11/05/12

passos afirma que desemprego pode ser oportunidade de mudar de vida

Então para quem tem  mais de 50 anos, nem queiram saber!

passos nunca falta à verdade, esse é trabalho para o coelho

fornecedores em saldos (grande promoção pingo doce)


sorrisos amargos





bernardo sassetti

vá para o jardim brincar!


hoje, há lá livros


gentes da minha terra, agentes de outras terras

Os últimos bonecos do We Have Kaos in the Garden. Falam por si. Não precisam de mais palavras. São as gentes da nossa terra, agentes do pior dos capitalismos ou, na melhor das hipóteses, opositores civilizados, cordatos, inúteis.


socorro, ajudem-me que eu não sou bom em contas


Sendo de boas contas, não sou bom em contas. Depois de ter visto a entrevista que Alexandre Soares dos Santos (ASS) deu na SIC ao mordomo, perdão, ao economista de serviço, ainda fiquei mais baralhado. O manganão, com o seu ar de lorde inglês vestido e engravatado na Rua dos Fanqueiros, jurou a pés juntos que nem o Pingo Doce fez dumping nem os produtores foram obrigados a suportar os 50% de desconto da campanha do dia que, se desse filme, se haveria de chamar "Terror no Supermercado". Mais acrescentou o bom homem, a pain in the ASS já se vê, que não teve prejuízo mas sim, se a memória não me engana como engana a fantasia, um lucro de 24 milhões de euros. Portanto, se fiz bem as contas, mas o caso é tão extravagante que duvido dos meus dotes matemáticos, além de outros que não vêm à colação, as margens de lucro do Pingo Doce superam os 50%. Se assim é, é roubo ou, na melhor das hipóteses, ASS é como as mulheres da vida, mas a essas, ao menos, tenho-lhes respeito: ASS ganha dinheiro fácil. Se, pelo contrário, ASS mentiu, então fico mais descansado. Com todo o seu parlapié da responsabilidade social e amor pelos pobrezinhos ("aquela gente", são palavras suas, não minhas, para se referir ao povoléu), o que há muito penso dele bate certo. E, porque assim é, remato com um sonoro, sentido, colérico grito de guerra: up your ASS!

10/05/12

já repararam que estamos a viver um momento crucial?

Por José M. Castro Caldas

Bem sei que quando as coisas se tornam muito feias todos temos alguma inclinação para não querer ver, não querer saber… Mas a verdade é que estamos a viver dias que irão marcar o resto das nossas vidas. A Grécia, um pequeno país, muito parecido, em muita coisa, e na sua situação, com Portugal, está a ser encostado à parede nesta Europa da “paz e solidariedade”. A Grécia enfrenta na sua digna recusa do suicídio enormes perigos. Mas parece-me que os perigos que o Golias desta história enfrenta não são menores. O impacto de um incumprimento Grego sobre a banca europeia, sobre os Estados que contribuíram para os fundos europeus e sobre o próprio FMI será enorme, sobretudo quando há outras Grécias, e bem maiores, a seguir pelo mesmo caminho. A Portugal, segundo na linha do pelotão de fuzilamento, competia estar com a Grécia e não a choramingar debaixo das saias da mãezinha caprichosa. Aos portugueses compete fazer o que o governo que enganadamente elegeram não quer: demonstrar solidariedade com a Grécia e contribuir para a procura de soluções de bom senso nesta europa esfrangalhada.

o holocausto

Hoje, em Damasco.


verdades inconvenientes

luta de classes, a coisa que nunca existiu


"Ah, doce juventude, ociosa e breve, tão belos prazeres, gozados longe de tanta gente feia, horrorosa, pindérica. A luta de classes, pois é, a luta de classes, coisa horrível que nunca existiu, e que permitiu que os filhos dos criados frequentassem a universidade e se tornassem letrados. Horrorosos e pindéricos."

O texto, sobre esse grande articulista e pensador Vasco Pulido Valente (Valente não sei se é mas polido não será, perdoem-me a facilidade do trocadilho), está todo aqui, para seu prazer:

09/05/12

arrufos de namorados?

