29/09/12

foram não sei quantos mil que lutaram por abril

Um mar de gente a gritar NÃO QUERO. Se é o povo quem mais ordena, então a corja que se apoderou do poder, que enxovalha e rouba os portugueses sem piedade e sem vergonha, tem os dias contados. Isto não fica assim. O sol de Abril vai brilhar de novo.



provocação, claro!

Foi condecorado o chefe da polícia de choque de Madrid. Vem no El País desta manhã. Estas fotografias, e estes vídeos, comprovam que a distinção é mais do que merecida. E, aqui entre nós que ninguém nos ouve, ao menos não são tão hipócritas como em Portugal. Por cá, quando coisas destas acontecem, instauram-se inquéritos "para apurar responsabilidades". Nunca se sabe é o resultado, mas isso deve ser um mimo equivalente às condecorações outorgadas pelos nuestros hermanos.











como seria uma manifestação no terreiro do paço a favor do governo

ao terreiro, vou eu chegar primeiro!


o bacanal





E, por fim:
http://blogs.publico.es/arturo-gonzalez/2012/09/29/la-obscenidad-de-los-bancos/

a força da razão

28/09/12

da cá o voto, toma lá mentira

Alguns comentadores mais iluminados, daqueles que ganham a vidinha a perorar de pantalha em pantalha, alvitraram que muita gente que acorreu às manifestações de 15 de Setembro o fez com ressentimentos contra a democracia. Eu acho que é exactamente o oposto: estamos é fartos dos políticos que têm dominado (e arruinado) Portugal e queremos trocá-los por mais e melhor democracia, onde não sejamos meros depositantes de votos em males menores. As eleições transformaram-se em farsas monumentais, onde a demagogia e a mentira imperam e onde ganha aquele que melhor sabe tirar partido da política-espectáculo, dos gabinetes de marketing e comunicação, das promessas nunca cumpridas e do dinheiro que tudo compra, até espaço publicitário nos jornais disfarçado de notícia. É tempo de mudar a nossa sina. Não estamos condenados à pobreza eterna, ao roubo permanente.

de fome há fartura


a produzir pobreza desde 1944


mas o que é, de facto, o FMI?

sem título


shame on you, mr. passos!



O Governo socialista francês apresentou esta sexta-feira a proposta de Orçamento do Estado para 2013, que prevê um encaixe de 20 mil milhões de euros com novos impostos focados sobretudo nas grandes empresas e nos mais ricos. Os milionários vão estar sujeitos à polémica carga fiscal de 75%.

roma na rua esta manhã


geração perdida

porque os amanhãs ainda cantam, têm que cantar

que se funda!


Fundação Social Democrata da Madeira, ligada ao PSD da ilha e que desenvolve a actividade na área da “ajuda humanitária, desenvolvimento social ou económico e educação”, teve uma nota positiva de 62,9% na avaliação feita pelas Finanças. [DN Economia]


Ultima entrada registada:
A moradia onde Alberto João Jardim nasceu e viveu até perto dos seus trinta anos, virá a ser transformada numa casa-museu. A Fundação Social Democrata da Madeira adquiriu o imóvel para esse fim, tendo em conta Jardim anunciar a sua retirada em 2011.

A moradia onde Alberto João Jardim nasceu e viveu até perto dos seus trinta anos, virá a ser transformada numa casa-museu. A Fundação, para além de pretender recriar o ambiente em que decorreu a infância e juventude daquele que é Presidente do Governo Regional desde Março de 1978 e, em 1974, foi cofundador do PSD, conta ali expor toda a grande colecção de medalhas comemorativas destes mais de trinta anos, quer nacionais, quer estrangeiras, que foram sendo oferecidas a Jardim.
28-02-2008

Penúltima entrada registada :
Alberto João Jardim presidiu, ontem, à cerimónia de entrega de 80 cabazes de Natal a famílias carenciadas. Foram ainda entregues 900 livros à Associação Académica da Universidade da Madeira.
06-12-2007

