03/09/11

as imagens mais impressionantes do tsunami no japão

a deus o muito que é de deus, ao povoléu o pouco que é do povoléu


«O antigo ministro João de Deus Pinheiro defendeu hoje um aumento da idade da reforma, a diminuição da “generosidade das pensões” e o crescimento das contribuições para a Segurança Social, sublinhando que os custos são neste momento “incomportáveis”.» 

Se todos tivéssemos uma generosa pensão como a dele, na idade em que ele a teve e contribuido como ele contribuiu para a Segurança Social, acredito que todos aceitaríamos de bom grado. Porque é que esta gente não se cala, não se faz de "desaparecida" e faz os seus joguinhos de golfe em privado? Respeitem pelo menos aqueles que trabalharam no duro durante toda uma vida para agora subsistirem com pensões de miséria. Há gente que me mete nojo.

medidas de austeridade vão ser ainda piores

Que mais virá aí?

desabafo do dia

Estamos metidos num molho de bróculos!


oh pá, campanha eleitoral é uma coisa, realidade é outra


Ninguém nos verá impor sacrifícios aos que mais precisam. Os que têm mais terão que ajudar os que têm menos.

Passos Coelho
Junho de 2011

o desertor


Fonte: http://henricartoon.blogs.sapo.pt/

mais dinheiro, mais autonomia e se calhar o rabinho lavado com água de malvas

Alberto João faz-me lembrar sempre aquele adolescente que chega a casa aos gritos: "papá, papá, aumenta-me a mesada que eu quero ser independente!"

volta a chover em santiago

o saque de um país

Aconteceu na Argentina. Está a acontecer em Portugal.

mãe dá os dois filhos à irmã por não ter meios para os sustentar

Nunca me custou tanto escrever um comentário. Qualquer palavra acrescentada a este vídeo soa-me a palavra vã, a lugar comum.




Paulo Portas: Este país avança com trabalho, avança com aqueles que contribuem para a riqueza da nação (...), não avança com financiamentos à preguiça.

Pedro Passos Coelho: O RSI é necessário, mas é necessário para quem precisa. E aqueles que o recebem e que não são idosos, e que não são deficientes, e que podem trabalhar, que ajudem as instituições de solidariedade social com trabalho cívico e de voluntariado para ajudar os que precisam ainda mais.

02/09/11

perder a casa

poupe dinheiro em cirurgias plásticas, recorra ao photoshop



a pérola do atlântico


Das "fantásticas" justificações do João Jardim para o "buraco" no défice já nem vou falar mas sim de que, mais uma vez, alguém nos anda a mentir. Quando por cá andou a troika, afirmaram ter descoberto na Madeira um buraco de 223 milhões para agora, quando a União Europeia descobriu que, afinal, já vai nos 500 milhões, vir o Passos Coelho dizer que esse valor do buraco já era conhecido e até já tinha aumentado uns impostos para o tapar. Quando mentiu o Passos Coelho? Quando confirmou o buraco de 223 milhões ou agora quando disse que já sabia, desde sempre, que era de 500 milhões? O que parece certo é que, sejam lá quantos milhões forem, quem os vai pagar somos nós com mais um imposto. Que o Passos Coelho não queira fazer frente ao desbocado Bicho da Madeira, sobretudo em tempo de eleições regionais, até posso compreender, mas que nos obrigue a pagar a nós pela sua falta de coragem e por interesses meramente partidários já não posso aceitar. Este é um caso em que não há desculpas possíveis.


e não os podemos mandar à outra parte sem lhes faltarmos ao respeito?


Se é que nos merecem algum respeito.

Todo o país exige, da direita à esquerda, cortes na despesa de um Estado gordo e podricalho. Ele são as alcavalas de deputados, as reformas chorudas, as frotas automóveis de alto luxo, as fundações, os ordenados de escândalo, os organismos públicos de que pouco ou nada servem, os gastos perdulários, a lista é infindável e representa uma larga fatia dos gastos que todos pagamos, cêntimo a cêntimo, com impostos cada vez mais elevados, escandalosamente elevados para o que recebemos em troca.

