04/02/17

a uma boa capa nem o trump escapa



















terror na américa


Nos Estados Unidos, a falta de regulamentação rigorosa das instituições financeiras levou ao que a gente sabe: ao colapso de bancos e à tragédia de milhões de americanos que perderam os seus empregos, economias, pensões de reforma, casas e até a vida.

Agora, o idiota-mor da Pennsylvania Avenue, o pato-bravo da Fifth Avenue, quer extremar ainda mais essa desregulamentação. Ou seja, aquela promessa de que iria afrontar Wall Street era rematada mentira e aí está o seu governo, composto por multimilionários, presidentes de grandes corporações, antigos dirigentes da associação de criminosos que dá pelo nome de Goldman Sachs, que não me deixam mentir.

Claro que os que nele votaram, na esperança de verem as suas vidas melhorar, vão ter uma terrível surpresa.

Esperemos que o resto do mundo se prepare para o que aí vem. Que não se voltem a verificar ondas de choque como as da última hecatombe americana, que se repercutiram por todos os continentes. Em Portugal, a austeridade de Passos Coelho foi fruto, em grande parte, desse acontecimento. E o tartufo da Casa Branca não se vai ficar por aí. A extinção ou aligeiramento das leis para defesa do ambiente ou do consumidor virão já a seguir, assim como benesses fiscais para os mais ricos em prejuízo da Saúde e Educação para todos.

O filme de terror em que se transformou a América é uma muito longa metragem, uma super-produção com uma cabeça de cartaz de pôr os cabelos em pé a qualquer um e um elenco de monstros de fazer estarrecer um morto. Que não tenham um HAPPY END, os actores desta AMERICAN HORROR STORY. A começar pelo Donald, o esparvoado tiranete.

03/02/17

é dos tontos que reza a história


Lembro-me de algumas almas caridosas, daquelas que peroram amiúde pelas televisões com o elevado intuito de educar as plebes, terem dito que não, que Nigel Farage não se podia considerar de extrema-direita. Que dizer então do seu namoro com Trump? Ainda este não tinha tomado posse, para remissão de todos os pecados do mundo, já Nigel o visitava no seu castelo espalhafatosamente dourado da Quinta Avenida. Trump, por sua vez, recomendou o fiel companheiro para comentador da Fox News, que amor com amor se paga e os amigos são para as ocasiões. Farage saiu da mesma fornada de Trump e de Le Pen. E, minhas senhoras e meus senhores, a realidade é só uma e é aterradora, a extrema-direita está a assenhorear-se do mundo. Num balanço (nem pouco mais ou menos exaustivo), os Estados Unidos, a Rússia, a Polónia, a Hungria, a Turquia, as Filipinas já se passaram para o lado de lá, para o negrume fascista, sem contar com outras pequenas e grandes ditaduras de diferentes matizes e outras (ainda) democracias colaborantes e agradadas com a eleição de Trump. Diz-se agora que Putin está a dar uma ajudinha para que a Holanda, a França e outros se cheguem a eles. Tal como deu a Trump uma mãozinha, nada leve. Trump que, mais uma vez agradecido, embevecido com Putin, levantou ontem parte das sanções impostas à Rússia por Obama. Rezemos se formos religiosos. Resistamos se formos capazes.

toma, embrulha e leva para a tulha!







A Europa responde a Trump ... com as suas próprias palavras.

02/02/17

é preciso dominar a besta


As notícias são cada vez mais aterradoras.

Esta noite, os estudantes da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, deixaram o campus a ferro e fogo. Em protesto contra a presença de um activista de extrema-direita, ligado ao jornal digital Breitbart, que aí se preparava para discursar. 

António Guterres veio, pessoalmente e perante as televisões, condenar o muslim ban. Um facto se calhar único na história das Nações Unidas.

Quanto ao Donald, e diante da forte possibilidade de alguns dos seus nomeados serem chumbados no senado (precisa da maioria dos votos e, nalguns casos, nem os republicanos estão dispostos a dar-lhos), sugeriu, pura e simplesmente, que "se mudem as regras". A seu gosto, está claro, como convém aos ditadores.

No parlamento canadiano, os ânimos exaltam-se e já se pede que o governo de Trudeau tome uma posição contra "o fascista Trump". Foi isso mesmo que foi dito: fascista.