«O Governo não extinguiu a Fundação Social Democrata da Madeira, que está a ser investigada pelo Ministério Público (MP). O processo foi desencadeado por queixa do PND contra o presidente da instituição e líder regional do PSD, Alberto João Jardim, por suspeita de prática de crime de peculato, corrupção passiva e abuso de poder. O inquérito está parado há dois anos, pelo facto da Assembleia Legislativa da Madeira não ter autorizado, como tem solicitado o Tribunal Judicial do Funchal desde 2008, o levantamento da imunidade a Jardim. Uma prerrogativa específica dos deputados mas que o PSD alargou aos membros do governo regional na única revisão do Estatuto da Madeira, efectuada em 1991. » [Público]

A lógica, a prática e a Justiça à moda do PSD.

anne, charles, mary, johnny: be good!


há criminoso lindo, venha ver freguesa!


A ministra da Justiça, com aquele ar de convencida de que só há Deus lá por cima e ela cá por baixo, veio deitar mais achas para a fogueira do caso dos três governantes de consulado Sócrates agora sob investigação. Não meto as mãos no lume por ninguém, muito menos por políticos, e, acrescente-se em minha legítima defesa, a culpa é da classe, não minha. Mas, se algum deles estiver inocente, é terrível, é trágico que a sua reputação fique para sempre manchada, porque condenado já está. Na praça pública. Com toda a peixaria mediática e todas as varinas ministeriais, parlamentares e televisivas.

Aconteceu o mesmo com Sócrates. Não há fumo sem fogo, diz-se. É capaz de assim ser. Mas ainda ontem o Público noticiava que foi arquivado, por falta de indícios criminais, o processo alusivo às contas off-shore que a família de Sócrates deteria. Alguém comentou? Alguém fez caso? Será culpa da Justiça, mais uma vez cega e mais uma vez provando que em terra de cegos quem tem olho é rei?

A verdade é só uma, e para dizer isto não preciso de recorrer a nenhum juiz nem ao Supremo Tribunal: Sócrates, e o seu carácter, e os seus talvez telhados de vidro, deram muito jeito a Passos Coelho para ascender ao poder com a aura de impoluto e a promessa de que agora sim, agora é que iria limpar o país e a política dos malfeitores que, desde há décadas, andam a dar cabo do país.

Vê-se. Impolutamente, sem mancha de pecado ou crime, Passos é que está a dar cabo do país. E Sócrates continua a dar jeito, como desculpa repetida até à exaustão, até ao enjoo: se não fosse ele, Sócrates, Passos não precisaria de fazer o que, vamos lá ser honestos quanto mais não seja uma vez na vida, sempre quis fazer: desgraçar Portugal, transformando-o numa espécie de coutada onde se vem caçar mão-de-obra barata, com jeitinho talvez escrava, atraiçoando o seu povo, empobrecendo-o a bem da nação. Só que a nação dele não é a nossa. É a dos mercados, dos especuladores, da alta finança, do capitalismo de casino, da Merkel e da merda em que a Europa, e o mundo, se afundam.

Mas o crime compensa. Excepto se se roubar uma côdea de pão para matar a fome à pobreza. Pobreza que ele próprio está a criar com a satisfação do dever cumprido, de ser mais papista que o papa, mais troikista do que a troika.

Sabem o que digo? Que Deus lhe perdoe. Porque os portugueses não o vão fazer.

morre que és despesa

Por Daniel Oliveira

Miguel Oliveira da Silva, presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, informou que o Ministério da Saúde deve limitar o acesso aos medicamentos mais caros para tratar doenças como a sida ou o cancro. Explica: "vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível, em termos de cuidados de saúde, todos terem acesso a tudo". No "tudo" inclui a dignidade de quem está nos últimos meses da sua vida. "Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50 mil, 100 mil ou 200 mil euros?"

Onde acaba o "racionamento ético"? E se for um ano? Já vale a pena? E dez anos? No fim, não vamos todos morrer? E se forem 20 mil euros? E se o doente tiver recursos para pagar o tratamento, pode viver mais uns meses? E que tal aprovar um quadro para o tempo merecido de vida com os valores correspondentes? Em que valores exatos, medidos em meses de vida/euros, para o médico de lutar por um ser humano que entregue as suas derradeiras energias a sobreviver? Quanto vale o nosso inabalável instinto de sobrevivência? Quando passará a contabilidade a ser uma fria máquina de morte? E porque ficar pelos doentes? E os velhos que vivem mais do que devem, incapazes de se mover e de trabalhar? Quanto nos custam? Valerá a pena? Terão qualidade de vida que justifique tanto desperdício e ineficiência?

