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A mostrar mensagens de Março 15, 2015

que obsessão é esta?

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Não há quase nenhum dia em que as parangonas do Correio da Manhã não sejam dedicadas a Sócrates. Não há nenhuma hora, excepto quando estão a transmitir os seus programas de elevado nível cultural e artístico, que a CMTV não traga Sócrates à baila.
Que obsessão é esta? O que é que os move? Gostava de saber, mas tudo isto me cheira a esturro.

a investida dos merdívoros

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“Depois do caso Sócrates, a sociedade tirará ilações”.
Disse-o Marco António, alto responsável de um partido que jurou nunca tirar partido da prisão de Sócrates. Mas aqui está. Dá-se início à contenda, as eleições são para ganhar. E assim se vai chafurdar pelos caneiros da política, cobertos de lodo e de excrementos. Se for verdade o que eu desconfio, pobre país este, desceu à cloaca máxima e por lá anda à deriva, entre dejectos humanos e ratas disseminadoras de peste e ódio.

é preciso retomar as boas práticas do passado

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Em 2014, entre Julho e Dezembro, o governo pediu à administração do Facebook os dados de 365 pessoas. Acho bem, mas acho pouco. O Facebook, e quem diz o Facebook diz o Twitter e até mesmo os emails privados, andam cheios de convites à rebelião e de insultos aos coisos da coisa pública. São mais, muito mais do que 365 que é urgente mandar para uma qualquer António Maria Cardoso,enfiar num qualquer Tarrafal. À frigideira, à estátua, à solitária criaturas desalmadas, desordeiros, revoltosos, pedreiros-livres, praticantes de bruxaria, de cunnilingus, renegados, ateus, fanchonos, Anti-Cristos, cães que mordem a mão de quem os alimenta, indignos de pisar o mesmo chão de Coelho, Portas e companhia ilimitada. Contra esses cagalhões, não estes últimos que mencionei, cruz credo!, mas o maralhal do reviralho, contra esses cagalhões, marchar, marchar! Com processos e retrocessos, com paus e varapaus, com masmorras, torturas, exílios, assassinatos. O Rei-Sol voltou e com ele os seus sequazes.

melão na mona

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O Paulito apanhou demasiado Sol na moleirinha o que lhe afectou a massa encefálica. Apesar de ser Inverno por aqui, ele faz muitas viagens e deve ter sido numa delas que levou um escaldão e torrou os neurónios. Conclusão: o trambolho destrambelhou. Claro que tudo vai fazer para ganhar as eleições, se for preciso até tramará de alguma forma o seu parceiro de coligação ou não fosse o Paulito, desde os tempos do Independente, useiro e vezeiro em denúncias, verdadeiras ou não, para lixar os que se lhe opõem ou que não lhe vão comer nas palminhas. 
Votar no diabo é menos perigoso. E isto também é válido para o seu companheiro do lado. Vão ter que mentir muito e prometer ainda mais. E, mesmo assim, só se os portugueses também andarem de cachimónia desarranjada - o que é sempre uma possibilidade - é que Paulito ganhará alguma coisa a não ser um grande melão na mona dura.
Vade retro!

fornicai, meninos, multiplicai-vos!

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Por José Teófilo Duarte http://www.blogoperatorio.blogspot.pt/
A responsável pelas finanças de Portugal, para além de garantir aos petizes lá do partido que os cofres do Estado estão cheios, resolveu dar conselhos para o combate à escassez de natalidade. Pediu-lhes que se multiplicassem. Provavelmente como coelhos, ao invés das advertências do papa Francisco. Isto será uma ameaça? Um país repleto de jotinhas lá do partido dela não é solução, é assombração. Já bastam os que bastam. Livra!