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

Só o tempo dirá se François Hollande é mais um dos muitos socialistas que dizem muita coisa, prometem mundos e fundos mas, chegados ao poder, fazem o jogo do pior dos capitalismos. Temos tido muitos exemplos, daí o meu mais do que justificado cepticismo. Os sociais-democratas europeus*, que algum mérito tiveram no passado, desacreditaram-se. Salvará Hollande a honra do convento? Por agora, a procissão ainda está no adro. 

* Claro que, por social-democratas, não se entenda o PPD/PSD, um partido sem ideologia a não ser a do dinheiro, que tanto pode ser neoliberal, como neste momento, ou outra coisa qualquer, conforme os ventos sopram.

"eu não minto, eu não engano, eu não ludibrio", palavras de vítor gaspar hoje na assembleia


ah, entendi!

Imagem roubada ao blogue http://aventar.eu

o governo invisível

Por Baptista Bastos

A Europa não ficará rigorosamente igual, depois das eleições em França e na Grécia. O príncipe de Lampedusa, n'O Leopardo, dizia ser preciso alterar alguma coisa para que tudo ficasse na mesma. Em França, o "sistema" rotativo, usual nas democracias ocidentais, que foram feitas para ceder à "organização", a ilusão de tábua rasa permanece. A percentagem com que Hollande ganhou a Sarkozy é significativamente escassa. E a ascensão da Frente Nacional reforça a ideia de que os franceses desejam manter o maniqueísmo que faz parte da sua história. Apesar do descrédito que o "socialismo" actual arrasta consigo, um pouco por todo o lado, Hollande conseguiu escorraçar Sarkozy. A França da Revolução é, também, a França xenófoba, racista, patrioteira, com sentimentos ambivalentes em relação à Alemanha (lembremo-nos de Vichy e do colaboracionismo) e os reverentes salamaleques de Sarkozy à senhora Merkel deram azo a um mal-estar sintetizado em anedotas e em cartunes devastadores.

Esta parelha dirigiu a Europa obedecendo a uma ideologia do "governo invisível dos poderosos" [Pierre Bourdieu, Contre-Feux 2], que impôs os seus pontos de vista aos políticos e inculcou métodos de pensamento unívoco. Aqueles dois mais não têm sido do que títeres de um projecto de domínio financeiro, notoriamente totalitário. Neste caso, Hollande, apesar dos constrangimentos que o cercam, pode ser um alívio para a compressão beligerante sob a qual temos vivido.

O caso grego é mais complexo e estimulante. O povo não quer nada do que se lhe impõe, e o que se lhe impõe é, simplesmente, um acto de servidão e de subserviência. De contrário, ou vai embora do euro ou procederá a eleições sucessivas até que o resultado seja coincidente com as normas. Aqui, o desprezo pela democracia, operado pelo "governo invisível dos poderosos", chega a ser infame e obsceno.

A insistência dos gregos em lutar contra a fantasmagoria dos "mercados", que impõe implacavelmente as suas leis, abre novas perspectivas de acareamento com o modelo de sociedade que nos infundem. A "pulverização" dos votos torna possível, de facto, uma amálgama de ideologias e de doutrinas antagónicas; porém, esse caos aparente explica o descontentamento geral e justifica, talvez, o aparecimento de uma nova luz nas relações de poder.

Se a vitória de Hollande talvez descomprima, um pouco, a lógica de tensão que coexiste com a "austeridade" e com a política do quero, posso e mando, o que acontece na Grécia pode, acaso, clarificar a natureza política do projecto neoliberal. Como? Pondo em causa a perfídia doutrinária do "empobrecimento" e da inevitabilidade de passarmos a ser "democracias de superfície", mandadas do exterior por esse inquietante "governo invisível dos poderosos."

Não é o caso de Portugal?

08/05/12

arame farpado? toma!