Que fique claro: para continuar a lutar por uma vida não vale tudo. Há coisas que se devem ter em conta. A vontade do doente. A sua qualidade de vida. O sucesso previsível do tratamento. Não os custos. Porque uma vida, um mês de vida que seja, não tem preço. É isso que separa a civilização da barbárie. E no dia em que o médico passa a contabilista sabemos que nada estará entre nós e quem tem de fazer as contas. Que alguém deixou de cumprir o seu papel. O do médico não é medir o valor financeiro dos últimos dias que vivemos. É lutar por nós.

O Presidente daquele órgão consultivo, responsável por um relatório sobre o tema (que li e que é menos explícito, menos brutal e mais cauteloso do que estas inacreditáveis declarações), explica: "é uma luta contra o desperdício e a ineficiência". Finalmente conseguiu-se: os médicos transformados em contabilistas, a vida decidida por uma máquina calculadora. Poderemos, coisa que nos fazia falta, medir o BPN em meses de vida. Refrescante.

utópico, dizem-me eles


Fico encaganitado, olá se fico, sempre que alguém remata uma discussão mais acesa comigo sibilando a frase "és um utópico".

Se utopia é querer ver a pobreza erradicada do meu país, sou um utópico. Se utopia é condenar a fome em África, sou um utópico. Se utopia é estarrecer-me perante os massacres, a intolerância religiosa e a violência física e moral sobre as mulheres nos países árabes, sou um utópico. Se utopia é querer ver o fim da corrupção, do tráfico de drogas e de seres humanos, da morte transformada em lugar comum para vender jornais e conquistar audiências, sou um utópico. Se utopia é querer paz no mundo, distribuição equitativa da riqueza, protecção do ambiente, democracia para todos, da verdadeira e não este simulacro em que nos obrigam a viver, sou um utópico.

Venha de lá a utopia. A realidade já nos mostrou do que é capaz.

é ali ao fundo, amanhã

Imagem: https://www.facebook.com/pages/vintage-lamps/197852996926347

eutanásia


Eu sou a favor, digo-o já por mais que choque algumas almas mais católicas, apostólicas e romanas. Desculpem. Para mim, que não tenho um deus (e, por consequência, não tenho um diabo), é-me fácil aceitar a eutanásia, exactamente pela mesma razão com que muitos católicos, apostólicos e romanos a recusam: por caridade, humanismo, compaixão, amor, usem a palavra que quiserem.

Mas não posso aceitar, e vem isto a propósito das vozes que se levantaram em defesa do presidente do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, que seja o médico a decidir em quem praticar eutanásia. Porque foi isso que ele disse. Por mais que, agora, alegue que foi mal entendido.

Uma questão desta natureza, e que suscita questões religiosas e morais tão sérias, não pode, não deve ser mal entendida. Como tal, tem que ser muito bem explicada. Com sensibilidade e bom senso.

27/09/12

encha-se o terreiro, faça-se um berreiro

Arménio Carlos, e muito bem, já veio dizer que a manif de Sábado não é da CGTP, é de todos. Deixe-se de pruridos, esqueça o que nos divide e lembre-se do que nos une: a sobrevivência pura e dura, a luta contra o governo mais indecente de toda a vida democrática portuguesa. Eu quero lá saber de que cor é o meu amigo, seja vermelho, rosa, azul às riscas, verde claro ou verde escuro vou gostar de o ter a meu lado. Unidos como os dedos da mão. Este governo não pode desgovernar. Este povo não pode sofrer mais. O tempo não está para troika-tintas. Venha daí. Na boa.


reina a democracia por todo o país



Recordo: o ministro do Interior espanhol elogiou a actuação "equilibrada" da polícia. Nota-se. E nota-se que a senhora detida e maltratada é uma perigosa delinquente, quem sabe se não mesmo terrorista. 

a noite europeia





Madrid, 25 de Setembro de 2012

será mesmo?...