sou a favor da lista VIP

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Ao contrário do que se diz por aí, que esta lista VIP é um atentado ao princípio da igualdade, eu acho que ela devia existir. Neste caso, e é a única excepção que admito na vida, não há, não pode haver tratamento de igualdade entre mandadores e mandados.
Calma, eu explico, não precipite os impropérios: sou a favor da actual lista de nomes VIP mas para procedimento contrário ao pensado pelos caturras do Fisco, ou do governo, ou dos seres fantásticos da Fantasmalândia, uma vez que ninguém parece ter visto, até agora, semelhante rol.
É ou não verdade que os políticos em exercício de cargos públicos têm que entregar uma declaração do seu património às entidades competentes e que esse documento pode ser consultado por quem quer que seja? Se sim, para quê esconder um aspecto quanto a mim até menos intrusivo, o cadastro fiscal das mesmíssimas pessoas? Quem não deve não teme, não é assim?
Os políticos devem estar acima de todas as suspeitas, o seu comportamento deve ser exemplar. Como tal, s…

papas e sarrabulho

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Tem havido grosso sarrabulho lá para as banda dos states porque Hillary, a senhora Clinton, teria andado a usar o seu email particular, em vez do oficial, nos seus contactos políticos.
A nós, portugas mais do que habituados às pequenas e grandes escandaleiras, parece-nos coisa de somenos e quase nos apetece parafrasear Shakespeare: much ado about nothing.
É que, em Portugal, primeiros-ministros, ministros, secretários de Estado e afins usam a conta de e-mail que muito bem entenderem, fazem o que muito bem lhes apetece e sobra-lhes pano para mangas, comem-nos as papas na cabeça e o sarrabulho, a haver, dura uns dias, imediatamente ofuscado porque logo, logo a seguir, há novo caso na pantalha, novo cambalacho escarrapachado nos escaparates, novo zunzum para nada. Nada acontece. Nada se passa. Nada se fez de errado neste país à beira mar prantado. Virgens vieram ao mundo. E como a Virgem morrerão, sem pecado.

o maná dos algozes

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Numa qualquer festança da JSD, Maria Luís anunciou que o Estado anda de cofres cheios, pronto para qualquer contrariedade. Salazar também assim agiu, à custa das privações do povo e do ouro nazi roubado aos judeus.
Reduziram-se salários e pensões, aumentaram-se impostos, despediram-se funcionários, cortou-se na Saúde, na Educação, nas prestações sociais, obrigaram-se milhares de jovens a emigrar, deixou-se morrer nas urgências, paga-se a tempo e horas aos credores porque temos que honrar os nossos deveres, mas os compromissos para com todo um povo puderam ser sonegados. Esvaziaram-nos o futuro. Para que os cofres fiquem cheios. 
Não passamos de dados estatísticos, pagadores de impostos perseguidos com acinte se não os liquidamos a tempo e horas, meros números de deve e haver numa folha de excel. Toda a atenção se concentrou nos cofres que, custe o que custar, é preciso rechear.
O país pode morrer. Os cofres estão salvos.

notícias das baldracas

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Como é que se chamará um nativo da antiga República Portuguesa, agora República das Baldracas? Baldraquino? Baldraquiano? É nisto que nos tornámos, habitantes de um território de má fama, sem rei nem roque, sem grei nem lei, onde se mente, se engana, se rouba com o despudor e o à-vontade de um reles pilha-galinhas.
Os casos têm-se sucedido a um ritmo alucinante: BPN, submarinos, BES, vistos Gold, Citius, mortes nas urgências, escolas paralisadas, Miguel Relvas, a Tecnoforma e os outros zunzuns que envolvem Passos Coelho, privatizações à Lagardère, atropelos sucessivos à Constituição, lista VIP, tantos, tantos têm sido os despautérios, as tramas, os escândalos, as suspeições, os desmentidos de desmentidos que, às duas por três, já não se sabe quem mente ou quem desmente, e nada acontece a não ser a demissão de uns directores-gerais que, sozinhos, se prestam a subir ao cadafalso.
A ninguém, absolutamente ninguém, se dá voz de prisão. A não ser, corrijo, a Sócrates. Culpado ou inocente,…

subir à estrela

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Era tão larga a calçada e o futuro não tinha fim.