Mas onde é que o governo, afinal de contas, vai cortar? Na qualidade de vida dos cidadãos. Na saúde, na educação, na segurança social. Vão bugiar. Ou morrer longe. Ou à fava. Ou àquela parte.

Aqui está, segundo o Expresso, uma súmula dos cortes:

duas para o serão




maus alunos, maus contabilistas, maus estadistas, maus portugueses


De cada vez que o governo se reúne para decidir cortes na despesa do Estado, o Passos Coelho parte para férias ou voa para o estrangeiro e lá aparece o Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, a fazer uma conferência de imprensa a anunciar aumento de impostos. Alguém, talvez o Ministro da Educação, devia dar uma lição aos ministros para lhes explicar que reduzir despesa não é o mesmo que aumentar impostos. Para um governo liderado por quem prometia não aumentar impostos, porque sabia muito bem onde reduzir a despesa, há algo que não bate certo. Mentiroso é certamente, porque ou mentiu quando prometeu ou mentiu quando disse que sabia onde ia poupar. No tempo dos socretinos íamos de PEC em PEC, agora vamos de desvio colossal em desvio ainda mais colossal. Saltamos da panela para o lume.


como os americanos se prepararam para enfrentar com galhardia o furacão irene






01/09/11

a CIA sonhou, o PS quis, o PSD e o CDS ratificaram


Por Ricardo Alves

O «Acordo...» para a entrega aos EUA dos dados pessoais dos cidadãos portugueses foi ontem ratificado pelo Parlamento. Os dados constantes do seu BI, caro leitor, podem agora ser entregues aos EUA por um «ponto de contacto» português que não tem de ser um juiz e nem sequer um polícia (até pode ser um agente do SIS ou do SIED, gente «impoluta», como os mais atentos às notícias já perceberam). E nem é necessário que o leitor tenha cometido uma infracção ao código da estrada: basta que o tal «ponto de contacto» ache que o leitor «irá cometer» uma infracção penal. O ADN de alguém que tenha sido acusado de um crime também vai direitinho para os EUA. Basta pedirem do lado de lá. Se a sua inocência for provada, os dados serão destruídos cá. Mas não lá.

O mundo do 1984 de Orwell torna-se realidade. Com o espantalho de um islamoterrorismo que desde 2005 não ataca na Europa, mas que foi agitado por Portas ontem no Parlamento.

Registe-se que, apesar do parecer contrário da Comissão Nacional de Protecção de Dados, o acordo foi ratificado com os votos favoráveis de PSD, PS e CDS. Contra, o PCP, o BE e o PEV.

até amanhã!

mesmo que kadhafi seja o abutre que dizem, será que a NATO e os americanos são as pombas da paz que querem fazer crer?



Sete pontos acerca da Líbia

Mussolini no seu tempo apresentava a agressão fascista contra a Etiópia como uma campanha para libertar este país da chaga da escravidão; hoje a OTAN apresenta a sua agressão contra a Líbia como uma campanha para a difusão da democracia. No seu tempo Mussolini não cessava de trovejar contra o imperador etíope Hailé Sélassié chamando-o “Negus dos negreiros”; hoje a OTAN exprime seu desprezo por Kadafi chamando-o “ditador”.

vamos lá então falar de pedofilia a sério



UM PARQUE DE PEDÓFILOS

Por Carlos Tomás

O PARQUE EDUARDO VII CONTINUA, HOJE COMO ONTEM, A SER PALCO DE ENGATES DE MENORES. JORGE SAMPAIO, REFERENCIADO POR PEDOFILIA NUMA CARTA ANÓNIMA QUE CONSTA DO PROCESSO CASA PIA FOI AVISADO EM 1995. TODA A GENTE ASSOBIA PARA O LADO...