"ficou no banco claro, melhorou a vida do banco, se quiserem melhorou a vida dos accionistas"



Tinha ouvido estas palavras num telejornal da TVI, pela hora de almoço, e não tinha acreditado. Andei à procura do vídeo nos sites dos canais de notícias. Não o encontrei mas o jornal i confirma os meus piores receios: sim, ouvi bem. Fernando Ulrich, presidente do BPI, diz que essa coisa da TSU não é nenhuma novidade para as empresas (o roubo, traduza-se, de proventos dos trabalhadores para os patrões). E gaba-se de, desde 2008, já ter retirado aos empregados cerca de 30 milhões de euros.

E para onde foi esse dinheiro? Ele responde, orgulhoso da sua esperteza de bom banqueiro:

"Ficou no banco claro, melhorou a vida do banco, se quiserem melhorou a vida dos accionistas".

Não tenho palavras a acrescentar a isto. Limito-me a pespegar aqui um desenho que ilustra bem o que penso de Fernando Ulrich e de outros da sua laia.

Fonte:

vaya con diós, desapareça!




Passos vaiado no Estoril.

que soy compañero, coño!



Há coisas que uma democracia não devia tolerar, mas é uma prática corrente: colocar provocadores da polícia entre os manifestantes para incitar à violência e, consequentemente, à intervenção da polícia oficial, a fardada. A intenção é clara: desvalorizar as manifestações, amplamente publicitadas pela comunicação social para desmotivar a participação de gente pacífica e desacreditar quem protesta. Mas esqueceram-se que, hoje em dia, há câmaras, há máquinas de filmar, há telemóveis a gravar, por todo o lado, o que devia ser segredo Foi o que aconteceu anteontem. Por engano, alguns polícias arrastam e agridem um manifestante que grita, para a posteridade, "soy compañero, coño, soy compañero".

repita comigo: nós não somos gregos nós não somos gregos nós não somos gregos nós não somos gregos nós não somos gregos nós não somos gregos

desde que as fundações não afundem, por mim tudo bem


os salteadores do povo perdido

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

para os portugueses obrigados a partir




Trova do Vento que Passa


Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Manuel Alegre

alfredo



Li algures que se chama Alfredo. Seja Alfredo, seja Paco, seja Pablo, é aquele senhor que, anteontem, acolheu os manifestantes no seu restaurante de Madrid e, esbracejando, gritando, impediu a polícia de entrar. Ontem foram agradecer-lhe. 

pela sua rica saúde!

Quanto mais não seja pela defesa da sua saúde e a dos seus, desça ao Terreiro este sábado. É criminoso que alguém, ainda para mais uma Comissão de Ética ou lá o que é essa coisa instituída e, muito provavelmente, paga pelo Estado, venha dizer quem deve morrer e quando. Se não é desta que se vai indignar, se não é desta que decide descalçar as pantufas e saltar do sofá, não se queixe: se a sua vida vale cada vez menos a culpa também é sua.




passos, palhaços e feras cada vez menos amansadas


E se se deixassem de palhaçadas? E se em vez de se armarem em maquilhadores de circo, borrando a pintura toda, enfrentassem antes o touro pelos cornos e se fossem às gorduras do Estado, realmente às gorduras do Estado e não às do povo, que a este já não lhes sobram nenhumas? Façam uma pega de caras, de cernelha, qualquer acto viril que eu, um feroz militante anti-touradas, vou assistir e, ainda por cima, aplaudir aos gritos de "Olé!" e "Bravo!".

É que, damas e cavalheiros, meninos e meninas, as vossas operações estéticas às fundações tornaram ainda mais visíveis as mazelas das anafadas criaturas. Façam a coisa como deve ser. Usem tesoura, usem bisturi, vão-se a elas à catanada, à machadada, mas vão caramba!, não façam de conta e, sobretudo, não se aproveitem para beliscaduras mesquinhas, como o fizeram contra a Casa de Mateus e Maria Teresa Horta.

