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A mostrar mensagens de Janeiro 22, 2017

o grande mestre de donald trump

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Chamava-se Roy Cohn e tornou-se colaborador principal de Joseph McCarthy durante a criminosa caça às bruxas. Foi um dos advogados que conduziu o processo de condenação à morte de Julius e Ethel Rosenberg. Dizem dele que terá sido advogado de mafiosos e corruptos de alto coturno, de milionários e patifórios a nadar em crimes e em dinheiro. No início da sua ascensão rumo à fortuna, Trump recorreu a Cohn para os defender, a ele e ao pai, de um caso em que eram acusados de descriminação racial no aluguer nos seus múltiplos empreendimentos. Roy Cohn ensinou a Trump a sua primeira grande lição: quando atacado, há que contra-atacar com redobrada violência, nunca ceder, nunca negociar acordos com a Justiça, nunca dar o braço a torcer. E é assim que Trump tem sido desde então. Violento, destemperado contra quem o combate. Faz isso com as mulheres que o acusam de assédio sexual. Faz isso com os países que não acatam de imediato as suas ordens ou ripostam contra as suas humilhações. Que um home…

o aborto falou

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Hoje, em Washington, houve mais uma manifestação, desta feita contra o aborto, que teve três defeitos: só compareceram abortos, foi bastante minguada e, last but not least como se costuma dizer, não contou com a presença, oh tristeza!, oh martírio!, da Drª Isilda Pegado.
Mike Pence, o vice-presidente de Trump, um homem às direitas e com eles no sítio, esteve lá e discursou, grande momento, tocante, prenhe de significado. E disse: "permitir às vítimas de violação que abortem vai fazer com que as mulheres tentem ser violadas".
Não entendo a lógica. As mulheres têm prazer em abortar e, por isso, vão criar condições para que tal aconteça?
Alguém, alma caridosa, de preferência indefectível defensora "do direito à vida", que me explique.
Estou confuso. A sério. Juro. E não devo ser o único.

kick donald's ass, please!

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Já chega. Numa semana, desde a tomada de posse (a mais concorrida da história dos Estados Unidos, segundo os propagadores de factos alternativos), Mr. Twittler só tem dito, escrito e feito merda e da grossa. O maior e melhor negociador do mundo não passa, e não é que alguma vez tenha tido dúvidas acerca disso, de um gigantesco bluff, um garganta funda, uma varina endinheirada (sem menosprezo para quem alguma vez exerceu a profissão), um bufão que já conseguiu a magnífica proeza de, até agora, não ter resolvido um único problema do país mas, antes pelo contrário, ter indisposto muitos dos seus tradicionais aliados e assinado disposições presidenciais apressadas, estúpidas, profundamente anti-sociais e, nalguns ou em todos os casos, sem qualquer possibilidade de concretização ou que provocarão inevitáveis conflitos dentro e fora dos Estados Unidos. Reina o caos na Casa Branca e nos gabinetes ministeriais. Altos funcionários despedem-se em massa. Os que por lá ficam, a soldo de Trump. m…

let's play!

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Alinhe comigo, entre no jogo. A língua portuguesa é mais rica do que Trump. Ora acrescente lá todos os nomes que lhe vierem à moleirinha para apodar o cavalheiro da triste figura, o bezerro d'oiro, a alimária trumpetista:
Farsante ... Gabarolas ... Racista ... Machista ... Facholas ... Intrujão ... Megalómano ... Mitómano ... Rufia ... Rude ... Rudimentar ... Primário ... Primata ... Vaidoso ... Insultuoso ... Fanfarrão ... Farsolas ... Chocarreiro ... Valentão ... Direitolas ... Gatuno ... Retrógrado ... Aldrabão ... Mentecapto ... Lunático ... Trapaceiro ... Charlatão ... Parlapatão ... Fala-Barato ... Burlão ... Embusteiro ... Fraudulento ,,, Imbecil ... Arruaceiro ... Proxeneta ... Bandido ... Bandalho ... Biltre ... Canalha ... Patife ... Pulha ... Infame ... Desprezível ... Vil ... Abjecto ... Maldito ... Raivoso ...
Quem dá mais? Quem dá mais?...

aquela santa

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Sem sombra de pecado. Sem contras, só prós. Deformando cidadãos, desinformando, manipulando. A imprensa. Aquela santa. Onde os jornalistas são jornaleiros, pagos à jorna. Onde as notícias são "tratadas", como se de doentes se tratassem. Os patrões são de Angola, da China, mais o Belmiro cá do Continente e o Francisco do Bilderberg universal. Quem se quer bem, sempre se encontra. Nas páginas dos jornais, no prime time televisivo. São sempre os mesmos. Jornaleiros. Pagos à jorna. Comentam Trump com bonomia, porque Hitler só houve um e o Donald não é nenhum. Acham Merkel uma pia criatura, canonizada já, já no altar entre Cristo e a Virgem Maria. O capitalismo selvagem é, para eles, o paraíso terreno. A Goldman Sachs, uma parideira de heróis. A União Europeia, uma beata caritativa. Os bancos, múltiplos vaticanozinhos para depósito da dízima. A imprensa. Aquela santa.  
Imagem encontrada em http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/

o original e a cópia

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Primeiro, plagiou o discurso de Michelle. Agora, copia a fatiota de Jackie Kennedy. E os olhos, esses, continuam aflitivamente sem expressão, o sorriso, frio, de uma musa inacessível. A primeira-dama, dizem eles orgulhosos da sua modelo de virtudes. Imigrante, como tantos outros que eles, o marido e demais capangas, querem expulsar. Expurgar da grandiosa América, branca, pura, sem mácula. Onde os pretos devem ser aquilo que sempre foram, burros de carga, carne para canhão. Atroador. Aterrador.

o grande rodeo americano

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O toiro embravecido entrou em acção. Abriram-se as grades por onde saiu dos seus curros de oiro e rococós, de lixo e luxo, prometendo, com os cornos, as patas, o focinho façanhudo, aos urros e aos bramidos, levar tudo à frente, a China e o Irão, o México e a Europa em desunião, os terroristas e os opositores, os que não lhe arrebanham a baba nem lhe aparam os coices de animal raivoso. Contra a imprensa e as empresas que não lhe veneram o fecundo génio, contra as liberdades de cada um, contra a gatunagem que tem explorado a benemérita América anos sem fim, contra e a favor das secretas, dos republicanos e democratas, de milionários e autocratas, contra e a favor seja do que for desde que lhe renda adeptos, aplausos, vassalagem. Entrou na arena para a grande faena, a festa brava, o bacanal dos bravos, as pegas de caras e de cernelha, as cornadas em brancos, pretos, índios, latinos, filhos de deuses menorizados, porque ele é o Messias, o Salvador da federação, o defensor de guerras e ve…