“Ganho 400 euros por dia e ofereço roupas à minha querida de 200 euros. Em que emprego é que ganhava isto?”. A pergunta é feita por José Carlos. Tem actualmente 19 anos e desde os 12 que assegura frequentar o Parque Eduardo VII, em Lisboa. Entre a lista de clientes conta que tem magistrados – judiciais e do Ministério Público -, políticos, jornalistas, actores, governantes e simples anónimos.
Conta... mas não tem nada que sustente as suas afirmações. Clientes, esses, no entanto, não faltam. Apesar de terem passado quase nove anos sobre as denúncias de pedofilia na Casa Pia de Lisboa feitas pela então jornalista do Expresso Felícia Cabrita, o NOTÍCIAS SEM CENSURA foi ao Parque Eduardo VII e testemunhou a procura pela carne. Carros de baixa, média e alta cilindrada continuam a percorrer a Avenida Sidónio Pais, paredes meias com o Pavilhão Carlos Lopes, em pleno coração da capital, em busca, os condutores, está bom de ler, dos encantos masculinos de quem sente necessidade – ou até vontade - de vender o corpo. Nesta zona, apenas masculina, que as meninas, por ali, não são bem recebidas.

A elas, está reservada a zona da Artilharia Um. Nada de mais. Não fosse dar-se a simples coincidência de ali viver o ex-presidente da República Portuguesa, Jorge Sampaio, que em 1995, enquanto líder da Câmara Municipal de Lisboa, foi alertado, por cidadãos da Avenida Sidónio Pais, para o drama da pedofilia e da prostituição masculina que se vivia no Parque Eduardo VII.

a golpada


Por João José Cardoso

Anda pelos jornais, e um deputado do BE requereu a confirmação ao Ministério das Finanças, uma estorinha que a ser verdadeira transformaria o caso BPN na maior burla da História de Portugal, deixando o Alves dos Reis no capítulo dos meninos de coro.

Em 2006 a Amorim Energia teria pedido um empréstimo de 1600 milhões de euros ao BPN, o qual entretanto não pagou. Ora e de quem é a Amorim Energia? do trabalhador Américo Amorim, da Santoro Holding Financial, da trabalhadora Isabel dos Santos, e da Sonagol. E quem é o accionista maioritário do BIC que comprou o BPN? a Santoro Holding Financial.

Com casos destes na vida real, quem precisa de ir ao cinema?

galileu e copérnico eram dois palermas e o céu é verde e a água preta

vão chatear outro!


Recebi isto por email. Porque os meus bebés já são crescidos, não usam fraldas, posso pedir que troquem por cigarros ou assim durante um ano? Era um favor que me faziam. 

um saque, um assalto, uma roubalheira, um colossal gamanço


"Solidariedade" de quem para quem?
por Daniel Oliveira

350 milhões para o BPN. 500 milhões para a Madeira. A impunidade do gangue do BPN, dominado pela tralha cavaquista, e o desvario de inaugurações do senhor Jardim, para se manter eternamente no poder, são os principais responsáveis pelo famoso "desvio colossal". Não são os funcionários públicos ou os reformados. Não é o passe social, as creches ou o subsidio de desemprego. São desvios colossais como este que quem vive do seu trabalho continua a pagar.

Não, a "taxa adicional" para o escalão mais alto do IRS não é para ricos. Taxar o património acima de um valor muito razoável talvez fosse. Mas isso, claro está, seria irresponsável. É sobre a classe média alta, os profissionais liberais de topo e os quadros superiores que vai cair mais esta fatura. Ganham bem? Claro que sim. Mas os ricos são outros. E ficam de fora. Porque a riqueza não se taxa em sede de IRS.

Não, a "taxa adicional" não é de "solidariedade". Porque os pobres não escapam à rapina: no IVA, nos transportes, na eletrecidade, no gás, na saúde, na educação e nas prestações sociais. Este dinheiro vai servir, quanto muito, para pagar uma parte do BPN e das campanhas de Jardim.

Aquilo a que temos assistido é a um saque. Um saque a quem vive dos rendimentos do trabalho. Para pagar crimes, propaganda e desigualdade no tratamento fiscal. Isto, enquanto vemos antigos responsáveis da SLN a ser nomeados para o conselho de administração da CGD e comparamos a moderação com que o ministro das Finanças se refere à situação na Madeira com a violência que tem sido usada contra todos nós.

