13/12/14

há escarros na net

https://www.facebook.com/pages/Eu-festejo-Jos%C3%A9-S%C3%B3crates-na-pris%C3%A3o/314370198751177?pnref=lhc

Devem existir mais páginas como esta, festejando a prisão de Sócrates. A sordidez de certa malta!


o grande melão laranja


Os laranjas apanharam um grande melão! Então não é que a prisão de Sócrates, que em tão boa hora lhes aconteceu, não travou a subida do PS nas sondagens depois de Seguro ter dado à sola?

Mas preparem-se, hostes socialistas: esta gente é matreira e, quanto a escrúpulos, devem desconhecer o significado da palavra. Ainda se vai descobrir qualquer pecadilho de Costa, nem que seja uma Mónica Lewinsky ou uma outra sexualidade "suspeita", tal como já tinha sucedido a Sócrates.

O que me atazana sempre é que os portugueses, apesar das tropelias e malfeitorias do PSD e do PS, e então as do PSD não têm conta, continuem a dar a vitória, em regime de alterne, a estes dois partidos. É o nosso fado. E fardo.

rapem os tachos enquanto há tempo!

passos insultado


Passos ficou furioso. Passos enxofrou-se. Catarina Martins acusou-o de fazer favores aos amigos, de vender o país a pataco e a estrangeiros, os novos donos disto tudo e de mais além. Passos refutou, fez-se virgem ofendida porque isto não se faz a Passos. Passos é excelso, Passos é ímpar, Passos é impoluto. Passos é que é o dono de Portugal e dos portugueses, que trás pela rédea curta e de venda, à venda. Passos é grande, Passos é o maior. Passos não pode ser vilipendiado, Passos tem que ser entendido, respeitado, amado. Passos é Passos, Passos salvou a sua Pátria. Passos ressuscitou Portugal. Passos gastou as résteas de juventude e os filamentos capilares para reerguer o País das cinzas. Não insultemos Passos. Idolatremos Passos. Agradeçamos a Passos. Reelejamos Passos. Levemos Passos em procissão pelas ruas de todas as cidades, aldeias e vilas, com os miseráveis que perderam empregos e bens, os doentes que perderam os cuidados de saúde, os pais que perderam os filhos para outras paragens, as gentes quer perderam a alegria de viver a seguir os passos de Passos, mendigando-lhe uma côdea de pão por caridade, um interregno nos roubos por piedade.

Passos é deus. Passos: adeus.

12/12/14

admirável mundo novo










Todas as ilustrações de Luis Quiles, recolhidas em:
http://www.boredpanda.com/

elas são mais bolos


Não fui eu, foi o meu primo. A culpa é do contabilista. Não sei de nada, não fiz nada, não posso dizer nada. Estive lá e não estive. Mandava e não mandava. BES. GES. BESI. BESIL. BESA. RioForte. ES Financial Group. ES Financière. ES Control. Banque Privé ES. ES International. BES Madrid. BES Macau. BIBL. ES Bank. ES Seguros. ES Turismo. BES Imóveis. ES Hotéis. Eurofin. Sem fim, enfim. 

E as manas, coitadas, faziam bolos p'ra fora. 

CEO. CFO. Reguladores. Irregularidades. Não sei de nada, não fiz nada, não posso dizer nada. Não me lembro. A culpa foi do primo. Do contabilista. Do mordomo. Da crise. Do BdP. Da criada. Do patrão, não. Dos subalternos, sim. O caixa, a amante do caixa, o comercial, o escriturário, o amanuense, o tabelião, o gestor de conta, a conta negativa, o cheque careca, o crédito mal parado, a construção em queda, a queda das acções, as más acções de Costa, ai que a fraude deu à costa, ai que o pilim deu à sola.

E as manas, coitadas, faziam bolos p'ra fora.

Imparidades. Disparidades. Obrigações. Passivo. Activo. Submarinos. Prendas. Subornos. Capitalização. Recapitalização. O BES não é o GES, confiemos no BES. Solidez. Robustez. Embuste. Linha de crédito. Descrédito em toda a linha. Bancarrota. Bail-in. Bailout. Offshores. Off the record. Offbalance. Of course.

E as manas, coitadas, a brincar aos pobrezinhos. Bem comportadas na Comporta. Que importa? A culpa nasceu torta. Morrerá solteira. A fazer bolos. Papas e bolos, muitos bolos para dar aos tolos.

11/12/14

às galés, meus amigos, às galés!

Meus amigos, por favor não toquem nos mercados. Nada de crises políticas. Nada de eleger gente de esquerda, da pura, para o governo. Nada de contrariar as decisões de Bruxelas, da Merkel, do FMI. Abandonemos de vez o luxo da soberania. Os mercados mandam. Os mercados podem (retomando pilhéria batida, que estranha maneira de pronunciar os efes!). Os mercados são quem mais ordena, qual povo, qual nada. 

Na Grécia, a possibilidade de uma próxima crise política "assustou" os mercados, levando à derrocada da bolsa. Aprendamos a lição. Venham-nos extorquir mais e mais. Não protestaremos. Não elegeremos ninguém que vos contrarie. Seremos, hoje e sempre, burros em saldo neste mercado de senhores e escravos, de cavaleiros e montadas. 

Às galés, meus amigos, às galés!