notas de servidão

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Rio Marcelo Cavaco Coelho Mendes Montenegro Portas Cristas Crato Macedo, quantos, quantos nomes mais caberiam nesta lista de gente governante ou disposta a governar. Todos os nomes. Todas as tristezas e mazelas determinadas pelo voto de uma fatia grande de um povo agarrado às casas dos segredos, à alta literatura das revistas do coração, aos crimes de faca e alguidar do Correio da Manhã e dos noticiários de todas as televisões. São-lhes, a todos os nomes lá de cima, uma mais-valia, um seguro de vida na vida pública, entre os corredores do poder e as salas de conselhos de administração a sete mil e tal euros por cabeça, por reunião. Convém tê-los, aos votantes, pela rédea curta, ir-lhes envenenando o cérebro com descargas constantes de mentiras e verdades deturpadas e sonegar-lhes a educação, luxo de ricos e de remediados, mas estes já quase não contam, eram gente perigosa, estudaram. 
A subserviência é a sobrevivência dos nomes lá de cima. Faltam lá muitos, muitos mil dos que estão a…

os jogos da infâmia

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Por Baptista-Bastos http://www.cmjornal.xl.pt/
Com arfante curiosidade o mundo editorial aguarda o novo produto literário do dr. Cavaco. Os jornais não são omissos em revelar que o singular e volumoso livro, o nono da selecção «Roteiros», inclui um capítulo destinado a elucidar o sucessor do dr. Cavaco, no cadeirão de Belém, sobre como deve encarar e interpretar o mundo que aí vem. Reclama-se da experiência adquirida para justificar o acerto das suas opiniões. Pelos excertos que li na Imprensa, o pressuroso autor fala do que o sucessor deve fazer nos domínios da economia, da política europeia e, até, dos comportamentos. É uma redacção rudimentar, charra e chata, que omite, por exemplo, as urgências e necessidades culturais de um Presidente. Nem História, nem Geografia, nem conhecimentos gerais da nossa política no mundo, nem informações dos movimentos artístico-literários que, por vezes, agitaram o nosso viver. Uma palavra, sequer, da nossa ciência; da epopeia dos êxodos e das guerra…

no melhor pano

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Aconteceu na próspera, ordeira, superiormente civilizada Alemanha. Acontece nas melhores famílias. 





















é na visão de amanhã

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Os escândalos sucedem-se a velocidade vertiginosa. Mas as coisas são o que são num país onde poltrões e biltres coabitam pacificamente. Nada acontece, a não ser uma demissão lá mais em baixo para que os lá de cima escapem incólumes.

polícias e palhaços em dia de festa endinheirada

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É um dois-em-um mas sem Bruce, um assalto ao arranha-céus e ao banco. Foi hoje em Frankfurt. Os manifestantes cercaram a nova sede do BCE em dia de inauguração de algo coturno, que só não há dinheiro para os pelintras do populacho. Segundo consta, nem Ângelo nem Mário estiveram entre a maralha. Mas acho que estavam lá dentro a debicar croquetes e a gorgolejar Riesling.


o pai cantigas

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afinal, parece que sempre há bolsa e das VIP

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Ai Pedro, Pedro, não ganhas emenda! Nunca ouviste dizer que mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxinho do Tide ou uma cochinha de frango? Precisas de lavar essa boca, rapaz!