Segundo se diz (mas, dirá a trupe de Trump, tudo não passarão de fake news), o presidente americano terá ameaçado o seu homólogo mexicano com uma intervenção militar, caso este não aceda aos caprichos do doido incendiário lá do norte.

O tristemente célebre mad dog ameaçou ontem o Irão. Se com balas e bombas, não explicou mas a gente sabe ler nas entrelinhas. Por seu lado, a China ameaça os Estados Unidos com um confronto militar. Nuclear, que eles não fazem a coisa por menos.

Também segundo a imprensa, o maluco da Casa Branca terá, ontem, insultado o primeiro-ministro de Camberra durante uma conversa telefónica, para grande desagrado da maior parte dos australianos.

Trump contra mundum. E o mundo contra Trump.

01/02/17

shut up your fucking mouth!


Estou enjoado, enfartado do estafado argumento em defesa de Trump: que foi eleito por maioria dos votos (coisa que nem sequer corresponde à verdade). O Hitler também foi eleito democraticamente, estão lembrados? Isto diz-vos alguma coisa? Does it ring a bell nesses neurónios empedernidos, ó bons da fita? Quer-se dizer: porque o idiota foi eleito pode fazer o que quiser, é isso? Pode humilhar qualquer nação que isso não vos diz nada, não é? Pode agitar o mundo, torná-lo mais perigoso ainda, não está claro? Pode fazer dos ricos mais ricos e dos pobres mais pobres, pode perseguir minorias, pode tornar a América num país irreconciliavelmente dividido? Que importa que tenha ganho com a ajuda da democrática Rússia? Que interessa que tenha vencido através da manipulação, da mentira, da verborreia incontida? Que tem a ver para o caso que o homúnculo seja um pateta, arrogante, malcriado, demagogo, de tendências totalitárias e de ego doentiamente inchado, que está a dar gás ao anti-americanismo, a incendiar o terrorismo, a trazer ao de cima o pior do pior dos americanos? Salazar, de quem devem ter tantas saudades, foi, ao lado deste energúmeno, um menino de coro, um beatão inócuo. Deixem-se de balelas pseudo-democratas. Hipócritas. Dignos de Trump, benza-vos deus ou o diabo. Calai-vos. Hitler está morto. Pinochet também. E Trump já não deve estar nada bem.

a queda do falso midas


Wayne Perry/AP




Wayne Perry/AP

Trump é o que os seus casinos foram. Ouropel. Kitch. Novo-riquismo a rodos. Ostentação. Piroseira até mais não. A exemplo do que quer agora fazer da América, o lema de Trump já foi MAKE ATLANTIC CITY GREAT AGAIN. Com golpes palacianos, generosos empréstimos, cambalachos vários, ergueu o Taj Mahal. Trump Taj Mahal Casino, façam o favor de repetir comigo, que o nome de Trump é tão grande como a sua pessoa, vende, tem mais impacto do que qualquer outra marca, maior do que ele só Deus e, mesmo assim, se não lhe fizer sombra na Terra nem concorrência entre créus.

Trump é isto. Um imenso castelo de cartas, um palácio de areia que se esfrangalhou à primeira tempestade. Porque Trump não é Midas. E a sorte não protege os audazes, mas os vigaristas. 

Até um dia.








31/01/17

dou a mão à palmatória!


A Merkel? Essa? A Angelita? Uma excelente rapariga, prendada, bonacheirona, amiga do seu amigo. E o Bush filho? Ai filho, que filho de boas famílias, que paz d'alma, que pacífica criatura essa! E o mesmo posso dizer, aqui e agora, do Cameron, do Coelho, do Barroso, do Junckers ou Junker ou lá o que é. Todos santinhos da minha devoção. Todos cidadãos exemplares. Todos bons pais e mães de família. Esmoleres. Generosos e bons. Andei enganado, confesso. Ao lado de Trump, todos estes trastes são santos. Batam-me. Aleijem-me. Mandem vir cilícios, açoites, guilhotinas, empaladores, serrotes, forquilhas. Mereço. Oh se mereço!

don't sleep with a pig

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Cartazes de Londres. Ontem. Porque, queira Trump ou não queira, o mundo move-se e não é dele.

As imagens são do Guardian.

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