Que o governo tenha a suprema lata de chamar a tudo isto de "solidariedade" e de dizer que este dinheiro vai para ajudar a pagar apoios sociais que estão a ser devastados só nos pode agoniar. Mas já sabemos que este governo tem um dicionário muito seu.

Não sou abrangido por esta taxa e acho normal e aconselhável que quem recebe mais pague mais. O que acho anormal é que esta regra se aplique sempre aos trabalhadores, ganhem bem ou ganhem mal. O que acho anormal é que isto sirva para pagar abusos e crimes sem que nunca haja consequências para os abusadores e os criminosos.

polícia apanhado com a boca na botija, salvo seja

a república madeirense e o governo regional do continente, por ricardo araújo pereira


Que Portugal estava confrontado com o Cobrador do Fraque já se sabia; que tenha ainda de suportar o Cobrador Fantasiado de Shaka-Zulu acrescenta enxovalho ao que já era embaraçoso.

Este ano, excecionalmente, Alberto João Jardim começou o ano político a pedir dinheiro ao governo. Alguma vez tinha de ser. A crise toca a todos, e a prova é que até um homem conhecido por se contentar com o orçamento de que costuma dispor - que, além do mais, é acanhado - dá por si com falta de liquidez. Quer isto dizer que Alberto João Jardim está endividado, como boa parte dos portugueses? Não. Quer apenas dizer que Alberto João Jardim está endividado. Mas endividado à sua maneira, com uma dignidade e um sentido de Estado que as dívidas dos seus concidadãos não possuem.

com amigos destes!

se o seu produto não vende, tente ao menos mudar a embalagem



o intruso

o mundo só vai mudar quando nós mudarmos também

um menino que morre de fome é assassinado

está de morte!

os coldplay por willie nelson ou como assassinar uma canção

na crista da onda

calças ao chão

record guinness para a madeira

o caçador de negros

por Rui Rocha


Este pulha publicou esta foto, em que aparece com uma arma na mão e uma criança a seus pés, como se fosse um troféu de caça, na sua página do Facebook. Gosta de chamar-se a si próprio Eugene Terrorblanche. Tinha 588 amigos na rede social. Desde que o escândalo rebentou na África do Sul, 25 desamigaram-se. Os outros continuam, impávidos e serenos. Reconheço que sou profundamente racista. Contra cabrões como este.


Leia mais em:

um paraíso de calma no oásis da carneirada

“Geração à Rasca” regressa às ruas dia 15 de Outubro
WSJ: Portugal tem sido um “paraíso de calma” na reacção à austeridade
Por Daniel Almeida

O Wall Street Jounal publicou hoje um artigo onde compara os “pequenos e esporádicos protestos” do povo português na reacção às medidas de austeridade negociadas com a troika aos tumultos na Grécia e Espanha. Mas sublinha que este cenário de “acalmia” pode mudar nos "próximos meses".

“Em comparação com outros países da zona euro que foram apanhados na malha da crise da dívida, Portugal tem sido um paraíso de calma. Na Grécia houve violentos protestos e em Espanha dezenas de milhares de pessoas foram para as ruas em Maio e Junho exigir uma mudança política”, lê-se na edição de hoje do Wall Street Journal.

Numa altura em que o povo português “começa a sentir a dor provocada pelas medidas de corte do défice” orçamental “crescem as perspectivas de agitação social num país que tem suportado três anos de austeridade apenas com pequenos e esporádicos protestos”, sublinha o diário norte-americano.

O Wall Street Journal refere que a situação deve mudar “nos próximos meses”, com os sindicatos já a “arregaçar as mangas” perante as medidas anunciadas pelo Executivo. Citando membros da CGTP, o jornal nomeia alguns protestos já programados, ou ainda por agendar, como a provável greve geral no dia 1 de Outubro e o novo protesto da “Geração à Rasca”, marcado para o dia 15 do mesmo mês. Em Março, este protesto organizado a partir das redes sociais, como o Facebook, levou mais de 200 mil pessoas às ruas de Lisboa, numa manifestação contra a precariedade laboral dos jovens, mas ao qual se juntaram outras camadas da sociedade. 