É que a emenda que os senhores fizeram, como diz o povo e, se não sabem deviam saber, ele tem razão e anda a mostrá-lo nas ruas, foi pior do que o soneto. O que nós queremos, exigimos, é que se avaliem as fundações pela sua utilidade pública, pelo bem que fazem ao país e aos portugueses, quer no plano social, educativo, científico, cultural (sim, susto!, medo!, escrevi cultural, essa coisa nefanda que não adianta nem atrasa, ninguém come cultura, a cultura não dá dinheiro, a cultura espevita as mentes, a cultura alerta as massas). O que nós queremos, exigimos, é um estudo sério e isento (aí está outra palavra que vos deve dar fornicoques) e retirar o estatuto de fundação às que servem os interesses de quem lá manda e não do país, retirando-lhes as subvenções do Estado e, claro, os benefícios fiscais.

É isso que o povo quer. Exige. Que se acabe o circo. Antes que sejam atirados às feras. Já faltou mais.

guerra civil espanhola

segundos de hipocrisia, séculos de servidão

quem é amigo de donald rumsfeld, quem é?



Dêem-nos uma injecção atrás da orelha, já! Aos idosos, que nada produzem e recebem pensões, onde é que já se viu isto? Aos desempregados, que andam a receber subsídios e não fazem a ponta de um corno. Às crianças, senhores, às crianças que custam dinheiro ao Estado com estudos desnecessários. Uma injecção, já! Poupe-se apenas quem ainda tem emprego. Mas, a esses, reduzam-se-lhes os salários, aumentem-se-lhes os impostos, que sejam tratados como aquilo que realmente são, meros parafusos de uma engrenagem, parafusos que se deitam fora quando estão gastos, que se destroem quando não são precisos. Vá. Pensem nisso, senhores governantes. Para já, para já, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida veio dar uma ajudinha ao defender que se pode e deve limitar o acesso aos medicamentos mais caros para tratar doenças como o cancro ou a sida.

Ainda pensa que isto não é nada consigo, que vai escapar incólume a esta derrocada de valores, a este retrocesso civilizacional? Eu não. Eu vou para a rua. No Sábado, no Terreiro do Paço. Vou onde for preciso. E tanto me faz como me fez que venham os Camilos Lourenços desta terra, zangados com o povo, reclamar que o poder caiu na rua. Ele caiu foi de maduro, podre, corrupto. E mais vale ele do que nós. 

Aproveito, já agora, para enviar um conselho - gratuito - ao Donald Rumsfeld: promova o fabrico desta injecção. Vai ver que é um negócio do outro mundo!

chocante é a segunda palavra que me ocorre; a primeira, não a posso escrever aqui

Porta aberta a cortes no tratamento do cancro e da sida

Em prol da luta contra o desperdício e a ineficiência, Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defende que o Ministério da Saúde pode e deve limitar o acesso aos medicamentos mais caros para tratar doenças como o cancro ou a sida.



O Ministério da Saúde pode e deve limitar o acesso aos medicamentos mais caros para tratar doenças como a sida ou o cancro. Foi neste sentido que se pronunciou o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida.

Em entrevista à Antena 1, Miguel Oliveira da Silva, presidente deste órgão consultivo, afirma que "não só é legítimo como, mais do que isso, desejável".

"Vivemos numa sociedade em que, independentemente das restrições orçamentais, não é possível em termos de cuidados de saúde todos terem acesso a tudo", disse.

"Será que mais dois meses de vida, independentemente dessa qualidade de vida, justifica uma terapêutica de 50, 100 ou 200 mil euros? Tudo isso tem de ser muito transparente e muito claro, envolvendo todos os interessados", acrescentou.

Segundo a Antena 1, no parecer solicitado pelo Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida defende que o racionamento de tratamentos é legítimo e deve ser feito depois de ouvidos os médicos, os gestores e os doentes.