ai que cabeça a minha, não foi ele, foi aquele senhor do banco de portugal

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Ora vivam! Aproveitem esta estreia. Pela primeira vez, e se calhar a última, vou reproduzir na íntegra um artigo do jornal digital dos escribas do neoliberalismo vigente, o Observador. 
"Passou-se da moleirinha", dirão vocês de minha pessoa, ai pois dirão. Não exultem, ainda tenho os alqueires na medida certa, nem muitos, nem muito poucos. É que a notícia, apesar de ser de Agosto de 2014, é daquelas que os tablóides reputariam de sensacional. Trata de Cavaco e de quem financiou a campanha eleitoral de 2006 que o levou, direito, direitinho, direitíssimo, até ao púlpito de Belém, à grande belenzada, com música de cavaquinhos, Avé Marias e a família Silva, avós, filhos e netos, de mãos dadas e de sorriso triunfal todos eles, miúdos, graúdos e o mais graúdo de todos e por acaso da Nação também, subindo altaneiros a rampa que os conduziria, direitos, direitinhos, direitíssimos, ao Pátio dos Bichos. Altura em que fomos entregues à bicharada, mas isso é lixarada que não vem à cola…

desistam, coelho e costa!

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Doutor Coelho, tem a certeza absoluta, absolutíssima, de que se quer sujeitar ao sacrifício de continuar a governar este país? Pense bem, pense muitas vezes. O doutor tem envelhecido a olhos vistos, está acabado, esmaecido, peles flácidas, papos salientes, lentes mais grossas, cabelo mais ralo à conta de ralações, afrontamentos, e tudo isto para quê? Para ganhar a repulsa de milhões de portugueses, para ser acolhido com apupos onde quer que vá, para que lhe chamem gatuno e aldrabão com todas as letras e outras letras mais se as regras de vocabulário e de educação assim o permitissem? E tudo isto para quê, repito? Para garantir as alvíssaras futuras num lugarzinho ao Sol da Califórnia ou entre as brumas da Baviera, regalado e bem pago? Acha que vale a pena, que se justifica, que compensa os anos perdidos, as canseiras, as maroteiras?
E agora vamos a si, doutor Costa: eu sei que o senhor não promete, mas dá a entender que consigo as coisas vão ser diferentes. Mas vão mesmo? Conseguirá …

onde pára a ética republicana?

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Por Baptista-Bastos http://www.jornaldenegocios.pt/
O diário i publicou, na terça-feira, a lista de cargos que o dr. António Vitorino ocupa em doze empresas. Diz: "Entre presidente de assembleias-gerais, líder de conselhos fiscais, vogal em administrações e sócio de um dos mais poderosos escritórios de advogados em Portugal, o homem (…) parece estar em todo o lado." Há anos, recebi um "e-mail" que dava nota das empresas nas quais o dr. Aguiar-Branco detinha funções. Era uma lista quase infindável, e permitia, tal como esta, do i, avaliar o trabalho insano de tão distintas personagens.
Pouco ou nada me interessam os ganhos destas figuras; mas diz-me respeito, isso sim, a categoria moral de quem exerce ou exerceu funções públicas. Vitorino começou muito à esquerda do PS. Foi da UEDS (União da Esquerda Democrática Socialista) e da Fraternidade Operária, por onde também passeou Eduardo Prado Coelho, por exemplo. As duas organizações tinham como animador Lopes Cardoso.…

ando a ver tudo negro, menos as moscas na merda fresca

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Ah, senhores! Consta para aí que existe uma lista VIP que protege esses mesmos, os VIP da Nação, de coimas, chatices e ameaças provindas do Fisco, a catedral do confisco. Acho bem. Os poderosos, mesmo que de pés de barro e mais efémeros que moscas em merda fresca, protegem-se uns aos outros, é deles essa primazia, esse direito que o Direito não lhes deu mas a que a Direita obriga, como a noblesse. O que me chateia é que os restantes, os que não estão na lista VIP, estão todos, de A a Z, na lista negra. Não escapa nem um. Porque se ainda não deves podes vir a dever, se não deves tu deve o teu pai, tenhamos por princípio que são todos malfeitores, devedores, incumpridores, e não nos vamos dar mal com isso. E é vê-los, senhores, aos da lista negra, a serem mortificados com notificações de calotes vários, umas atrás das outras, com ultimatos, com penhoras, com processos em cima porque, nestes casos, a Justiça funciona, olá se funciona, bem oleada, afinada, atinada e direita, porque é à d…