Entre as medidas, que o próprio Governo de Passos Coelho “já reconheceu como inéditas em dimensão e alcance”, o jornal norte-americano destaca as “subidas acentuadas nas taxas dos transportes públicos” e combustíveis, e o imposto extraordinário sobre o IRS. 

Estas medidas poderão ser acentuadas com cortes na despesa pública, novos impostos para compensar a redução nas contribuições das empresas para a segurança social (Taxa Social Única) e mudanças na lei laboral, que “incluem menos direitos para os trabalhadores despedidos”.

“Mais dificuldade vem a caminho” para o povo português, vaticina o WSJ, alertando, porém, que Portugal “não tem outra hipótese senão tomar medidas duras” para cumprir com as medidas acordadas com Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu.

qualquer semelhança com a realidade portuguesa não é coincidência

Um trabalho da BBC. A ver e meditar.

31/08/11

cáboyada


Vão-nos ao bolso como sete cães a um osso, mas continuam a distribuir prendas e prebendas aos apoderados e apaniguados.

Não faz mal.  Depois mandam-nos a factura.

uma mão cheia de nada, outra de coisa nenhuma

Uma oportunidade perdida
Por Santana Castilho *

Que temos, dois meses depois? Pensões e salários violentamente tributados, dividendos e transferências para os offshores isentadas. Dez por cento do PIB nas mãos dos 25 mais ricos, cujo património aumentou 17,8 por cento. Impostos e mais impostos, que juraram não subir e de que se serviram para correr com o outro. Aumentos brutais do que é básico, da saúde aos transportes, passando pela electricidade e gás. Venda em saldo do BPN, sem direito sequer a saber os critérios da escolha da proposta mais barata, depois de todos nós termos subsidiado com 2.400 milhões de euros, pelo menos, vigaristas, donos e falsos depositantes. Afã para vender a água que beberemos no futuro. Quinhentas nomeações para a máquina do Estado, cuja obesidade reprovavam. Abolição da gravata. Espionagem barata com muito, mesmo muito, por esclarecer. Descoberta de um caixote de facturas não contabilizadas no esconso de um instituto em vias de fusão. Início da recuperação do TGV, antes esconjurado. Promessa de bandeirinhas nacionais em tudo o que se exporte. Um presidente que se entretém no Facebook, cobardia colectiva e mais uma peregrinação reverencial à Europa, que o primeiro-ministro inicia hoje. A tesouraria do Estado necessitou da troika. Mas o país dispensava o repetido discurso de gratidão subserviente de Pedro Passos Coelho. Aquilo a que ele chama ajuda é um negócio atípico. Atípico pelos juros invulgarmente altíssimos e atípico por o prestamista se imiscuir violentamente na vida do devedor, a ponto de ter tornado o Governo de um país com mais de 800 anos de história, outrora independente, num grémio administrativo de aplicação do acordo com a troika.

mimar os super-ricos, um imperativo nacional

Continuar a mimar os super-ricos
por Pedro Sales


Nestes últimos dias temos assistido a um espectáculo altamente pedagógico. Mal se começou a falar na possibilidade de um "imposto para os mais ricos" e logo começou o corrupio nos canais de notícias, editoriais e colunas de opinião para defender que nem pensar, onde é que já se viu tamanha aventura.

Os mesmos nomes que, quase sem excepção, defenderam a necessidade de aumentar os impostos sobre o trabalho e consumo em nome do sacrifício colectivo para equilibrar as contas públicas, avisam-nos agora dos riscos inerente à tributação dos mais ricos. Ele é o aumento da carga fiscal, que apenas serve para alimentar o monstro e o despesismo do Estado, ou uma forma fácil e demagógica de arrecadar receita. Enfim, o típico exemplo de um debate ideológico sem sentido.

Um deputado do CDS, que ainda há poucas semanas defendia o corte de metade do subsídio de natal aos afortunados que ganham mais de 485 euros, diz agora que “não me parece que se possa ultrapassar aquele limite de sacrifícios que se deve pedir aos portugueses”...a propósito do imposto sobre as heranças. Cavaco Silva, esse, desdobra-se na defesa de uma miríade de novos impostos para aumentar o ruído e garantir que, colocando todos a falar de coisas diferentes, não se chega a lado nenhum.