"É uma luta contra o desperdício e a ineficiência, que é enorme em Saúde", remata Miguel Oliveira da Silva.

políticos à rasca

Por Tiago Mesquita

Eles estão com medo. Pela primeira vez desde que me lembro é visível na cara dos políticos portugueses. Não só dos que momentaneamente ocupam o governo mas de toda a classe política, da esquerda à direita, sente-se o pânico absoluto em relação a tudo o que se está a passar. O rebuliço na sociedade civil está finalmente a fazer-se ouvir. As medidas que tomam, a forma como se dirigem às pessoas, os gestos comprometidos, o discurso a pinças, o medo de falar do passado que compromete todos e a forma estrategicamente elaborada como abordam o futuro são demonstrativos. Estão aterrorizados. Estão com medo.

A culpa, essa é exclusivamente deles. O medo que sentem hoje é proporcional à forma desabrida e irresponsável como ousaram conduzir este país durante décadas. A forma como assistem à derrocada do status quo que os alimentou, status quo que lhes permitiu terem a arrogância de viver acima das possibilidades e gerirem um país como se de uma tasca se tratasse, está a desnorteá-los. Quem sempre se alimentou deste género de expedientes está lívido. Está a gelar-lhes o sangue o pulsar cada vez mais forte de quem está farto de mentiras. A democracia é bela por isto mesmo. Porque no limite, mais perigoso do que um político amedrontado é toda uma nação acossada, um povo humilhado, oprimido e desesperado. E o povo manda. Sempre. Desta ou daquela forma. A votar ou na rua, a mudar o país.

Nota-se nas caras fechadas, nos seguranças nervosos e nos apupos constantes. Sejam qual for o partido político são sempre mal recebidos. A desconfiança é tal que o espectro político é hoje uma mancha sem cores verdadeiramente definidas. É cinzenta. Poucos ou nenhuns acreditam na política, nos políticos e nas suas intenções. A gestão partilhada deste pequeno território tem sido de tal forma irresponsável a nível político que os portugueses neste momento só querem vê-los calados, mudos ou a abrirem a boca para um pedido de desculpas mais do que justificado por tudo o que nos têm feito. E tem sido tanto, mas tanto. A era dos abusadores políticos está prestes a terminar.

Comeram a carne, agora roam-nos os ossos.

não tire mais dinheiro aos meus pais






gaspar não vale


vamos fazer o que ainda não foi feito


Passos Coelho recusou reunir-se com os primeiros-ministros da Grécia, Espanha, Itália e Irlanda evocando razões de agenda. Façamos nós o que ele não quer fazer. Promovamos um movimento de solidariedade entre todos os povos dos países fustigados pela troika, por Merkel e por, no topo da pirâmide, os senhores de Wall Street. Se os povos se unirem e, hipótese muitíssimo remota, se os governos se unirem, esta gente sem pátria nem nome nem alma e muito menos coração terá que ceder. Ou isso ou a morte em vida. Numa pátria que nos trata como seres menores, mercadoria exportável, fonte de mais-valias, pagadores de impostos. Rebotalho.

e esta merda é toda deles


Por Daniel Oliveira

Isto aconteceu dentro de uma Universidade, onde Passos Coelho e o rufia que o acompanhava eram convidados e que, caso não saibam, está protegida pela autonomia universitária. Tudo como nos bons velhos tempos.

a história repete-se?

Depois desta guerra acabar, a que está a devastar os países do sul da Europa - a Polónia e a Áustria dos nossos tempos -, que acontecerá aos políticos que entregaram os seus países, de mão beijada, aos interesses estrangeiros, sacrificando os seus povos e vendendo o património nacional ao desbarato? Serão acusados, ao menos, de alta traição? 

A morte de Hitler

A morte de Mussolini

Julgamento de Nuremberga

recordação dos tempos de franco?


Madrid. 25 de Setembro de 2012.

milionária entre pobres

Depois de Isabel dos Santos, filha do presidente de Angola, temos Valentina Guebuza, filha do presidente de Moçambique, um dos países mais pobres do mundo. Isabel dos Santos está multimilionária. Valentina também acumula fortuna, a tal ponto que lhe foram dedicadas duas páginas da edição de Agosto da revista Forbes, sob o título A Princesa Milionária. Fixem este nome. Ainda vai dar muito que falar e, quem sabe?, tal como Isabel dos Santos talvez se venha a entreter a comprar retalhos de Portugal.

Valentina Guebuza

Meninos de Moçambique