interessa nada. Que a maior parte dos desempregados assim vá ficar até ao fim dos seus dias, é coisa de somenos. Que os idosos estejam entre a vida roubada e a morte lenta, pouco importa. Que os portugueses tenham sido, metódica e cruelmente, espoliados ao longo dos últimos anos, é matéria que não é para aqui chamada. Até Sócrates volta a ser o bombo do Mamede em festa. Assim como quem não quer a coisa, pela calada que é como esta gente morde melhor, Olli Rehn veio dar uma mãozinha aos senhores do burgo por...