a cartilha do grande reich

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"Digam isto: o país está bem e vai ficar ainda melhor. Lançámos as bases para uma economia sustentável, para o aumento de salários, para a redução de impostos, para os amanhãs que cantam com redobrado vigor. Seria uma pena, digam-no, gritem-no, repitam-no sempre que puderem, seria lastimável vir agora arruinar esta preciosa herança. Queremos prolongar a governança para acabar o trabalho agora e em boa hora iniciado. É preciso ir ainda mais fundo ao pote, colocar a Saúde e a Educação nas mãos de privados, impor o Estado mínimo, o Estado obrigatório, o Estado de sítio. Precisamos de estar cá 48 anos para que a obra fique completa. Ou, melhor, queremos um reich de 1000 anos para glória da História pátria."
Está encontrado o guião que nos conduzirá até às próximas eleições. Haja paciência, da mais santa.




pinochetada à brasileira

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Milhões vieram para as ruas, no Brasil, clamar contra Dilma e contra a corrupção. Fez-me lembrar o 12 de Março quando, ingenuamente, também eu fui para a rua, manipulado pela direita mais assanhada que sonhava derrubar Sócrates e abocanhar o poder. O que não tardou a acontecer.
Em Brasília, até já há quem peça uma intervenção estrangeira. Há gente que sente nostalgia pelo Chile de Pinochet. Há gente que quer um banho de sangue. 
Se não fosse quem o usa, e dele abusa, que lugar maravilhoso seria o mundo.



não terão sido antes 57?

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O Correio da Manhã não muda de tema nem que a bomba nuclear nos caia em cima, encontrou o criminoso do século, quer justiça, exige o presídio, a degolação, as galés. Nunca se viu nada assim, a condenação antes do julgamento, o linchamento público, o auto-de-fé do inquisidor-mor da Nação, o Correio, a Manha, a sanha. Para a fogueira já!

a maldição de segunda à noite

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Há um bocado, liguei o televisor. Num canal, perorava com o seu furor habitual o truculento Medina, agora comentador de carreira. Noutro, contorcia-se e esmifrava-se a Manuela Moura Guedes para explicar as suas ideias e expressar as suas opiniões, argumentos que já ouvi em primeira, segunda, terceira, milésima mãos, ela é só mais uma a accionar a cassete que a direita toca até à saciedade, ao enjoo de tripas, ao vómito. E noutro canal, como corolário da desgraceira, debitava finérrimas dissertações morais, dignas de um César das Neves, a ilustríssima Drª Isilda Pegado, a finada que defende a vida, como se os outros, quais necrófagos, defendessem a morte.
Decidi ir antes ver um DVD. Feios, Porcos e Maus.

qual é o espanto?

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Tanto Conejo como Sus Muchachos condenaram as PPP para, agora, virem anunciar a criação de mais 24! Convém pedir a lista dessas empresas e indagar quem as dirige. Também disse Conejo que queria acabar com os jobs for the boys, lembram-se? Todavia o Público, que ainda vai fazendo algum serviço público apesar dos pesares, anunciou hoje que, em concursos para cargos do Estado, todos os concorrentes que têm ganho ou são do PPD ou do CDS. Mas Conejo disse tanta coisa, não disse? E fez o contrário do que prometeu fazer, não fez?

Como tal, pergunto a mim mesmo enquanto me trato por grande parvalhão:
Qual é o espanto? Sim, qual é o espanto?

como proceder à lavagem de dinheiro sem cair nas malhas da justiça

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Diz-se para aí que quem quer lavar dinheiro anda a comprar, a outros, lotarias premiadas. Sugiro antes o método apresentado na fotografia. Este sim, é fácil, é barato, dá milhões.
Não precisa de me agradecer.