Nos canais de notícias o fenómeno é ainda mais visível. Os que não foram para a bancada do PSD já foram substituídos por iguais devotos, quase sempre fiscalistas ou ligados profissionalmente ao sector financeiro, que fazem o favor de explicar à turba como a tributação do capital pode ser prejudicial para todos - incluindo quem menos tem e teve que pagar o imposto extraordinário que isentou lucros e capital.

Enquanto, em nome do combate ao défice, se foi aumentando impostos sobre o trabalho, transportes, taxas moderadoras e afins tudo estava bem. Era difícil mas necessário. Até que chegou o dia em que alguém se lembrou de mudar o guião e falar nos rendimentos que têm estado ausentes do tal "esforço colectivo". Aí começaram as esquivas, as tácticas de diversão e os sucessivos problemas que uma medida destas originaria. Como ia dizendo, este debate tem sido mesmo muito pedagógico.

cá para mim não foi gaffe, fugiu-lhe foi a boca para a verdade



As gaffes de Seguro
Líder do PS baralha-se em conferência de imprensa

«O Governo faz o contrário. Exige a quem mais tem e a quem mais ganha». António José Seguro propôs esta terça-feira uma sobretaxa de 3,5% para lucros acima de 2 milhões de euros, mas acabou por baralhar-se nas declarações aos jornalistas, recheando a sua intervenção de gaffes e contradições.

Sobre os sacrifícios que o Governo exige aos portugueses, o líder do PS acusou o Executivo de «exigir a quem mais tem e a quem mais ganha», o que para António José Seguro demonstra uma «ausência de insensibilidade social».

Pouco feliz nesta declaração à imprensa, e mesmo de papel em punho, Seguro enganou-se ainda no imposto extraordinário sobre o subsídio de capital, corrigindo depois para Natal, e sobre o fim das off-shores: o socialista confundiu o seu fim com a taxa proposta por Angela Merkel e Nicolas Sarkozy para taxar os movimentos da banca. «Refiro-me aos off-shores e quanto à necessidade de haver transparência no seu funcionamento, se não for possível mesmo pôr fim à sua existência que de uma vez por todas a UE possa também taxar os movimentos financeiros como foi proposto recentemente».

100 anos de moda em menos de 2 minutos

surf com chama

passe social POBREZA MAIS


Fonte: http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/

estes são de gritos

30/08/11

ao serviço do povo

o dinheiro já cai do céu

Uma viatura de transporte de dinheiro de um banco deixou cair parte da carga numa autoestrada da Holanda. Por uns minutos choveram notas. Condutores houve que pararam os carros para aproveitar este autêntico maná. Porque, verdade seja dita, os bancos só são generosos ... por acidente.


pequenas delícias

Criações da japonesa Akiko Ida e do marido, o francês Pierre Javelle.

isto é que vai um fado, uma troca de vogais e fica tudo lixado

criminalização do enriquecimento ilícito

CDS é contra. Porque será? E, se é ilícito, não será redundância falar-se em criminalização?

no país que virou casa de passe dos muito ricos quem ganha 600 euros não tem direito a passe


o bicho da madeira

será que é desta que vamos todos para a rua ou ainda não fomos gamados o suficiente?

merda, é o que é preciso!