Quase ouvia já o som de botas cardadas em passo marcial. A extrema-direita avança. E os neoliberais que dominam muitos dos governos europeus, para mim pouco menos do que fascistas mas com mais verniz e cinismo, ajudam a montar o festim onde nós somos a carne a devorar.

Quase via já, no horizonte, os campos cercados a arame farpado. A imprensa é manipulada, amordaçada ou, pura e simplesmente, mentirosa. Os cidadãos têm voz, mas de pouco lhes vale a liberdade se lhes falta tudo o mais, pão, educação, saúde, trabalho. O medo de perder o emprego impede-os de se manifestarem, de fazerem greve, de exercerem o seu direito de protesto. Quando vão a votos, vão condicionados pelo  populismo, falsas promessas, ameaças veladas, desinformação, embuste, um obscurantismo que persiste trinta e tantos anos depois de Abril.

As eleições, a francesa e mais ainda a grega, vieram abalar a muralha ferozmente defendida pela dona Angela, chanceler alemã, e os seus chefes, os que de facto mexem os cordelinhos, os que mais ordenam.

Sei que os "mercados", seja isso o que for, irão reagir, chantagearão, urdirão mais planos para extermínio definitivo da dignidade humana. Custe o que custar. Dê por onde der. Para poderem continuar a acumular nos seus cofres, mais e mais depressa, fortunas que não irão levar para a cova, não são deuses nem faraós, muito menos imortais.

É um tempo de esperança. Porque, amigos, chega, basta o que basta. Não estamos só fartos de sacrifícios, estamos fartos de ter as vidas em suspenso, sob ameaça de apocalipses maiores se não nos portarmos bem, se reagirmos, se não nos deixarmos espezinhar, se formos lúcidos e tivermos um pingo que seja de vergonha e outro tanto de orgulho.

Mário Soares, a quem não me ligam afinidades políticas por aí além, já veio dar o exemplo. É tempo de extremar posições e não de conciliar, pacificar, comer e calar. Passos Coelho e a sua troupe governamental de má memória fizeram de nós gato-sapato. É tempo de lhes darmos um pontapé. Aí mesmo. Onde está a pensar. 

lá, onde renasce a esperança


Alexis Tsipras, dirigente do Syriza, a segunda formação política mais votada nas eleições gregas e, neste momento, a tentar formar governo, escreveu em Fevereiro a carta que se segue, endereçada à Comissão Europeia e a outras instâncias governamentais da Europa.

Pergunto: não era isto que você queria também? 

Excelentíssimos senhores e senhoras,

Envio-vos esta carta para alertar-vos para uma questão de ordem democrática de urgente importância para a Grécia. Tem a ver com o compromisso assumido nos últimos dois dias pelo governo Papademos, chefiado pelo sr. Lucas Papademos. Permitam-me que vos recorde que se trata de um governo não-eleito, que não tem apoio popular e atuou consistente e conscientemente contra a vontade do povo grego. Este governo não tem legitimidade democrática para comprometer este país e o seu povo nos próximos anos e as próximas gerações. Este défice de legitimidade está em conflito com a rica tradição democrática dos vossos próprios países. A manter-se desta forma, tornar-se-á um mau precedente para a Grécia e para o conjunto da Europa, que, acima de tudo, têm uma herança comum de tradições políticas e democráticas que precisam ser respeitadas. Por maior que possa ser a gravidade das circunstâncias atuais – em relação às quais há espaço para divergência de opiniões – elas não podem de forma alguma cancelar a democracia.

A falta de legitimidade democrática do governo Papademos deriva dos seguintes factos:

– Os dois partidos políticos que apoiam o governo e participam nele não têm mandato popular para comprometer a Grécia com tratados e acordos desta natureza. Os seus representantes foram eleitos nas últimas eleições de outubro de 2009, baseados em programas políticos totalmente contrários às políticas que foram seguidas pelo anterior governo de Papandreu, bem como às que estão a ser negociadas hoje com a UE, a troika e o FMI pelo atual governo. Os dois partidos que hoje constituem o atual governo têm um registo histórico de pilhagem dos recursos públicos e são responsáveis pela atual situação económica.

– O povo grego foi sistematicamente desinformado e enganado sobre a intensidade e a duração das medidas de austeridade, desde a sua primeira implementação em 2010. Consequentemente, retirou a confiança no sistema político grego. Mais ainda, o amplamente admitido – dentro do nosso país e no exterior – fracasso óbvio destas medidas para enfrentar com sucesso os problemas fiscais que supostamente resolveriam nestes últimos dois anos e no período de cinco anos de aprofundamento constante da recessão, legitimou mais ainda a exigência de uma mudança de política, de forma a restaurar um crescimento socialmente justo e, assim, a perspetiva de uma racionalização fiscal.

– Mais especificamente: o governo não-eleito de Papademos apenas fornece um mínimo de informação, às vezes mesmo enganadora, no que diz respeito ao acordo que secretamente negoceia. Não iniciou, nem permitiu que começasse qualquer discussão informativa e pública acerca dos compromissos de longo prazo extremamente graves que se seguem. A Democracia Grega foi assim privada do direito, protegido constitucionalmente, de fazer uma avaliação detalhada das consequências do acordo assinado. O chamado “segundo resgate” foi votado através de processo ultra-expedito de emergência, no quadro de uma sessão parlamentar num domingo. O principal objetivo desta sessão foi a exigência, feita pelo governo, de uma autorização que é uma carta branca para assinar documentos quase em branco, que vão comprometer o país nos anos vindouros.

– Apesar do nível de falta de informação sobre estes acordos, o seu conteúdo parece ser tal que compromete o povo grego para as gerações vindouras. Para um tal compromisso, qualquer governo deveria pelo menos pedir um claro e renovado mandato.

– Apesar do nível de falta de informação sobre os movimentos do governo, a vontade do povo grego, expressa numa multitude e variedade de formas, é quase unânime em se opor a eles. Especificamente, durante os últimos dois anos, o povo da Grécia, por todo o país, demonstrou a sua oposição às políticas do governo, através de, entre outros meios, repetidas greves gerais e manifestações, ocupações, envio de cartas e mensagens eletrónicas, e outras formas de comunicação pessoal com os deputados. O governo grego não só escolheu ignorar a voz do seu povo, como também tentou mesmo sufocá-la, por vezes até de forma violenta, para dar continuidade, de forma antidemocrática, às políticas que se demonstraram desastrosas para a sociedade e a economia gregas.

Por todos os motivos acima expostos, notifico-vos que o povo grego, assim que restaurar o direito de exprimir democraticamente a sua vontade e reconquistar o controlo sobre as instituições democráticas, irá com toda a probabilidade reservar o seu reconhecimento ou o cumprimento destes acordos que o atual governo planeia aceitar. Especificamente, o povo grego não aceitará qualquer perda de soberania, o envolvimento estrangeiro em assuntos internos da Grécia ou a venda em larga-escala das empresas públicas, da terra e de outros bens que o atual governo se prepara para aceitar.

Alexis Tsipras
Presidente do grupo parlamentar do Syriza

Tradução do esquerda.net

mais uma vez, os gregos provam que os têm no sítio; se não temos, importemos


o dinheiro, à grande e à portuguesa

o traque que aquele dinossauro deu, não foi ele, nem eu

Diz hoje o DN que os gases dos dinossauros foram responsáveis por um período de aquecimento global. Agora, os puns são outros mas o aquecimento global está aí para nos derreter a moleirinha. São as flatulências dos senhores do dinheiro (sim, sempre eles, os do império do mal!) que, combatendo os ecologistas, comprometem o futuro da Terra. Mas respeitar a Natureza - e, em última instância, a vida - não dá lucro. Como se sabe. E como se vê.

propostas radicalmente radicais de um partido extremamente extremista e radicalmente radical, o syriza

Por Sérgio Lavos

"1) Imediato cancelamento de todas as medidas vigentes de empobrecimento, como cortes nas pensões e salários;

2) Cancelamento de todas as medidas vigentes que vão contra os direitos fundamentais dos trabalhadores, como a abolição dos contractos colectivos de trabalho;

3) Abolição imediata da lei garantindo imunidade aos deputados e reforma da lei eleitoral (principalmente a questão dos 50 deputados bónus para o partido vencedor);

4) Investigação aos bancos gregos e imediata publicação da auditoria feita ao sector bancário pela BlackRock;

5) Uma comissão de auditoria internacional para investigaras causas do défice público da Grécia, com uma moratória em todo o serviço de dívida até serem publicados os resultados da auditoria."