29/08/11

lagarde põe o dedo na ferida


Em pronunciamento na semana passada, na reunião anual do Fed, nos EUA, a diretora-geral do FMI, Christine Lagarde, exortou os governos a não permitirem que a recessão assuma o comando da economia mundial. Um novo degrau recessivo, alertou a sucessora de Strauss Kahn, arrombaria as portas do arrocho fiscal deflagrado por vários governos na ilusória esperança de reconquistar a confiança dos mercados. Lagarde foi direto ao ponto e chamou a atenção para os riscos de uma contração da atividade que pode esfarelar de vez o frágil equilíbrio entre ativos e passivos no sistema bancário europeu. A banca do euro precisa ser recapitalizada, insistiu Lagarde. Esse é o novo motor da crise.Caminha-se no fio da navalha. Nos próximos três anos, segundo o Financial Times, a banca da UE terá que obter fundos da ordem de 4 trilhões de euros para garantir a liquidez de suas carteiras. A perspectva desse encontro com a hora da verdade move a fuga de fundos de investimentos que tem reduzido sua exposição na zona do euro elevando o custo de rolagem de passivos de bancos e governos. Falta coordenação e estratégia para deter esse processo. E essa é uma dimensão da crise sistemica: ela dissolve e anula as próprias instituições ordenadoras da hegemonia financeira na atual etapa do capitalismo. Repete-se na dinâmica da crise global a mesma lógica que move facções armadas em Trípoli: uma atomização sem referencia coletiva, nem lastro de acomodação institucional. Nesse salve-se quem puder errático e selvagem, alguns países dificilmente escaparão de um imprevisto. A dívida do setor privado espanhol, por exemplo, mediada pelos bancos, equivale a devastadores 170% do PIB. Mas os bancos alemães, ao contrário da responsabilidade que Angela Merkel arrota e cobra das instituiçoes de outros países, também se lambuzaram gulosamente na farra especulativa que antecedeu a crise. Nada menos do que 30% de suas carteiras estavam comprometidas com financiamentos -a juros suculentos-- à Grécia, Espanha, Portugal, Irlanda e Itália. A derrocada desse dominó teve igualmente o dedo oportunista das instituições germânicas: em poucos meses, sua exposição a esses países caiu dos 30% para 15% da carteira total, empurrando-os para a lista de condenados de Merkel.

porno?

Um encantador de cobras e uma moça encantada com um exemplar particularmente vigoroso. Clique se for adulto. Ou adúltero, tanto faz.

eis aqui os portugueses num coro de lamentações enquanto o governo vai vencendo sem luta

grande canção

lady gaga ou lord gago, que venha o diabo e escolha

madrid me encanta!

E não só Madrid, toda a Espanha veio para a rua protestar contra a reforma constitucional.



28/08/11

os pobres, esses malvados


Por Manuel António Pina

Conta a "Folha de S. Paulo" que, depois de a sua casa ter sido assaltada, o deputado brasileiro António Salin Curiati (PP) criticou as políticas sociais da presidente Dilma que "agracia[m] a comunidade carente, e eles começam a ter filhos à vontade", defendendo que é preciso controlar a natalidade dos pobres, já que, se não chegarem a nascer, "eles" não andarão por aí a assaltar casas. Invocou, a propósito, o exemplo dos países em que se decepam as mãos aos ladrões, embora assegurando que não concorda com o método (pois seria decerto humilhante ser assaltado por pobres com cotos em vez de mãos).

Controlar a natalidade dos pobres (castrá-los, por exemplo; julgo que, há uns anos, houve um projecto do género na Índia) pode ser uma boa ideia mas põe alguns problemas. Se os pobres não tiverem filhos, o que é que os ricos comem? E quem pagará impostos? E quem trabalhará para os ricos e morrerá por eles nas guerras com que os ricos ficam mais ricos? E pior: sem pobres, como é que os ricos poderão praticar as acções de caridade com que obtêm perdão por tudo quanto fazem na Terra, dormindo de consciência tranquila e reservando suites de luxo no Céu?

Eu sei que os pobres são maus e assaltam os ricos e que, em contrapartida, os ricos nunca assaltam (nem através das leis do trabalho e dos bancos) os pobres. Mas não seria mais prático, em vez de castrá-los, obrigá-los a assaltar apenas pobres como eles?

pobres repórteres!




ligações perigosas

o genocídio no ruanda

Os cinemas passam americanadas. Filmes destes, se passam por cá, passam despercebidos.

se é preciso cortar nas gorduras do estado, comecemos pelas do governo


Estava para ser o governo mais pequeno de sempre. Com tanta nomeação e tanta alvíssara, olhó barato que nos sai caro! Carniceiros, é o que eles são todos.