Os media andam histéricos com o radicalismo do partido que ia ganhando as eleições na Grécia. Esquecem-se de que o partido de direita que ganhou as eleições desistiu de formar Governo ao fim de poucas horas. E claro, defende as medidas de austeridade que levaram à destruição do país. Com propostas destas, quem é verdadeiramente responsável nesta situação? A direita "responsável" que levou a Grécia ao fundo ou a esquerda "radical" que a quer salvar?

(Via 5 Dias, traduzido por Nuno Moniz.)

já a minha mãe dizia, "com as calças do meu pai também eu sou um homem"

Racionamento nos tempos da II Guerra. 

Então não é que os chicos-espertos do Pingo Doce vão agora obrigar os seus fornecedores a pagar os 50% de desconto feitos no dia 1 de Maio? E isto é legal? Vale tudo neste país? Podem, unilateralmente, reduzir para metade o valor das facturas?

Pena o Pingo Doce não vender fiado. Porque seria bom promover uma campanha para lhes pagar apenas metade das dívidas.

Isto, somado ao facto dos dirigentes do Pingo Doce terem decidido oferecer 50% de desconto aos seus funcionários - menos aos que não foram trabalhar no dia 1 -, são provas irrefutáveis de que esta empresa é administrada por gente pouco recomendável.

Por mim, prolongo o meu boicote pessoal ao Pingo Doce. Ad aeternum.

por favor, deixem-se de merdas!


O vernáculo, às vezes, dá jeito. Acalma-nos os maus fígados, desacelera-nos a tensão arterial, alivia-nos os nervos e a acidez gástrica. O PS pediu para ser anexada uma adenda ao tratado orçamental com medidas destinadas a incrementar o crescimento. Porque torna e porque deixa, por mais isto e mais aquilo, o PSD não aceitou. Agora, escassíssimas semanas depois, é ele próprio, o PSD, que vai apresentar em Bruxelas um pedido semelhante. Ou seja, em vez de pensarem e agirem de acordo com as suas convicções, por mais erradas que possam estar, as gentes do PSD andam a reboque dos acontecimentos, neste caso a eleição de Hollande. Que confiança nos pode merecer um governo assim, o mesmo que nos andou meses a fio a dizer que não havia outra solução a não ser austeridade sobre austeridade, custasse o que custasse? Enfim, mais vale tarde do que nunca. E mais vale tarde do que nunca ver Mário Soares, que tanto elogiou Passos Coelho, o menino bem comportado, tão bem intencionado coitadinho, a pedir agora que o PS rompa com o memorando de entendimento. Outro efeito Hollande, claro está, mas ainda bem que assim é. É pouco, ainda não chega, mas é o que temos.

E todos eles, sem excepção, vêm finalmente dar razão às gentes à esquerda do PS que há muito proclamam alto e bom som, sempre acusados de aventureirismo e outros pecados maiores, que o acordo com a troika é ruinoso e que as medidas de austeridade só conduzem a mais austeridade e à catástrofe económica.

Deixem-se de merdas, ó senhores políticos de aviário. Este memorando tem que ser rasgado. Façam outro. Finjam que são todos amiguinhos, entrem em acordo, sejam patriotas, sejam sérios e, sobretudo, sejam humanos. Há gente a sofrer por vossa causa.

Quanto mais não seja, façam-no por calculismo. Lembrem-se que os vossos compadres gregos foram castigados.

07/05/12

hollande


ganhou o hollande? scheiße!!!


o carrapito da dona aurora era postiço e ninguém sabia


Ouvi há pouco na TSF. O líder da Aurora Dourada, o partido de extrema-direita grego, deu hoje uma conferência de imprensa. Ou por outra, teria dado se não tivesse expulso os jornalistas da sala. E porquê?, perguntarão vocês e perguntarão muito bem. Porque os jornalistas tiveram a audácia, imaginem!, de não se terem levantado quando sua excelência entrou na sala.

A coisa está-se a compor. Ai está, está.

ela sempre teve um fraquinho por homens pequenos, de tamanho ou de carácter


o império contra-ataca!


Já era de esperar. As bolsas em baixa, os juros da dívida a subir, os capitais em fuga, como se Hollande fosse o mais terrível dos comunas, pronto a implantar uma ditadura proletária na bela França.

Ou seja, é a chantagem dos mercados, dos donos do mundo, do grande império do capital. Para eles, nada melhor do que mão-de-obra o mais barata possível, trabalho sem direitos nem regalias, o fim dessa péssima ideia de Estado Social de que a Europa foi, esbanjadora, a pioneira.

Agora é que vão ser elas. E a pergunta que se impõe é só uma: aguentar-se-á Hollande? Ou será mais um dos muitos socialistas, de que temos bastos exemplos em Portugal, que quando no poder governam à direita para deleite dos mercadores de vidas humanas?

Não percamos os próximos capítulos desta novela que já vai longa. E onde somos os protagonistas principais, as vítimas dos vilões da história.

uma barata tonta

Por Marinho e Pinto

Três antigos bastonários da Ordem dos Advogados ligados ao negócio das arbitragens (essa justiça privada e clandestina tão zelosamente promovida pelo actual governo) vieram atacar-me pessoalmente por eu ter criticado a ministra da justiça no programa da SIC «Conversas Improváveis», onde dissera que ela é uma barata tonta e uma pessoa traiçoeira em quem não se pode confiar.

António Pires de Lima, que já não se lembra dos insultos que dirigira a António Guterres, José Sócrates, Alberto Costa e Alberto Martins, veio dizer ao semanário Sol que eu devia «andar a puxar uma carroça em Lisboa». Ele, que há uns anos comparou o Ministério Público à Gestapo de Hitler e à PIDE de Salazar e que antes do 25 de Abril fora advogado de uma das mais ferozes forças de repressão da ditadura, defendeu a actual ministra afirmando que ela «tem feito o possível, o que não pode é fazer milagres». Confessou ainda «ter a maior consideração» por ela e desejou-lhe «boa sorte». Ámen!

Júlio Castro Caldas, sócio do chefe de gabinete da ministra, veio também a público afirmar que ela fora alvo de uma «pública injúria com intenção de ofender» - um acto para o qual nem «o histrionismo de carácter, estimulado pelo talk-show, é atenuação suficiente». Castro Caldas tem motivos para vir em socorro da ministra, pois, além de interesses comuns nas arbitragens, foi nomeado por ela para a Comissão de Revisão do Código de Processo Civil. Também tem motivos para me atacar dessa forma descabelada pois, em tempos, escrevi um artigo sobre um bastonário da OA que fora alvo de uma participação de um juiz por se ter descoberto em plena audiência de julgamento que na véspera ele tinha reunido com as testemunhas do seu cliente, suspeitando o juiz e o advogado da parte contrária que essa reunião fora para as industriar. Claro que Castro Caldas foi absolvido pelo conselho Superior da OA, quando Júdice era bastonário, pois, em regra, esse tipo de comportamento só constituía infracção disciplinar quando visava advogados mais modestos, de preferência da província.