Aqui está quem não me deixa mentir:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/governo-fez-quase-500-nomeacoes-em-dois-meses

os pobres, essa gente nojenta que nos fica com o dinheiro dos impostos para comprar frigoríficos


The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
World of Class Warfare - Warren Buffett vs. Wealthy Conservatives
www.thedailyshow.com
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World of Class Warfare - The Poor's Free Ride Is Over
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Fonte: http://arrastao.org/

kadhafi entre amigos

faz hoje 48 anos

a brincar, a brincar, se ataca a hipocrisia

antes que seja tarde

Por Ricardo Alves

Há anos que alerto neste blogue para o perigo para a democracia e para o Estado de Direito que a escumalha SIS/SIED representa. A maioria das pessoas não se apercebeu ainda que os serviços ditos «de informações» têm mais pessoal e poder hoje do que durante a (defunta) «guerra fria». Pior: do 11 de Setembro em diante, foi-lhes dada «carta branca», por governos democráticos, para praticarem crimes de vigilância electrónica, escutas telefónicas, e até tortura (embora restrita a islamistas e geralmente «deslocalizada» para Estados estrangeiros). As semelhanças entre Silva Pais e Silva Carvalho já são muito mais do que fisionómicas.


As notícias de hoje confirmam que o poder que têm, a soberba de se acharem «acima da lei» e as «costas quentes» que os governos lhes garantem estão a gerar um monstro que pode ameaçar os direitos básicos de todos os cidadãos: confirmou-se que um qualquer jornalista, só por escrever sobre o SIED, teve o seu telefone vigiado. Por ordem, presume-se, de Silva Carvalho, o personagem pidesco sobre o qual já escrevi aqui e acolá. E que Passos Coelho protege.

Há quem diga que os serviços ditos «de informações» são indispensáveis. É verdade para as ditaduras. Para as democracias, tenho mais dúvidas. Mas num país em que os cidadãos aceitam facilmente dar os seus dados biométricos ao Estado, por enquanto não há revolta. Mas se não forem devidamente processados e detidos uns tantos, isto pode acabar mal. Mão dura com a escumalha das «informações», é o que se impõe. Antes que seja tarde.

Os antecessores do SIS e do SIED acabaram assim. Não foi bonito.

ah! assim fica mais doce a transição para o disparate!

Pacotes de açucar ensinam novo acordo ortográfico


Uma marca de cafés introduziu no mercado pacotes de açúcar que explicam aos portugueses as principais alterações do novo acordo ortográfico. A iniciativa foi apoiada pelo Ministério da Educação.

Agora pode aprender a língua portuguesa enquanto bebe café. Esta campanha, que decorre de agosto até outubro, distribui 10 saquetas distintas que ensinam a nova grafia de palavras como “ótimo”, “extracurricular”, “autoavaliação”, “ata”, “redação” ou “pré-escolar”.

A iniciativa surge na altura em que o acordo ortográfico vai ser aplicado no sistema educativo, no ano letivo de 2011/2012, conforme resolução aprovada pelo anterior Governo e confirmada pelo atual secretário de Estado da Cultura.

O novo Acordo Ortográfico entrou em vigor em janeiro de 2009. Mas, até 2015, decorre um período de transição, durante o qual ainda se pode utilizar a grafia atual.

este governo põe-me assim

a minha alma está parva


Acabei de saber da nova política de "concessão" de passes sociais. Quer-se dizer: uma pessoa que ganhe 600 euros, por exemplo, é rica, já pode pagar o bilhete normal. Por outras palavras, e se se fizerem bem as contas, muitos portugueses passam a ter que pagar para ir trabalhar. Os transportes, tal como a electricidade e o gás, passam a ser luxo. E nós deixámos de ser cidadãos, não mais somos do que escravos, mero sustentáculo dos excessos e da má gestão de sucessivos governantes e gestores da coisa pública.

A pouca vergonha deste governo não tem limites. O que se está a passar é um roubo de proporções nunca vistas, um escarro na cara dos portugueses.

Fosse outro este povo! Mas, tal como estamos, caminhamos para o suicídio colectivo. Temos o que merecemos.