José Miguel Júdice que, enquanto bastonário da OA, tentava, entre outros negócios, vender submarinos ao governo, veio rasgar as vestes em público, dizendo que eu ultrapassei «todos os limiares da boa educação» por ter feito as declarações que fiz «contra uma senhora que está a desempenhar o seu papel da melhor maneira que pode e sabe». Refira-se que Júdice aumentou e muito a sua fama de «bem educado» pela forma elevada como em tempos tratou o bastonário Rogério Alves, o presidente do Conselho Superior, Luís Laureano Santos e o seu vogal, Alberto Jorge Silva, por lhe terem instaurado um processo disciplinar por, em declarações públicas, exigir que o estado consultasse sempre a sua sociedade de advogados. Também contribuiu para a sua láurea de boa educação, a forma elegante como passou a referir-se a outra «senhora», a antiga ministra da justiça Celeste Cardona, depois de o então ministro da defesa, Paulo Portas, ter preterido o cliente do escritório de Júdice na compra dos tais submarinos.

Júdice, que se demitiu do PSD para ir ganhar dinheiro com José Sócrates e António Costa (de quem foi mandatário à Câmara de Lisboa) quando Luís Marques Mendes era presidente do partido, terá agora de fazer muitos mais exorcismos públicos como este para voltar a estar em condições de facturar como na altura em que Durão Barroso e Santana Lopes chefiaram o governo. Recorde-se que, nesse tempo, o escritório de Júdice recebia, só de uma empresa pública, dois milhões de euros por mês (um milhão em cada 15 dias), supostamente, por assessoria jurídica. Por outro lado, a sua boa formação está lapidarmente evidenciada numa entrevista ao JN, em que, pronunciando-se sobre a Zona Ribeirinha do Tejo, para cuja administração José Sócrates acabava de o nomear presidente, disse: «Aí sinto-me um ginecologista. Trabalho onde espero que muitos se divirtam».

Enfim, são três antigos bastonários que, por inconfessados interesses pessoais, não hesitam em atacar publicamente o bastonário da OA em exercício, unicamente para cair nas boas graças do poder político. Estranha noção de dignidade, a deles.

li e fiquei com cara de oral


Fiquei de boca aberta com esta notícia, salvo seja e honni soit.

Alguém, alma caridosa ou ilustre sexólogo ou doutor de canudo e tudo, que me esclareça acerca do rigor científico desta "notícia"! Dela desconfio, como desconfio de muitas outras "verdades" difundidas pelo Correio da Manhã. Porquê só entre os jovens?, é a primeira dúvida que me vem à moleirinha. Os mais velhos estão imunes, e é por isso que se diz que são "maiores e vacinados"? Ou não praticam tais actos por falta de agilidade nas dobradiças? Enfim, está-me cá a parecer que, por este andar, vamos deixar de fumar, comer, beber e ... isso. Oral, só orar. Sexo, só missionário.

06/05/12

sarkozy vem estudar engenharia para lisboa

Por Mário Botequilha

François Hollande é o novo presidente francês e do Largo do Rato, em Lisboa.

Nicholas Sarkozy reconheceu a derrota, desejou boa sorte ao sucessor e anunciou que irá fazer uma longa pausa para reflexão, enriquecimento pessoal e ouvir discos de reiki, durante um curso de engenharia, que pretende tirar em Lisboa. Carla Bruni, a esposa, já está à procura de casa na Tapada das Mercês, em Sintra, com a ajuda de António José Seguro. O líder do PS também vai levar o casal Sarkozy a conhecer a vida nocturna da capital portuguesa, como os pastéis de Belém, os filmes que começam bem para lá das 19 horas e picos e uma roulotte de bifanas que nunca fecha antes das 20h30.

o passos coelho fez o mesmo quando anunciou que passava a viajar em turística

onde se fala de peniqueira e de penico a propósito das eleições em frança

A Frau Merkel acaba de perder o seu valet de chambre. Agora, só falta que lhe tirem o capacho debaixo dos pés. Ah! Já agora, a peniqueira e o penico também. Vocês sabem quem é um desses objectos, de abjecto servilismo perante os caprichos e desígnios da sucedânea de Hitler. É radical a minha linguagem? Mais radical é matar, expropriar, roubar, empobrecer em nome dos mercados ou lá o que é. 

Hoje foi um bom dia. Que venham mais!

o banksy português

Por Gustavo Sampaio
http://www.sabado.pt (texto e imagens)

Quando começou a pintar graffiti em paredes e comboios, aos 10 anos, na terra onde nasceu, o Seixal, Alexandre Farto – conhecido por Vhils, a assinatura (tag) que adoptou desde então – não imaginava que hoje, cerca de 14 anos mais tarde, seria convidado a expor criações suas em galerias importantes de Londres, Xangai ou Paris. 

“Desenvolvi um conhecimento muito próximo das zonas marginais e dos não lugares das cidades, cresci com essa visão do outro lado do meio urbano”, salienta, ao recordar os tempos em que tinha de fugir da polícia com latas de spray nos bolsos.

Mas como é que aconteceu uma ascensão destas, tão rápida, até à consagração artística internacional? A explicação de Vhils à SÁBADO: “Senti-me impelido a experimentar com outros materiais e técnicas que me permitissem passar de uma comunicação em círculo fechado, como é o graffito, para uma que alcançasse um público mais abrangente.”

Houve uma mudança técnica fundamental: libertou-se da linguagem convencional do graffito e passou a utilizar o stencil para criar imagens mais figurativas e directas, através da sobreposição de camadas contrastadas.

“Fui observando que as paredes das cidades comportavam uma série de resquícios acumulados que permitiam fazer uma espécie de leitura histórica da passagem do tempo, sobretudo evidente no acumular de cartazes publicitários, como é prática em Portugal.”

Daí chegou à ideia de inverter o conceito do stencil: em vez de sobrepor, dedicou-se a remover camadas.

Mas não se limitou a trabalhar sobre as camadas sobrepostas de cartazes publicitários – que diz engrossarem as paredes em cerca de 20 centímetros. Um dia experimentou escavar na própria estrutura das paredes, com martelos pneumáticos e martelos normais. Primeiro desenha na parede, com spray, a figura que pretende esculpir. Depois utiliza cinzel e martelos (por vezes já usou explosivos) e, para os acabamentos, aplica lixívia e outros produtos de limpeza, ácidos corrosivos ou borra de café, que se tornou a sua técnica mais recorrente.

Em paredes degradadas ou fachadas de edifícios devolutos, de Lisboa a Moscovo ou Bogotá, esculpe sobretudo rostos anónimos. Há trabalhos mais pequenos que demoram várias horas, três a quatro, e outros maiores que se estendem por dois a três dias.

Estes rostos começaram a chamar a atenção não só dos transeuntes mas de artistas, galeristas e dos media internacionais. Alexandre Farto apareceu na capa do jornal britânico The Times em Maio de 2008, depois de participar no Cans Festival, organizado pelo consagrado Banksy – o expoente mundial da street art contemporânea. 

“Ele – reconhece Farto – influenciou-me em termos de postura e conceito de actuação no espaço público, mas não em termos de estilo e linguagem visual.” A BBC descreveu-o logo como “o Banksy português”; o The Telegraph” optou pelo trocadilho “Andy Wall-hole” (referência a Andy Warhol).


papel pouco higiénico, está-me cá a cheirar


Um aviso, o milésimo que faço: não gostei da governação de Sócrates, quase tanto como não gosto da de Coelho. Nem um nem outro são flor que se cheire, muito menos que se traga à lapela qual cravo d'Abril. Mas, caramba, começo a desconfiar de tanta insistência, quase diária, do Correio da Manhã em trazer notícias alusivas a Sócrates e à família, nunca abonatórias. Se o que dizem é verdade, porque é que a polícia não está a investigar? Se o que dizem é mentira, porque é que as autoridades não actuam? E, se for este o caso, quem inspirará a publicação dessas notícias? Com que objectivos? 

a partilha do mundo

já parou para pensar por que é que existem descontos? o desconto só existe para se poder baixar um preço que estava caro



Pela boca morre o peixe. E os senhores do Pingo.

histórias da longa noite

Imagem: http://wehavekaosinthegarden.wordpress.com/

numa praça perto de si